MOVER MONTANHAS

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*


MOVER MONTANHAS
*



Não te procurarei até que venhas
E que tragas contigo o que levaste
De mim, que te dei mais que o que sonhaste,
De mim, que hoje abandonas e desdenhas
*



Como se as tuas glosas fossem estranhas
Aos versos que comigo partilhaste
Por isso voa até onde te encantaste
Ainda que voando me detenhas
*



Mas se em verdade, Musa, me olvidaste,
Enquanto noutras vozes te entretenhas
Ache eu a voz da voz que em mim calaste
*



E ainda que me percas se me ganhas,
É no poema que hoje me negaste
Que encontro força pra mover montanhas.
*


 


Mª João Brito de Sousa


19.01.2022 - 13.45h
***

Comentários

  1. Nada de me roubar a Serrinha das Estrelas
    Bela tarde MJ, que o que tenho é um novo blog, 2 no total
    onde este será só para as fotos e Video.
    https://www.blogger.com/profile/15870873924508670263 Perfil
    https://beitesfotoevideo.blogspot.com/ foto e video
    Beijinhos

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  2. E eu era lá capaz de te roubar a tua linda Serra das Estrelas, ?! Parece que nem me conheces há... ora deixa cá ver... há uns dezassete ou dezoito anos E não roubei nada, só a levantei um bocadinho do chão. Deve ser o Kilimanjaro ou o Evereste porque pesa que eu sei lá...

    Já estive no teu novo blog. Num deles - o Beites - em que nos dás boas-vindas. Vou ver se descubro o outro.

    Beijinhos

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  3. Que bela Musa, que move montanhas.
    Um abraço.

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  4. Obrigada, Cheia.

    Este soneto foi escrito num daqueles dias em que estava zangada com a Musa por ela andar desaparecida. Descobri que estava enganada quando comecei a escrever-lhe este poema...

    Outro abraço

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  5. Boa noite Maria João,

    Que ninguém a detenha
    Haja sempre coragem.
    Nunca será a desdenha.
    A razão duma viagem.

    Musa que vai sem voltar
    Não é dita nem desdita
    É uma triste a orar
    A qualquer santa bendita.

    Eis-nos aqui presentes
    A erguer a nossa voz.
    Ó Musa despe as vestes
    Devolve a João a nós.

    As melhoras!
    Um abraço.

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  6. Bom dia, José da Xã

    A Musa é parte de mim
    Embora aconteça, às vezes,
    Zangar-me com ela assim,
    Termos os nossos revezes....
    *
    Ela e eu num corpo só,
    Mas nem sempre em sintonia,
    Temos zangas de dar dó
    Se uma à outra contraria
    *
    E quando eu estou mais doente
    Ela, toda revoltada,
    Nunca à maleita faz frente,
    Antes faz greve, a danada
    *
    Assim, dela despojada,
    Passo a ser apenas meia
    E "meia eu" não val` nada,
    Não val` nem um grão de areia.
    *

    Obrigada, José da Xã.

    Um abraço

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