CANSEI-ME...
Cansei-me de pedir-te ao tempo irado…
Cansei-me de chamar-te e, se chamei,
Foi soprando palavras que nem sei
Se o tempo as entendeu, se as pôs de lado…
Chegaste, enfim, mas longe do cuidado
De cuidares deste quanto me cansei,
Quiseste impor-me o esforço de outra lei
Ao meu corpo poema-emancipado...
Não terei, hoje, a força pr`a mudar-te
E escrever-te é melhor que desprezar-te
Depois de tanto inútil chamamento,
Mas há-de vir o dia em que chamar-te
Não mais será preciso e condenar-te
Não fará mais sentido que um lamento...
Maria João Brito de Sousa – 12.11.2011 – 13.41h
Lindo Maria :)
ResponderEliminarRevejo-me nas tuas palavras...
É a tua gata na foto?
Como te sentes? ^^
:) Olá, Paper! Obrigada! É uma das minhas gatas, a Minerva e morreu em 2009 com um problema renal.
EliminarAinda tenho saudades dela e já estou a preparar-me para a partida dos três - quatro! - velhotes. Vou ficar arrumada quando isso começar... três são gatos e o outro é o Kico, o cãozinho, cardíaco e que está comigo desde 2000, altura em que já era um adulto não muito jovem... ai! Já vi que me está a dar para a nostalgia... ainda tenho as duas pombas que não voam mas dão um trabalhão que nem imaginas porque todos os dias tenho de limpar a gaiola grande, por jornais no fundo, lavar o recipiente da água e dar de comer ao bico de uma delas que tem torcicolo e não consegue comer sozinha... caramba! Isto está a parecer um "choradinho", desculpa!
Ontem à noite estava com febre... hoje nem vi, mas não a sinto, por isso não devo ter. Do mal o menos! Mas tenho os três gatos a vomitarem como se tivessem combinado uma sinfonia em conjunto... ao Beethoven consigo dar remédios com facilidade mas aos outros dois a coisa "fia mais fino"... são uns amores mas detestam medicações e arranham-me mesmo sem querer...
Credo! Acho que hoje poderia escrever um livro só de queixas :)) Daqui a pouco, quando acabar de limpar esta última "asneira", vou ao Face e faço-te uma visita!
Beijinhos!
Oh, anda tudo meio adoentado então :/
EliminarMas vais ver que eles ficam bem rápido :)
Também tenho muitos animais em casa, mas ainda nenhum me deu problemas assim :$
Muita força Maria :)
Estivemos no Face e nem vi este comment... mas já sabes porquê. Mas eles começam a dar mais trabalho quando estão muito velhinhos o que é o caso dos meus...
Eliminar"Salvem os ricos"
ResponderEliminarSalvem os ricos
E os pobres também
Remediados e góticos
Drag queen e a mãe
Salvem homo e hetero
Terceiro género também
E poupem o adúltero
Mais não interessa quem
Moedinhas e sem abrigo
Também são cá da vila
Proxeneta é bem antigo
Prostituta não tem data
Não excomunguem à má fila
Em Itália já foi candidata.
Prof Eta
:)
EliminarSalvem-se todos, então,
Sem esquecer gatos e cães
Que há, por cá, mais corrupção
Que filhos de boas mães!
Mas, com tanta salvação,
Será que nos sobram bens?
Pões nessa dedicação
Mais do que aquilo que tens?
Agora é menos custoso
Encontrar os sonetilhos
E dar-lhes pronta resposta
Pois cada um, saboroso,
Faz nascer muitos mais "filhos"
Como o bom poeta gosta!
Olá, Poeta! :) Está muito pródigo em salvações... eu ainda não percebi muito bem como vão evoluir as coisas... mas quem sou eu? Às vezes pergunto demasiadas coisas a mim mesma...
Abraço grande!
“Estatisticamente”
EliminarEstá posta em equação
São imensas as variáveis
Pr’ás coisas a evolução
Dá respostas infindáveis
E se a isto adicionarmos
Uma pitada de incerteza
Melhor é nem pensarmos
Mas não antevejo beleza
E já esquecia a estatística
Que aqui nos pode ajudar
Vendo a amostra dos dados
Aplicando leis da balística
Muitos não se irão safar
Pois ficarão esburacados.
