CANSEI-ME...


Cansei-me de pedir-te ao tempo irado…


Cansei-me de chamar-te e, se chamei,


Foi soprando palavras que nem sei


Se o tempo as entendeu, se as pôs de lado…


 


Chegaste, enfim, mas longe do cuidado


De cuidares deste quanto me cansei,


Quiseste impor-me o esforço de outra lei


Ao meu corpo poema-emancipado...


 


Não terei, hoje, a força pr`a mudar-te


E escrever-te é melhor que desprezar-te


Depois de tanto inútil chamamento,


 


Mas há-de vir o dia em que chamar-te


Não mais será preciso e condenar-te


Não fará mais sentido que um lamento...


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 12.11.2011 – 13.41h

Comentários

  1. Lindo Maria :)
    Revejo-me nas tuas palavras...

    É a tua gata na foto?
    Como te sentes? ^^

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    1. :) Olá, Paper! Obrigada! É uma das minhas gatas, a Minerva e morreu em 2009 com um problema renal.
      Ainda tenho saudades dela e já estou a preparar-me para a partida dos três - quatro! - velhotes. Vou ficar arrumada quando isso começar... três são gatos e o outro é o Kico, o cãozinho, cardíaco e que está comigo desde 2000, altura em que já era um adulto não muito jovem... ai! Já vi que me está a dar para a nostalgia... ainda tenho as duas pombas que não voam mas dão um trabalhão que nem imaginas porque todos os dias tenho de limpar a gaiola grande, por jornais no fundo, lavar o recipiente da água e dar de comer ao bico de uma delas que tem torcicolo e não consegue comer sozinha... caramba! Isto está a parecer um "choradinho", desculpa!
      Ontem à noite estava com febre... hoje nem vi, mas não a sinto, por isso não devo ter. Do mal o menos! Mas tenho os três gatos a vomitarem como se tivessem combinado uma sinfonia em conjunto... ao Beethoven consigo dar remédios com facilidade mas aos outros dois a coisa "fia mais fino"... são uns amores mas detestam medicações e arranham-me mesmo sem querer...
      Credo! Acho que hoje poderia escrever um livro só de queixas :)) Daqui a pouco, quando acabar de limpar esta última "asneira", vou ao Face e faço-te uma visita!
      Beijinhos!

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    2. Oh, anda tudo meio adoentado então :/
      Mas vais ver que eles ficam bem rápido :)
      Também tenho muitos animais em casa, mas ainda nenhum me deu problemas assim :$

      Muita força Maria :)

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    3. Estivemos no Face e nem vi este comment... mas já sabes porquê. Mas eles começam a dar mais trabalho quando estão muito velhinhos o que é o caso dos meus...

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  2. "Salvem os ricos"

    Salvem os ricos
    E os pobres também
    Remediados e góticos
    Drag queen e a mãe

    Salvem homo e hetero
    Terceiro género também
    E poupem o adúltero
    Mais não interessa quem

    Moedinhas e sem abrigo
    Também são cá da vila
    Proxeneta é bem antigo

    Prostituta não tem data
    Não excomunguem à má fila
    Em Itália já foi candidata.

    Prof Eta

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    1. :)

      Salvem-se todos, então,
      Sem esquecer gatos e cães
      Que há, por cá, mais corrupção
      Que filhos de boas mães!

      Mas, com tanta salvação,
      Será que nos sobram bens?
      Pões nessa dedicação
      Mais do que aquilo que tens?

      Agora é menos custoso
      Encontrar os sonetilhos
      E dar-lhes pronta resposta

      Pois cada um, saboroso,
      Faz nascer muitos mais "filhos"
      Como o bom poeta gosta!


      Olá, Poeta! :) Está muito pródigo em salvações... eu ainda não percebi muito bem como vão evoluir as coisas... mas quem sou eu? Às vezes pergunto demasiadas coisas a mim mesma...
      Abraço grande!




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    2. “Estatisticamente”

      Está posta em equação
      São imensas as variáveis
      Pr’ás coisas a evolução
      Dá respostas infindáveis

      E se a isto adicionarmos
      Uma pitada de incerteza
      Melhor é nem pensarmos
      Mas não antevejo beleza

      E já esquecia a estatística
      Que aqui nos pode ajudar
      Vendo a amostra dos dados

      Aplicando leis da balística
      Muitos não se irão safar
      Pois ficarão esburacados.

