O IMENSO MAR DOS SONHOS POR TECER (metáforas e duplos sentidos)
Relembro as velhas asas que não uso
Sobrevoando os medos que não tenho
Nesse eixo imaginário em que desenho
Rotas possíveis para o que eu recuso
E, de asas presas, no sonho difuso
Em que penso subir, mas me detenho,
Das amarras me solto, se as desdenho
E admito que voar seria abuso,
Pois quanto mais voar, mais vou rasando
Um chão que me captura, aprisionando
A terra em que me sou - sem nunca o ser... -
E tão mais alto irei, quão mais voando
Decida, lá do alto, ir mergulhando
No vasto mar que um sonho irá tecer…
Maria João Brito de Sousa – 05.01.2012 -13.13h
Não tenhas medo de voar Maria... abre as asas e voa :D
ResponderEliminarÉ bom deixar a mente voar de vez em quando ^^
Eu ainda estou constipada, mas estou um pouco melhor...e tu, como estás? E essa passagem de ano, como foi? :D
:) Que bom estares melhor, Paper!
EliminarEu, nem por isso. Aliás, tencionava ir hoje ao CJ e um dos meus sintomas - a dor funda e fina no lado direito da parte superior do tórax - agravou-se de tal maneira que acabei por não conseguir ir a lado nenhum... bem, fui com o Kico à rua e, há bocadinho, fui ao café buscar umas coisas que um amigo fez o favor de me oferecer... mas olha que me passou pela cabeça ir ao hospital. Mas vou ver se aguento até ao dia 10. Já tenho a consulta marcada.
Passei o ano por aqui e não foi nada mau :)
Andei a saltitar por aqui e por ali, tentando ler o que me ia aparecendo e deixar o voto de bom ano ao maior número de amigos possível... mas eu nunca fui de grandes "forrós" :)) e, agora que já tenho evidentes limitações em termos físicos, ainda o sou menos...
Obrigada pela tua visita! Como é que vai o teu projecto de encontrar uma voz para o teu poema? Caramba, há tanto português com boa voz que o que deve custar mais deve ser a escolha dos candidatos :))
Beijinho!
Se isso piorar se calhar o melhor é ires mesmo ao hospital :/
EliminarEncontrar uma voz está difícil :/
Há muito boas vozes, é verdade, mas encontrar uma está complicado :P
Nunca imaginei que fosse difícil! Ah, claro que não se pode aceitar tudo... imagino que muitos pensam que têm boa voz e... mas pensei que te "chovessem" candidatos na caixa de correio...
EliminarEsta porcaria de dor nunca mais passa. Estou a "deixar andar" porque tenho consulta no dia 10 mas a verdade é que me está a limitar ainda mais...
Agora vou ter de ir. Vou ver se consigo chegar ao CJ :)
Bjo!
“A luta ah...ah...ah...”
ResponderEliminarA luta continua
Álvaro pr’á rua
Mas só no verão
Pr’apanhar insolação
A luta está no adro
Gaspar vai ao quadro
Mostrar o resultado
De um país empenhado
A luta não faz sentido
Que o país está falido
Por nunca termos sabido
Resolver a equação
Que punha fim à corrupção
E no cárcere o ladrão.
Prof Eta
Fui ao seu blog, li o sonetilho e fiquei sem pe sem palavras... acho que foi porque me lembrei do Pedro Osório... eu ando a ficar repetidamente sem palavras e hoje nem consegui ir ao CJ porque esta estúpida dor no peito está a piorar.
EliminarSó lhe respondo amanhã... estou mesmo cansada.
Abraço grande!
Foi a variável tempo
EliminarQue chegou muito atrasada
Dando, às outras, o talento
Sem terem que "penar" nada!
Eu, porém, não sou "bruxinha"
E não sei de que outra forma
Lidar c`o que se avizinha
E que tanto excede a norma...
Pôr no cárcere o ladrão
É, decerto, indispensável
Pr`achar uma solução
Mas esta estranha equação
Só tem solução provável
Se todos dissermos: - NÃO!!!
“Crónica da última sinfonia”
ResponderEliminarSão tocadores de piano
Na mesma tecla martelam
Pr’ó concerto deste ano
Ouvintes nem interpelam
Os ouvintes ensurdeceram
Tal não foi a cacofonia
E quando à rua desceram
Terminara a sinfonia
A rua já não existia
Só o caminho pr’ó inferno
Da mais longa desilusão
O tocador que insistia
Morreu no último inverno
Só ficou a recordação.
Que estranha cacofonia
EliminarSe, monocordicamente,
Insistem na sinfonia
Que ensurdece tanta gente!
Afinal há tantos sons,
Tantas teclas por tocar
E eles, pensando que são bons,
Estão sempre a desafinar!
Venham novas melodias,
Mil acordes musicais
E outras mil novas cantigas
Pois é bom que, em novos dias,
Surjam mudanças gerais
Sobre imposições antigas...
Poeta, vou lá abaixo. Depois lhe levo este sonetilho.
Abraço grande!
Esse Soneto, amiga, revela o voo de uma ave rara, que não é a poetisa, mas sua arte. Os ares percorridos por esse pássaro são um presente para todos aqueles que têm no coração o amor. Que Deus ainda mais te ilumine neste ano de 2012 para que produzas e divulgues mais amor, sensibilidade e candura em teus versos!
ResponderEliminarFeliz 2012, com muita saúde, paz e amor!
Adílio Belmonte
Muito obrigada, Poeta Adílio Belmonte!
EliminarQue o novo ano possa trazer-lhe, também, muita paz, saúde e inspiração poética!
Abraço grande!
“Europa unida”
ResponderEliminarO grego é um feiticeiro
Já não pede mais esmola
Não pagará o dinheiro
Tirou coelho da cartola
O tuga é um sapateiro
Deve voltar pr’á escola
Onde aprenderá primeiro
Como pagar a meia sola
É uma Europa unida
Em torno da fragmentação
Não mando eu nem tu
Alguns estão de partida
E depois da globalização
O rei passou a andar nu.
