A JUSTIFICAÇÃO DO MAR


 

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 A JUSTIFICAÇÃO DO MAR

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Serei, na (in)completude dos gentios,

Quem foi, de ti, o berço original,

Quem te encheu da grandeza natural

De invernos, dos agrestes, e de estios

*

Sou quem te enfeita de ilhas e baixios,

Quem te cava este leito de água e sal,

Quem te cobre de bancos de coral,

Quem te devolve a água dos seus rios

*

Sou quem te concedeu a imensidão

Das coisas que mal sabes desvendar,

Quem cresce ao renovar-te e quem te fez

*

Eu, a VONTADE, sempre em progressão,

De me expandir, de me multiplicar:

Sou tudo o que adivinhas mas não vês!

* 

 

©Maria João Brito de Sousa

*

23.01.2008

 

 

 

 

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