PARADIGMA
Via-se, sem se ver, sem se cuidar,
Paradigma de um espírito qualquer,
Acreditava ter em seu poder
A réstia da razão por apurar.
Traçou caminhos, ousou mergulhar,
Nunca, jamais, cuidou de se esconder
E fez tudo o que quis… sem o fazer
Pois tudo o que podia era sonhar…
Mas foi dono e senhor e transcendeu
Na Terra a condição do sonho seu
Resolvendo, afinal, o seu enigma.
[Não sei bem se foi cá, se foi no céu
Que o Poeta, em si mesmo, aconteceu
E se tornou, por fim, um paradigma.]
Imagem retirada da internet
Olá amiga João. Adorei é uma obra prima, como são todas as anteriores. Parabéns. Um abraço. Eduardo.
ResponderEliminarAbraços mil também para ti, amigo!
EliminarObrigado por seres assim. Amiga. Abraço. Eduardo.
EliminarOlá Maria!
ResponderEliminarTardei mas aqui cheguei
Na dobra de uma tarde
E do pouco que espreitei
Vejo que a lira te arde.
Continuas a Poeta
A amiga intemporal
Renovaste a tua meta
Do soneto original.
Tiveste a felicidade
Dum livro ser editado
Para dizeres com verdade:
Tenho o sonho realizado!
É bonito ser assim,
A vida tem outra graça;
Não é bom que seja o fim
A plantar o que se traça.
Nesse traçado de linhas
Com tudo o que Deus quer...
Lê um sorriso nas minhas
Para ti, grande mulher!
Tens a lira como palma,
Tens o verso maravilha,
Tens tudo o que vem da alma
E te canto em redondilha.
Em suave colorido
Do anil azul dos Céus
Brilham versos com sentido
Dos lindos poemas teus.
Adeus que me vou daqui
Na esperança de voltar:
Tudo de bom para ti
Que brilhas neste altar.
Rosa Maria
Minha Rosinha! Já tinha saudades tuas! Não vou poder responder-te com um poema... estou no Centro Paroquial e isto está quase a fechar... obrigada por mais esse que me ofereces! Mas olha, vai ao http://antoniodesousa.blogs.sapo.pt/ ... acho que vais adorar!
EliminarUm enorme abraço para ti!
Obrigada!
EliminarAdorei mesmo e já comentei.
Beijinhos
Já vou ver, amiga. Hoje não consegui vir da parte da manhã... fiquei à espera que chegasse o meu vale dos CTT, mas ainda não foi desta... só veio uma marcação de consulta para reuma. Agora vou ter de correr um pouco sobre as teclas :))
EliminarAbraço grande!
Mais uma obra de arte.
ResponderEliminarMaravilhoso minha amiga
Até á manhã.
Casimiro Costa
Obrigada, poeta Casimiro. Um grande abraço.
EliminarOi amiga
ResponderEliminarSabe, quando li esta frase:
"paradigma de um espírito qualquer"
Confesso, sóp não sei se acreditas.
Esteve um comigo por algum tempo.
Mas não é qualquer um, é "um(a) especial".
A única coisa que sabia era amar.
Só soube do seu nome quando em meu poema retratei com o título "acordei". E juro que não foi fantasia. Acho que como sempre falei a verdade, veio por meu intermédio. Quando o bem-te-vi cantou, acordou-me, ela me falou o nome da empresa.
Quando mais a noite descobri qual era e quem era o tal espírito.
Curioso não acha?
Acredita nestas coisas de espíritos?
Agora o momento é de paz. Mas ainda tem muito o que contar, mas não será público, pois é segredo. Só será contado para uma determinada pessoa, a quel lhe interessa a história.
Um abraço de cometa.
Olá amiga! Sabes, eu não gosto mesmo nada de mentir, por isso não vou dizer-te que acredito... pelo menos exactamente da forma em que tu acreditas. Nunca vi nenhum e apenas sinto que permanecem nos rastos que deixaram. Mas também não sou o tipo de pessoa que diz que os caracteres árabes não existem só porque eu não sei ler caracteres árabes... entendes? Sou muito mística e muito científica... parece paradoxal, mas comigo é assim. Posso entender as coisas de uma maneira, mas tu terás sempre o direito de as entender à tua maneira e eu velarei para que o teu direito seja respeitado, desde que isso esteja ao meu alcance.
EliminarUm abraço de cometa, grande e luminoso.
Olá amiga
EliminarPois eu pude sentir que neste teu soneto há uma defesa, e isto me confortou muito.
Obrigada.
Abraço.
Um abraço também para ti, amiga. Devo, no entanto, dizer-te que sou demasiado teimosa e louca para me defender com evasivas de uma situação da qual eu estivesse absolutamente segura. Eu não estou segura de nada em relação a esse aspecto. É apenas o meu lado científico a medir forças com o lado místico... e isto deve estar para durar porque eu alimento os dois com igual amor e dedicação. É esta a minha humana condição, a minha fronteira.
EliminarUm grande abraço!