Prof Eta
Mas, connosco, cedo ou tarde
EliminarO mesmo se há-de passar...
Sem querer fazer grande alarde,
Não vamos poder pagar...
Nunca fui economista,
Mas não sou burra de todo...
Por mais que o governo insista,
Este orçamento é um lodo!
O pior é que esta gente,
Ao ver a nudez do rei,
Fica calada e consente!
Põem um arzinho ausente
E mesmo eu, que pouco sei,
Sei bem que isso é evidente...
:) Um abraço grande!
“[R]evolução”
ResponderEliminarÀ loja Mozart vais comprar
Um piano de cauda a estrear
Podes também influenciar
Quem pensa estar a mandar
Pensa mas não manda nada
Podia a loja ser fechada
Convém manter a fachada
Em estado novo e caiada
Estado novo é novo estado
Neste tempo de evolução
Em que o “r” foi retirado
Compra um piano restaurado
Um saxofone e um violão
E compõe a tua revolução.
:))
EliminarPoeta, eu não compro nada,
Nada de coisa nenhuma
Nos dias que estão por vir,
Nem na loja boicotada
Aqui tão perto que, em suma,
Me dá um jeitão lá ir...
A outro sítio, não posso...
Já nem o lixo dos gatos
Posso pôr nos contentores!
É como se houvesse um fosso
Sob a sola dos sapatos
Que nem usam "protectores"... :))
Ai, Poeta, agora voltei a rir-me com esta confusão de lojas de música e de lojas de bens essenciais.
Abraço grande e até já!
“Não vou”
ResponderEliminarEstilo de todos os poetas
Nenhum consigo decifrar
Poemas pr’a mim são ofertas
Que vêm e vão a cantar
Cantam e contam a mágoa
Exteriorizam sentimentos
Vai correndo muita água
Lágrimas de vários lamentos
Meu estilo não tenho
Nem sequer poeta sou
Estou aqui e intervenho
Porque voz interior ecoou
Mesmo com todo o empenho
Além do que sou não vou.
Se não era, é-o agora!
EliminarE é exactamente assim
Que eles nascem, a toda a hora,
Vindos de si e de mim...
Intervenção também é
Motivo pr`a poetar
Durante o dia e até
Depois da noite chegar...
Garanto que até admiro
O seu estilo pessoal
Tão alheio à melodia,
E o acho até muito giro,
Muito fora do normal
Mas, contudo... POESIA!!!
Poeta, para quem diz não o ser, está a fazer um trabalho que brada aos céus! É certo que, em termos rítmicos e melódicos, os seus poemas são muito pouco "obedientes" ao formalismo poético... mas a verdade é que eu desafio qualquer poeta dos consagrados - incluindo-me a mim que não sou consagrada mas tenho imensa prática - a conseguir fazer tantos sonetilhos sem o "apoio" da melodia e da sonoridade! O Poeta tem uma poesia não-melódica mas muitíssimo curiosa. Para mim, é original e é praticamente impossível tentar igualá-lo... acredite que eu já tentei fazer poemas como os seus e não consegui...
Abraço grande! :)
“2012”
ResponderEliminar2012 é ano de preparação
Então vamo-nos preparar
Dizem os chefes da nação
Os que a ajudam a afundar
2012 é o fim do mundo
Então vamo-nos findar
Que isto aqui está imundo
Vamos ter que nos mudar
Preparados vamos partir
Com uma certeza porém
Um dia iremos regressar
Regressaremos a sorrir
Não tratamos com desdém
Quem nos anda a maltratar.
Prof Eta
Enquanto estiver por cá,
EliminarNão desisto de tentar
Perceber o que em nós há
Que tanto nos faz lutar...
Não é mera teimosia
Que assim nos empurra em frente
Quando outro qualquer fugia,
Como foge tanta gente...
Não creio no fim do mundo
- pelo menos para já... -
E, estas coisas, não confundo;
Quando não puder marchar,
Falarei do que há por cá
E, assim, tentarei lutar...
:) Abraço GRANDE para todos vós!!!
“Não sou”
ResponderEliminarO poeta que não sou
Recebeu grande elogio
Além do que sou não vou
Mas é motivo de brio
Vindo da amiga poetisa
Também a grande mulher
Que é Maria sem camisa
E poeta porque Deus quer
E se eu fôr mais além
Na curta existência terrena
Não sou eu já vos digo
São muitos outros também
Os comandantes da pena
Que usa este vosso amigo.
:)) Pronto, pronto...
EliminarVamos a ver como isto me sai hoje... :)
Sem nenhuma inspiração
Mas feliz por vê-lo aqui,
Ponderei dizer que não
Mas, depois, não consegui...
Da Maria Sem Camisa
Só não tenho essa nudez
Que o nome lhe preconiza
Quando escrito em português
Mas tenho a mesma pobreza
E uma certa rebeldia
Que nem mesmo sei explicar
E, às vezes, sinto a beleza
Que faz dela essa Maria
Dos cabelos de luar...
Abraço grande, Poeta! :)
CRÓNICA da ÚLTIMA SINFONIA (Escreveu-a o Pedro, em sonetilho)
ResponderEliminarSINFONIA INCOMPLETA (eu contrapus)
Foi sinfonia incompleta
Como a oitava sinfonia
O pianista insistia
Mas não alcançava a meta
Não atingia a mestria
Da harmonia dilecta
Numa só tecla batia
O pianista era asceta
O si menor, talvez dó
Seria a nota escolhida
Samba duma nota só
Que aquele Jobim inventou
Era o samba duma vida
Que mal nasceu, terminou.
Eduardo
Tenho saudades das asas
EliminarDos mil anjos que pintei
Quando, menina pequena,
"Decorava" a velha casa
Com as cenas que criei
Na ponta da antiga pena...
Que saudades de pintar
Com essa espontaneidade,
Com a força que então tinha...
O demais, pode aguardar
Pois não tenho a veleidade
De ser rica, em vida minha...
