MUNDO III
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MUNDO III
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Amo imperfeitamente este esférico amor
Que agora olho com dor e a ânsia emergente
De ser não mais que gente e ousar esforço e suor
Para o tornar melhor, que o melhor quer-se urgente
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Falo, naturalmente, embora com rigor
Do mundo em meu redor. E atrás e à frente...
Será conveniente usar restaurador
Pra lhe dar brilho e cor quando ele assim, doente
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Ao rodar se apresente um tanto agoniado,
Tonto e angustiado ao ver-se do avesso?
Ao "contrário", confesso achar exagerado
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Mas posso estar errado e não haver excesso
No singular processo em que, invertido o estado,
O pino faz, coitado, o mundo que conheço.
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©Maria João Brito de Sousa
01.08. 2925 - 10.40h
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Soneto em verso alexandrino com rima entrançada

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