DECEPANDO A PESADA MÃO DO CAPITAL


 


Na mão capitalista o esbulho adorna,
Bem preso, inalcançado, o repartível,
O que não chega a nós mas que é visível,
O que, ao ser-nos roubado, nunca torna,

O que ela nos levou, porque suborna
Fazendo acreditar não ser possível
Aquilo que, afinal, é tão tangível
Quanto a razão que cresce e nos transforma

Mas eis que o era nosso, cai, por fim
Da mão usurpadora que um motim
Decepa sem mostrar falsos pudores…

Portugal florirá como um jardim
Assim que a mão cair, porque é assim
Que morrem, sempre, as mãos dos ditadores!


 





 


Maria João Brito de Sousa – 09.03.2012 – 19.54h


 


 


 


Imagem retirada da internet, via Google


Comentários

  1. Amiga Maria João de Sousa


    Fiz um silêncio prolongado na remessa das peças da revisão do processo La Fontainne. A minha esposa também andou adoentada e, quando isso acontece as minhas preocupações e afazeres aumentam. Felizmente melhorou e tudo está a regressar à normalidade. Espero que a nossa amiga esteja, também, a recuperar.
    Um abraço nosso, com o desejo de que assim seja.
    Eduardo

    O lobo e o cordeiro

    Por tretas que ouviu contar
    Amedrontou-se, o cordeiro
    Ao ver o lobo chegar
    À margem de um ribeiro.

    Medo injustificado
    Porque, do lobo valente,
    aquele arrazoado
    Eram histórias de gente.

    Gentes que o comparavam
    Havia já muitos anos
    Aos usos de alguns humanos
    Que criancinhas matavam…

    Mas ele, um lobo decente,
    E sem fome, até ordeiro,
    Não ia ferrar o dente
    Num indefeso cordeiro.

    Até tinha tosquiado
    Um petulante carneiro,
    Num dia, ao sol nascer,
    Por este o ter provocado
    E lhe ter emporcalhado
    As águas de um ribeiro
    Onde ele ia beber…
    Mas um cordeiro inocente,
    Mesmo que apertasse a fome,
    Ai isso nunca, isso não,
    Em nenhuma ocasião
    Crianças, o lobo come!

    Eduardo

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    1. Que delícia, meu amigo Eduardo!
      Cada vez acredito mais que cada um de nós, poetas, é mais dotado para este ou aquele diferente tipo de poesia e este seu Fabulário é uma verdadeira maravilha! Tenho a certeza de que ainda vai publicar estes poemas temáticos com muitíssimo sucesso!
      No meio deste meu entusiasmo, ia-me falhando que houve um motivo menos bom para ter parado a sua produção... felizmente a sua esposa está a melhorar.
      Eu não estou completamente curada desta pneumonia, embora ontem já tivesse ido ao centro paroquial e ao centro de juventude... mas o pior, penso eu, é o acumular de problemas físicos. As duas hérnias discais da cervical, provocam-me dormência, falta de força e tremendas dificuldades na marcha, sobretudo no lado esquerdo do corpo, embora o direito também já esteja afectado. Semana a semana, vou sentindo mais e mais as dificuldades em tratar dos meus amiguinhos de quatro patas e em deslocar, nem que seja só para levar o cãozito à rua. Também, andei quatro ou cinco anos a queixar-me disso e das "cãibras" e só me davam magnésio e mais magnésio que, claro está, não adiantava nada... isto já vai soando a "pieguice", mas a verdade é que é muitíssimo limitador e frustrante, para além de muito doloroso e eu acredito que devo dizer a verdade quando me interrogam acerca do meu estado de saúde. Essa coisa de dizer que está tudo bem, quando está tudo tão mal, parece-me, além de ridículo, a melhor maneira de nos interpretarem mal e pensarem, por exemplo, que não saímos ou não convivemos mais por estarmos deprimidos ou por não nos querermos dar a esse trabalho... nem queira saber a facilidade com que o cidadão comum - incluindo assistentes sociais e técnicos de saúde - confundem essas coisas.
      De qualquer forma, terei de ir fazer uma radiografia ao tórax, para ver até que ponto houve, ou não, recuperação do parênquima pulmonar. Eu teria pedido também exames analíticos de sangue, uma vez que os meus parâmetros estavam muito alterados na fase aguda... mas isso sou eu que nem sequer sou médica... também teria pedido uma TAC à coluna mas, lá está, não sou médica e, se o fosse, já teria arranjado grandes problemas pois trataria de forma exactamente igual todos os meus doentes, fossem, ou não, dos que pagam taxas moderadoras... ah, também já tenho uma ideia de que irei arranjar problemas com estas "maleitas" todas pois, segundo as mudanças na legislação, só os doentes com uma incapacidade igual ou superior a 60% terão direito ao regime de gratuitidade nos exames clínicos e taxas moderadoras de acesso às consultas... ora eu nem sei como me hei-de deslocar até lá, onde parece ser o local onde dizem que alguns de nós se terão de submeter à tal junta médica... niguém parece saber ao certo como as coisas se irão processar e eu, como não estava empregada, nem sequer tenho um processo coerente para apresentar por lá. Calculo que vá ser "tramada" neste confuso processo, mas já estou a começar a habituar-me a ser - como tantos outros portugueses - bode expiatório da confusão geral do sistema...
      Agora peço-lhe desculpa por este extenso relato de maleitas e queixas e deixo-lhe o meu abraço muito agradecido por este divertido e belíssimo momento que me proporcionou com o seu "O lobo e o cordeiro".
      Faço votos de que a sua esposa continue no seu rápido processo de recuperação e estendo, também a ela, este meu abraço.