Muito obrigada, amigo Eduardo! :)
Escrevo-lhe sempre a correr... mas, desta vez, tenho alguma justificação; acabo de chegar do hospital e estou no CJ onde terei de preencher a inscrição para uma acção de formação.
Espero que esteja bem e que traga boas notícias sobre a nossa amiga comum, a Maria Vitória. Será que os médicos já descobriram o que se passa com ela?
Mas será melhor enviar-lhe mensagem privada.
Um enorme abraço para todos vós!
Maria João
“Tolerância e diversidade”
ResponderEliminarEu estou em bicos de pés
Tolerância venho ensinar
Acabo às vinte pr’ás dez
Façam favor de se calar
Eu sou muito tolerante
E respeito a diversidade
Já sabem daqui em diante
O que eu disser é a verdade
Querida chefe foi de férias
Não há quem mereça mais
Que viva a chefe querida
Dizer o contrário são lérias
Chefe pertence aos imortais
Uma estátua verá erguida.
Prof Eta
Não sei quem seja a patroa
EliminarQue tantos louvores mereça
Mas deve ser muito boa...
Ou então... é boa "peça"...
Eu, pr`aqui, correndo à toa,
Faço tudo numa pressa,
Não teço nenhuma loa
A patroa como essa...
Só me sobram uns minutos
Enquanto trato e não trato
Dos meus amigos de pêlo
Não tenho tempo pr`a lutos
Ou pr`a lembrar-me do gato...
[quem dera tornar a vê-lo!]
Olá, Poeta! Só deixo este sonetilho feito à pressa. Saio de casa dentro de pouco tempo e ainda não acabei de tratar as pombas.
Abraço grande!
Quem sabe á e Maria,
Eliminarhttp://maria-made-in.blogs.sapo.pt/36408.html#comentarios
Quem sabe, Poeta? Eu já vou visitá-la! Agora vou desabafar mesmo consigo! Acredita que tenho, em casa, um recipiente cheínho de sopa e não tenho nem força para o abrir? Ah, que frustração!!! Ao mesmo tempo até me dá vontade de rir... mas, pronto! Não quero que fique a pensar que estou pior do que o que estou! O que não tenho é força muscular absolutamente nenhuma e as mãos ficam com cãibras mal fazem um esforçozinho qualquer... até já e um abraço grande!
Eliminar“A solução”
ResponderEliminarSolução foi encontrada
Mas o problema fugiu
É uma solução frustrada
O objectivo não atingiu
Pobre e triste da solução
Que sem o problema raiz
Vê recusada a sua paixão
Pois o problema não a quis
Alguém lhe disse, ò querida
Não estejas triste e abandonada
Há tanto problema a resolver
Se foste uma solução preterida
Podes ser solução reciclada
E ainda nos poderás valer.
Poeta, estou de saída
EliminarMas quero deixar-lhe aqui
Uma palavra sentida
Por estas que agora li;
Se a solução residir
Na extrema simplicidade
De uma ervinha tão espontânea,
Estarei pronta a consentir!
Só não sei se isso é verdade...
Mas, se o for, estou consentânea!
Abraço grande, Poeta! :)
Peço desculpa, Poeta! Acabo de reparar que lhe respondi com um sonetilho que o não é... se não pela intenção... já vi que as minhas pressas dão sempre um péssimo resultado... :(
EliminarPoeta, estou de saída
Mas quero deixar-lhe aqui
Uma palavra sentida
Por estas que agora li;
Nunca fui de por de parte
Coisas de segunda escolha
Mas que possuam a arte
Dum caule e raiz, com folha...
Se a solução residir
Na extrema simplicidade
De uma ervinha tão espontânea,
Estarei pronta a consentir!
Só não sei se isso é verdade...
Mas, se o for, estou consentânea!
Pronto... já está! :)
“Sociedade secreta”
ResponderEliminarA minha sociedade secreta
Não anda nas bocas do povo
Usa a administração directa
O que não é nada de novo
Dinheiro público é gerido
Com colossal seriedade
E sem um grande alarido
Pois é secreta a sociedade
Está isenta de corrupção
Aqui ninguém causa dano
Nem existe culpabilização
O primeiro artigo dos estatutos
“Sabemos que roubar é humano,
só aceitamos membros astutos”.
Prof Eta
Ai, Poeta... estou acordada desde antes das 5 da manhã e a tentar ouvir a Rádio Horizontes... estou mesmo sem cabeça para gerir o sono, a febre, os poemas da rádio e um sonetilho... hoje acho que não consigo...
EliminarAmanhã, está bem? Eu nem sei como ainda consigo estar mais ou menos acordada...
Beijinho!
Mas muito se fala agora
EliminarDe sociedades secretas!
Pouco sei delas e a hora
Pede mais coisas concretas,
Pede mais luta e mudança
- no verdadeiro sentido! -
E o fim da extrema abastança
Em que alguns têm vivido!
Não desprezemos a astúcia,
Mas só a dedicação
Àquilo em que acreditamos
Traz, ao trabalho, a minúcia
Que virá a por travão
À prepotência dos "amos"...
Desculpe-me por lhe não ter respondido ontem, Poeta... estava a cair de sono e, hoje, voltei a ter de me levantar mais cedo para conseguir trazer o recipiente - que não cheguei a conseguir abrir... - ao centro paroquial, a tempo de ser reutilizado no serviço de almoços.
Na próxima terça feira terei de voltar ao hospital para reavaliação desta infecção que ainda por cá está... já estou, de novo, a fazer antibiótico e, sinceramente, sinto-me, fisicamente, de rastos...
Abraço grande!
“Ervinha”
ResponderEliminarD’ervinha tão espontânea
Não brotará uma solução
Mas uma sua sucedânea
Pode indicar a direcção
Em fino pó branco moída
E inalado com brusquidão
Vai pôr-te à roda na vida
Dominas qualquer situação
Sentirás a efémera glória
Vais ser o herói lá da rua
Até que acabe a alucinação
Vive pr’a contar a estória
Conta outra que não a tua
Ou serás o herói desilusão.
