SONETO IMPUBLICÁVEL
Aperta o cerco, amigo, aperta o cerco
Da segurança pouco solidária
De que dependo sendo solitária,
Em que me ganho, amigo, em que me perco…
Se entendem que um poema é mero esterco
Que lhes perturba orgulho e pituitária,
É porque vão temendo a Pasionária
Que possa erguer-se em mim, quando me acerco…
Antes calar o verso! Antes morrer!
Grita o poema, mesmo antes de o ser,
Empunhando as palavras com que o escrevo...
Antes deixar, meus versos, de vos ver
Do que viver da esmola de escrever
Soneto que não pague o que vos devo…
Maria João Brito de Sousa – 18.06.2012 -22.29h
Muito intenso este soneto!
ResponderEliminarGostei muito =)
Beijinhos
Olá, Golimix!
EliminarNem queiras saber como eu estava ontem à noite, quando escrevi... estava furiosíssima! Acho que rebentava se não o tivesse escrito... mas fiquei com ele guardado durante toda a noite... tive a noção de que estava com uma carga de zanga enorme e eu não sei pôr a bolinha vermelha no canto superior direito Hoje de manhã, mais a frio, é que não o achei mau de todo, nem tão "chocante" como me tinha parecido ontem... lá o publiquei...
Vou até aí!
Um poema brilhante :D
ResponderEliminarSó podia vir de ti Maria :)
Ninguém cala a poesia! ;)
Como tens andado? :)
Tenho andado um pouco desactualizada :$
Olá, Paper!
EliminarLá força deve ele ter! Eu estava furiosa quando o escrevi... e não é meu costume ficar tão zangada... mas, enfim, aconteceu e acabou por dar neste soneto...
Continuo com esta crise prolongada - já dura desde o Inverno - mas quase juraria que já estive um bocadinho pior. Eu nem quero exultar muito para depois não me sentir frustrada...
E tu? Tens escrito? Eu é que ando numa eterna desactualização... mas vou já aí!
Beijinho e obrigada!
Eu não tenho escrito muito, infelizmente. Estudar para os exames tem-me roubado muito tempo :/
EliminarClaro que estás melhor. Temos de ser positivos :)
Tu és forte e ainda vais ficar melhor ;)
:) Nunca fui muito de desistir... mas forte... :) pronto, às vezes, nos sonetos, até deixo transparecer bastante força. A desgraça maior é o físicozito que não ajuda lá muito...
EliminarQuanto à nossa produção... tu, pelo menos, tens os estudos. Eu bem sei que ando mais devagar do que um caracol e a bicheza do meu coração leva-me muito tempo... mas produzi um soneto por dia durante... sei lá... uns dois ou três anos e, agora, é a pobreza que se vê. Lá vem um por semana... ou menos ainda.
Lá tenho eu de ir secar o cabelo para ir com o Kico à rua. Ele também tomou banho hoje. Teve de ser porque não tem estado grande coisa da barriga e é quase inevitável que se suje um bocadinho quando isso acontece...
Beijinhos!
“Bairros negros”
ResponderEliminarHá pontes possíveis
Até no bairro negro
Nestes tempos sofríveis
De imenso desassossego
Há muita falta de pão
Nos bairros desta cidade
Ninguém emenda a mão
É grande a ansiedade
Nos guetos da sociedade
Falta a responsabilidade
Esgotou-se a solidariedade
Não existe sensibilidade
Chegada a hora da verdade
Homem não é prioridade.
A Vida é prioridade
EliminarE o homem, decerto, é vida
Embora, em boa verdade,
Possa a causa estar perdida...
Ninguém pode ter certezas
Acerca de uma extinção...
Eu já não creio em promessas,
Mas creio na salvação
E acredito nesta chama
Que tantas vezes nos move,
Que tantas vezes movemos...
Certezas, ninguém proclama,
Mas a vida é que promove
Tudo aquilo que fazemos...
Boa noite, Poeta! Tenho estado no Rádio Horizontes e nem sempre consigo ouvir e escrever em simultâneo...
Abraço grande!
Tanto mar na ponte.
ResponderEliminarVou já, Poeta!
EliminarO chá não reclama.
ResponderEliminarVou ver isso, Poeta! Bom dia!