      Maria João

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  2. Um soneto bastante verídico Maria :)
    Adorei ^^
    Porque a nós, portugueses, ninguém nos cala!

    Como te tens sentido? Espero que estejas melhor :)

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    1. Olá, Paper! :D
      Vim aqui de fugida porque tenho uma amiga que faz anos hoje - e eu pensava que era amanhã, vê lá! - e tenho de tratar a bicheza antes de ir ter com ela.
      Estou melhor, mas há para aqui qualquer coisa que ainda não ficou boa... a febre baixa continua... mas o resto, a dificuldade em andar e em movimentar os braços, isso tem a ver com as duas hérnias da cervical e já não passa mesmo...
      Beijinho e obrigada pela tua visita! :)

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  3. Este é um chá de morte.

    Cá em casa é um chá a cinco, fomos outra vez atacados pelo vírus, desta vez foi o Vicente que o trouxe.

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    1. Caramba! Passou-me isso pela cabeça, quando, ontem, notei a ausência do seu sonetilho... já estão melhor?
      Eu já vou ver esse chá viral...

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  4. “Impunidade”

    P’rá história da democracia
    Aqui à beira mar plantados
    Por certo escreverão um dia
    Como fomos enganados

    Milhões p´rá convergência
    Os que nos foram roubados
    Por mais pura negligência
    Pelo convir dos iluminados

    Seus interesses acautelaram
    Aqui à beira mar plantados
    Triste herança nos deixaram

    Entre eles andam zangados
    Mas a lei nunca aplicaram
    Nunca haverá condenados.

    Prof Eta

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    1. Mas condenados, já há!
      Só lhes falta a punição
      Que eu não sei quando virá
      A cumprir sua função...

      Aquilo que se fará,
      Posso dizer de antemão
      Cabe a quem os julgará
      Dentro da população...

      De iluminação conheço
      A que me vem dos poemas
      E a que tenho acesa, em casa

      Portanto nada mais peço
      Porque tenho mais problemas
      Do que o lume aceso, em brasa...


      Até já, Poeta! :)



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  5. “Sem tema”

    Não escrevo para o vento
    Escrevo para o furacão
    Não me ouvem o lamento
    Mas ao menos sentirão

    Vão tremer com o poema
    Arremessado ao passar
    Nem sei bem qual o tema
    Nem quem o vai encontrar

    Fica apenas a sensação
    De pôr o dedo na ferida
    E conseguir fazer-me ouvir

    Mas é a simples ilusão
    Duma vitória conseguida
    Que fica por conseguir.

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    1. Escrevo pr`a todos os ventos;
      Os que sopram loucamente
      E os que parecem lamentos
      Murmurando humildemente...

      Escrevo pr`ó vento que passa
      E pr`àquele que há-de passar
      Prevendo, em cada desgraça,
      O que a possa melhorar...