Deste, então, nem sei como conseguir... eu não gosto mesmo nada dessas coisas, embora confesse a minha ignorância em relação à dita cuja... pareceu-me uma simples erva moirinha, daquelas que nascem nos intervalos das pedras da calçada. Detesto toda a espécie de substâncias que interfiram com a inteligência de cada um... sobretudo com a minha, que muito prezo... ainda e apesar de estar a ficar velhota e estar mesmo doente, consigo escrever muito bem sem nenhuma dessas porcarias que causam tanta dependência. Não gosto mesmo nada disso... já a ervinha me parece uma magnífica sobrevivente que podiam e deviam deixar em paz... acho essas ervas lindíssimas. O que elas fazem à cabeça de alguns, deixa-me um pouco triste. Não acredito nessa coisa das viagens químicas e alucinogénicas... ou acredito, no pior dos sentidos. Se assim fosse, porque não aparecem "génios"... pelo menos ao nível da escrita?
EliminarAquela era essa ervinha que diz, mas a sua resposta levou-me a esta, sabe-se lá porquê, que estas coisas não têm porquês. Também pouco sei do assnto mas escrevi isto com o apoio até da Wikipédia para não cometer grandes imprecisões.
EliminarCaramba, Poeta! Desculpe! Acho que fui muito rude nesta resposta... mas é um daqueles assuntos que me deixam "de pêlo eriçado"... evito tocar nele, exactamente porque tenho algum receio de me exceder e tornar-me "brutinha"... mas, olhe, estão a surgir outros temas que também já me estão a fazer "estalar o verniz", como todas as injustiças sociais a que vamos assistindo.
EliminarVou tentar publicar isto mas não garanto nada... a net está pior do que má!
Olá, minha querida amiga!
ResponderEliminarFoi um alívio e um prazer revisitá-la, e verificar que não perdeu a vitalidade e a inspiração límpida nos seus sonetos. Recordar é viver, e acho que lembrar dos outros também. Lembrei-me de si, e vivi um pouco mais ao voltar a ler os seus sonetos.
espero que esteja bem e de saúde, aproveitando para lhe desejar um óptimo ano
António
É um prazer vê-lo por cá, amigo António!
EliminarJá fui conhecer o seu esplêndido blog dos fados mas, no CJ, não tenho som e, em casa, ainda não consegui um bocadinho livre.
Os meus dias não estão fáceis em termos de saúde, meu amigo.
Abraço grande!
“O animal”
ResponderEliminarO facebook na verdade
Não transforma ninguém
É o espelho da sociedade
Cada um sabe ao que vem
É uma realidade virtual
Mas não tapa os humanos
São os seus gestos tal qual
Que não haja desenganos
Virtual não gera o mal
Nem o bem vem do real
Ambos nascem no animal
Que se considera racional
E numa atitude visceral
Se transforma em irracional.
Prof Eta
Mais ou menos racional,
EliminarMais ou menos criativo,
O humano é animal
Como outro qualquer ser vivo!
Quanto mais nós conhecermos
Dessa bio-condição,
Tanto mais ricos seremos...
Cada bicho é meu irmão!
Não é fácil - mesmo nada! -
Reconhecer que os direitos
Devem ser tão repartidos
Mas aprendi, nesta estrada,
Que não somos mais perfeitos
Ou, sequer, mais comedidos... :)
Gostei de escrever este sonetilho, Poeta! Gostei mesmo muito! Está a ver? Este, em compensação, é um daqueles assuntos em que eu consigo sempre argumentar com muito prazer e com a certeza de estar a dizer alguma coisa útil :)
Acho que é hoje que a TV se vai apagar de vez. Pelo menos é hoje que desligam o emissor digital daqui, do litoral...
Abraço grande!
PS - Parece que a net já se aquietou um bocadinho :)
“Útero da eternidade”
ResponderEliminarMinh’alma é pequena
Pr’abarcar tanto grito
Meu coração gangrena
Ao ver tanto irmão aflito
Mundo não tem conserto
Ignora toda esta aflição
Far-se-á o que está certo
Não mais haverá salvação
Próxima geração decerto
Continuará em gestação
No útero da eternidade
Pois sente o fim por perto
E prefere essa protecção
A fazer parte da humanidade.
Não perdi, ainda, a fé
EliminarEm toda esta humanidade...
Cada um é como é,
Mas há solidariedade
E se até os animais
Nos ensinam a lição,
Sejamos tão fraternais
Como qualquer bom irmão!
Estou no fim da caminhada
Mas quero que fique, aqui,
A partida preparada;
Irei, como toda a gente
Que viveu, como eu vivi,
De face erguida e decente...
Abraço, Poeta! A net está péssima e mal consigo escrever...
“Hiena”
ResponderEliminarNão há almoços grátis
E saúde também não
Não julgues quem o diz
A senhora não fala em vão
Quis parar a democracia
Por seis mesitos apenas
Mas penso que ela queria
Voltar ao tempo das hienas
Com maxilares poderosos
Devoram as suas presas
Sem dó nem piedade sentir
Almoços grátis são numerosos
Nós pagamos as despesas
E as hienas terminam a rir.
Prof Eta
Poeta, queria responder-lhe... passou-me, mesmo, pela cabeça, "saltar" em defesa das hienas que não fazem mais do que sobreviver e procriar segundo aquilo que a própria vida preconiza e com os meios que têm para o fazer... queria. Queria não estar com mais febre e a sentir-me estúpida que nem uma couve... sem ofensa para as couves que também são exactamente aquilo que devem ser... acho que este antibiótico não me está a fazer rigorosamente efeito nenhum... acho que, hoje, abusei um bocadinho e forcei-me a andar um pouco mais... acho que não consigo rimar nada com nada e que é melhor deixar para amanhã, se a febre resolver ir-se embora.
EliminarAquilo de que está a falar é realmente atroz. Inominável! Merece uma resposta minimamente de acordo, não do disparate qualquer que eu escreveria se tentasse responder agora.
Abraço grande para si... para todos vós!
Já sabia que não lhe ia agradar, mas foi assim que me nasceu!
