AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA

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AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA





*


Adeus, minha alameda sem palmeiras


Onde tanto edifício vi nascer...


Adeus, adeus, que o tempo é de beber


As ondas do meu Tejo sem fronteiras.


*


 


 


Assombrando o meu prédio, sobranceiras,


Erguem-se quatro torres. Que fazer


Se desde a prima-pedra as vi crescer


Até se me tornarem companheiras?


*


 


Adeus, pedras pisadas, repisadas,


E mais que desgastadas por meus pés.


Agora estais-me vós a ser pesadas,


*


 


 


Porque já vos não piso e estou rés-vés


Com a terra onde fostes calcetadas


Em chão roubado à concha das marés.


*





Maria João Brito de Sousa -17.07.2018 -20.53h


*





Na sequência da leitura do soneto “Adeus à Rua Castilho” de Ribeiro Couto (1898-1963)


 


 

Comentários

  1. Tudo vai mudando
    e aos poucos também nós

    Beijinhos e um bom e feliz dia

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    Respostas
    1. Olá, Anjo, bom dia!

      Aos poucos, sempre tudo foi mudando... o problema é que, agora, temos de mudar "aos muitos", ou seja muito, muito rapidamente. Demasiado rapidamente e, provavelmente, demasiado. Em todos os sentidos.

      Um feliz dia para ti

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  2. “Universos cerebrais”

    Os universos infinitos
    Carecem de exploração
    Têm recantos bonitos
    E outro que o não são

    São os recantos malditos
    Escapam à lei da razão
    Neles nascem conflitos
    Por vezes sem explicação

    Tens a chave do sucesso
    Tens um dom apaziguador
    Se lhes quebras o monólogo

    Precisas entender o processo
    Que por vezes causa a dor,
    Feliz dia para o psicólogo.

    Prof Eta

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    Respostas


    1. VERSOS CÉREBRO-CORDIAIS

      "Feliz dia para o psicólogo"
      E para o leigo também,
      Quando discorre em monólogo
      Sobre a vida que o mantém.

      Feliz dia pró biólogo
      Que sabe ser bicho e tem
      Em cada bicho um homólogo
      Que conhece a fundo e bem.

      Feliz é quem sempre aprende,
      Quem sempre ao saber se prende
      Com persistência e com garra

      E que feliz também seja
      Quem aos demais só deseja
      Esse amor a que se amarra.

      Maria João


      Cá vai, Poeta, com o abraço de todos os dias!

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