UM LENÇOL DE ÁGUA PURA E LINHO CRU

UM LENÇOL DE ÁGUA PURA E LINHO CRU
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É lençol de água pura e linho cru,
Este amor que se expande e gratifica,
Que não tem voz, mas te trata por tu
E em ternura te eleva e multiplica,
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Tal qual nasce um menino e, todo nu,
Reduz a nada a extrema dor que implica
O parto, essa memória de baú
Que se relê quando já nada a explica.
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Cobrimo-lo de panos pra que aqueça,
Amparamos-lhe a queda, se tropeça,
Tentamos dar-lhe tudo, nada tendo,
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E o mesmo fazemos, sem sabê-lo,
Se a mão nos obedece ao estranho apelo
De um verso que nos nasce e vai crescendo.
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Maria João Brito de Sousa – 14.09.2018- 13.14h
E muito bem
ResponderEliminarque Poetar é mesmo assim
sem fim
Bom e feliz dia de aqui
Beijinhos
Bom dia e uma excelente semana para ti, Anjo
EliminarPoetar não tem fim, mas tem os seus períodos de pousio... ontem, por exemplo, não escrevi nada de nada...
Beijinhos
Que dizer deste soneto?
ResponderEliminarDeixei-me encantar.
Abraço e uma boa semana
Amiga, tenho um blogue só de poesia, no feminino.
http://amulhereapoesia.blogspot.com/
Nele têm sido publicados poemas de poetizas portuguesas, brasileiras e de todos os países africanos de expressão portuguesa. Poetizas consagradas e desconhecidas. Com uma pequena biografia de cada vez que publico uma poetisa pela primeira vez. Penso que deve ser o único blog do género na blogosfera. Admiro muito a sua poesia e gostava de a levar para lá. Que me diz?
Abraço
Muito contente fico por saber que se deixou encantar por este soneto, Elvira.
EliminarClaro que terei muito gosto em partilhá-lo consigo e com os seus leitores. Se quiser, poderá contactar o Rogério no sentido de obter a minha biografia.
Um grato abraço.
Farei isso. Muito obrigado.
EliminarAbraço