EliminarPoeta, antes de ir para a cama ainda quero deixar claro que sou eu que "vejo" certas metáforas de uma forma que a maioria não "vê"... mas tenho consciência disso! Também ao nível da simbologia me tenho visto um tanto ou quanto atrapalhada para tentar entender os outros... olhe, por exemplo, os cogumelos são habitualmente tidos como símbolos de veneno, má língua... eu só os associo a beleza pura! Claro que não os comeria, mas não consigo que eles me façam evocar o corrente para a maioria... e defrontei-me com este tipo de obstáculos desde pequena, até na literatura - sobretudo nela... - mas nunca perdi as conotações originais. É quase como ser-se "bilingue" ao nível do simbólico... mas isso não me angustia mesmo nadinha. O que me chateia é estar neste estado imprestável e apetecer-me escrever qualquer coisa mais decente... sem o conseguir.
EliminarAgora é que vou mesmo para a cama. A porcaria da febre está a subir! Bjo!
Estamos todos a assistir
EliminarÀ destruição total
Da saúde e do porvir
De tudo o que é "social"!
Não vêem - não lhes convém! -
Quantas vidas destruídas
Vão penar, nesse desdém
Por coisas já conseguidas?
Quem tem dinheiro e saúde
Consegue sobreviver
A esta "mudança" toda
Mas o resto não se ilude!
Quanta gente irá morrer
Enquanto a "mudança" roda?
Abraço grande, Poeta!
“O seu reino”
ResponderEliminarRei das coisas pequenas
Raio de sol é seu reinado
Que ilumina as açucenas
Com que está ornamentado
Canto dos rouxinóis ecoa
No seu palácio de colmo
A decoração não destoa
Tapete de luz é um assombro
Tem arco-íris como portal
Dão boas-vindas as estrelas
Oferecem-te esta inscrição
Bem-vindo se não vem por mal
É seu o reino das coisas belas
Rainha é a contemplação.
:) Também este sonetilho me merece uma boa resposta. Vou tentar dá-la amanhã... hoje estou mesmo uma desgraça!
EliminarAbraço gde!
Obrigado pelo respeito que lhe merece este meu hobby e também pela sua dedicação, as melhoras.
EliminarClaro que merece, Poeta! Eu estou é a desrespeitar a minha febre... vou já para a cama...
EliminarBjo!
Gosto das coisas pequenas
EliminarE dos tapetes de luz,
Do colmo, das açucenas,
De quanto aqui reproduz... :)
Quereria estar melhor
Pr`a melhor lhe responder,
Mas esta febre, esta dor,
Nunca me inspira a escrever...
O momento é de combate
E não sei dispor de mim...
Espero que este disparate
Das novas leis da saúde
Não determinem o fim
Do que sou... [fiz o que pude...] :)
Ao menos tentei e... sorri mais do que uma vez. Mas vou ter de voltar ao mundo real e, esse, desde ontem, tem estado a empurrar-me para a desistência de tudo e mais alguma coisa.
Não é fácil entender... nem para mim mesma, mas a verdade é que eu leio um simples formulário de um pedido de isenção, releio,volto a reler e... é como se estivesse a ler chinês! Há qualquer coisinha que deixa de funcionar na tal "inteligência" que, até há pouquíssimo tempo, eu me ia gabando de ter...
e garanto que não fui às ervinhas :))) Isto deve ser bom! Já me ri a sério... mas deve ser porque voltei a sair do mundo real...
Abraço grande! :)
“Pastel”
ResponderEliminarExportar pastéis de nata
É o futuro desta nação
Pr’ó paladar uma serenata
No estrangeiro apreciarão
E nós o país dos pastéis
E dos brilhantes idiotas
Também temos moscatéis
Temos porcos e bolotas
Temos a melhor alfarroba
Doce de figo conventual
Já não falo do pão de rala
Vamos exportar um’arroba
Sr. ministro não leve a mal
Mas porque não se cala?
Prof Eta
:))) O problema não está nos pastéis de nata! O problema está na forma como eles foram apresentados, como se deles dependesse a salvação do país!!!
EliminarEu sei muito bem que a vida não pára mesmo quando vemos tudo a ruir à nossa volta... mas há coisas que, no contexto actual, se tornam hilariantes... mesmo que, lá no fundo, sejam trágicas... bem, vamos a isto!
Montando um pastel de nata
Surge, ao fundo, um cavaleiro,
Todo coberto de lata,
Pr`a salvar... o mundo inteiro!
Ao longe, o franguito assado,
Peão de grande coragem,
Espera, na volta ao passado,
Conseguir ganhar vantagem...
Ele há génios, n`Assembleia,
De ideias inovadoras,
Mas que ninguém reconhece!!!
[e eu j´estou a ficar cheia
de ver passarem-se as horas
vendo que nada acontece...]
Bem, lá saiu! :) Abraço grande!
“Aluga-se”
ResponderEliminarA barriga de aluguer
Só para quem a merece
Não é para quem quer
A mim não me apetece
Prefiro uma barriga ter
Quem ainda me aquece
Mesmo depois de nascer
E de mim não se esquece
A vida não se negoceia
Tudo é negócio na vida
Se teu ventre é transição
Com o fruto que escasseia
Os olhinhos na despedida
Também vão dizer não.
:)) Ah, Poeta... estou sem cabeça para um tema tão delicado... eu, no meu tempo fértil, jamais seria capaz de ser "barriga de aluguer", mas não sou daquelas pessoas que "obriga" toda a gente a reger-se pelos seus padrões e convicções. Anda-me a confrontar com alguns dos poucos assuntos que giro muito mal :)) e, ainda por cima, numa altura em que as coisas andam muito mazinhas, do ponto de vista da saúde.
EliminarAs pessoas - até os técnicos de saúde! - associam sempre as queixas físicas a algum tipo de disfunção emocional, mas tendem a esquecer que o contrário também é verdadeiro. A doença física tem um tremendo poder, no que toca a "castrar" a capacidade criativa e a fluência da escrita. Tenho sido uma atenta observadora desse tipo de interacções... e não só a nível pessoal.
