SOU DO MAR!
SOU DO MAR!
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Sou do mar na estranhíssima alquimia
Que me transforma em fogo e pedra e gente
E também desse mar que, à revelia,
Se me sucede a cada sol nascente;
Da mesmíssima força em que ele nascia
Renasce, dia a dia, o meu presente,
E sinto exactamente o que ele sentia,
E sou exactamente o que ele consente.
Sou do mar no processo indecifrável
Que admite a simbiose entre o provável
E aquilo que ninguém pode provar
Mas, fruto desse jogo, eu sou palpável
E nessa mutação, nem sempre estável,
Eu sempre acreditei que sou do Mar!
Maria João Brito de Sousa – 26.07.2011 – 13.00h
Somos todos do mar!
ResponderEliminar“A couve roxa”
Escrevo sobre coisas banais
Alfaces e outros vegetais
Papoilas nunca são demais
Pó branco e efeitos especiais
Não para os comuns mortais
Escrevo para mentes amorais
Desprovidas de valores sociais
Formas de vida infinitesimais
Que povoam os nossos murais
Com a necessária informação
Satisfazendo qualquer trouxa
Abastecendo os factos normais
Acessíveis à nossa compreensão
Eu escrevo sobre a couve roxa.
Depois de uma besta só mesmo uma couve roxa.
Ah, Poeta... venho tão feliz e comovida... estive com a Rádio Horizontes, do Joaquim Sustelo e da Cida Vasconcelos. Foi tudo tão lindo e o Joaquim declama tão bem! Para mim é tudo uma novidade porque eu nunca tenho som... e o Joaquim disse um poema meu no fecho da emissão. Vieram-me as lágrimas aos olhos... escorreram mesmo...
EliminarDá para ver que está zangado com alguém do Face... ou sou eu que já nem sei interpretar nada? Acho que não vou conseguir responder à desgarrada, Poeta... ainda estou debaixo do "encantamento" da Rádio Horizontes...
Um grande abraço e até amanhã. Pode ser que eu, amanhã, entenda melhor...
“Desinformação”
EliminarTu pensas que sabes que sei
Mas eu próprio não sei nada
Zangado também não estarei
Com a sociedade plastificada
Muito mais agradado ficaria
Numa sociedade mais aberta
Sincera e solidária, todavia
Por agora temos esta da treta
Os murais são ditos em geral
Representam toda a intoxicação
Do audiovisual feito à medida
Que te apresenta o facto banal
É censura esta desinformação
E esconde a dimensão da vida.
Eu sei, Poeta... se sei!
EliminarPor vezes, manipulados,
Podem pensar que deixei
Os amigos "pendurados"...
É por isso que prefiro
Fazer aquilo que faço;
Poetar no meu retiro
E rematar num abraço...
Mas que se passa? Este som
Que estou aqui a ouvir
No meu blogue de poemas
Não parecer estar no tom...
Desafina e faz-me rir,
Parece estar com problemas...
Muito a sério, oiço o John Lennon completamente desafinado :-/ Porque será? As palavras e as notas musicais misturam-se e estão fora de tempo... que desafinação!
Abraço grande e amigo! :)
“Lança-chamas”
ResponderEliminarTodos os gritos são nossos gritos
Mas é mais fácil não o reconhecer
Enquanto são os outros os aflitos
E quando formos nós a perecer?
Não haverá ninguém pr’a acudir
No momento dessa nossa aflição
Porque já ninguém estará a ouvir
Que nos restará como solução?
Enquanto tempo ainda nos resta
Demonstremos a nossa indignação
Enchamos bem os peitos de ar
Vamos mostrar a quem não presta
Como é um mundo em combustão
Com o lança-chamas vamos gritar.
Valha-me Deus, Poeta! Isto, hoje, está muito violento... nem sei se vou conseguir poetar qualquer coisinha...
EliminarEu sei que foi sempre assim,
Que é bem fácil a denúncia
- e também falo por mim
que vivo em tanta renúncia... -
Um dia, o planeta Terra
Há-de ser mesmo inviável
Mesmo pr`aquele que não erra
E tem uma vida estável...
Mas... adiantar o momento,
Incendiar o planeta
E deitar tudo a perder?
Mais do que tudo, lamento...
Passo ao largo, sou cometa :)
E as mais das vezes, mulher!
Abraço grande, Poeta!
