A JUSTIFICAÇÃO DO MAR
A JUSTIFICAÇÃO DO MAR
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Serei, na (in)completude dos gentios,
Quem foi, de ti, o berço original,
Quem te encheu da grandeza natural
De invernos, dos agrestes, e de estios
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Sou quem te enfeita de ilhas e baixios,
Quem te cava este leito de água e sal,
Quem te cobre de bancos de coral,
Quem te devolve a água dos seus rios
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Sou quem te concedeu a imensidão
Das coisas que mal sabes desvendar,
Quem cresce ao renovar-te e quem te fez
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Eu, a VONTADE, sempre em progressão,
De me expandir, de me multiplicar:
Sou tudo o que adivinhas mas não vês!
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©Maria João Brito de Sousa
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23.01.2008
O mar como inspiração. O mar temível, assustador.
ResponderEliminarUm abraço.
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