OPÇÕES

 



Sou pobre. Sou mais pobre do que os pobres,


Mas sou de "antes quebrar do que torcer".


Tenho esta absurda força de viver


E um coração com directivas nobres.


 


Sou das que fica ao lado de quem chora,


Por mais difícil que me seja a escolha.


Que nada nem ninguém jamais me tolha


Este orgulho irreal que nunca implora!


 


Trabalho - se trabalho! Noite e dia! -


Por aquilo que sei que poderia


Ser a minha missão,o dom que trago.


 


Sei bem que estou cansada, estou confusa,


Mas nunca irei parar est`alma lusa,


Nem privo os animais do meu afago!


 


 


 


23.46h  


 


 


 


 

Comentários

  1. Já estou com muito sono, mas ainda consigo escrever estas duas palavras: Simplesmente belo :

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  2. Olhe, foi tão repentino que mal tive tempo de o escrever. Nasceu quando eu estava numa desgarrada com outro amigo.
    Abraço grande.

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  3. Respostas
    1. Exacto, Carla! Sou, com certeza! Lembro-me, perfeitamente, de que a história de Midas me chegou quando eu era ainda muito pequenina e que tive imensa pena dele e de que, no meu infantil entendimento, achei que ele era muito burrinho! Tu nem imaginas a pena que eu tive dele! :)
      Beijinho.

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  4. Olhe Poeta, não sei como consegue, (claro que sei, é o seu dom) mas o facto é que cada um dos seus poemas, dos seus belos sonetos, nos consegue retratar de uma forma ou de outra. Eu, pessoalmente, revejo-me em tantos deles.
    Beijinhos e boa semana

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    1. :) Não é intencional, Fá, mas tenho consciência de que retrato muitas estruturas de personalidade que, na sua maioria, são paralelas á minha.
      Abraço grande.

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  5. Lindo, adorei e espero que nunca pares.
    bj

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  6. Há muito de mágico e de fascinante nos seus sonetos. Sempre um prazer lê-la!

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    1. Obrigada Carla. Acredite que sinto exactamente o mesmo em relação aos seus.
      Abraço grande.

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  7. Olá poetisa! É por estas e por outras que não há rebelião aí em casa. Vim agradecer pessoalmente a desgarrada de ontem. A amiga é um estímulo que encontrei para continuar a escrever. Obrigado por isso. Um abraço.

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    1. Olá Manu. O prazer foi todo meu, pode crer.
      Eu penso que o Manu traz consigo todo o "material" para a escrita, mas reconheço que é sempre bom encontrar poetas na blogosfera. Soube-me lindamente aquela desgarradazinha. Não tem que agradecer.
      Abraço grande.

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  8. Estranha forma de Vida
    tem este nosso coração!

    Mas cada passo nosso, tem um sentido.
    Mais um delicioso poema
    Como inevitável se torna a visita1?

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    1. Olá Rosafogo.

      Que estranha forma de vida
      E, no entanto, eu diria
      Que estou sendo conduzida
      À beira da penedia...

      Diria ainda: - Que estranho...
      De tão estranha me sentir
      Penso que vou... quando venho
      E em vindo estou a partir!

      Nesta terra das raizes,
      Quem está presa não sou eu...
      Sou mais feliz que os felizes
      Mas nada tenho de meu... :)

      Abraço grande.

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  9. Olá Maria

    Eu adorei as desgarradas de vocês.
    Mas não tenho o dom de fazer "desgarradas", nem sabia que dava à isto este nome.
    Seria o mesmo que fazer "um repente"?
    E este soneto é maravilhoso como todos são.
    Também "sou antes quebrar do que torcer"
    "Tenho esta absurda força de viver".

    Lindo!


    Abraços.

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    Respostas
    1. Olá Vera! As desgarradas são, efectivamente, "repentes", mas com a participação de dois ou mais poetas. Nem sempre funciona em tempo real porque pode o navegador "ir-se abaixo" ou termos de responder a um ou outro email que, entretanto, chega, mas é muito divertido! Eu também não sabia que conseguia até experimentar. Tem algumas regras e normalmente são feitas em quadra popular (redondilha maior) .
      Obrigada por gostares deste soneto. Este também foi um repente, quando eu estava "embalada" na desgarrada do Manu.
      Abraço grande.

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  10. Querer mais é exigir
    Que o belo não tenha fim!
    Deus dá força p´ro que há-de vir!
    Tenho a certeza, vai ser assim.

    Mas seja lá como fôr
    Certo é querermos sempre mais!
    Como nos sonhos e no Amor
    A si, que não lhe faltem... jamais!

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    1. E a si que nunca lhe acabe
      Essa imensa inspiração!
      Que nunca ninguém a agarre
      Nos versos de uma canção!

      Eu só agora voltei
      Do meu passeio canino...
      Quando cheguei reparei
      Neste poema divino!

      Estive quase a desistir.
      Já é tarde, estou cansada...
      Mas primeiro vou "curtir"
      Esta bela desgarrada! :)

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