Prof Eta
Sei que tentou responder
EliminarÀ pergunta que lhe fiz,
Mas quem me dera poder
Dizer que fiquei feliz...
Reconheço as variáveis
E as incertezas também
Pois são coisas inegáveis
Que qualquer humano tem...
Ainda assim não fiquei
Assim muito sossegada
E nem falámos ainda
Das coisas que eu nem sonhei...
Já ninguém pára a escalada
Desta gente desavinda!
Muiiiiito de pé coxinho :)) mas aí vai!
Até já e um bom Domingo para vós!
“Soberana”
ResponderEliminarQue dívida é essa amigo?
Que te põe nessa ansiedade
Que dívida é essa amigo?
É dívida tua ou da sociedade
Que dívida é essa amigo?
Que te torna os dias azedos
Que dívida é essa amigo?
Não tens acesso aos segredos
Dívida de fome de quem não come
Dívida de sede de quem não bebe
Dívida de paz numa guerra insana
Dívida de vergonha que te consome
Dívida de honestidade que já fede
Dívida, dívida,... ela é soberana.
:))
EliminarSoberana é a jogada
Em que o capital nos mete!
Desse, já não espero nada
Nem creio no que promete!
E os grandes jogadores
Que aturem maus resultados
Pois são os trabalhadores
Os que estão a ser lixados!
Fui sempre mulher de esquerda
Mesmo quando alguns julgavam
Que eu fosse mais... "direitinha"
E se aqui os mando à m...a
É por quantos me calavam...
Vejam lá, que sorte a minha!
Bem, Poeta... isto deve ser contágio dos comments mais "acesos" do Face... mas eu prometi a mim mesma que publicaria o que me viesse à cabeça, e vou cumprir! Pode ser que as duas Europas mudem de cor :))
Desculpe-me mas vai mesmo assim. Acho que vou ter de moderar a minha leitura de comentários alheios...
Abraço grande! :)
"Dia da erradicação da pobreza"
ResponderEliminarDia da erradicação da pobreza
IVA a vinte e três por cento
Neste orçamento de magreza
Nem força teremos p´ro lamento
O vinho paga menos que leite
Legumes e fruta sobem logo dez
Subida meteórica tem o azeite
Não vale refilar levas c’os pés
O remédio terás que encontrá-lo
Fazendo das tripas teu coração
Bebe todos os tragos p’lo gargalo
Talvez acordes rico pois então
Após caíres bêbado com’um cacho
Farás assim parte da erradicação.
Prof Eta
Erradiquemos, então,
EliminarEssa riqueza extremada
Que derruba esta nação
E que, em troca, não dá nada!
Agora sim! Quem me dera
Ser mais nova, correr mais...
Nunca ficaria à espera
Do que dizem os jornais!
Mas garanto que as medidas
Que estão a ser-nos impostas
Nos farão sangrar a sério!
Mas sei bem qu`inda há saídas
Se não formos nas "maroscas"...
Ou então... o cemitério...
Abraço, Poeta! Estou ensonada e congelada. Até já!
“Alvarinho”
ResponderEliminarÁlvaro, o visionário
Antevê o fim da crise
Terminará o calvário
Se não houver deslize
Dois mil e doze é penar
Para expiar o passado
A seguir vai começar
Nosso futuro dourado
Entretanto para esquecer
As dificuldades deste ano
Vamos beber um tintinho
Depois é sempre a crescer
Isto se não houver engano
Ou bebe-se um alvarinho.
Prof Eta
:)) Olá, Poeta! Ontem estive com uma amiga no Face - já não a vejo há anos... - e acabei por nem conseguir vir aos blogs...
EliminarTambém ouvi o ministro
Dizê-lo - e negar depois...!
Isto ou é louco, ou sinistro!
[cá vamos rimando os dois...]
Até eu que, pouco sei,
Prevejo, em maior rigor,
Um ano de horrores pr`á grei
Que vai de mal a pior!
Não bebo nada de nada
Senão café, água e chá
E não pretendo esquecer
Ou posso ser confrontada
C`o resultado que dá
VER isto e nada DIZER...
