EU, POETA PORTUGUÊS




 

EU, POETA PORTUGUÊS

 

Eu tenho o nobre toque das areias

Do meu pequeno-imenso Portugal

E vivo em transparências de cristal

Sobre uma estranha fome de alcateias

*

 

 

Eu, esboço de tritões e de sereias

Num traço decidido, horizontal,

Renasço, para o bem e para o mal,

Da cópula carnal de mil ideias...

*

 

Aqui cresci! Castelo em construção

De um sonho e da raiz de uma ilusão

Na qual naufraga um mar todos os dias,

 *

 

Descrevo-me em longínquas caravelas,

No sol, na lua e nos milhões de estrelas

Em que a dor espanto, à força de ironias.

*

 

 

©Maria João Brito de Sousa

 

05.06.2008 - 11.56h

***

 

  

Comentários

  1. Grande poeta que teve na neta uma fidelíssima seguidora.
    Obrigado por este soneto.👏👏👏👏👏👏

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