DE PASSAGEM VI


Quantas vezes passei, quantas perdi


O rumo desse Céu tão prometido...


De novo uma passagem. Que sentido


Faria eu se não estivesse aqui?


 


Por isso vou passando e aprendendo


E semear a espr`rança é o meu rumo


Porque me ergo e desenho a fio-de-prumo


E em verso, traço e côr é que me acendo.


 


Vou de passagem. Tudo, tudo passa,


Excepto o que nos move. Essoutra Graça


É perene, constante, inevitável...


 


Quantas vezes cheguei, quantas parti,


Melhor por cada corpo que "vesti",


Mas ainda imperfeita, ainda instável...


 


À Velucia


 


(Imagem retirada da internet)

Comentários

  1. Lindo…que contente que ficará a Velucia!

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    1. Olá Vitor! Se alguém ficar contente os meus sonetos já fazem sentido. Se tiverem uma "luzinha" que ilumine alguém, melhor ainda!
      Um abraço!

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  2. Olá, mais um bonito soneto, e a Velucia " vai ficar muito contente de certeza.
    Como vê não é preciso gastar muito dinheiro, para dar presentes e deixar as pessoas felizes.
    Boa Noite, um abraço

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    1. Tem razão, minha amiga. Neste caso não gastei mesmo nada porque por cada soneto que faço, logo vêem mais dois ou três atrás. Neste caso dar é mesmo ganhar.
      Um grande abraço.

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  3. Respostas
    1. Parece que sim, Ligeirinha, mas hoje deve ter tirado folga e não veio (penso eu...) ver o soneto.
      Beijinho!

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  4. Mais um soneto muito, muito bonito.
    E à semelhança de muitos outros sonetos da Maria João, tem a virtude acrescida de ser uma lição para todos nós, uma lição de vida, de filosofia de vida, de "destino".
    Abraço

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    1. Não é mesmo nada fácil seguir este destino,Eva. Basta fazer uma opçãozita errada ao longo da vida e tudo se torna quase impossível. Pode mesmo ser necessário chegar a uma relativa invalidez física para que o caminho volte a abrir-se. Tem, no entanto, gratificações que são inimagináveis quando se seguem outros caminhos. E eu garanto que são mesmo inimagináveis para quem não ama a poesia.
      Já percorri outros caminhos, tive algumas gratificações, mas nada que se comparasse à expressão plástica e poética.
      Um abraço.

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  5. Ainda imperfeita porque humana. ainda intável, e assim ficarás, porque esse é um estado que é próprio dos poetas. Instáveis, irrequietos e em eterna construção, como os poemas.

    Com amizade.

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    1. Um abraço também para ti, João. Quem me não conhece quando estou a criar, imagina-me tão sossegadinha como uma duna de areia. O que se passa durante a produção é comparável a uma tempestade no deserto...

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  6. Oi Maria

    Fiquei muito feliz!
    Um dos maiores presentes que até hoje ganhei, não se compara a qualquer outro presente (objetos).
    Você é magnífica em suas criações e, a divindade está presente minha amiga.
    Eu não merecia tanto assim!
    Mas é muita emoção!
    Vou levá-lo para meus favoritos.
    E muito, muito obrigada.
    E ontem realmente não estive on line, não por folga, por ter trabalhado o dia todo e a noite tive aula. Ando a fazer um curso de idiomas (francês, italiano e espanhol).
    Novos caminhos não é?
    São estes que agora percorro: poesia, estudos e umas briguinhas de vez em quando.

    Ps. briguinhas justas, por direito.

    Um abraço.

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    1. Foi do fundo do coração, Velucia, como tudo o que eu sei fazer. É muito bom que queiras continuar a aprender! Fico muito feliz por ti... as "briguinhas" de direito, justas, fazem parte da nossa humana condição. Um grande abraço!

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  7. Parabéns pelo trabalho, a Velucia merece :)

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    1. Olá Araújo. A Velucia tem dado muita atenção a tudo o que eu escrevo. É justo e normal que eu lhe dedique algo que nasceu no decurso dos diálogos que temos tido.
      Abraço!

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