ALMA DE MAR
Eu na praia, 1958
Fotografia de António Pedro Brito de Sousa
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ALMA DE MAR
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Eu quero esta minh`alma como o mar
Lucidamente líquida, abissal,
Mas nunca tão salgada porque o sal
É mais denso e pesado do que o ar
*
Quero a alma que anseio vislumbrar:
De uma etérea leveza tão total
Que ascenda ao céu que cobre o meu quintal
Como se fosse um raio de luar
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Quero ver a minh`alma feita em espuma,
Como as ondas do mar a dar na areia:
Eu, náufraga-perfeita do que sou,
*
Quero a minh`alma esparsa como bruma,
Abstracta, intraduzível como ideia
Que no mar quis perder-se e se encontrou.
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©Maria João Brito de Sousa
22.02.08 - 12.00h

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