      Escrevo sempre pr`ó futuro
      Enquanto o presente avança
      Rumo àquilo que há-de vir

      E transformo um tempo duro
      Noutro que a mão não me alcança
      Mas que permita sorrir...


      Olá, Poeta! Tudo bem por aí?


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    1. Bem mereço um cházinho!
      Tenho estado, mesmo, a tentar fazer três coisas ao mesmo tempo e, no estado miserando a que cheguei, não faço nem uma com alguma decência...
      Vou já! :)

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  7. “Heróis do mar”

    Através do voto elege
    O povo a representação
    Em cada eleito emerge
    O orgulho da nação

    Que a todos representa
    Com espírito de missão
    E assim o povo aguenta
    Sacrifícios sem imposição

    Nosso eleito nosso orgulho
    Tu és a nossa motivação
    Nunca serás um estorvo

    Nunca serás um engulho
    P’ra sempre no coração
    Deste agradecido povo.

    Prof Eta

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    1. Será que esta burguesia
      Permanece adormecida
      Ou pensa que uma utopia
      Não é meta para a vida?

      Estou a querer dar atenção
      Ao programa, em simultâneo
      Ao sonetilho em questão
      Mas `tou a "fundir o crânio"

      Porque, afinal, já são três
      As tarefas que me imponho
      Por causa do velho gato

      E fazê-lo, desta vez,
      Parece mais do que um sonho
      E pior que um desacato! :))

      Até já, Poeta! Nem queira saber o que o Garfield se lembrou de ir fazer atrás do sofá...


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    2. O programa já não vejo
      Minha gata está deitada
      Por isso o meu ensejo
      De não pensar em mais nada

      Desce sobre mim a noite
      Asim de mente desocupada
      Pode ser que não me afoite
      Por ora em nova jogada

      Ouço agora na Antena um
      Uma voz doce e sincopada
      Que de vez me adormece

      É o que nos mantem em jejum
      Feito ministro da carneirada
      Quem o ouve nunca esquece.







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    3. Já nem atenção lhe presto,
      Acabei por desistir
      De atirar "bolas ao cesto"
      Que nunca irei atingir...

      Alguém fala em pagamentos,
      PPP`s e liquidez
      E eu dedico estes momentos
      A sonhar c`o fim do mês...

      Fui e cheguei atrasada
      Porque a música a soar
      Mostrou-me que já passou

      Esta cabeça azougada
      Tem mas é de sossegar
      Enquanto eu por aqui estou... :)


      Já não fui a tempo... mas também já não posso ouvir este jovem secretário de estado que parece saído dos cafundós da década de 40 do século passado! Mesmo não lhe dando atenção, há sempre um "cliché" neoliberalista que me entra pelo ouvido adentro e me fere o tímpano da lucidez que vou mantendo... a duras penas.
      Beijinho! :D

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  8. “Antes do fim”

    O dia antes do fim
    Não dá para explicar
    Eu sei que será assim
    Quando a vida acabar

    Partiremos num cometa
    Num dia de escuridão
    Ou então numa lambreta
    Quem sabe num avião

    Aqui ficará a saudade
    Mas ninguém para contar
    A história da humanidade

    Que não soube respeitar
    A sua própria vontade
    De ao próximo amar.

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    1. Não se irá a espécie inteira
      De uma forma assim tão breve
      Mesmo tendo feito asneira
      E merecendo o que teve...

      Hoje nem a poesia
      Me derruba o pragmatismo
      De acreditar que seria
      Execrável "revanchismo"

      Acabar com todos nós
      De uma forma tão completa,
      Tão primária, tão total,

      Mesmo que esta nossa voz
      Escapasse nesse cometa
      Rumo ao seu destino astral... :)


      Como vão as coisas por aí, Poeta?
      Eu não pude marcar os raios x porque houve um engano qualquer e foi-me entregue uma credencial com o nome de outra utente qualquer. terei de ir ao centro de saúde, depois de amanhã... nem sei como pois mal consigo andar... mas lá chegarei! :)

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  9. OS MAIS POBRES

    Olho e vejo tantos pobres
    Bem vestidos, a rigor…
    Não digas que os não descobres,
    É só olhar em redor.

