VERSO A VERSO

 

 Imagem gerada pelo ChatGPT

*

 

 

VERSO A VERSO

*

 

Na tenaz destas coxas que te prendem

Conduzo-te, poema imaginário,

Por ondas e marés, doce corsário,

Ao cais onde estas vagas se me rendem

*

 

Rotas hábeis que engendro e que te entendem,

Levar-te-ão, poema solitário,

Ao cais urgente, ao porto necessário

À nau que vara as ondas que a suspendem

*

 

Afundo-te, poema, verso a verso,

Firmando o leme assim que tu, disperso,

Te desvias da rota e, já perdido,

*

 

Recusando, talvez, morrer submerso

Na doce embriaguês deste universo,

Me negas o naufrágio, arrependido.

*

 

©Maria João Brito de Sousa

Fevereiro, 2016

 

 

In A CEIA DO POETA (inédito)



 

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