DE ARMAS E BAGAGENS
DE ARMAS E BAGAGENS * Pr`aqui me mudo de armas e bagagens; Quinhentos anos de caminho errado Perfazem-me o tristíssimo legado Do quase nada achado entre miragens. * Aqui, solto o meu verso, esculpo imagens, Dignifico o soneto harmonizado E, em mim, descubro o barco naufragado Que, do naufrágio, tirou mil vantagens; * Grávidos, os porões, de mil mensagens, Descubro-lhes, por fim, o cadeado E a Chave bem complexa nas clivagens * Dos dentes. Tudo fora conservado Pelo sal, apesar das duras viagens Que esta tola enfrentou no seu passado. * Maria João Brito de Sousa - 27.07.2020 - 14.23h