Mas eu vou tentar "digerir" o assunto e já cá volto :)
As rimas que me não surgem
EliminarQuando a vontade mo pede
E que, às vezes, tanto urgem,
São a força que me mede...
É nos silêncios que eu digo,
Tanto ou mais do que falando,
Das metas que aqui persigo
Mas jamais saberei quando...
Nesse tempo que passou
Fui fruto do que escolhi
E o que essa escolha entregou
Foi por mim mesma criado
Como a obra traz em si
O seu profundo legado...
Poeta, não consegui uma análise objectiva... só falei de mim e da minha própria experiência... não dá -ainda... - para ser muito isenta acerca deste tema...
Bjo!
SOCIEDADE SECRETA (em resposta ao sonetilho do Pedro com este título)
ResponderEliminarNo escuro do meu ser
Do ser besta e do humano
Do ser ermo e do urbano
Estou sempre a esconder
O sagrado e o profano
Tudo escondo até ver
E que sei vou esquecer
Dia a dia, ano a ano.
Guardo e deixo a sós
Meu ser frívolo e o asceta
Tudo ao que não dou voz
E assim crio até ao fim
A sociedade secreta
Que guardo dentro de mim.
Eduardo
Boa noite, amigo Eduardo!
EliminarQuanto a mim, pelo contrário,
Tenho tendência a falar,
A escrever-me e a contar,
Sem esqueletos no armário...
Só esqueço o que não convém
Que eu esqueça, de forma alguma,
E nunca encontro nenhuma
Coisa que eu faça tão bem
Pois mal me tento lembrar
Dum nome ou mesmo dum rosto,
Nunca o consigo encontrar
E por mais que use a memória,
Para meu grande desgosto,
Pouco me fica da história...
Jà nem sei como pedir-lhe desculpa por estes meus improvisos, amigo Eduardo!
O seu sonetilho parece-me bem mais sério do que esta minha resposta brincalhona, mas verdadeira... tenho, efectivamente, uma memória estranhíssima e sou a pessoa mais distraída que possa imaginar. No tempo em que ia mais vezes ao café - agora só vou quando alguém me telefona e convida... e nem sempre... - cheguei a estar sentada ao lado de uma das minhas amigas de mesa, sem a ver. Nem vale a pena insistir em mudar... já o tentei - em tempos que lá vão - e não serviu de nada.
Um abraço para si e para toda a família e amigos!
“Génios d’Assembleia”
ResponderEliminarVendo que nada acontece
Eu proponho uma solução
Se luz dos génios enfraquece
Que se faça a transformação
São novamente colocados
Nas lâmpadas do Aladino
N’areia do deserto enterrados
Não sendo este o seu destino
É uma segunda oportunidade
Pois aí terão a possibilidade
De meditar sem perturbação
Que a grande responsabilidade
De conduzir a nossa sociedade
Exige uma outra motivação.
Prof Eta
:))) !!!
EliminarPobre daquele que tropece
Numa lâmpada que tal!
O génio ainda lhe oferece
Uma ida ao hospital!!! :))
Mas dá-lhe, em compensação,
Um "natinha" com canela
E, mesmo que ele diga: - Não!
Vai ter de levar com ela...
Estou-me a rir só de pensar
Nos génios engarrafados
À espera de alguém que passe
E, então, os possa salvar,
Prestar-lhes alguns cuidados,
Dizer-lhes que têm classe... :)))
:)) Abração!
Dizer-lhes que têm classe
EliminarÉ coisa que eu não faria
Nem que a burra zurrasse
Daí abaixo eu não caia
Que fiquem engarrafados
É sorte mais que a pedida
Que nós pr’aqui ignorados
Somos seu seguro de vida
Mas pr’a eles somos fardo
Não mostram a sagacidade
Desta apólice preservar
Somos tal qual aquele bardo
Expressava sua musicalidade
Pr’a nas trombas sempre levar.
Pois, quanto a mim, faço o mesmo
EliminarE, se algum génio encontrar,
Andarei léguas a esmo
Só pr`a nele não tropeçar...
Não creio nas suas prendas
Nem nessa genialidade
Balofa e cheia de rendas,
Mas sem solidariedade...
Agora, pr`a ser sincera,
Vou levar o Kico à rua
Antes que haja inundação...
Pobre dele que fica à espera
Da amiga, sempre "na lua",
Que se esqueceu do seu cão... :)))
Bjo!
“À velocidade do pensamento”
ResponderEliminarSim, não foi a Maria João
Já que de casa não saiu não
Também não foi o Lapalice
Sim que isso seria tontice
Terá sido o Fernando Pessoa
Não, o pensamento dele voa
Só posso ter sido eu então
Agradeço-lhe a conclusão
À velocidade do pensamento
Nunca tinha pensado assim
Fez o favor de mo mostrar
Tem o meu reconhecimento
Já que a essa velocidade enfim
Descubro que escrevo sem pensar.
:))
EliminarMas é realmente assim
Que, as mais das vezes, escrevemos!
Só depois, chegando ao fim,
Pensamos no que fizemos...
A febre já me subiu
Mas continuo a escrever...
Estou vermelha, tenho frio
E estou pr`aqui a tremer
Mas quero ainda deixar
A resposta a estes versos
E se a febre não baixar
Vou, a seguir, pr`á caminha
Porque estes frios são-me adversos...
Caramba! Que sorte a minha!!!
;) Muito obrigada!
Oi Maria
ResponderEliminarFeliz ano pra vc.
Quanto ao teu soneto...
Já voei e já senti presa, achei que voando pudesse ter liberdade; e foi... foi tanto que minha mente voou mesmo deixando-me sem chão e foi aí que mais uma vez viajei nas minha ilusões. Foram poucas as viagens reais.
Agora estou bem novamente e sob medicação, e com estes a inspiração não me vem para poetar.