      Prof Eta

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    3. Sei que tentou responder
      À pergunta que lhe fiz,
      Mas quem me dera poder
      Dizer que fiquei feliz...

      Reconheço as variáveis
      E as incertezas também
      Pois são coisas inegáveis
      Que qualquer humano tem...

      Ainda assim não fiquei
      Assim muito sossegada
      E nem falámos ainda

      Das coisas que eu nem sonhei...
      Já ninguém pára a escalada
      Desta gente desavinda!


      Muiiiiito de pé coxinho :)) mas aí vai!
      Até já e um bom Domingo para vós!

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  3. “Soberana”

    Que dívida é essa amigo?
    Que te põe nessa ansiedade
    Que dívida é essa amigo?
    É dívida tua ou da sociedade

    Que dívida é essa amigo?
    Que te torna os dias azedos
    Que dívida é essa amigo?
    Não tens acesso aos segredos

    Dívida de fome de quem não come
    Dívida de sede de quem não bebe
    Dívida de paz numa guerra insana

    Dívida de vergonha que te consome
    Dívida de honestidade que já fede
    Dívida, dívida,... ela é soberana.

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    1. :))

      Soberana é a jogada
      Em que o capital nos mete!
      Desse, já não espero nada
      Nem creio no que promete!

      E os grandes jogadores
      Que aturem maus resultados
      Pois são os trabalhadores
      Os que estão a ser lixados!

      Fui sempre mulher de esquerda
      Mesmo quando alguns julgavam
      Que eu fosse mais... "direitinha"

      E se aqui os mando à m...a
      É por quantos me calavam...
      Vejam lá, que sorte a minha!


      Bem, Poeta... isto deve ser contágio dos comments mais "acesos" do Face... mas eu prometi a mim mesma que publicaria o que me viesse à cabeça, e vou cumprir! Pode ser que as duas Europas mudem de cor :))
      Desculpe-me mas vai mesmo assim. Acho que vou ter de moderar a minha leitura de comentários alheios...

      Abraço grande! :)


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  4. "Dia da erradicação da pobreza"

    Dia da erradicação da pobreza
    IVA a vinte e três por cento
    Neste orçamento de magreza
    Nem força teremos p´ro lamento

    O vinho paga menos que leite
    Legumes e fruta sobem logo dez
    Subida meteórica tem o azeite
    Não vale refilar levas c’os pés

    O remédio terás que encontrá-lo
    Fazendo das tripas teu coração
    Bebe todos os tragos p’lo gargalo

    Talvez acordes rico pois então
    Após caíres bêbado com’um cacho
    Farás assim parte da erradicação.

    Prof Eta

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    1. Erradiquemos, então,
      Essa riqueza extremada
      Que derruba esta nação
      E que, em troca, não dá nada!

      Agora sim! Quem me dera
      Ser mais nova, correr mais...
      Nunca ficaria à espera
      Do que dizem os jornais!

      Mas garanto que as medidas
      Que estão a ser-nos impostas
      Nos farão sangrar a sério!

      Mas sei bem qu`inda há saídas
      Se não formos nas "maroscas"...
      Ou então... o cemitério...

      Abraço, Poeta! Estou ensonada e congelada. Até já!

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  5. “Alvarinho”

    Álvaro, o visionário
    Antevê o fim da crise
    Terminará o calvário
    Se não houver deslize

    Dois mil e doze é penar
    Para expiar o passado
    A seguir vai começar
    Nosso futuro dourado

    Entretanto para esquecer
    As dificuldades deste ano
    Vamos beber um tintinho

    Depois é sempre a crescer
    Isto se não houver engano
    Ou bebe-se um alvarinho.

    Prof Eta

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    1. :)) Olá, Poeta! Ontem estive com uma amiga no Face - já não a vejo há anos... - e acabei por nem conseguir vir aos blogs...

      Também ouvi o ministro
      Dizê-lo - e negar depois...!
      Isto ou é louco, ou sinistro!
      [cá vamos rimando os dois...]

      Até eu que, pouco sei,
      Prevejo, em maior rigor,
      Um ano de horrores pr`á grei
      Que vai de mal a pior!

      Não bebo nada de nada
      Senão café, água e chá
      E não pretendo esquecer

      Ou posso ser confrontada
      C`o resultado que dá
      VER isto e nada DIZER...