    Comem sempre do melhor
    Frequentam salões nobres
    Esbanjam sem ter pudor,
    A rodos, milhares de cobres

    Pagam bem ao motorista
    E melhor ao jardineiro
    De putas, têm uma lista

    E a viver nesta pobreza
    Só o que têm é dinheiro
    Sua única riqueza.

    Eduardo

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    1. Vejo pois! Conheço tantos
      Desses mui "bem sucedidos"
      Surgindo em todos os cantos
      E, às vezes, comprometidos...

      Envergam seus belos mantos
      Que atordoam os sentidos,
      Mas não são nem bons, nem santos
      E não estão arrependidos...

      Paguem bem ou paguem mal
      Não lhes gabo a pele que vestem
      Neste palco universal

      Pois por mais anéis que ponham,
      Por mais sobras que lhes restem,
      Eles nunca sabem... "nem sonham"


      Boa noite, amigo Eduardo!
      Espero que já estejam todos bem.
      Obrigada por este seu sonetilho!




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  10. LEVA DE MIM ESTE CÁLICE

    Se a beber aguardente
    Esquecesse a matilha
    Que nos morde ferozmente
    Até bebia tequila!..

    Enquanto, pacientemente,
    Bebermos desta vasilha
    Serão eles, certamente,
    Quem eternamente nos quilha.

    Teremos que optar
    Invertendo o paradigma…
    Vamo-los embebedar

    Com uma poção bem forte
    Asquerosa e maligna
    Que os ameace de morte.

    Eduardo

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    1. Torná-los ineficazes
      Mostrando que nada valem,
      Que de nada são capazes
      Mesmo que agora se calem,

      Fazer deles aves rapazes
      Mesmo que berrem, que falem,
      Quando alguns dos mais audazes
      No seu poleiro se instalem?

      Tudo se há-de conseguir
      Desde que a nossa união
      Se comece a conseguir

      E depois... o recomeço
      Desta humana condição
      De que agora me despeço... :)


      Até já, meu amigo! Houve por aqui um pequeno "acidente" com o Garfield... volto já!

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  11. Respostas
    1. O quê??? Bem, já vi que vou ter de procurar a origem desta correcção... :D

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  12. É um chá de possibilidades, obrigado por me ajudar a reformular.

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  13. Respostas
    1. :D Até podia engordar... eu estou a ficar meio para o transparente... :))
      Até já, Poeta!

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  14. A mão capitalista emudece-me,
    tenta com toda a força emudecer-me
    mas não conseguirá
    porque esta aqui não se calará

    =)
    Hoje a minha inspiração anda de rastos... coisas que as mãos capitalistas às vezes conseguem

    Espero que esteja melhor

    Bjs

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    1. Olá, Golimix!
      Hoje, toda eu estou de rastos mas, enquanto um dedo conseguir ir batendo as teclas, também me não calarei.
      Se digo que estou de rastos, podes crer que é porque mal consigo andar e até escrever se tornou uma tarefa exaustiva... e lenta, mas não me calo, nem aceito a mensagem que tentam fazer passar de que está tudo bem e de que Portugal, por este caminho, chega seja aonde for. Ainda tenho esse mínimo de lucidez que sempre me permitiu olhar muito além da minha situação pessoal e aquilo que vejo é um enorme embuste que nos está a ser imposto e que muitos, infelizmente, vão aceitando, habituados como estão a acreditar em tudo o que vem "de cima", daqueles que efectivamente foram eleitos, mas com promessas que nada têm a ver com a realidade que agora impõem.
      Um abraço, amiga!

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  15. “Canção do bandido”

    O programa já não vejo
    Minha gata está deitada
    Por isso o meu ensejo
    De não pensar em mais nada

    Desce sobre mim a noite
    Assim de mente desocupada
    Pode ser que não me afoite
    Por ora em nova jogada

    Ouço agora na Antena um
    Uma voz doce e sincopada
    Que de vez me adormece

    É o que nos mantem em jejum
    Feito ministro da carneirada
    Quem o ouve nunca esquece.

    Prof Eta

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    1. Mas eu já respondi, ontem, a este sonetilho! Tenho a certeza absoluta!
      Vou procurá-lo por aí...