Mas deve saber que quando termina um trabalho científico, deixa neste o início de um outro trabalho, porque nada é concreto.
EliminarNo místico da mesma forma, mas neste, há sempre uma razão e não hipóteses como no científico.
Acredito também no coentífico, mas este também vem do místico, do divino. Ninguém tem inspiração por si só, esta vem de alguém e eu acredito que só vem do alto, de um único, do nº 1, mas como nem sempre sabermos a verdade, ficam as hipóteses.
Abraço grande
Sim, disso eu não tenho dúvidas! Por isso eu digo que sou, também, o resultado deste meu diálogo entre os meus dois lados complementares; o místico e o científico. Eu consigo senti-los como complementares e mutuamente úteis, mas a maioria das pessoas sente-os como conflituais ou desencadeadores de tremendos problemas emocionais. Penso que sou como os gatos... demasiado curiosa para abdicar de um deles. Jamais o farei.
EliminarAbraço enorme.
Entendo bem o que quer dizer.
EliminarEu também não faria isto com os cães que tenho, que são, nada mais que 3.
Como também 3 são o número de pessoas que há na minha casa. E da mesma forma como relatei no meu final virtual. Somos 3, mas há um 4º no nosso meio, e este é Deus, mas não vejo ele como a 4ª pessoa, mas como primeira no nosso meio, porque nossa vida pertence à ele. Ele é quem dá e quem tira. Se fizermos o contrário teremos de aceitar o que no vem depois. Como fiz simbologicamente com meu blog lembra do Velucia?
Eu o apaguei e se eu o tinha, é porque Deus me dava inspiração para isso. E por causa de uma outra pessoa, eu o apaguei.
Agora com o re-nascer tenho de aceitar as críticas caso queiram fazer, mas há os que preferem passar e não comentar.
Antes, no Velucia eu dava importância ao que comentavam, hoje tenho outra idéia dos comentários, absorvo apenas o que para mim tem algum significado, o restante... é restante mesmo.
Abraço
Essa é uma excelente forma de estar na vida, amiga. Os seres humanos são complexos, mas devemos aceitar a nossa condição de humanos, vivos e sensientes mantendo o equilíbrio nas nossas relações e diálogos com os outros seres humanos. Não parece ser tarefa fácil, mas é absolutamente essencial à nossa sobrevivência espiritual... e também física, embora de forma menos evidente.
EliminarMuito Bonito Amiga.
ResponderEliminarBjs
Olá, minha querida Maria. Hoje perdi a manhã à espera de uma coisinha que ainda não veio... detesto quando isso acontece... poderia ter estado aqui, convosco.
EliminarAbraço grande!
Mª. João
ResponderEliminarTalvez tenha sido no "Céu" que o poeta se
tornou um paradigma.
Lindo!
Mª. Luísa
Talvez, minha querida amiga, talvez... mas o seu rasto ainda por cá vai dando os seus frutos.
EliminarUm enorme abraço para ti. Vou tentar visitar-vos a todos, mas não posso prometer nada porque não consegui vir até cá esta manhã...
«Paradigma» ... Todos devíamos tentar ser paradigmas, bons paradigmas, para que todos nos tornássemos louváveis modelos, mesmo que em diferentes campos ou aspectos.
ResponderEliminarOlhe, Maria João, é curioso que eu sempre gostei muito desta palavra, palavra de origem grega e por pertencer a um tipo de declinação que eu achava atraente, quase musical.
O seu soneto é mais uma maravilha, e, ainda que o paradigma não esteja tão claramente pessoalizado, acho que se referirá a Picasso, essa figura também ela pessoalizada a seu modo, tornada paradigmática, entre a arte surrealista e a cubista.
Deixe-me que lhe diga que a acho muito boa sonetista, é claro que uma ou outra vez não sai tão bem, como sucede a qualquer artista, neste caso sonetista. Os seus sonetos são geralmente, ou com frequência, sobre si. Eu, que gostaria também de sonetar mais sobre mim, acabo por fazê-lo mais de tipo social, por vezes com alguma ironia, ou sátira, tendo neste momento no meu blogue o soneto «Os sem-abrigo». Se quiser dar por lá uma olhada, como dizem os brasileiros ...
Não me importava de ser a «máquina» (metáfora de «alma») de fazer sonetos tão bons que a Maria João é.
Um abraço.
Mírtilo
Meu amigo, eu tenho de lhe agradecer - e muito! - pelas suas palavras. A única coisa que se pode considerar louvável é este meu esforço físico de os partilhar convosco... o resto é imperioso! Eu tenho mesmo de escrever ou penso que já nem saberia viver. Tenho uma doença menos simpática que me provoca um imenso cansaço e, muitas vezes, o corpo vai-me pedindo que desista... mas depois vêm estas palavrinhas, esta melodia, estas convicções todas e eu sinto-me Hermes, mais uma vez. Acredito piamente que já não estaria viva se não tivesse esta teimosia toda a correr-me nas veias, juntamente com o anti-coagulante lúpico e a Varfarina sódica.
EliminarVou já, já ao seu blog!
Abraço gde!