GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXXVII
SOMBRAS, TREVA E FANTASIA Hoje tapou-se o sol, foi dia escuro Polvilhado por névoa branca e fria Tão húmida e tão densa como um muro Erguido numa mágica ousadia Não havia horizonte nem futuro Somente sombras treva e fantasia Soltas plo nevoeiro branco e puro Em farrapos aquosos de poesia Houve ao anoitecer sóis que brilharam Mais forte e de beleza perfuraram O branco, então já negro nevoeiro A noite pôs um véu alaranjado De brilho, de fulgor enevoado E fez-se de mistérios plo carreiro MEA 06/01/2017 ---* --- CEGUEIRA(S) - (brevíssimo ensaio sobre...) "Hoje tapou-se o sol, foi dia escuro" Muito antes da noite apetecer E dia que em nascendo é já maduro Antecipa, da noite, o recolher. "Não havia horizonte nem futuro", Nem outra alternativa... era viver, Ou morrer, nesse dia em que, vos juro, Nem sequer vi o dia acontecer. "Houve ao anoitecer sóis que brilharam", Estrelas que, extraviadas, orbitaram Em torno do meu espanto, em estranha da...