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  16. “Inversos”

    No universo dos possíveis
    Inversos podemos imaginar
    E passarão a ser exequíveis
    Se o impossível se recusar

    Cada inverso é possibilidade
    Que no horizonte desponta
    E abre nova possibilidade
    De combater cada afronta

    Para a afronta da miséria
    O inverso da desigualdade
    Aguarda a concretização

    Liberdade proposta séria
    Utopia desta humanidade
    Como inverso a humilhação.

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    1. Exacto! E pr`a conquistá-la
      Há que trabalhar a sério;
      Construí-la até sonhá-la
      Sem a ver como um mistério

      Que isso de ter medo dela
      Só nos traz o que se vê;
      Uns pastéis sem ter canela
      E quanto pr`aí se lê...

      Já não será para mim
      Mas qu`importa? Ela virá
      Quando estiver bem madura!

      Por isso é que eu canto assim
      Estes versos que em mim há
      De uma forma tão segura... :))


      Abraço grande, Poeta! Espero que já estejam todos a recuperar!




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  17. “Ardil II”

    Vejo incompatibilidades
    Não sendo incompatíveis
    E nas impossibilidades
    Não encontro impossíveis

    Vejo todas as realidades
    Tangíveis e intangíveis
    E além de todas as verdades
    Ainda utopias exequíveis

    Vejo todas as limitações
    Impossibilidades reais
    E incompatibilidades mil

    Resultado de limitações
    Das redes neuroniais
    De quem montou o ardil.

    Prof Eta

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    1. :)) Mas está igualzinho ao Ardil I, Poeta! Ou a minha memória já não dura nem 10 minutinhos? :))
      Vou confirmar... bem, pelo menos já me ri a sério... e olhe que hoje... isto tem estado muito mauzito em termos daquilo que eu sempre tive de sobra; vontade de viver e dar algum sentido a este meu percurso...

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    2. Igual sim, as imagens e os links é que são diferentes, mas por aqui no meu PC não estão a funcionar, não sei bem porquê. Quanto à fase menos boa é apenas uma fase, nada mais e o percurso continua.

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    3. Eu vi as imagens! Imensas imagens! Fui através do link no Blog Not :)

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    4. Sim, mas era suposto cada link abrir um texto que corresponde a uma dessas imagem, mas não está a acontecer, talvez amanhã aconteça.

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    5. Realmente, só vi as imagens... mas vou ficar atenta! :)

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  18. “Ardil I”

    Vejo incompatibilidades
    Não sendo incompatíveis
    E nas impossibilidades
    Não encontro impossíveis

    Vejo todas as realidades
    Tangíveis e intangíveis
    E além de todas as verdades
    Ainda utopias exequíveis

    Vejo todas as limitações
    Impossibilidades reais
    E incompatibilidades mil

    Resultado de limitações
    Das redes neuroniais
    De quem montou o ardil.

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    1. Hoje não tenho vontade
      De fazer rimas e versos
      Perante a contrariedade
      Destes dias, tão adversos...

      Fui à consulta e já tenho
      Nova consulta marcada...
      Vim de lá franzindo o cenho
      E "pior do que estragada"

      Pois tanto tempo esperei,
      Tantas horinhas com dores
      E sem me poder deitar,

      Que muito pior fiquei
      Da coluna e dos "humores",
      Sem vontade de falar...

      :( Agora terei de ir a um hospital ortopédico. Estou mesmo toda moídinha, Poeta... e penso que terei de ir a uma junta qualquer que me disseram funcionar em Paço de Arcos...

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  19. UMA TROCA, EM AMARELO

    Dos impérios amarelos,
    Entram por aí, de mansinho,
    Em silêncio, de chinelos
    E levam a água ao moinho.

    E o mais fraco dos elos,
    Carente de dinheirinho,
    Deixa ir o Henriquinho,
    Sem agravos nem apelos.

    Esperemos que os chineses
    A abarrotar de dinheiro
    Nos resolvam os revezes

    E um a um, como benesse,
    Corram com o governo inteiro
    Em troca do seus interesse.

    Eduardo

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    1. :)) Já me fez sorrir, meu amigo... e olhe que, hoje, não seria fácil!


      Esse era o "perigo amarelo"
      Da minha remota infância
      Que reporia o modelo
      Desta nação, toda em ânsia!

      Lembro-me bem da Aurorinha,
      Que era muito temerosa
      E bastante atinadinha,
      Falar disso em estranha prosa!

      Mas não li nada de nada...
      Que terá acontecido
      Para nisto me falar?