Um abraço grande e até já! Tenho mil e uma promessas de visitas e outras tantas coisas que estou mesmo interessada em saber e... penso que não vou ter tempo para visitar e ver a décima parte...
“Pendurados”
ResponderEliminarInterrompida a democracia
Pela ditadura do mercado
E o povo nem desconfia
Mas já não será consultado
E é tão grande a correria
Por cada governante apeado
Que o povo grita e assobia
Aqueles que havia votado
Substituídos sem eleições
Pelos grandes salvadores
Do povo em incumprimento
Eles é que farão as votações
Serão os donos e senhores
Levarão o povo a julgamento.
Não mais será consultado
EliminarEste povo que humilharam
Mas vai dar mau resultado
Porque ainda o não calaram!
Preparam a jogada
Estes traidores, vendilhões!
Eu nunca serei calada
Por tão reles contradições!
Teremos de responder!
Lacaios do capital,
Não nos rendemos sem luta!
Há mercados no poder
E um governo irracional
Cheio de f....s da p..a!
Desculpe, Poeta. Desta vez tinha mesmo que ser... ficou com os pontinhos pretos, na falta de bolinhas vermelhas, mas não pude conter-me...
Abraço grande!
Se me permitir vou publicar no meu blog, mas sem os pontinhos e sim com todas as letras.
EliminarAh, Poeta... isto está mesmo, mesmo a fechar e eu já andei a "deixá-lo" por aí... mas faça como entender! Publique!
EliminarVou ver se consigo voltar ainda hoje. A saúde não está no seu melhor e eu tenho uma série de visitas prometidas a amigos que não consegui visitar...
:) Abraço grande!
Comigo estás a vontade Maria, nem precisavas de pontos pretos e bola vermelha... até porque sou da mesma opinião que tu! ;)
ResponderEliminarComo estás? E os teus bichinhos? :)
:) Eu já sou meia velhota, Paper... nunca fui de dizer palavrões nem de "perder a tramontana" :))... sei ouvi-los sem me deixar perturbar, mas nunca fui de dizer mais do que "m...a!" e pouco mais... mas as coisas estão de uma maneira que dá para senti-las na pele! Estão mesmo a conduzir-nos que nem a uma manada no sentido de perdermos a maioria dos direitos que conseguimos, em prol de uma elite que nem sequer o merece... nem podia merecer porque todos somos iguais em termos de direitos!
EliminarAcho que a situação - que infelizmente não está a ser percebida por muitos - justifica a "má língua".
Os meus amiguinhos de quatro patas estão mais ou menos... o Kico continua com muita tosse e, de noite, tem imensa falta de ar, e o Beethoven continua pele e osso... tenho de ir dar de jantar ao Kico e, depois, passeá-lo mas já volto!
Bjo! :)
“Roubalheira”
ResponderEliminarContinua a decorrer
O julgamento à maneira
Robalos havia pr’oferecer
A retribuição foi alheira
Os presentes gastronómicos
Não justificam o aparato
Evitavam gastos astronómicos
Ao fazer julgamento no prato
Assim vai esta pobre nação
Tem riqueza pr’a oferecer
A quem ocupa a cadeira
E para entreter este povão
Estórias d’escárnio e maldizer
Onde incluem a roubalheira.
Prof Eta
Poeta, vou deixar para responder amanhã. Estou com uma daquelas soneiras que mal me deixam ter os olhos abertos e ainda tenho de dar os remédios aos meus velhotes...
EliminarAbraço grande!
E pior, muito pior,
EliminarHá-de tudo inda ficar
Com essa asneira maior
Da TV privatizar!
RTP é o canal
A que posso ter acesso...
Privatizam? Fazem mal!
Não me enganam c`o "progresso"!
Não viverei muito mais,
Sei o que estou a dizer
Pois sou muito realista
Mas, perdoá-los? Jamais!
Vejo o que tentam fazer
Antes que alguém lhes resista!
Olá, Poeta! Mais atrasada do que habitualmente e cansada até dizer chega - no duplo sentido do termo - nem me consegui despachar a horas de almoçar...
Abraço grande!