Abraço e melhoras
:D Olá, Vera! Sim, eu também tenho essa impressão... nem sequer entendo muito bem como certos escritores, músicos e pintores deixaram o testemunho de conseguirem trabalhar melhor com qualquer tipo de psicotrópicos. Eu penso que eles são tremendamente castradores da verdadeira criatividade. Mas suponho que a tua medicação seja um recurso necessário e temporário. Terás muito tempo para voltar a sentir-te inspirada quando estiveres bem de saúde :)
EliminarQue tenhas rápidas melhoras e que possas, ainda este ano, voltar a sentir-te inspirada! :)
A produção poética, a mim, nunca me levou a paragens de difícil retorno... sou uma sortuda, nesse aspecto :) Voo bem longe, mas volto sempre ao pedacinho de chão a que pertenço.
Enorme abraço, amiga!
“Os bardos”
ResponderEliminarDizer-lhes que têm classe
É coisa que eu não faria
Nem que a burra zurrasse
Daí abaixo eu não caia
Que fiquem engarrafados
É sorte mais que a pedida
Que nós pr’aqui ignorados
Somos seu seguro de vida
Mas pr’a eles somos fardo
Não mostram a sagacidade
Desta apólice preservar
Somos tal qual aquele bardo
Expressava sua musicalidade
Pr’a nas trombas sempre levar.
Prof Eta
Poeta... eu respondi-lhe, ontem, a este... foi antes de ir à rua com o Kico, acho eu...
EliminarJá estou toda perdida e, com os enjoos e vómitos, então, já nem sei o que faço. Mas sei que respondi a este seu sonetilho! Vou à procura pois posso não lho ter levado...
Acho que, afinal, não respondi a este... caramba! Nem poderia... só o publicou hoje! O que é certo é que eu estava convencida de já ter lido este seu sonetilho... devo estar bem pior do que o que imagino...
EliminarCompletamente impotentes
- e pensando ter razão -
Querem convencer a gente
A jamais lhes dizer "Não"...
Abrindo este enorme fosso
Entre pobreza e riqueza,
Podendo mais do que eu posso,
Mas sem ter qualquer certeza,
Não será fácil vencer
A classe dominadora
Com seus "truques" financeiros,
Mas não estão a perceber
Que está a chegar a hora
De sermos nós os primeiros!
Olhe, Poeta, este foi mesmo quase sem saber o que estava a escrever... bem, falta o quase ;)
estas rimas expressam as minhas opiniões pessoais... mas não estou nada bem. Estou mesmo a fazer um grande esforço para escrever seja o que for. Sei que devia comer nem que fossem umas bolachitas mas... acho que ainda ficava pior do que já estou.
Abraço grande!
Sim respondeu só que eu não o tinha publicado porque foi uma resposta rápida a uma sua resposta, por isso voltei a repeti-lo.
Eliminar“Naquela aldeia”
ResponderEliminarDa cidade não vou falar
Seu apelo não me seduz
Aldeia pode-me embalar
Encanta-me um raio de luz
E à tardinha no ribeiro
Da pele suada me liberto
Estendo a toalha no lameiro
Raios de sol mostram afecto
E na lareira à noitinha
Crepita um lume amigo
Aquece o tacho do jantar
E com muita pena minha
Chega a hora e não consigo
Apelo da manta de lã recusar.
Lindo, Poeta!
EliminarQuanto a mim, estou dividida
Entre a aldeia e a cidade;
Se com uma sonho em vida,
Na outra vivo, em verdade...
Numa aldeia proibida
Por uma alheia vontade
- há muito tempo perdida -
Deixei ficar a saudade...
Por isso sei... e não sei
Se essa escolha é pertinente
Ou se vale ainda a pena...
Poucos mais passos darei
Na contagem decrescente
Desta vivência serena... :)
Ficou tristonho, mas só reparei nisso depois de o reler... a ideia era explicar que vivi um pouco dividida entre os ambientes citadinos e o campo. Costumava dizer, por altura dos meus vinte anos, que iria sempre mudando para zonas mais afastadas das urbanizações, exactamente porque gostava de estar em contacto com zonas "selvagens" :)) Quando morei em Linda-a-Velha - entre Algés e Linda a Velha, numa urbanização que estava mesmo no seu início - ia todos os dias passar umas horas, sozinha, para as matas do Estádio Nacional... adorava andar por lá a observar as pequenas formas de vida. Tinha uma enorme admiração pelas formigas que ali construíam os seus ninhos - ninhos altos, alguns com mais de um metro de altura - e era capaz de ficar tempos infinitos a observá-las... mas também gostava muito dos lagartos, das anguinhas, dos gafanhotos... :)) ai, que discursão!!!
Abraço grande!
BARRIGA EMPRESTADA
ResponderEliminarSe houver um planeta
Ou um qualquer asteróide
Nesse Universo imenso,
Onde o espermatozóide
Fecunde numa proveta,
Esse mundo, eu dispenso,
Aí recuso nascer…
Para ter que crescer
Numa barriga emprestada,
Obrigado pelo auxílio…
Então prefiro ser nada
A ser feto no exílio.
P´ra ter que chegar cá fora,
Em boa ou em má hora
Sem ter à espera o conforto
De beijos de pai e mãe
Ai antes não ser ninguém…
Antes ser um nado morto.
Eduardo
Olá, amigo Eduardo!
EliminarEu não sei o que faria
Se acaso me acontecesse
Nascer em tal situação...
Algo me aconteceria,
Quer quisesse, ou não quisesse,
Mas não diria que não...
Há tais coisas nesta vida,
Tão improváveis, tão estranhas,
Irreais, quase impossíveis,
Que assim, sem estar prevenida
E sem usar artimanhas,
Considero mesmo incríveis!
Mas recusar-me a viver...
Pode crer, nunca o faria!
Não é próprio do ser vivo
- antes de amadurecer -
Recusar essa ousadia
De existir... mesmo cativo.
Meu amigo, foi o que me saiu e nem sei como porque, hoje, ainda por cima, estou imensamente agoniada. Já tinha a febrezinha e as outras coisas todas... só me faltava agora este enjoo horrível! Ainda não consegui comer hoje... nem vou conseguir. Acho que já tenho muita sorte se não começar a vomitar... mas não devo estar a incomodá-lo com estas minhas "maleitas" todas.
