UM CASTELO DE AÇUCENAS

 

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UM CASTELO

DE

AÇUCENAS
*


Na paz de Deus embalo os meus poemas

E desse não sei quê que vive em mim

Vem-me uma lucidez que não tem fim

E é, no fundo, a razão das minhas penas
*

 

No som que delas vem, ergo as empenas

Do castelo em que abrigo o meu jardim

De versos cujas rimas de cetim

Bordei letra por letra. E são centenas!
*

 

No pátio dos poemas que eu herdei,

Na paz que o verso em mim quis delegar,

Vi florescer nas tardes mais serenas
*

 

O pomar dos poemas que criei...

Eu, que mendigo um pão pra mastigar

Do alto de um Castelo de Açucenas.

*

 

©Maria João Brito de Sousa

 

17.02.2008
*

In Poeta Porque Deus Quer 

Autores Editora, 2009 

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