“Do outro lado”
ResponderEliminarNesta crise cultural
Endeusada é a estética
O pensamento ocidental
Caiu junto com a ética
E vamos todo ao fundo
Como máquinas de calcular
No admirável novo mundo
Já nem sabemos pensar
Calculo a taxa de juro
E também a mais valia
Vivo agora bem instalado
Não me importa esse muro
Nem a gente que sofria
Assim ficam do outro lado.
Poeta, o muro está lá,
EliminarCada vez sobe mais alto
E deste lado não há
Previsões de qualquer salto...
Mas, supondo que eu estivesse
Muito mais bem instalada...
Mesmo assim, se me conhece,
Crê que eu não mudava em nada!
Cada vez me mexo menos
Mas estou de olhos bem abertos
E de ouvidos sempre atentos
Aos mil sonhos - não pequenos... -
Que, ao viver dias incertos,
São semeados nos ventos...
Poeta, lembrei-me, agora mesmo, de uma frase, do meu avô poeta, de que sempre gostei muitíssimo. Parece muito óbvia mas pode ir até onde chegar o melhor que há em nós ;
"Que Deus me livre do pecado de não ter pecados enquanto os homens forem pecadores"
Abraço e até já!
“O lápis será azul ?”
ResponderEliminarO estudo foi realizado
E tudo a bem da nação
Foi agora confirmado
Será filtrada a informação
E assim os consumidores
Serão muito beneficiados
Pois poupados a dissabores
Não mais andarão chateados
Será feliz assim este povo
Detalhes não precisa saber
Deixará isso à governação
Dedicar-se-á à produção
A elite dedica-se a aprender
Tudo isto a bem da nação.
Prof Eta
Vão ter muito que cortar,
EliminarMuita gente pr`a prender,
Entre os que não vão calar
Denunciando até morrer!
Tudo é feito à revelia
Do que o povo vai sabendo...
Fecham o Dona Maria,
Filtram quanto ele vai escrevendo,
Escondem documentação
Que até hoje circulava...
Mas muitos não calarão
Pois nem o fascismo os trava!
Ó povo da minha terra,
Pois tu cegaste e nem vês
Quanto te vai ser roubado?
Que são eles a própria guerra,
Que te retalham, qual rês,
Só pr`a te verem calado?
Abraço grande, Poeta. Não estou a gostar mesmo nada dos últimos desenvolvimentos das notícias que me vão chegando. Mesmo nada!
“Formatação”
ResponderEliminarNas asas de uma viola
Tango suite vibrante
Do mestre Astor Piazzola
E o mundo fica distante
Num piano embarcado
Sonata D959 em A maior
Por Schcubert embalado
O mundo ganha esplendor
Há muitos mundos no mundo
Muitos ainda por descobrir
Aguardam o derradeiro assalto
E tu escolhes o sono profundo
Ou então optas por ouvir
Sons dum novo sobressalto.
http://www.youtube.com/watch?v=n60V6ukmJog
http://www.youtube.com/watch?v=Il6-lZYDpqY
Cá tenho as minhas razões...
EliminarNunca soube ser traidora
Destas grandes convicções...
E não hei-de sê-lo agora!
Conheço os mundos do mundo
Mas jamais os cobicei...
Por dentro, posso ir mais fundo
E à Terra, nunca a neguei!
Se o mundo for assaltado
Pelo grande capital
Como num filme da moda
Esperarei, cá, deste lado,
E, mesmo vivendo mal,
Terei sido inteira. Eu toda!
Este vai coxo e apressado... estou com fome e vou comer o meu pãozito! :)
Até já!
Lindo, Maria João!
ResponderEliminarChamar, escutar, vir, encontrar... esta fora profunda de ser e de se dar.
Beijinho com saudades e o pedido de desculpa de uma ausência que me é forçada por muito trabalho.
Sempre
Isabel
Isabel!!! Não me peça desculpa! Eu é que devo pedir-lha! O seu comment acendeu uma luzinha na minha memória e tenho, agora, a certeza de ter dois links seus para abrir... agora não o poderei fazer porque estou no CJ... caramba! Esta coisa de exigir demais da minha memória, está a rebentar pelas costuras... ela, memória, nunca foi grande coisa e selecciona, à revelia da minha consciência, aquilo que entende por bem reter... vou acabar por deixar de ver a memória como um armazém onde se arruma tudo o que se quer! A minha é muitíssimo autónoma e só retém o que lhe apetece!