      Um abraço grande e até já! Tenho mil e uma promessas de visitas e outras tantas coisas que estou mesmo interessada em saber e... penso que não vou ter tempo para visitar e ver a décima parte...



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  6. “Pendurados”

    Interrompida a democracia
    Pela ditadura do mercado
    E o povo nem desconfia
    Mas já não será consultado

    E é tão grande a correria
    Por cada governante apeado
    Que o povo grita e assobia
    Aqueles que havia votado

    Substituídos sem eleições
    Pelos grandes salvadores
    Do povo em incumprimento

    Eles é que farão as votações
    Serão os donos e senhores
    Levarão o povo a julgamento.

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    1. Não mais será consultado
      Este povo que humilharam
      Mas vai dar mau resultado
      Porque ainda o não calaram!

      Preparam a jogada
      Estes traidores, vendilhões!
      Eu nunca serei calada
      Por tão reles contradições!

      Teremos de responder!
      Lacaios do capital,
      Não nos rendemos sem luta!

      Há mercados no poder
      E um governo irracional
      Cheio de f....s da p..a!


      Desculpe, Poeta. Desta vez tinha mesmo que ser... ficou com os pontinhos pretos, na falta de bolinhas vermelhas, mas não pude conter-me...
      Abraço grande!

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    2. Se me permitir vou publicar no meu blog, mas sem os pontinhos e sim com todas as letras.

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    3. Ah, Poeta... isto está mesmo, mesmo a fechar e eu já andei a "deixá-lo" por aí... mas faça como entender! Publique!
      Vou ver se consigo voltar ainda hoje. A saúde não está no seu melhor e eu tenho uma série de visitas prometidas a amigos que não consegui visitar...

      :) Abraço grande!

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  7. Comigo estás a vontade Maria, nem precisavas de pontos pretos e bola vermelha... até porque sou da mesma opinião que tu! ;)

    Como estás? E os teus bichinhos? :)

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    1. :) Eu já sou meia velhota, Paper... nunca fui de dizer palavrões nem de "perder a tramontana" :))... sei ouvi-los sem me deixar perturbar, mas nunca fui de dizer mais do que "m...a!" e pouco mais... mas as coisas estão de uma maneira que dá para senti-las na pele! Estão mesmo a conduzir-nos que nem a uma manada no sentido de perdermos a maioria dos direitos que conseguimos, em prol de uma elite que nem sequer o merece... nem podia merecer porque todos somos iguais em termos de direitos!
      Acho que a situação - que infelizmente não está a ser percebida por muitos - justifica a "má língua".
      Os meus amiguinhos de quatro patas estão mais ou menos... o Kico continua com muita tosse e, de noite, tem imensa falta de ar, e o Beethoven continua pele e osso... tenho de ir dar de jantar ao Kico e, depois, passeá-lo mas já volto!
      Bjo! :)

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  8. “Roubalheira”

    Continua a decorrer
    O julgamento à maneira
    Robalos havia pr’oferecer
    A retribuição foi alheira

    Os presentes gastronómicos
    Não justificam o aparato
    Evitavam gastos astronómicos
    Ao fazer julgamento no prato

    Assim vai esta pobre nação
    Tem riqueza pr’a oferecer
    A quem ocupa a cadeira

    E para entreter este povão
    Estórias d’escárnio e maldizer
    Onde incluem a roubalheira.

    Prof Eta

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    1. Poeta, vou deixar para responder amanhã. Estou com uma daquelas soneiras que mal me deixam ter os olhos abertos e ainda tenho de dar os remédios aos meus velhotes...
      Abraço grande!

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    2. E pior, muito pior,
      Há-de tudo inda ficar
      Com essa asneira maior
      Da TV privatizar!

      RTP é o canal
      A que posso ter acesso...
      Privatizam? Fazem mal!
      Não me enganam c`o "progresso"!

      Não viverei muito mais,
      Sei o que estou a dizer
      Pois sou muito realista

      Mas, perdoá-los? Jamais!
      Vejo o que tentam fazer
      Antes que alguém lhes resista!


      Olá, Poeta! Mais atrasada do que habitualmente e cansada até dizer chega - no duplo sentido do termo - nem me consegui despachar a horas de almoçar...
      Abraço grande!

