RABISCO
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RABISCO
*
Neste Outono que manso avança ainda
Busco-me e não me encontro. Onde estarás
Meu cavalo-de-fogo? E vou atrás,
Vou sempre atrás de quanto não`prescinda
*
Pra prolongar, bem sei, a busca infinda
Que comigo nasceu. E tanto faz
Que de alcançá-lo seja, ou não, capaz:
A busca, por si mesma, é já bem-vinda!
*
Vislumbro um vago rasto de poeira?
Talvez seja o cavalo que me escapa
Ou o prenúncio de uma outra cegueira...
*
De olhos perdidos num pretenso mapa
Sou como o bico de uma lapiseira
Que em branco deixa o livro e risca a capa.
*
Mª João Brito de Sousa
09.10.2025
***
Imagem processada pelo ChatGPT
***
Encanta- me ler os seus poemas e este é também maravilhoso. Que rabisco! Beijinho.
ResponderEliminarBonito Rabisco!
ResponderEliminarBoa noite, Maria João.
Um abraço.
Olá, Otília! Que bom encontrá-la por aqui, amiga!
ResponderEliminarUm grande beijinho desta sua companheira de versos que hoje está literalmente feita num oito porque se viu na absoluta necessidade de palmilhar muito mais chão do que aquele que as pernas, a coluna e o coração se habituaram a aguentar
Obrigada, Cheia! :)
ResponderEliminarEspero que esta noite as cãibras me dêem uma folgazinha, que bem preciso dela... Esforcei-me muito mais do que a prudência aconselha e a experiência já me ensinou que os esforços musculares costumam ampliar a intensidade das cãibras, mas ... ou começo a conseguir dormir umas largas horas seguidas, ou qualquer dia fico palerminha de todo e nem rabiscar uns versos consigo...
Um abraço
Também rabisco., mas nunca fica parecido com nenhuma estação outonal ou primaveril.
ResponderEliminarTento desenhar mas do 'bico da lapiseira' só sai garatuja .
Sempre com a musa te presenteando e em troca temos essas belezas.
Parabéns, amiga querida . Uma noite suave e calma . Beijinhos.
Já vou bocejando, querida Lis :)
ResponderEliminarOra, um rabisco é mais ou menos a mesma coisa que uma garatuja ou um gatafunho, rsrsrsrs... E olha que não há nada de rabisco ou garatuja naquilo que tenho lido no teu blog...
Nem imaginas quanto estou a precisar de uma noite suave e calma. Estes últimos meses têm sido um pesadelo porque as cãibras nas mãos, nos pés, nas pernas e nos intercostais não me têm deixado dormir quase nada.
Que tenhas, também, uma noite suave e calma.
Beijinhos
Então bom e belo fim de Semana
ResponderEliminarem saudável harmonia MJ, beijinhos
Olá, !
ResponderEliminarObrigada e que tenhas também um muito feliz fim-de-semana.
Beijinhos
Admirável poema com algo de autocrueldade mas maravilhoso.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Muito obrigada, L.
ResponderEliminarDa última vez que o cavalo-de-fogo veio mesmo ter comigo, nem sequer foi num soneto, foi numa cavalgada em décimas que escrevi sobre o Choro e o Riso... Mas devo estar demasiado exausta para que o cavalo da Musa se digne visitar-me e estes sonetos têm sido escritos a passo, em vez de a galope como eu gosto.
Um abraço
Gostei de ler. Abençoado talento. Saúde e paz.
ResponderEliminarMuito obrigada, Francisco.
ResponderEliminarEstou com tantos problemas de "saúde" no computador quantos os que vou tendo comigo mesma e com a minha gata Mistral... Pelo sim, pelo não, vou já publicar o soneto desta noite, não vá esta maquineta ter um enfarte no "hardware" e deixar-me de mãos atadas...
Saúde e PAZ para si também