EliminarObrigada e um abraço grande! :)
SONETILHO
ResponderEliminar(Em contraponto a outro do Pedro)
Azul ou de outra cor, ele existe
O Lápis azul, famoso
Que outrora riscava a eito
É, hoje, do mesmo jeito,
Instrumento tormentoso
Por processo engenhoso,
Doutra matéria é feito,
Mas mantém o seu efeito
E o seu fim asqueroso.
Mais grosso ou mais delgado
Até, talvez, doutra cor
Anda por aí disfarçado…
Se não andas alinhado,
Desse lápis ao sabor…
Marcam-te, como ao gado.
Eduardo
Agradece, por mim, à poetisa o belo soneto que me enviou. Fiquei sensibilizado pela deferência e continuo na minha,
de que ali anda mãozinha da Maria sem Camisa, por mais que a Maria João de Sousa recuse a ideia.
O soneto, eu já o conhecia porque, qual menino lambareiro que vai à despensa às gulodices, eu costumo ir a um blog
que dá por, «poetaporkedeusker» e venho de lá, sempre deliciado.
Até logo
Eduardo.
:) Obrigada, amigo Eduardo!
EliminarDeixe cá ver se encontro palavras para o seu sonetilho... é uma matéria a que sempre fui muito sensível e, para mal de todos nós, tenho a certeza de que tem razão...
Seja ele de que cor seja,
Sei bem todo o mal que faz
E, sem que a gente anteveja,
Risca toda a nossa paz...
De noite, nem dormiremos,
Não vá o lápis surgir,
Riscar tudo o que fizemos,
Pôr-nos, pr`a sempre, a dormir!
Vem manhoso, sorrateiro
E, antes que demos por ele,
Estamos "riscados do mapa"...
Fica alerta, companheiro,
Que o "lápis" risca-te a pele
E vai-se embora, à socapa!
Peço desculpa por responder com um sonetilho imperfeito. O seu cumpria todas as regras mas este estava a querer sair dos dedos e eu nem o impedi! :)
Mas sinto que estamos já a começar a "provar" o "sabor" dos novos lápis azuis...
Um grande abraço para si e esposa!
“Crise dourada”
ResponderEliminarAfinal é inadequado
Fim da crise apregoar
Vão apregoar no mercado
“Vivinha da costa a saltar”
Essa crise é pr’a esquecer
Assim como o colesterol
Agora temos que padecer
Pr’a depois gozar o sol
Mas já por aí apregoam
Fim da Europa é a implosão
Mas com tanto apregoar
Temo que as vozes lhes doam
Devemos é criar novo pregão
“Crise dourada, venham comprar”.
Prof Eta
Neste preciso momento
EliminarNão creio numa palavra
Pois eles, num contentamento,
Inventam de sua lavra...
Dizem, por tudo e por nada,
Que esta crise está no fim
E depois, pela calada,
Dizem que não foi assim...
Não sei se esta Europa acaba
Mas sei que eles acabarão
Com todo o Estado Social
E um ou outro até se gaba
Do que "faz pela nação"!
Esta crise faz-nos mal!!!
:) Olá, Poeta! Estou a ver se consigo responder hoje. Como estou muito lenta, o tempo no CJ não me está a render nada...
Abraço grande!
“Formatação II”
ResponderEliminarEm directo tens sexo
À hora nobre na televisão
Queres a sociedade com nexo?
Tu tens o comando na mão
Se o futuro vem desconexo
Tu deves dizer-lhe que não
E se alguém fica perplexo
Deves fazer-lhe oposição
Mas se no espelho convexo
Não vires imagem distorcida
Da tua própria situação
Então isso será o reflexo
De que a vacina absorvida
Te provocou a inoculação.
Eu já nem comando tenho!
EliminarNem comando, nem canais...
E se lhe parece estranho
A mim parece `inda mais!
Mas eu hei-de sempre opor-me
Se sentir que está errado
Porque o coração não dorme
E fica sempre ligado!
Se vejo uma ou outra imagem
Um pouco paradoxal
Registo-a, não me faz mossa
Prossigo a minha viagem
Neste mundo virtual
Pr´a pensar, logo que possa...