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  9. “Do outro lado”

    Nesta crise cultural
    Endeusada é a estética
    O pensamento ocidental
    Caiu junto com a ética

    E vamos todo ao fundo
    Como máquinas de calcular
    No admirável novo mundo
    Já nem sabemos pensar

    Calculo a taxa de juro
    E também a mais valia
    Vivo agora bem instalado

    Não me importa esse muro
    Nem a gente que sofria
    Assim ficam do outro lado.

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    1. Poeta, o muro está lá,
      Cada vez sobe mais alto
      E deste lado não há
      Previsões de qualquer salto...

      Mas, supondo que eu estivesse
      Muito mais bem instalada...
      Mesmo assim, se me conhece,
      Crê que eu não mudava em nada!

      Cada vez me mexo menos
      Mas estou de olhos bem abertos
      E de ouvidos sempre atentos

      Aos mil sonhos - não pequenos... -
      Que, ao viver dias incertos,
      São semeados nos ventos...


      Poeta, lembrei-me, agora mesmo, de uma frase, do meu avô poeta, de que sempre gostei muitíssimo. Parece muito óbvia mas pode ir até onde chegar o melhor que há em nós ;
      "Que Deus me livre do pecado de não ter pecados enquanto os homens forem pecadores"
      Abraço e até já!

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  10. “O lápis será azul ?”

    O estudo foi realizado
    E tudo a bem da nação
    Foi agora confirmado
    Será filtrada a informação

    E assim os consumidores
    Serão muito beneficiados
    Pois poupados a dissabores
    Não mais andarão chateados

    Será feliz assim este povo
    Detalhes não precisa saber
    Deixará isso à governação

    Dedicar-se-á à produção
    A elite dedica-se a aprender
    Tudo isto a bem da nação.

    Prof Eta

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    1. Vão ter muito que cortar,
      Muita gente pr`a prender,
      Entre os que não vão calar
      Denunciando até morrer!

      Tudo é feito à revelia
      Do que o povo vai sabendo...
      Fecham o Dona Maria,
      Filtram quanto ele vai escrevendo,

      Escondem documentação
      Que até hoje circulava...
      Mas muitos não calarão
      Pois nem o fascismo os trava!

      Ó povo da minha terra,
      Pois tu cegaste e nem vês
      Quanto te vai ser roubado?

      Que são eles a própria guerra,
      Que te retalham, qual rês,
      Só pr`a te verem calado?


      Abraço grande, Poeta. Não estou a gostar mesmo nada dos últimos desenvolvimentos das notícias que me vão chegando. Mesmo nada!






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  11. “Formatação”

    Nas asas de uma viola
    Tango suite vibrante
    Do mestre Astor Piazzola
    E o mundo fica distante

    Num piano embarcado
    Sonata D959 em A maior
    Por Schcubert embalado
    O mundo ganha esplendor

    Há muitos mundos no mundo
    Muitos ainda por descobrir
    Aguardam o derradeiro assalto

    E tu escolhes o sono profundo
    Ou então optas por ouvir
    Sons dum novo sobressalto.

    http://www.youtube.com/watch?v=n60V6ukmJog

    http://www.youtube.com/watch?v=Il6-lZYDpqY

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    1. Cá tenho as minhas razões...
      Nunca soube ser traidora
      Destas grandes convicções...
      E não hei-de sê-lo agora!

      Conheço os mundos do mundo
      Mas jamais os cobicei...
      Por dentro, posso ir mais fundo
      E à Terra, nunca a neguei!

      Se o mundo for assaltado
      Pelo grande capital
      Como num filme da moda

      Esperarei, cá, deste lado,
      E, mesmo vivendo mal,
      Terei sido inteira. Eu toda!

      Este vai coxo e apressado... estou com fome e vou comer o meu pãozito! :)
      Até já!

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  12. Lindo, Maria João!
    Chamar, escutar, vir, encontrar... esta fora profunda de ser e de se dar.
    Beijinho com saudades e o pedido de desculpa de uma ausência que me é forçada por muito trabalho.
    Sempre
    Isabel

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    1. Isabel!!! Não me peça desculpa! Eu é que devo pedir-lha! O seu comment acendeu uma luzinha na minha memória e tenho, agora, a certeza de ter dois links seus para abrir... agora não o poderei fazer porque estou no CJ... caramba! Esta coisa de exigir demais da minha memória, está a rebentar pelas costuras... ela, memória, nunca foi grande coisa e selecciona, à revelia da minha consciência, aquilo que entende por bem reter... vou acabar por deixar de ver a memória como um armazém onde se arruma tudo o que se quer! A minha é muitíssimo autónoma e só retém o que lhe apetece!
      Obrigada e um abraço grande! :)

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  13. SONETILHO

    (Em contraponto a outro do Pedro)
    Azul ou de outra cor, ele existe

    O Lápis azul, famoso
    Que outrora riscava a eito
    É, hoje, do mesmo jeito,
    Instrumento tormentoso

    Por processo engenhoso,
    Doutra matéria é feito,
    Mas mantém o seu efeito
    E o seu fim asqueroso.