      Estive três horas sentada
      Com a coluna "em sentido"
      E sempre a querer-me deitar...


      Amigo Eduardo, desculpe-me estes versos que só deixo aqui porque me posso desculpar com o facto de estar muito, muito cansada, dorida e a fazer uma muito má gestão desta minha realidade que me vai pondo obstáculos que me irão retirar a possibilidade de escrever qualquer coisita mais decente. Parece que a minha vida se vai começar a transformar numa sucessão de "saltinhos" entre hospitais, juntas e centros de emprego... nem quero pensar nisso porque, hoje, não consigo lidar com isso. Estou a começar a sentir-me farta da minha quase imobilidade e de todas as viagenzinhas - o meu pior pesadelo - que me esperam nos próximos tempos.

      Desculpe, também, o desabafo! Hoje não me alivia muito, mas...

      Um abraço,

      Maria João

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  20. Respostas
    1. Vou até lá de fugida... nada está a melhorar por aqui e estou sem tempo útil para nada...
      Abraço!

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  21. “Verbo de encher”

    Posso até estar enganado
    Há muito verbo d’encher
    No governo bem instalado
    E que nos anda a comer

    Comem um belo repasto
    Por força da solenidade
    P’ra nós o discurso gasto
    O caminho é a austeridade

    Mais tempo não queremos
    Mais dinheiro também não
    Aos mercados vamos voltar

    Pode ser que nos afundemos
    Mas sem qualquer contradição
    Que o discurso veio p’ra ficar.

    Prof Eta

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    1. Não imagina, Poeta,
      O que me está a custar
      Não chegar à velha meta
      Que me propunha alcançar

      Cada vez me mexo menos
      E cada vez tento mais
      Dar conta dos meus "pequenos"
      - falo dos meus animais -

      Se responderia, ou não,
      Não o soube até chegar
      O poema ao meu correio

      Mas não tive em atenção
      O que nele me quis narrar
      Ou a razão por que ele veio...


      Peço desculpa, Poeta. Não estou nada melhor e estava a pensar que nem sequer lhe conseguiria responder, pelo menos em sonetilho... lá surgiu este, meio manco e muito mais "piegas" do que eu pensava... mas foi o que me veio ao correr - já não é correr, é um martelar lento - das teclas.
      Abraço grande!

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  22. “Aguarela”

    Neste rio lavo a alma
    O pôr do sol contemplo
    Entardeço com a calma
    De quem visita o templo

    Três passos mais adiante
    Na alegria duma aguarela
    Vejo um rosto radiante
    Que entardeceu na tela

    Entardecer todo os dias
    No templo ou n’aguarela
    Ao som de lindas canções

    Faz sentir todas as alegrias
    Da vida que sendo tão bela
    Nos preenche de emoções.

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    1. Escrevo, então, por essas vidas
      Que virão depois de mim
      Em aguarela esbatidas
      Como que não tendo fim

      Escrevo ainda... que me importa
      Se isto faz, ou não, sentido,
      Ou se é natureza morta
      O que ali foi imprimido?

      Escrevo em esforço e sem esforçar-me
      Em saber do que lhe digo,
      Em cuidar de uma mensagem,

      Sem pensar, sequer, mudar-me...
      Escrevo só porque o consigo.
      Pr`a mais... não tenho coragem!


      Um abraço e... vai mesmo ter de me desculpar. Tudo o que disse, no sonetilho, é verdade, neste momento. Talvez devesse substituir "coragem" por "força", mas não rimaria... e agora sorri mesmo! :)

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  23. O chá de hoje limpa qualquer um de culpas.

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    1. Poeta, culpas, culpas, não costumo sentir... posso dizer que a culpa é toda minha, num ou noutro episódio em que fui menos atenta com alguém, mas não as sinto mesmo nada no sentido punitivo do termo...
      O que eu sinto é que estou a "não conseguir" tratar da bicharada porque há razões fisiológicas de sobra... fora as de que me ando a queixar há séculos e só agora foram redescobertas e encaminhadas para o hospital ortopédico. Mas, se eu conseguir chegar a ir ao HO - veio com um bom tempinho de atraso, a descoberta desta evidência gritante... - não sei até que ponto não precisaria, também, de estudo neurológico, porque a diminuição da sensibilidade e da força já se tornaram mesmo muito incapacitantes.... e a culpa, neste ponto, pode ser de muita gente mas, minha não é, de certeza. Eu até sou muitíssimo clara na exposição dos sintomas...
      Vou ver do nosso chá, mas é muito provável que a minha actividade na net se venha a reduzir drasticamente, a par de todas as outras formas de actividade.
      Até já!

