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ESTA PARTE DE MIM QUE PODEM VER

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    Não quero ir já. Não devo `inda morrer. É muito, muito cedo pr`a partir. Falta-me um tanto que quero saber E umas milhentas coisas por cumprir...   E tantas, tantas coisas por fazer Dessas tais que me irão fazer sorrir... É cedo, ainda, para me esquecer E muito cedo para desistir.   Mas esta mesma força que me corre Pelas veias que agora me mantêm, Há-de um dia extinguir-se, há-de morrer...   Será tão só o corpo o que me morre No sangue destas veias que contêm Esta parte de mim que podem ver.  

OITO GRAUS CELSIUS

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      Estavam só oito graus no meu castelo… Oito graus Célsius muito bem contados. Eu e os animais, muito embrulhados, Tentando não esquecer que o mundo é belo,   Fazíamos de conta que o quentinho Contava mais por dentro que por fora… Mas o frio - este frio que faz agora - Tornava muito duro esse caminho…   Estavam só oito graus dentro de casa, Mas tanto se nos dava que assim fosse… Depois viria o sol para aquecer-nos!   O frio há-de passar pois tudo passa! Se o que   agora passou não foi tão doce, Outro fará esquecer piores invernos!     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET   http://www.avspe.eti.br/indice.htm   http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm  

O DESABROCHAR DOS SILÊNCIOS

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      Eu vou desabrochar! Eu sei que vou… Mas só nestes silêncios que transformo Na luz primordial a que retorno Quando aos silêncios eu me entrego e dou.   E que me importa “estar” se mais me der Onde, de nunca estar, me sei melhor? Se ascender ao silêncio, aonde eu for, Serei tanto e tão só quanto eu puder!   Silêncio! Faz-se noite nos meus dias… É hora de partir, de diluir-me Nas coisas que ficaram por pensar…   É a hora do sonho… as sintonias Chegaram noutras asas p`ra pedir-me O silêncio dos tempos de criar.       IMAGEM RETIRADA DA INTERNET   http://www.avspe.eti.br/indice.htm   http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm  

SÁBADO, DOMINGO E TERÇA FEIRA II

      PROMESSA   …e, agora, explica lá que mundo é este? Que mundo é este que me tem cativa, Que promete justiça e que me priva Do que em mim é melhor, porque mo deste? *   De onde é que vim se sei bem ser celeste? Dessoutro etéreo tempo em que, lasciva, Decidi experimentar a alternativa E me achei ao relento em vida agreste? *   Pois bem… cumpra-se, então, tua vontade! Sei que esta escolha é, na verdade, minha Embora esta memória me atraiçoe *   Viverei com tão grande intensidade Que a vida há-de ser sempre uma adivinha Por onde a minha voz, desperta, ecoe! *   Mª João Brito de Sousa Fevereiro 2009 ***   OS DIAS EM QUE O MUNDO É MENOS MUNDO * Há dias em que o mundo é menos mundo Porque partiu alguém, se esse alguém for Objecto de um tão grande, imenso amor Que o torne mais dinâmico e fecundo…   Nesses dias de um luto tão profundo Que acendem tão intensa, insana dor, Nem mesmo um madrigal aberto em flor Poderia tocar-nos lá, tão fundo!   As lágrimas benditas que chorarmos, Essas humana...

UM PEQUENO POEMA COMEMORATIVO DA MINHA ENTRADA NA AVSPE

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      Depois das palavras Vêm mais palavras E outras mais ainda Num nunca acabar Das etéreas lavras - mas não como escravas! - Da colheita infinda Que se vai lavrar…   Somam-se as que chegam Às que já floriram Nesse somatório De humana colheita… Palavras que legam Àqueles que as ouviram Mais um repertório, Mais uma receita…   Umas são felizes… Outras, apressadas, Nem vêem que as outras Também vão chegando… Muitas com raízes São, porém, aladas Pois parecem loucas, Nunca sabem “quando”…   Percorrem caminhos, Saltam continentes, Atravessam mares, Escalam cordilheiras… Vão deixando ninhos Com seus descendentes Que cruzam os ares, Que ignoram fronteiras…   Palavras, contudo, Não dispensam gestos, Sorrisos, olhares E abraços também! Um poema mudo Faz-se até de restos Mas sobe aos altares… Voa Língua Mãe!     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET   Este poema em nada se assemelha a um soneto, mas foi ele que me nasceu para comemo...

O APAGÃO - uma visão contra

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  N ão. A maioria das pessoas não entendia – nem podia entender – as verdadeiras consequências de um “apagão” energético. Ele, ali, na UCI do hospital, rodeado por convalescentes temporariamente monitorizados, lembrou-se de se lembrar daquilo… depois deu azo a que o momento se espraiasse por toda a sala e deu-lhe uma continuidade lógica. Este, este e este morreriam, sem sombra de dúvida. Claro que havia o gerador de emergência, mas esse funcionaria durante um curto período, devido à sobrecarga, e acabaria, também por se “apagar”. Contudo era evidente que a esmagadora maioria se rendia à hipótese revivalista de ficarmos sentados à lareira… conversas mais íntimas, mão na mão, jogos de cartas à luz das velas, famílias que haviam deixado de o ser, refeitas de um dia para o outro, num passe de magia… talvez fosse melhor pensar assim. Logo a ele lhe ocorrera prognosticar, naquela noite, o que realmente se passaria com aqueles seus doent...

ALEGRIA NO TRABALHO

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        Tanto trabalho logo ao levantar-me! Ele é ir a correr tratar de todos, Ele é limpar e dar comida a rodos, Mudar o que está sujo… e não mudar-me!   Por vezes – tantas vezes – são as brigas! O novo residente é mal aceite… Há unhadas que trago como enfeite, J Mas sobram marradinhas muito amigas…   Há esforço dispendido, há forte empenho, Há um nunca parar de mil cuidados Neste meu acordar de cada dia.   Pode isto parecer-vos muito estranho… Podem todos pensar que são escusados, Mas dão-me, no final, tanta alegria!         IMAGEM RETIRADA DA INTERNET     Visite-me também na Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores http://www.avspe.eti.br/   http://www.avspe.eti.br/biografia2010/Ma riaJoaoBritodeSousa.htm     http://www.avspe.eti.br/indice.htm      http://www.avspe.eti.br/biografia2010/Ma riaJoaoBritodeSousa .htm