DE COR E SALTEADO...


De cor e salteado, eu sempre soube


Ser esta a minha estrada, o meu caminho,


Pelo qual passo leve e de mansinho


Por ser esse o destino que me coube.


 


De cor e salteado eu sei o espaço


Destas paredes entre as quais me movo


E sempre que o contemplo me comovo


E crio mais amor, aperto o laço...


 


Poeta, como poucos militante,


De cor e salteado, a cada instante,


Tecendo a longa trama destas linhas,


 


Sabendo-me, de cor e salteado,


Sem freios e sem rédeas nem cuidado,


Liberta de fronteiras mais mesquinhas...


 


 


Imagem cedida por http://observantes.blogs.sapo.pt/


 


 


 

Comentários

  1. Oi Maria
    É um belo soneto como tantos.

    Geralmente também não tenho rédeas, nem freios e nem cuidado.

    Deixei uma canção no meu blog enquanto aguardo os convites ao desafio.

    Chama-se "Rosas"

    Ps.Desligue o som do meu para ouvir.

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  2. Boa Noite , Lindo este soneto como tantos outros. Bom resto de domingo e até amanhã.

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    Respostas
    1. Minha amiga, acabo de perder (penso eu...) um longo texto que escrevi para o blog da Velucia... eu nem quero acreditar que o IE me tenha feito uma partida destas! A minha única esperança é a de o comentário tenha sido publicado alguns décimos de segundo antes de o IE ficar inacessível! Já perdi dúzias e dúzias de comentários, mas nenhum tão longo como este! Ainda por cima foi teclado em directo... bem, mas como é uma narrativa, sempre poderei voltar a escrevê-lo... mas fico sempre um bocadinho furiosa quando isto acontece!
      Um grande abraço e uma boa noite.

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  3. M. João

    "De Cor e Salteado"

    Tu sempre soubeste o teu caminho
    conheces os teus passos
    crias amor
    sabes o teu destino
    e acima de tudo ...

    ACEITAS!


    Muito bom o soneto.
    Que dizes dos "CLARÕES" ?

    Maria Luísa

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    Respostas
    1. Lindos de morrer, Maria Luísa! A minha net é que anda um pouco disfuncionante desde ontem... tentei reencaminhar e não deu. Também perdi o texto que deixei no blog da Velucia... fiquei zangada! Depois enviei-lho por email, mas não foi fácil! E hoje, quando apagava um comentário que já tinha lido, a caixa de correio cobriu-se de um "véu" transparente e fiquei na eminência de perder o acesso... mas já passou. Agora irei ver se a Velucia já recebeu o meu "espelho quebrado"...
      Abraço grande.

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  4. Gostava de fazer um blog exclusivamente dedicado a este Natal, conto com a sua presença num post que poderá enviar para trapezista@sapo.pt. Poderá tb convidar alguem q deseje.
    Serão publicados a partir de 1 de Dezembro até dia 25 do mesmo mês.
    Obrigada e Boas Festas.

    KI


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  5. ciao poetisa , muito bem como sempre.
    vamos por isso em livro, vá.... eu ando a tentar um livrito, é caro, ninguém o compra , mas e a nossa satisfação pessoal ??? tanto verso, tanto verso e fica tudo na gaveta ???? é de tentar...ou é uma tentação...
    ciao. baci.

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    Respostas
    1. É de tentar, mesmo com tentação e tudo!
      Um dia, Peter... um dia alguém irá comprar os livros que construímos agora. E, mesmo que não comprem, mesmo que o vil-metal tenha perdido - suprema utopia! - todo o significado, alguém os lerá! Alguém os lerá e será, então, como se nunca tivéssemos morrido. Seremos... "prolongados" dentro da nossa humana mortalidade.
      Baci.

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