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  24. “Cantoneiros”

    Quando eu era pequenote
    Estradas eram remendadas
    Depois veio um fartote
    E centenas de auto-estradas

    Agora para meu espanto
    Ao circular no meu carrão
    Estradas estão num pranto
    Nem lhes deitam alcatrão

    Mas já vejo umas brigadas
    Com algum equipamento
    A remendar uns bueiros

    No meu tempo com enxadas
    E muito do seu sofrimento
    Creio que eram cantoneiros.

    Prof Eta

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    1. Eram mesmo os cantoneiros
      Quem fazia esse serviço
      Arranjando os tais bueiros
      Sempre em grande rebuliço!

      Não sabia que as estradas
      Estavam tão mal como eu estou;
      Tão velhas e esburacadas :))
      Quanto um mal que não passou...

      Estamos mesmo a andar pr`a trás
      Porque, tanto quanto sei,
      Deviam estar mais decentes!

      Uma ou outra é bem capaz
      De chorar, como eu chorei,
      Quando tinha dor de dentes...


      Desculpe a palermice, Poeta... estive com o sonetilho parado durante imenso tempo porque a rima nunca vem ter comigo quando estou mais "avariada"... e eu estou-o mesmo! Acabou por sair esta tonteira que rima, mas... enfim....

      Abraço grande!





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  25. “Bairros altos”

    Com Puccini no coração
    Os okupas do Bairro Alto
    Juntaram-se à multidão
    La Bohème deu um salto

    Saiu do Quartier Latin
    Com todos os proletários
    Encontrou por cá o afã
    Destes tempos temerários

    Houve festa e alegria
    Muita música e poesia
    Era grande a diversão

    Mas a outra face havia
    Desta moeda que falia
    Trazendo a desilusão.

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    1. :) até tenho algum receio dessa tal desilusão final...

      Venham também às Palmeiras
      Mas sem a desilusão
      Que eu passo as tardes inteiras
      A tentar dizer-lhe "não!"

      E se não estivesse, agora,
      Bem mais morta do que viva
      Ou se, mesmo indo-me embora,
      Me sentisse mais activa

      Também eu me juntaria
      À festança musical
      Pr`a cantar como soubesse!

      Talvez volte a estar, um dia,
      Um pouquinho menos mal
      E a cantoria comece...


      Abraço, Poeta! :)

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  26. De acordo

    É assim que morrem os ditadores
    e o país voltará a florir.

    Utopia, talvez, mas não tira a beleza e a dignidade do soneto.

    Maria Luísa

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    1. Obrigada, amiga!
      Estás melhor? Por aqui não vejo forma de sair desta espiral de coisas por fazer... nem sequer consegui ir fazer, ontem, as radiografias porque não consigo mesmo andar e uma amiga que me costuma dar boleia nestas pequenas coisas, além de também não estar muito bem, tem o carro na oficina, para a revisão.
      Abraço grande!

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    2. Já respondi nos "Prémios".
      Como a tua amiga não pode ajudar, pede à tua filha...a humildade e o perdão é uma honra e uma glória para quem a usa sem temer.

      Deixemos para trás a vaidade e o tal "amor próprio" que é apenas o orgulho de pessoas minusculas que se convenceram de ter vencido
      a batalha. No orgulho, não há inteligência, nem sensibilidade...É uma ilusão mediocre!

      Maria Luísa

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    3. Não... no meu caso não tem nada a ver com isso... repara que são exames radiográficos aqui, em Oeiras. Ela mora muito longe e tem o trabalho dela que, como todos, está a atravessar uma fase menos fácil. Fazê-la deslocar tantos quilómetros -horas de viagem, - pondo em risco o seu trabalho para me transportar a menos de 2 kms, parece-me uma tremenda maldade. È preferível esperar pelo carro dessa amiga que mora aqui perto. Ainda por cima, são apenas as radiografias de controlo da pneumonia... as outras deslocações maiores e mais demoradas estão todas para vir depois, quando eu conseguir marcar a consulta no hospital ortopédico... e nem sei quanto tempo ficarei na lista de espera...
      Bjo!

