CANÇÃO ARQUEJANTE
CANÇÃO ARQUEJANTE
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Não sei com que garra, mas hei-de lutar!
Ceder? Nem pensar! Formiga ou cigarra,
Se a morte me agarra, vou-me libertar
Pra poder cantar ao som duma guitarra
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E se ela me amarra com fios de luar,
A Lua, meu par nas noites de farra,
Vem e desamarra quanto me amarrar...
Não parto a chorar e não faço algazarra
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Cá fico, na Barra, que é o meu torrão:
Um palmo de chão e uma nesga de Tejo
São tudo o que almejo. Mais não peço, não
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Senão, ai, senão, o que sinto, o que vejo
E, infindo, o desejo - quase tentação -
De ousar a canção como último arquejo.
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©Maria João Brito de Sousa
05.09.2026
Soneto hendecassilábico com rima entrançada
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Imagem gerada pelo ChatGPT

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