Um abraço grande para si e para toda a família!
Amiga Maria João de Sousa
ResponderEliminarMais do que tudo desejamos que a saúde da nossa Amiga, volte em pleno e depressa se sinta mais aliviada. O marido da Maria Vitória melhorou bastante e ela vai sentindo mais alívio. Agora tem fortes dores nos pés o que quase a priva da locomoção, mas também está a sentir melhoras com os tratamentos de fisioterapia.
Quanto às nossas divergências de opinião , no que à proveta diz respeito e a tal processo de reprodução da vida animal, elas hoje já não estarão tão distantes, pois, da minha parte, não existe o mesmo radicalismo. Aquele poema foi escrito há muitos anos, quando o assunto era quase novidade e eu ainda vivia o entusiasmo do nascimento recente de meus filhos, a cujos partos assisti, enlevado. Isso talvez justifique a intolerância poética, que acaba por ser e apenas, isso mesmo. E o poeta, como muito bem sabe, nem sempre revela com justeza o que lhe vai lá dentro, por isso ele é «um fingidor», segundo um ilustre Pessoa.
Não a vou incomodar mais com divagações. Da minha parte e da de minha esposa um abraço de amizade.
Eduardo.
Amigo Eduardo,
EliminarPor favor, não me faça ficar envergonhada! Não incomoda nada e é sempre muitíssimo bem-vindo! Agradeço-lhe muito as novidades acerca da nossa amiga e, já agora, friso um ponto curioso de que ainda não tinha falado... nem sei como. E não sei como porque eu sou visivelmente "desavergonhada" no que toca a queixas :) Mas o curioso, apesar de doloroso e muito redutor em termos de autonomia, é que também eu tenho imensas dores nos pés...
No que diz respeito às aparentes divergências, meu amigo, também compreendo muitíssimo bem a sua opinião de jovem pai. As minhas "sextilhas mancas" saíram demasiado depressa para eu poder fingir fosse o que fosse. No meu caso, baseio-me unicamente naquilo que vou conhecendo da vida em geral. Sempre fui uma atenta observadora da vida sob todas as suas formas e tenho-a visto lutar de uma forma que até a mim me espanta. O meu cãozito, por exemplo, serve bem para o ilustrar a ideia que eu queria fazer passar. A Vida, em si mesma, recusa-se obstinadamente a deixar de o ser. Não tenho a menor dúvida de que os afectos e todo o tipo de cuidados, físicos ou não, são determinantes na duração desse período que medeia entre vida e morte mas, de uma maneira geral, a vida quer viver, não desiste por "dá cá aquela palha". Poderia ter-me citado a mim mesma porque também eu, em determinado momento da minha vida, me vi nessa situação... mas o meu cãozito está aqui, à minha beira e eu achei por bem trazê-lo à conversa...
E agora, meu amigo, sou eu quem lhe pede desculpa por todas estas divagações. Um enorme abraço para si e para sua esposa.
Maria João
“EDP Eletlecidade de Poltugal”
ResponderEliminarA paltil de Janeilo
Passa a sel a tua vez
De pagal em dinheilo
Na loja do chinês
Posto de coblança
Da eletlecidade gasta
China entla na dança
Que a gente não se basta
Obligado amigo chino
Podes tel olhos em bico
Podes sel pequenino
Mas aos teus milhões
Eu não sou alélgico
Manda mais uns camiões.
Prof Eta
:) Espere lá, Poeta que eu já cá volto... não sei se consigo poetar sem os "erres" mas achei uma delícia!
EliminarAgora tenho mesmo de esquecer a febre - continua... - e ir lá abaixo com o Kico. Até já!
:)) !
EliminarEu já comprei, no chinês,
Tudo o que há para comprar;
Óculos, pó para os pés
E espuma pr`a depilar...
Ir lá pr`a "pagar a luz",
Isso nunca imaginei
Mas, se a conta se reduz...
[não diga nada, eu já sei!]
Venha o sol dar-me o consolo
Dos seus dias mais quentinhos,
Mais azuis e iluminados!
Eu daqui já não "descolo",
Nem para dar uns "passinhos"
Nuns alegres "verdes prados"...
Bem me pareceu que não valia a pena tentar abdicar de uma "rolante" de que tanto gosto :))
Abraço gde!
“Os boys e o antílopes”
ResponderEliminarNaquela imensa pradaria
Uma longa cerca a dividia
Dum lado abundância havia
Do outro pouco se comia
Dum lado luzidios boys a comer
Do outro os antílopes a sofrer
Selvagens tentavam sobreviver
Mas um dia quem havia de dizer
Acabou na pradaria a abundância
Pr’a comer era preciso labutar
Boys acabaram por definhar
Antílopes sem qualquer relutância
Magros e selvagens mas a lutar
Ainda hoje por lá devem andar.
Para lá caminharemos
EliminarSe o nosso povo o deixar
E a nossa Europa veremos
Reduzida ao que sobrar...
Em nome não-sei-de-quem
E não sei por que razão
O "jogo" foi muito além
E já ninguém nele tem mão
E ao deixar aos nossos filhos
Uma tão injusta herança
E uma tão negra miséria
Só deixaremos sarilhos
Em nome dessa tal "esperança"
Numa gente pouco séria!
Abraço grande, Poeta! Este levou muito tempo porque tive de andar à procura do Sigmund que estava "desaparecido"...
O sonho comanda a vida
ResponderEliminarJunto a esperança enternecida
Justo ao juiso final
Ambos vão ao fim da meta
Cala-se a voz do poeta
Mas nunca a de Portugal
Beijos,tudo,que faz é maravilhosooo
:D Obrigada, Retalhos de Vida!
EliminarUm enorme abraço!
"Mar de sonhos por tecer..."
ResponderEliminarDeixa a porta aberta para tudo.
Abraço grande
Boa noite... madrugada, amigo Artesão.
EliminarVou até aí... até já! :)