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A PERFEITA OCUPAÇÃO DAS HORAS - Reedição

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  A PERFEITA OCUPAÇÃO DAS HORAS *   No corpo inacessível de um poema Mora o ritmo, sereno ou agitado, Que fala da virtude e do pecado E faz com que escrevê-lo valha a pena *   A pauta musical que assim me acena A seduzir-me o corpo já cansado, Virá trazer-me o verbo inesperado Que me preenche a alma enfim serena *   E vai-se-me o vazio que então crescia Mudado em fruição do que se faz Nas noites renovadas como auroras *   Em que me torno amante da Poesia E apenas o soneto me compraz Nesta perfeita ocupação das horas. *     Maria João Brito de Sousa 30.01.2009 - 23.58h ***   Nota - Soneto ligeiramente reformulado

O MEU SEGUNDO RONDEL

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Leia  aqui  , por favor

OUTRAS TEMPESTADES - Reedição

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OUTRAS TEMPESTADES *     Dobro a esquina de um lapso temporário... O espanto errava então pela cidade E não havia bruto ou visionário Que não previsse aquela tempestade. *   Temeram-na o boémio, o solitário E mesmo o aspirante à santidade Se confessou às contas de um rosário, Rogando abrigo, em vez de eternidade. *   Com que cimento o medo os reunia Na mera suspeição da ventania, Quando uma brisa sempre os separara? *   Cimentem-se vontade e lucidez Sobre razões de similar jaez Ou, desta, a tempestade sai-nos cara. *   Maria João Brito de Sousa – 17.10.2018 – 16.53h

CRONOLOGIA

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CRONOLOGIA *   "Sem lugar seguro ou presença de abraço" Morre enfim o laço que enlaça o futuro Ao bater num muro que se ergue no espaço, No final de um traço tão curto quão duro *   Sempre assim foi, juro!, e se me embaraço No caminho lasso de um percurso obscuro, É porque procuro saber por que o faço, Por que, passo a passo, mais me ergo e me curo *   Quando tanto aturo para andar por cá... Mas se ao deus-dará espalho os meus "tesouros" Por cristãos ou mouros servidores de Alá, *   Quer vá, quer não vá ouvir desaforos, Só lhes deixo esporos. São tudo o que dá Este meu chão já despojado de toros... *     Mª João Brito de Sousa 29.05.2022 - 13.40h ***   Soneto criado a partir do último verso do soneto FOLHA DE TEMPO de MEA

ABSTRACTO

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Tenha a bondade de ler  aqui  o que (não) se passou...

"QUEM NÃO ESTÁ BEM, QUE SE MUDE"

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Veja  aqui  o que são quadras populares portuguesas obrigadas a mote

SONETILHO COM VISTA PARA OS MARES DA LUA

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SONETILHO COM VISTA PARA OS MARES DA LUA * Hoje a Lua está tão perto Que quase posso tocá-la! Dela só quero o incerto Das marés que vão banhá-la * E julgo ter descoberto Que é do mar que ela nos fala E que é pelo mar, decerto, Que eu hei-de um dia alcançá-la… * Da janela em que repouso Sinto anseios que mal ouso Quando consigo avistá-los, * Que lá por serem lunares Não deixaram de ser mares Nem eu deixarei de amá-los! * Maria João Brito de Sousa 01.11.2010 – 15.41h *** (Ligeiramente reformulado)