:) Ver, vejo... mas guardo-as para quando possam ser-me mais úteis. Não costumo deixar-me perturbar muito pelos reflexos enquanto sinto que posso fazer alguma coisa de útil... não depois de passar por quanto já passei ao longo desta vida... estaria muito imatura se o permitisse. Aprendi com o comportamento das bactérias... posso parecer exagerada mas a verdade é que aprendi imenso com as extraordinárias capacidades de sobrevivência desses seres microscópicos quando, há muitos anos, os estudei - teoricamente mas também os vi actuar ao vivo - um pouco mais a fundo. São seres por quem nutro uma imensa admiração pois desenvolvem resistências absolutamente admiráveis... depois, claro, estabelecem-se paralelos, fazem-se comparações, descobre-se quão profundamente as coisas estão relacionadas entre si... mas isto, dito assim, a correr, parece estranho ou absurdo...
Abraço grande! Vou tentar levar-lhe estes sonetilhos porque estou a ficar cheia de soninho :)
“Formatação III”
ResponderEliminarA formatação derradeira
A que brota da vivência
Surgirá uma vez primeira
Como te dita a consciência
Não precisas de interrogar
Deixa espaço ao coração
Depois da consciência ditar
Não cales, passa à acção
Com uma pitada de sal
E os raios de sol a brotar
Nestas acções conscientes
Nunca penses apelar ao mal
Para o vírus latente eliminar
E terás o lugar dos diferentes.
“Poeta ?....... Interroguei-me sempre, Mas no momento certo Não fiz um gesto Não disse uma palavra, Tomei o lugar dos indiferentes... Fui igual a eles!” M.L.
Poeta, não estou nas melhores condições para poetar .Tenho, neste momento, cá em casa um senhor que foi meu formador e, neste momento está sem emprego e sem nada de nada. Como sabe não o posso ajudar e isso deixa-me triste.
EliminarEu já volto.
Maria Luísa? Foste tu? Essa frase é da M. Luísa e não me parece que ela tenha sido tão indiferente porque disponibilizou o seu "palco" virtual...
EliminarAté já...
Foi essa frase da Mª Luísa que inspirou o meu "Formatação III", o último da trilogia sob este tema.
EliminarObrigada, Poeta! Já viu o seu correio? É só para justificar alguma modificação no meu modo de estar online.
EliminarTriste de facto e a minha solidariedade à distância também nada ajuda, não há nenhuma instituição que possa socorrer, talvez um centro porta amiga da AMI, ou outra similar ?
EliminarSim já, sugiro o recurso ao apoio de alguma instituição por nada mais poder fazer de momento.
EliminarPor aqui, não estou a ver nada... estou mesmo triste, Poeta...
EliminarEstou toda "desformatada",
EliminarNem me apetece escrever
Mas, mesmo estando cansada,
Achei por bem responder...
Ele há coisas muito fortes,
Muito injustas, muito duras,
Que deixam, na pele, os cortes
De estranhas feridas impuras...
Falo daquilo que sei
Mas não vou remediar
No presente que vivemos...
[Poeta, já "poetei"
mas mais valera calar
estas tristezas que vemos...]
Não vai grande coisa, Poeta. Esta tristonho e não saiu com facilidade...
Abraço grande!
Bom dia!
ResponderEliminarTenho vindo através do Facebook, a ler, alguns sonetos da sua autoria. Senti o interesse de obter, algum livro já publicado da sua autoria. E foi assim que aqui vim dar ao seu blogue - e verificar a existência de um livro:"Poeta Porque Deus Quer". A minha pergunta é : Será que posso adquirir este livro? E como?
Peço-lhe desculpa, por esta invasão...
Os meus cumprimentos.
Bom dia, amigo Vasco Barreto. O Poeta Porque Deus Quer saiu em 2009 e já não tenho exemplares disponíveis. Lamento muitíssimo, amigo. Com esta situação agravada que estamos a viver, duvido muito que eu venha a editar mais algum.
EliminarMas fico-lhe muito agradecida e deixo-lhe um abraço!
Venho só agradecer-lhe a atenção dispensada. Realmente neste país, tudo está a descambar e a cultura não é apanágio de quem nos governa. Vou de qualquer das maneiras, fazendo umas visitas ao seu blogue, apreciando a poesia que aqui se publica.
