FRUTO DE UM MAR PROIBIDO - Reedição
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FRUTO DE UM MAR PROIBIDO
*
Quis lembrar-me do mar que trazias
A pender-te da ponta dos dedos,
Prometendo, acenando aos mil dias
Que eu roubava à avareza dos medos
*
E colhi, desse mar que escondias
No remoto pomar dos segredos,
O mel doce que em fruto of`recias
Dentre mil, extemporâneos, azedos…
*
Houve um tempo redondo e magoado
Em que o fruto minguava escondido,
Definhando de tão resguardado
*
Na redoma do que é proibido
E se eu nunca o tivesse encontrado,
Talvez nunca o tivesse perdido.
*
Maria João Brito de Sousa
23.10.2011 – 15.00h
***
(Em verso eneassilábico)
Só sentimos verdadeiramente falta ou só perdemos, aquilo que um dia conhecemos.
ResponderEliminarBelíssimo poema.
Um abraço.
Obrigada, L.
EliminarDescobri que tinha perdido a conta aos meus dias da década passada e, de quando em quando, vou buscar um que me pareça menos mau :)
Outro abraço
Perdidos ou achados
ResponderEliminarque seja um belo dia
inteirinho em harmonia
Beijinhos
Que tenhas, também, um belo dia, Anjo!
EliminarBeijinhos
Boa noite de paz, querida Maria João!
ResponderEliminar"E se eu nunca o tivesse encontrado,
Talvez nunca o tivesse perdido."
Estive ausente uns dias e venho agradecer seu carinho no Entre Nós, sobretudo.
Um poema interessante cujo tema você abordou de forma inusitada.
Recortei os versos que muito me tocaram.
Tenha dias abençoados de paz!
Beijinhos 😘🕊️💙💐
Muito grata pela sua visita e palavras, Rosélia!
EliminarMuita saúde, paz e inspiração!
Beijinhos