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"DA DISCUSSÃO NASCE A LUZ"

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Queira ter a bondade de carregar no  interruptor

SORTE DE BARCA

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  SORTE DE BARCA * Um Naufrágio Com Princípio, Meio e Fim * São teus mastros arvoredos E teus tripulantes são A negação dos seus medos E dos meus, embarcação. * Os mistérios e segredos Que guardas no teu porão Escondem temíveis rochedos, Só no fim se mostrarão... * Quando as vagas, à traição, Se agigantam de paixão Ou de fúria, seus degredos * São a tua maldição... Naufragarás, Barca, então, No mar que trago nos dedos? * Mª João Brito de Sousa 31.10.2021 -12.30h        

ROTINA ANTI-ROTINA

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ROTINA ANTI-ROTINA À Mesa do Café da Esquina * À mesa do café surgem projectos De construção. "Voilá" outra esplanada Ainda às três pancadas, mal esboçada; Duas amigas, feitas arquitectos, * Lançaram fundações, ergueram tectos E dão a construção por terminada Enquanto eu fico a rir-me à gargalhada Dos planos que são hoje os seus diletos... * São vinte em ponto. Os últimos gracejos Estuam-se em gestos que simulam beijos Sulcando a noite que já se cerrou * Sobre a esplanada do café da esquina Onde se fez rotina anti-rotina E a pró-contra-rotina se instaurou. * Mª João Brito de Sousa 09.11.2021 - 10.30h     ***

SONETO DE CORAÇÃO REMENDADO

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SONETO DE CORAÇÃO REMENDADO * Caiu-me o coração das mãos abertas Sobre o marmóreo chão que me sustinha; Já não pulsava, o pobre, a horas certas E o que lhe aconteceu já se adivinha... * Quem se faria ao mar das descobertas Num barco preso ao cais por uma linha? Coragem, coração, que outros alertas Há nos punhais que a dor desembainha! * E sobrevive ainda enquanto o vento Emula a voz longínqua de um lamento Que não sabe onde acaba nem começa... * Não sei se vos importa, mas registo Que o Amor não tem nada a ver com isto, Nem sabe por que o cito assim, à pressa. *   Mª João Brito de Sousa 30.10.2021 - 15.50h

INTEMPORALIDADE - Coroa de Sonetos - Mª João Brito de Sousa e Lourdes Mourinho Henriques

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    INTEMPORALIDADE * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Lourdes Mourinho Henriques * 1. *   Aqui não há passado nem futuro; O presente é fieira que não finda E não tem de passar por nenhum furo Embora a agulha disso não prescinda * E disto estou seguro, tão seguro Quanto de não haver ninguém que cinda A ponta que se afasta e que conjuro Como se o tarde cedo fosse ainda... * Onde não há princípio nem há fim Sou tudo e não sou nada. Este ínterim É somente ilusão. Paradoxal? * Talvez sim, talvez não, talvez talvez, Já não quero saber de outros porquês; Quem mede esta meada intemporal? *   Mª João Brito de Sousa 01.11.2021 - 10.30h *** 2. * “Quem mede esta meada intemporal?” Alguém cujo engenho e muita arte Pintando numa tela sem igual, Expõe a sua alma em toda a parte. * Alguém que seus poemas nos of’rece Cada dia que passa, que beleza, Qual deles o melhor, e com certeza Que sua inspiração jamais falece! * A Musa está presente a toda a hora, Mas insistindo sempre, vai lutando Co...

"AVÔ, VEM CORRER COMIGO"!

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SENTO-ME À JANELA - Coroa de Sonetos

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SENTO-ME À JANELA * Coroa de Sonetos * Custódio Montes, Lourdes Mourinho Henriques e Mª João Brito de Sousa * 1. * Sento-me à janela e olho para a porta Atento escuto o bater do ferrolho Abro as tuas cartas delas uma escolho O amor nelas leio só isso me importa * Vejo linha a linha que tudo me exorta Voa o pensamento, lágrima no olho Do tempo passado a imagem recolho Espero, espero e nada me aporta * Mas daqui não saio e o teu olhar terno Aqui o espero por tempo eterno Por noites e dias, o tempo que for * De volta te sinto numa caravela Daqui eu não saio da minha janela Que se abra o ferrolho, vem oh meu amor * Custódio Montes 2.11.2021 * 2. * “Que se abra o ferrolho, vem oh meu amor”! Com mágoa e saudade o amigo Custódio Vertendo uma lágrima recorda, com dor, Ao ler uma carta de amor e não ódio.   Mas eis que o passado ficou lá p’ra trás E as cartas apenas são recordações… Momentos vividos cheios de emoções Que o tempo sem tempo nunca mais desfaz!   Ainda que seja ao ler uma carta Lem...