EliminarObrigado, Maria João!
Fico muito grata, amigo Vasco Barreto. O blog tem uma enorme colecção de sonetos em decassílabo heróico mas tenho, também, poesia de verso branco no http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/ e muitos poemas em quadras e sextilhas no http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/
EliminarSinta-se sempre em sua casa. Eu já não tenho saúde para trabalhar de outra forma mas sinto que posso dar o meu contributo desta forma menos imediata... mas que eu penso que me sobreviverá. É o que posso fazer pelo meu povo e tento fazê-lo dando o meu melhor.
Um abraço grande!
“Tachistas”
ResponderEliminarVolta a acesa discussão
Dos políticos da nação
São as papas pr’a bebés
Mas será que tu não vês
Que nos governam c’os pés
Por mais votos que lhes dês
Não sobe a consideração
Somos a carne pr’a canhão
Torna-te num emigrado
Com o patrocínio oficial
Sabes o que é qu’eu acho
Que o secretário de estado
Não deve ser levado a mal
Por querer manter o tacho.
Prfo Eta
Mas as mães trabalhadoras
EliminarDecerto não têm tempo...
Conheço bem as demoras
De cozinhar no momento!
Tudo sobe, tudo aumenta...
Que, depois, ninguém se admire
De ver que ninguém aguenta
Pensar que a sorte se vire...
Vamos todos emigrar?
Olhem, não contem comigo
Pois pretendo cá ficar!
Mesmo que não tenha abrigo,
Posso sempre poetar
Pr´a provar tudo o que digo!
Abraço, Poeta. Aquela situação de ontem continua por resolver.
“Eu Show Portugal®”
ResponderEliminar“Eu Show Portugal”
Uma marca registada
Aqui tudo é colossal
Desd’aquela alvorada
Dinheiro não mais faltou
Foi roubar à descarada
Muita fortuna se criou
Mas ninguém sabe de nada
Hipotecou-se o futuro
Da nação de navegadores
Embarcação foi abatida
Passado fora muito duro
Presente é cheio de dores
Futuro será em ferida.
Vejo colossais asneiras
EliminarMas todas vêm de cima
E entre nós, vejo canseiras;
Pouco ou nada nos anima
Os truques perpetuados
Pelo grande capital
Deverão ser sancionados...
Ou tudo isto é Carnaval?
Pelo futuro é que eu grito
Porque o presente passou,
Já começa a ser memória
Deste povo sempre aflito,
Do sistema que o roubou,
Desta parcela da História...
Abraço grande, Poeta!
“Obrigado Johann”
ResponderEliminarEnquanto Johann existir
Não acaba a felicidade
Glória sempre a subir
É soberba a musicalidade
Um génio sempre presente
Toca-se “in nomine dei”
Sons mexem com a gente
E mais não vos explicarei
Pode tocar-se para violoncelo
Para violino, cravo e flauta
Até tocado num mano a mano
O som flui fresco e belo
Mesmo não existindo pauta
Podes interpretá-lo ao piano.
Posso não estar muito bem,
EliminarNem sequer ter trabalhado
Como tanto me convém
Neste tempo alvoraçado
Posso nem saber valsar
Mas sei bem de quem falou
E, se pudesse dançar,
Não ficava como estou
Sentadinha em "sumapau",
Cheia de sono e de frio,
Mas tentando publicar...
Mas nem tudo será mau;
Poetando até me rio
E, a seguir, vou-me deitar...
Hoje estou menos bem, Poeta. O Kico está bastante aflito, estive umas horinhas em casa de uma amiga e até vi - en passant - alguns canais de noticiário continúo. Ah, também fiz um soneto à Maria Sem Camisa. Já está publicado e tudo.
Abraço grande!
Não me exponho, não me transmito, mas tem a certeza porem que o teu lugar no meu coração está firme como uma rocha!
ResponderEliminarLigeirinha! :) A net está tonta de todo e eu já me fartei de perder comentários em sonetilho... mas, acredito! Também gostei sempre muito de ti e tens o teu lugar cativo no meu!
EliminarAgora vou ter de guardar o comment antes de o publicar... já fiquei sem dois...