    Mais grosso ou mais delgado
    Até, talvez, doutra cor
    Anda por aí disfarçado…

    Se não andas alinhado,
    Desse lápis ao sabor…
    Marcam-te, como ao gado.

    Eduardo

    Agradece, por mim, à poetisa o belo soneto que me enviou. Fiquei sensibilizado pela deferência e continuo na minha,
    de que ali anda mãozinha da Maria sem Camisa, por mais que a Maria João de Sousa recuse a ideia.
    O soneto, eu já o conhecia porque, qual menino lambareiro que vai à despensa às gulodices, eu costumo ir a um blog
    que dá por, «poetaporkedeusker» e venho de lá, sempre deliciado.

    Até logo
    Eduardo.

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    1. :) Obrigada, amigo Eduardo!

      Deixe cá ver se encontro palavras para o seu sonetilho... é uma matéria a que sempre fui muito sensível e, para mal de todos nós, tenho a certeza de que tem razão...

      Seja ele de que cor seja,
      Sei bem todo o mal que faz
      E, sem que a gente anteveja,
      Risca toda a nossa paz...

      De noite, nem dormiremos,
      Não vá o lápis surgir,
      Riscar tudo o que fizemos,
      Pôr-nos, pr`a sempre, a dormir!

      Vem manhoso, sorrateiro
      E, antes que demos por ele,
      Estamos "riscados do mapa"...

      Fica alerta, companheiro,
      Que o "lápis" risca-te a pele
      E vai-se embora, à socapa!


      Peço desculpa por responder com um sonetilho imperfeito. O seu cumpria todas as regras mas este estava a querer sair dos dedos e eu nem o impedi! :)
      Mas sinto que estamos já a começar a "provar" o "sabor" dos novos lápis azuis...

      Um grande abraço para si e esposa!

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  14. “Crise dourada”

    Afinal é inadequado
    Fim da crise apregoar
    Vão apregoar no mercado
    “Vivinha da costa a saltar”

    Essa crise é pr’a esquecer
    Assim como o colesterol
    Agora temos que padecer
    Pr’a depois gozar o sol

    Mas já por aí apregoam
    Fim da Europa é a implosão
    Mas com tanto apregoar

    Temo que as vozes lhes doam
    Devemos é criar novo pregão
    “Crise dourada, venham comprar”.

    Prof Eta

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    1. Neste preciso momento
      Não creio numa palavra
      Pois eles, num contentamento,
      Inventam de sua lavra...

      Dizem, por tudo e por nada,
      Que esta crise está no fim
      E depois, pela calada,
      Dizem que não foi assim...

      Não sei se esta Europa acaba
      Mas sei que eles acabarão
      Com todo o Estado Social

      E um ou outro até se gaba
      Do que "faz pela nação"!
      Esta crise faz-nos mal!!!

      :) Olá, Poeta! Estou a ver se consigo responder hoje. Como estou muito lenta, o tempo no CJ não me está a render nada...
      Abraço grande!

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  15. “Formatação II”

    Em directo tens sexo
    À hora nobre na televisão
    Queres a sociedade com nexo?
    Tu tens o comando na mão

    Se o futuro vem desconexo
    Tu deves dizer-lhe que não
    E se alguém fica perplexo
    Deves fazer-lhe oposição

    Mas se no espelho convexo
    Não vires imagem distorcida
    Da tua própria situação

    Então isso será o reflexo
    De que a vacina absorvida
    Te provocou a inoculação.

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    1. Eu já nem comando tenho!
      Nem comando, nem canais...
      E se lhe parece estranho
      A mim parece `inda mais!

      Mas eu hei-de sempre opor-me
      Se sentir que está errado
      Porque o coração não dorme
      E fica sempre ligado!

      Se vejo uma ou outra imagem
      Um pouco paradoxal
      Registo-a, não me faz mossa

      Prossigo a minha viagem
      Neste mundo virtual
      Pr´a pensar, logo que possa...


