INTEMPORALIDADE * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Lourdes Mourinho Henriques * 1. * Aqui não há passado nem futuro; O presente é fieira que não finda E não tem de passar por nenhum furo Embora a agulha disso não prescinda * E disto estou seguro, tão seguro Quanto de não haver ninguém que cinda A ponta que se afasta e que conjuro Como se o tarde cedo fosse ainda... * Onde não há princípio nem há fim Sou tudo e não sou nada. Este ínterim É somente ilusão. Paradoxal? * Talvez sim, talvez não, talvez talvez, Já não quero saber de outros porquês; Quem mede esta meada intemporal? * Mª João Brito de Sousa 01.11.2021 - 10.30h *** 2. * “Quem mede esta meada intemporal?” Alguém cujo engenho e muita arte Pintando numa tela sem igual, Expõe a sua alma em toda a parte. * Alguém que seus poemas nos of’rece Cada dia que passa, que beleza, Qual deles o melhor, e com certeza Que sua inspiração jamais falece! * A Musa está presente a toda a hora, Mas insistindo sempre, vai lutando Co...