Mais um soneto fantástico Maria :')
ResponderEliminarAmei mesmo, tocou-me ^^
:) Obrigada, Paper! Estou a chegar à conclusão de que há temas que nos vêm mesmo quando estamos num dos nossos momentos de "crise de inspiração". Este foi escrito num guardanapinho de papel, no café :) depois é que o trouxe para o ficheiro e, a seguir, para o blog. Às vezes faço-os quando menos espero... parece "maluqueira" mas é assim mesmo que sucede.
EliminarEstou a estranhar o Kico. Pela primeira vez na vida dele, não comeu ainda hoje... e era um rafeirito que comia tão bem... :(
Abraço gde!
Pode ser do calor :/
EliminarNormalmente com o calor os animais não comem tanto...
Num guardanapo? Ahah, estou a imaginar a cena, que giro ^^
:)) Num daqueles pequenininhos, de café... quase transparente. Mas era o que havia...
EliminarO Kico costuma comer mesmo quando está muito, muito calor! não pode ser disso... espero que ele não esteja a começar a desistir... ele é muito cardíaco e tem crises horríveis de falta de ar, mas sempre comeu bem...
Cara amiga,
ResponderEliminarDei um salto para desejar as suas melhoras e roubar um soneto. Pirata incorrigível ...
:) Já vi que me "roubou" mais um... :))
EliminarDesculpe-me estas ausências mas nem sequer tenho conseguido sair do Facebook.
Até já, meu amigo Artesão!
“Alucinação”
ResponderEliminarNão há respostas ao retardador
Na actual sociedade chiclete
Mastiga até perder o sabor
A seguir deita fora na retrete
Esta é uma sociedade sem dor
Moda Primavera/Verão promete
Estação com muito esplendor
Depois deita fora, não faças frete
É uma sociedade a todo o vapor
Em que dás um passo em frente
Mesmo estando à beira do abismo
Lá em baixo sente tudo ao redor
E se sentires um cheiro diferente
Não esqueças, puxa o autoclismo.
Boa noite, Poeta!
EliminarSabe... eu acredito que as sociedades têm os limites que as pessoas que as constituem lhes impõem. Essa, da chiclete, é uma boa metáfora! Vamos a ver o que daqui me sai :)
O consumismo agoniza
Para a grande maioria
Que, ao pedir, só preconiza
O tal pão do dia a dia
E eu, já com tantos anos,
Não "embarco" na corrida...
A pressa provoca danos
E eu ficava perdida!
Mas não é "formatação"!
Esta minha convicção
Vem cá do fundo de mim!
Vou fazer quanto puder
Pois mais não posso fazer
E estar vivo é mesmo assim!
Estou a ficar com febre amigo. Espero que não seja constipação, nem pneumonia... é que uma não se cura mesmo com a outra...
Um abraço grande!
CONCERTAÇÃO SOCIAL
ResponderEliminarTSU TAXA SOCIAL ÚNICA
Todos acordam na taxa.
A Natacha não acorda,
porque os que acordam na taxa
não acordam onde a Natacha
gosta tanto de acordar.
A Natacha até discorda
de quem assim acorda
ao acordar na taxa.
P`ra Natacha é admiração
e ela tem que discordar,
pois a Natacha até acha
que acordar por despertar,
na taxa, isso é que não.
A Natacha p`ra acordar
e para se rebolar
gosta mais dum bom colchão!
Eduardo.
Este é do meu pai, tomo a liberdade de lho enviar e desejo as rápidas melhoras.
Que delícia de poema, Poeta! O seu pai tem aquele sentido de umor inteligente que eu tanto aprecio na poesia satírica! Muito obrigada. Por favor, agradeça-lhe por mim!
EliminarEstava, agora mesmo, no Rádio Horizontes da Poesia onde já foi dito um poema meu pelo Joaquim Sustelo! Se quiser ir ao Google, escreva Horizontes da Poesia que vai lá ter!
Abraço muito grande! :)
Olá poetisa, como vão as coisas??? Um beijo.
ResponderEliminar:) Olá, Peter! Muita falta de inspiração e muitos problemas com a bicharada... há três dias que não faço um poema! Bem, hoje de manhã, quando estava a passear o Kico, começou a nascer um soneto, mas não tinha onde o escrever e ele "fugiu"... parecem passarinhos apressados! :)) Se não os escrevo logo... adeus poema!
EliminarBacini e obrigada!