      :) Ver, vejo... mas guardo-as para quando possam ser-me mais úteis. Não costumo deixar-me perturbar muito pelos reflexos enquanto sinto que posso fazer alguma coisa de útil... não depois de passar por quanto já passei ao longo desta vida... estaria muito imatura se o permitisse. Aprendi com o comportamento das bactérias... posso parecer exagerada mas a verdade é que aprendi imenso com as extraordinárias capacidades de sobrevivência desses seres microscópicos quando, há muitos anos, os estudei - teoricamente mas também os vi actuar ao vivo - um pouco mais a fundo. São seres por quem nutro uma imensa admiração pois desenvolvem resistências absolutamente admiráveis... depois, claro, estabelecem-se paralelos, fazem-se comparações, descobre-se quão profundamente as coisas estão relacionadas entre si... mas isto, dito assim, a correr, parece estranho ou absurdo...
      Abraço grande! Vou tentar levar-lhe estes sonetilhos porque estou a ficar cheia de soninho :)

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  16. “Formatação III”

    A formatação derradeira
    A que brota da vivência
    Surgirá uma vez primeira
    Como te dita a consciência

    Não precisas de interrogar
    Deixa espaço ao coração
    Depois da consciência ditar
    Não cales, passa à acção

    Com uma pitada de sal
    E os raios de sol a brotar
    Nestas acções conscientes

    Nunca penses apelar ao mal
    Para o vírus latente eliminar
    E terás o lugar dos diferentes.

    “Poeta ?....... Interroguei-me sempre, Mas no momento certo Não fiz um gesto Não disse uma palavra, Tomei o lugar dos indiferentes... Fui igual a eles!” M.L.

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    1. Poeta, não estou nas melhores condições para poetar .Tenho, neste momento, cá em casa um senhor que foi meu formador e, neste momento está sem emprego e sem nada de nada. Como sabe não o posso ajudar e isso deixa-me triste.
      Eu já volto.

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    2. Maria Luísa? Foste tu? Essa frase é da M. Luísa e não me parece que ela tenha sido tão indiferente porque disponibilizou o seu "palco" virtual...
      Até já...

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    3. Foi essa frase da Mª Luísa que inspirou o meu "Formatação III", o último da trilogia sob este tema.

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    4. Obrigada, Poeta! Já viu o seu correio? É só para justificar alguma modificação no meu modo de estar online.

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    5. Triste de facto e a minha solidariedade à distância também nada ajuda, não há nenhuma instituição que possa socorrer, talvez um centro porta amiga da AMI, ou outra similar ?

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    6. Sim já, sugiro o recurso ao apoio de alguma instituição por nada mais poder fazer de momento.

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    7. Por aqui, não estou a ver nada... estou mesmo triste, Poeta...

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    8. Estou toda "desformatada",
      Nem me apetece escrever
      Mas, mesmo estando cansada,
      Achei por bem responder...

      Ele há coisas muito fortes,
      Muito injustas, muito duras,
      Que deixam, na pele, os cortes
      De estranhas feridas impuras...

      Falo daquilo que sei
      Mas não vou remediar
      No presente que vivemos...

      [Poeta, já "poetei"
      mas mais valera calar
      estas tristezas que vemos...]

      Não vai grande coisa, Poeta. Esta tristonho e não saiu com facilidade...
      Abraço grande!





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  17. Bom dia!
    Tenho vindo através do Facebook, a ler, alguns sonetos da sua autoria. Senti o interesse de obter, algum livro já publicado da sua autoria. E foi assim que aqui vim dar ao seu blogue - e verificar a existência de um livro:"Poeta Porque Deus Quer". A minha pergunta é : Será que posso adquirir este livro? E como?
    Peço-lhe desculpa, por esta invasão...
    Os meus cumprimentos.

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    1. Bom dia, amigo Vasco Barreto. O Poeta Porque Deus Quer saiu em 2009 e já não tenho exemplares disponíveis. Lamento muitíssimo, amigo. Com esta situação agravada que estamos a viver, duvido muito que eu venha a editar mais algum.
      Mas fico-lhe muito agradecida e deixo-lhe um abraço!

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    2. Venho só agradecer-lhe a atenção dispensada. Realmente neste país, tudo está a descambar e a cultura não é apanágio de quem nos governa. Vou de qualquer das maneiras, fazendo umas visitas ao seu blogue, apreciando a poesia que aqui se publica.
      Obrigado, Maria João!

