VESTIDO DE MENINA
VESTIDO DE MENINA
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Da seda, branco linho, ou do tobralco
De um poema nascido de outro alguém,
Ficou-me imagem breve, aqui e além,
De panos recoberta, como um palco
.
E chega-me um cheirinho a pó-de-talco,
À cânfora, que usava a minha mãe,
E à arca de pau-preto que ninguém
Sabe ir escondendo anseios que recalco...
.
Vão ficando, indeléveis, na memória
Palavras de cetim, ou de algodão
De mui branda textura feminina
Que despertam, de forma aleatória,
Ao toque da varinha-de-condão,
Lembranças de um vestido de menina.
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©Maria João Brito de Sousa
05.05.2008 - 12.58h
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A um poema recitado na Galeria Verney por uma poetisa da APP.
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