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"A AMIZADE NÃO TEM PREÇO"

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Hoje, no Diáspora Reversa: Literaturas, com Baltazar Gonçalves

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  Às 17 horas de Brasília /20 horas de Portugal continental,    

SEM TÍTULO IV

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SEM TÍTULO IV * Deram-lhe o Futuro dentro de um pacote De cartão prensado em forma de esfera No topo enfeitada por um laçarote, Por dentro vazia pra guardar-lhe a espera *   Deram-lhe o embrulho, negaram-lhe o dote, Por isso o poeta não soube que o era; A Musa agastada recusou-lhe o mote E afastou-se à pressa, tal qual duma fera * Estivesse fugindo, em vez de um poeta Prestes a queimar-se como borboleta Que ao tocar na chama julgasse salvar-se * Aguarda o poeta que tão só pondera, Mas em vão aguarda que se não supera; Não conhece a dor, nem faz a catarse. *   Mª João Brito de Sousa 08.02.2022 - 13.30h ***  

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes

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  ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes * 1. * Num rio de uma gota, numa gota só, Viriam banhar-se a mulher de vapor, O homem sem corpo, sem suor, sem dó, E a dor sem tamanho de quem não tem dor *   De quem foi esmagado pela grande mó, De quem foi comprado por nenhum valor Que a realidade, se desfeita em pó, Ao vendar-te os olhos, lança-te em torpor *   E eu, inda que cega, rasgo essoutra venda De rosada seda rematada a renda, Entro nas fileiras da luta de classes *   Que também tem sonhos, ideais concretos Que são bem mais belos mas que estão repletos Da crua dureza dos grandes impasses. *   Mª João Brito de Sousa 05.02.2022 - 14.15h *** 2. * “Da crua dureza dos grandes impasses” A luta medonha que se vai travar Difícil será mas temos que a ganhar Contra quem nos rouba, malditos rapaces * Se quando tu vias bem melhor olhasses Agora bem vias só a recordar Não vês o que queres mas imaginar É mais criativo talvez te ultrapasses * Que o ver ...

MENINO

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Um menino em duas quintilhas,  aqui

"ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA"

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      ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA * Num rio de uma gota, numa gota só, Viriam banhar-se a mulher de vapor, O homem sem corpo, sem suor, sem dó, E a dor sem tamanho de quem não tem dor *   De quem foi esmagado pela grande mó, De quem foi comprado por nenhum valor Que a realidade, se desfeita em pó, Ao vendar-te os olhos, lança-te em torpor *   E eu, inda que cega, rasgo essoutra venda De rosada seda rematada a renda, Entro nas fileiras da luta de classes *   Que também tem sonhos, ideais concretos Que são bem mais belos mas que estão repletos Da crua dureza dos grandes impasses. *   Mª João Brito de Sousa 05.02.2022 - 14.15h ***

HOJE HÁ VAGAS! - Mª João Brito de Sousa e Laurinda Rodrigues

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HOJE HÁ VAGAS! * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Laurinda Rodrigues * 1 * No mundo dos versos nascidos de humanos Descubro um poema que cheira a suor, Que pode trincar-se, que fede a bolor, Que treme de frio coberto de panos, *   Que pinga das bicas, que escorre dos canos De esgoto da casa de um trabalhador Que ostenta as mazelas sem qualquer pudor, Que geme de dor, que desmente os enganos... *   No mundo dos versos dos homens reais Se sonhos encontro, procuro bem mais Do que fantasias com asas douradas *   E se por achá-lo todos vós me achais Inconveniente ou rebelde demais, Replico,"hoje há vagas"; portas arrombadas! *   Mª João Brito de Sousa 03.02.2022 - 15.45h *** 2. * "Replico "hoje há vagas", portas arrombadas!" Eterno retorno: as salas vazias, Paredes sem cor, janelas fechadas, Imenso silêncio com palavras frias... * Procuro pelos cantos. Onde estão as fadas? Ou apenas há monstros para nos inspirar? Encontro-te a ti, cantando baladas Qu...