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    3. Fico muito grata, amigo Vasco Barreto. O blog tem uma enorme colecção de sonetos em decassílabo heróico mas tenho, também, poesia de verso branco no http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/ e muitos poemas em quadras e sextilhas no http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/
      Sinta-se sempre em sua casa. Eu já não tenho saúde para trabalhar de outra forma mas sinto que posso dar o meu contributo desta forma menos imediata... mas que eu penso que me sobreviverá. É o que posso fazer pelo meu povo e tento fazê-lo dando o meu melhor.
      Um abraço grande!

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  18. “Tachistas”

    Volta a acesa discussão
    Dos políticos da nação
    São as papas pr’a bebés
    Mas será que tu não vês

    Que nos governam c’os pés
    Por mais votos que lhes dês
    Não sobe a consideração
    Somos a carne pr’a canhão

    Torna-te num emigrado
    Com o patrocínio oficial
    Sabes o que é qu’eu acho

    Que o secretário de estado
    Não deve ser levado a mal
    Por querer manter o tacho.

    Prfo Eta

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    1. Mas as mães trabalhadoras
      Decerto não têm tempo...
      Conheço bem as demoras
      De cozinhar no momento!

      Tudo sobe, tudo aumenta...
      Que, depois, ninguém se admire
      De ver que ninguém aguenta
      Pensar que a sorte se vire...

      Vamos todos emigrar?
      Olhem, não contem comigo
      Pois pretendo cá ficar!

      Mesmo que não tenha abrigo,
      Posso sempre poetar
      Pr´a provar tudo o que digo!


      Abraço, Poeta. Aquela situação de ontem continua por resolver.

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  19. “Eu Show Portugal®”

    “Eu Show Portugal”
    Uma marca registada
    Aqui tudo é colossal
    Desd’aquela alvorada

    Dinheiro não mais faltou
    Foi roubar à descarada
    Muita fortuna se criou
    Mas ninguém sabe de nada

    Hipotecou-se o futuro
    Da nação de navegadores
    Embarcação foi abatida

    Passado fora muito duro
    Presente é cheio de dores
    Futuro será em ferida.

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    1. Vejo colossais asneiras
      Mas todas vêm de cima
      E entre nós, vejo canseiras;
      Pouco ou nada nos anima

      Os truques perpetuados
      Pelo grande capital
      Deverão ser sancionados...
      Ou tudo isto é Carnaval?

      Pelo futuro é que eu grito
      Porque o presente passou,
      Já começa a ser memória

      Deste povo sempre aflito,
      Do sistema que o roubou,
      Desta parcela da História...

      Abraço grande, Poeta!

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  20. “Obrigado Johann”

    Enquanto Johann existir
    Não acaba a felicidade
    Glória sempre a subir
    É soberba a musicalidade

    Um génio sempre presente
    Toca-se “in nomine dei”
    Sons mexem com a gente
    E mais não vos explicarei

    Pode tocar-se para violoncelo
    Para violino, cravo e flauta
    Até tocado num mano a mano

    O som flui fresco e belo
    Mesmo não existindo pauta
    Podes interpretá-lo ao piano.

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    1. Posso não estar muito bem,
      Nem sequer ter trabalhado
      Como tanto me convém
      Neste tempo alvoraçado

      Posso nem saber valsar
      Mas sei bem de quem falou
      E, se pudesse dançar,
      Não ficava como estou

      Sentadinha em "sumapau",
      Cheia de sono e de frio,
      Mas tentando publicar...

      Mas nem tudo será mau;
      Poetando até me rio
      E, a seguir, vou-me deitar...

      Hoje estou menos bem, Poeta. O Kico está bastante aflito, estive umas horinhas em casa de uma amiga e até vi - en passant - alguns canais de noticiário continúo. Ah, também fiz um soneto à Maria Sem Camisa. Já está publicado e tudo.
      Abraço grande!

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  21. Não me exponho, não me transmito, mas tem a certeza porem que o teu lugar no meu coração está firme como uma rocha!

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    1. Ligeirinha! :) A net está tonta de todo e eu já me fartei de perder comentários em sonetilho... mas, acredito! Também gostei sempre muito de ti e tens o teu lugar cativo no meu!
      Agora vou ter de guardar o comment antes de o publicar... já fiquei sem dois...

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