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    4. Maria J.

      Sendo assim, de acordo contigo.

      Temos mais um poeta na "União Europeia"

      Coloquei de novo os vossos nomes e mais um.

      Mª. Luísa

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    5. Ia agora mesmo descansar - descansar, para mim, agora, significa ir limpar o que o Kico fez pela casa toda... - mas vou ver do nosso novo Poeta!
      Fiquei entusiasmada com a ideia!

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    6. Vai até ele que tem muito jeito para videos também. E descansa dessas canseiras!
      Eles estão mal entregues, tu estás doente, eu
      também, mas o futuro pertence a DEUS.

      Aproveitemos e nos tratemos, para prolongar esta vida, um pouco mais!

      M.L.

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    7. Acredita que não tenho pressa nenhuma de me ir embora, mas a minha situação não me parece lá muito animadora...
      Eu não percebo nadinha de vídeos, amiga. Houve um tempo em que os sabia trazer para o blog mas, agora, nem isso... mas já estive no do Anjo da Esquina e vi uma belíssima fanfarra!
      Beijo!

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    8. A minha também não é animadora!

      Tento tornar o caminho da escrita menos pesado. Escrevendo menos e tentado responder muito.

      Não te incomodes com os vídeos.

      Lê o pouco que ele escreve e baseia a resposta nesse pouco. Eu não posso ver os videos.Tenho de poupar forças.
      Para ti, se torna mais fácil também e cuidas de tuas forças. Não podemos exagerar, apenas
      ajudar, levemente para nós.

      Assim sou e tenho de ser
      Assim faço!

      M. L.

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    9. Tem de ser... eu, estando bastante isolada, gostaria muito de fazer como dantes, quando estive mais de três anos a publicar um soneto por dia... mas já não é possível.
      Não gosto de os forçar - aos sonetos - e eles não surgem quando o desconforto físico é muito intenso... uma vez por outra, lá quebram a regra e surgem mesmo assim, mas só muito excepcionalmente...
      Um abraço muito grande!

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  27. Deixo uma flor
    Com toda a cor...À poesia



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  28. Olá grande poetisa, como vai a vida???
    Ao fim dum grande interregno ainda voltei aqui, já li a sua produção, inspirada como sempre.
    Daqui lhe mando um beijo desejando saúde e força para continuar nesta luta difícil e cega.
    Tenho deixado os poemas de lado e ando pela prosa.Publiquei um livro , do qual curiosamente vendi muitos exemplares e ando á volta com outro.
    Voltei aqui e a primeira impressão é que este site do sapo não tem melhorado grande coisa. É a primeira camarada que visito mas já dei uma volta. Desejo inspiração e a disposição suficiente para tratar de si e da companhia. A minha gata a que eu chamava ciciollina, morreu ao fim de dezassete anos e deixou-me saudades. Já teclava comigo, quase percebia de computadores e passava a vida dela a fazer-me companhia. É uma falta que se sente.Não era pessoa mas vida e eu agora , confesso, respeito a vida desde os seus mais pequenos testemunhos.
    Quanto a este país, nem se fala!!!!!É deprimente demais para se levar a sério.
    Votos de muita calma, a saúde possível e um beijinho de amizade.

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    1. :( Lamento, do fundo do coração, a partida da Cicciolina, Peter! O meu Beethoven também se foi na véspera de Natal e custou-me imenso.
      Não tenho visitado o seu blog... aliás, não tenho visitado praticamente ninguém... estou cada vez mais "não presta" e a inspiração precisa de um "elã" físico que eu estou a perder rapidamente a cada dia que passa.
      Agora, neste preciso momento, tenho um soneto na ponta do cursor :)). Não é grande coisa. Nem sequer é apropriado ao momento político que vivemos... acho que o facto de estar menos bem me deixou um bocadinho egoísta. Só falo de mim e não é com grandes expectativas... mas deixo-o assim que terminar esta resposta. Não estou num daqueles momentos em que já estive e me poderia ter dado ao luxo de escolher um pouco mais... já não fazia um soneto há uma semana... ou mais.
      Bacini! :)

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