GREVE GERAL - 24.11.2011

Comentários

  1. FILHOS e ENTEADOS

    Sonetilho, em contraponto ao do Pedro «Enteados da Nação»

    No mundo dos humilhados
    Se eles baixam os braços
    Os filhos, são os ricaços
    Os pobres, os enteados

    Mas quais serão mais palhaços,
    Os qu´arrotam enfartados,
    Ou os muitos que são capachos
    Dos poucos bem recheados?

    Só vai haver um meio
    A bem da tal equidade
    De lhes minguar o recheio

    Para o gordo emagrecer
    E evitar a obesidade
    Não se lhe dá de comer.

    Eduardo

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    1. Dois pesos, duas medidas
      Que o capitalismo tem...
      Para mim, são todos "vidas"
      E eu serei vida também...

      Sei que a luta é permanente,
      Mas que os vamos demover
      De julgar injustamente
      Conforme lhes convier

      Por isso, mesmo cansada,
      Continuo a poetar...
      Não duvido, mesmo nada

      Nem recuo uma só vez
      Pois há muito por lutar
      Pelo povo português!

      Boa noite, amigo Eduardo.
      Aqui vai - penso eu... - mais um sonetilho apressado. A net está péssima e eu já perdi dois comentários a este seu sonetilho.
      Muito obrigada e um abraço para si e esposa.

      Maria João

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  2. “Velho rumo”

    Um novo rumo é preciso
    Mas nunca o conseguirão
    O homem, pr’a ser conciso
    Condimenta este caldeirão

    Petróleo, diamantes e ouro
    Superam qualquer fragrância
    Ao ódio visceral duradouro
    Adiciona toda a ganância

    Que impede rumos novos
    Destrói qualquer evolução
    E pelo que vejo, presumo

    Não há salvação pr’os povos
    A menos que calem o seu não
    E prossigam no velho rumo.

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    1. É pouco conciso, esse homem
      Que assim se verga ao dinheiro!
      Talvez mereça que o domem
      Por querer ser sempre o primeiro...

      Não farei qualquer reparo
      A tudo o que ele aprender
      Mas ele é um "bicho raro"
      Que só acredita em "ter"...

      Estou cansada e estou febril
      Mas amanhã, se puder,
      Voltarei a publicar...

      Hoje gritei por Abril,
      Fui poeta, fui mulher
      E vi o povo a lutar!

      Abraço grande, Poeta!

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  3. “E agora Portugal?”

    E depois da Greve Geral
    Que vais fazer Portugal?...
    Foi publicado em edital
    A sua execução fiscal

    À beira mar plantado
    Com um sol de encantar
    Campos de golfe e montado
    Estádios novos, a estrear

    Pl’a maior oferta apresentada
    Acima de cem mil milhões
    E oferecemos por atacado

    Equipa de gestão integrada
    Uma estátua do Camões
    E um povo desenrascado.

    Prof Eta

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    1. É que é já no dia trinta
      Que voltamos a afirmar
      - e já não há quem desminta! -
      Que nos não vão leiloar!!!

      Que as troikas tenham cuidado
      Pois basta de humilhação
      E o "povo desenrascado"
      Pode bem dizer que não!

      Por cada trabalhador
      Pode nascer um grevista
      Que dará tudo por tudo

      Pr`a calar qualquer traidor
      Que ande pr`aí e que insista
      Em pôr o país de luto!

      Não está muito fácil manter a ligação, Poeta.. mas amanhã não há CJ e eu tenho de dar esse "tudo por tudo" agora mesmo...
      Abraço grande!

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  4. GREVE MAS SEM TIROS

    Sonetilho em contraponto a um do Pedro «Greve»

    Na TV, já ouvi eu
    Em linguajar retórico:
    -Hoje é o dia Europeu,
    Nem mais, do antibiótico.

    E ouvi, é anedótico
    Que Portugal mereceu
    Aquele lugar pódico
    De quem mais drogas comeu…

    E apesar de engolir
    Anti-vírus, sem parar
    Ele não para de tossir…

    Se é assim tão forte o vírus
    Teremos que o isolar
    Com greves, mas não com tiros.

    Eduardo

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    1. Não sei bem do que se trata...
      Será um vírus real?
      Se a gripe não sai barata,
      O outro também faz mal...

      O computador não espirra,
      Não tosse nem se lamenta...
      Mais parece fazer birra
      E a ligação fica lenta...

      Mas seja que vírus seja
      Vou preparando as defesas
      Para o que der e vier!

      Pelo menos que eu o veja
      Antes que me crave as presas
      E eu fique toda a tremer... :))

      Estou a brincar amigo Eduardo mas acho que o bichinho é dos vivos e já cá anda há uns tempos... continuo febril e tenho atribuído os espirros à minha condição alérgica...
      Um grande abraço para si e esposa!

      M. João

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  5. Pena que os estudantes não tiveram direito a greve, pelo menos os da minha escola não :/

    Como te sentes hoje Maria?
    Espero que estejas melhor :)

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    1. Olá, Paper! :) Que pena não teres ido... foi a associação académica que decidiu não aderir à greve?
      Eu ia perto de um grupo de jovens investigadores e gostei de estar perto deles, apesar de velhota :))
      Estou mais para menos do que para mais mas mantenho alguma força anímica... apesar de estar fartíssima desta ligação maluca que está sempre a falhar...
      Os meus dois velhotes doentes continuam isso tudo... velhotes e doentes. O Kico já não deixa de ser cardíaco antes de morrer e o Beethoven não deixa de ter leucose... mas cá vão andando com as mazelas e contratempos do costume. Os outros estão a aguentar o frio como podem. Até eu estou a ficar que nem uma bola de tanta roupa que tenho vestida... e só não visto mais porque não cabe mesmo! :))
      Abraço grande!

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  6. “Fados”

    O fado de Coimbra ecoa
    Do Choupal até à Lapa
    Escuta o fado de Lisboa
    Do Rossio à Madragoa

    Um vem de capa e batina
    Presenteia com a serenata
    Uma jovem e bela menina
    No outro a guitarra trina

    Há quem lhe chame castiço
    Mas eu não me meto nisso
    Prefiro o fado experimental

    Por isso não me levem a mal
    Os que preferem fado bailado
    E há quem só prefira o fado.

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    1. Tenho as palavras cansadas
      De tanto... palavrear
      E as ideias desgastadas...
      Já nem sei o que inventar! :))

      "Do Choupal até à Lapa",
      Um verso do meu avô
      Que, à sombra da sua capa,
      Escreveu o que ela ditou...

      Vejo, no fado, as raízes
      Do meu povo português
      Mas nem só nele me revejo

      Pois, por conta destas crises,
      Só me desfaço em porquês,
      Mal cuido de quem protejo...

      Olá, Poeta! Esta ligação está terrível! Vamos a ver se consigo dizer-lhe mais umas palavrinhas...
      Esse fado de que citou um verso, "Do Choupal até à Lapa", tem letra da autoria do meu avô, lembro-me dele desde muito pequenina!
      Também já ouvi uma ou outra peça do chamado fado experimental e gostei...
      Caso não me tenha entendido no último verso deste sonetilho apressado e maluco :)), "quem protejo" são os meus bichinhos velhotes a quem não tenho dado tanta atenção quanto gostaria. Vou ter de ir agora lá abaixo com o Kico que está a olhar para mim com ar de mártir...
      Abraço grande!

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