NATAL
Na Associação Espaço Memória fotografada por Carlos Ricardo
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NATAL
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A neve cobre o monte iluminado
Nas palhas o menino adormecido
Os sinos com um toque enternecido
Espalham o evento encantado
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Nasceu já o menino anunciado
Deitado sobre a cama e aquecido
Embora sem ter roupas e despido
Mas com todo o calor do povoado
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Natal, é nascimento e alegria
Para que seja assim no dia a dia
Com glória, com fartura e riqueza
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Acabe-se a miséria, finde a guerra
Que haja sempre alimento sobre a terra
Para acabar a fome e a pobreza
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Custódio Montes
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"Para acabar a fome e a pobreza"
Será que um Natal basta? Não sei não,
Mas tem-se, nesta noite, essa ilusão
Ainda que em momentos de incerteza...
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Instantes de amargura ou de tristeza
Podem render-se face à tradição,
Mas não esqueçamos quem não tem nem pão
Pra no Natal levar à sua mesa
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Ou quem balas recebe por presente
Não por ser menos gente do que a gente
Mas porque a guerra pode sempre mais...
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Se quem com espada mata à espada morre,
Porque é que este horror todo ainda ocorre,
Porque é qu`inda ouço o mundo inteiro aos ais?
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Mª João Brito de Sousa
24.12.2025 - 19.20h
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Parabéns a ambos e votos de saúde e de paz.
ResponderEliminar"O menino" nasce todos os anos mas não dá conta disto, as coisas estão a piorar.
ResponderEliminarAs suas melhoras.
Um abraço
L
Muito agradecida, Francisco, em meu nome e no do poeta Custódio Montes.
ResponderEliminarSaúde e PAZ
Sem dúvida, L., as coisas estão mesmo a piorar a um ponto que quase nos parece impensável.
ResponderEliminarEnquanto eu esperava a chegada do menino que, para mim, sempre simbolizou o filho de todos os explorados e oprimidos, quantos meninos não tombavam em Gaza e na Cisjordânia?
Obrigada e um abraço
Muitos parabéns a ambos.
ResponderEliminarContinuação de Boas Festas.
Um abraço, Maria João.
Muito grata pela parte que me cabe, retribuo os votos de continuação de BOAS FESTAS
ResponderEliminarUm abraço, Cheia!
Que prazer tenho em vê-la novamente a poetar querida Sonetista!
ResponderEliminarÉ uma coroa de versos pequenina, para caber na cabecinha do Menino Jesus.
Amei.
Um grande beijinho com votos de melhoras.
Obrigada pelos votos de melhoras e pela parte que me cabe nesta publicação, Janita
ResponderEliminarO amigo Custódio Montes não tem Blog - que eu saiba... - , encontramo-nos sempre no Facebook, mais especificamente no grupo de poetas "Somos... Horizontes da Poesia", mas cada vez vou tendo mais dificuldade em mover-me por lá e glosei este soneto que ele teve a amabilidade de me enviar pelo Natal.
Um grande beijinho
Dois sonetos à medida da minha expectativa
ResponderEliminarE que bom... que bem sabe lê-los
Beijo do teu "velho" neto
A avó agradece-te do fundo do coração pela parte que lhe cabe neste dueto de sonetos, neto meu.
ResponderEliminarBeijo da tua avó que não se importaria nada de ser velha se tivesse um pouco mais de saúde
Minha Amiga Maria João. Agradeço as suas palavras. Gostei muito de a ler. Fiquei triste por me dizer que esteve internada. Tenha coragem. Que o ano de 2026 seja um ano melhor, em saúde e conforto e com paz no mundo.
ResponderEliminarUm caloroso abraço.
Oi querida menina
ResponderEliminarSem palavras que possa medir o tamanho da minha alegria sabê-la em casa
em condições favoráveis para entregar-nos um Natal embora saiba que só um não basta.
Queremos mais ! Sua presença _o melhor presente e desejando que seja assim no `dia a dia.` Certa que a terei por perto deixo um abraço forte e um Ano mais Novo cheinho de saúde e coragem ..Beijinhos aos dois admiráveis sonetistas .
Querida Graça, sensibilizada, registo e agradeço as suas palavras.
ResponderEliminarEstou ainda muito frágil, sem forças nem equilíbrio, mas tudo farei por seguir à risca os tratamentos que a equipa médica me prescreveu.
Para si, um melhor ano de 2026 e aquilo por que quase todos nós ansiamos acima de tudo: PAZ neste mundo à beira do caos.
Retribuo o seu caloroso abraço
Obrigada, querida Lis
ResponderEliminarAinda tusso muito, tenho dores no pulmão direito e preciso de andar encostada às paredes e móveis porque perdi o equilíbrio, mas tudo farei para não ter de voltar tão cedo ao internamento hospitalar... É que as médicas, enfermeiras, a fisioterapeuta e os auxiliares de acção médica são todos uns queridos, mas não há nada como a nossa amada casinha - mesmo virada de pantanas, rsrsrsrs - e eu estava a morrer de saudades da Mistral
Como quase me não posso mexer, tudo me leva um tempo infinito e a poesia vai ter de ficar em segundo plano... mas, como vês, vou fazendo o que posso.
Beijinho grande para ti