NOVOS TEMPOS, VELHAS LUTAS


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*

 NOVOS TEMPOS, VELHAS LUTAS
*
(Nonas)
*
I
*
Velhas lutas, tempos novos

E novas contradições

Vão comandando as paixões

E as (in)decisões dos povos

Que, nunca se repetindo,

Vão indo e vindo, indo e vindo,

Parecendo quase iguais

Às dos nossos ancestrais

Que há muito foram partindo
*
II
*
Novos tempos, velhas lutas

De opressor contra oprimido,

Que não fazendo sentido

Estão cada vez mais astutas

E passam sem serem vistas,

Fazendo ainda conquistas:

Mesmo que já desvendadas

E por muitos condenadas,

Parecem não deixar pistas.
*


Maria João Brito de Sousa

02.01.2019 – 15.28h

***

Comentários

  1. brancas nuvens negras3 de janeiro de 2026 às 15:53

    Este seu poema, nem de propósito, é tão oportuno.
    Os acontecimentos de hoje mostram ao mundo de onde vem o perigo para todos nós e não é de onde os comentadores repetem nas televisões.
    Um abraço.
    L

    ResponderEliminar
  2. Foi essa a mensagem que tentei fazer passar, L. : o maior, o mais terrível dos perigos fica no silêncio dos deuses, cómodo e silencioso nos bastidores da esmagadora maioria da comunicação social

    Um forte abraço

    ResponderEliminar

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