Eliminar“Encher a pança”
ResponderEliminarSe os poderosos são lesados
Aparecem logo os milhões
Pr’acalmar os mercados
Entre outras decisões
Os mandantes da Europa
Metem o rabo entre pernas
Que o G20 é outra tropa
Obedeces ou não governas
Mas o que ninguém desconfia
É que o governo é da finança
E ao recomendar esta terapia
Vai encher de novo a pança
Enquanto escuta na telefonia
Para o povo não há esperança.
Prof Eta
Se este povo se iludisse
EliminarCom tanto desmando em cima
E o teor da javardice
Com que este governo o "mima",
Mais lhe valera ser mudo,
Surdo, cego e - porque não? -
Eternamente sisudo,
Serenamente... poltrão.
Ah, povo meu, terra minha,
Como te enganam ainda!
Se o não souberes entender
Quanta fome se avizinha,
Quanta certeza se finda
Sob a mão deste poder...
Boa noite, Poeta! Estou mesmo a dormir em pé e já me custou muito acabar este sonetilho manco...
Abraço grande! Ainda vou tentar ir à ponte
Ontem o mar hoje a terra, na ponte.
ResponderEliminarO chá está preparado.
ResponderEliminarObrigada, Poeta! Vou lá!
Eliminar“Despertar para sonhar”
ResponderEliminarToda e nenhuma esperança
De não ter esperança nenhuma
Diz-se que quem espera alcança
Esperança e mais coisa alguma
Ter espernça uma vida inteira
Essa esperança de alcançar
Não existe maior asneira
Nem melhor forma de falhar
Melhor será não esperar
Deixar a esperança de lado
Começar muito cedo a talhar
O modelo de vida desejado
Não que seja mau sonhar
Desde que se sonhe acordado.
Estou que não sei o que diga...
EliminarEstou mesmo sem palavras, Poeta... vou ter de deixar a tentativa para amanhã.
Abraço grande!
Sem um sonho o mundo pára
EliminarNão no sentido literal
Mas no que se não compara
Ao de qualquer animal
[nem acredito que disse
o que acabo de dizer,
mas penso não ser tolice
e vai ficar... até ver...]
Todos nós modificamos
Este meio em que vivemos
E, desde o primeiro instante,
Somos tudo o que sonhamos
Mas também o que fazemos
Nesta barca itinerante...
Acabei por conseguir o tal distanciamento de que precisava, Poeta.
Sabe, eu não concebo o "sonho" em termos de objectivos pessoais... ou posso fazê-lo, mas não gosto, nem penso que seja muito útil. A maioria das pessoas não funcionará assim, mas eu funciono. Para mim os objectivos pessoais já são curtinhos e o sonho - enquanto "sonho" mesmo - ultrapassa-me muito. Foi por isso que fiquei com esta resposta "entalada"... ontem estava demasiado absorvida pelos meus problemazinhos pessoais. Pode parecer "esquisitice" mas não é... é a minha maneira de estar no mundo que acaba por se reflectir na minha forma de estar na poesia e blogosfera. Mas isto não significa que alguns dos meus poemas não tenham um forte cunho pessoal... apenas me parece que se torna um tanto ou quanto redutivo abordar o sonho exclusivamente nessa perspectiva. É um tema muito importante. Demasiado importante.
Abraço grande!
Há hino na ponte.
ResponderEliminarPoeta, estava a responder-lhe ao sonetilho quando, em simultâneo, a net se "apagou" e o Kico teve mais um "acidente" daqueles bem grandes... mas, adiante... vou ouvir!
EliminarO governo precisa de chá.
ResponderEliminarBom dia Poeta!
EliminarAh, disso precisa mesmo!
A ponte está a mudar.
ResponderEliminar
EliminarQue seja uma boa mudança... mas parece-me difícil melhorá-la...
“Amor e ódio”
ResponderEliminarQue o fogo do ódio
No coração se extinga
E permaneça o incêndio
Aí onde o amor vinga
Eles que juntos residem
São os extremos da linha
Que nos unem e dividem
Na fronteira que s’adivinha
Linha ténue e esbatida
Se num dia estás do lado
Onde o amor em ti habita
Por circunstâncias da vida
No outro vês-te inundado
Pelo ódio que em ti grita.
Há pessoas que defendem
EliminarQue quem muito sabe amar
- essas coisas não me ofendem... -
Deve saber odiar...
Não me parece saudável
Oscilar dessa maneira...
Talvez nem seja viável
Ser-se assim a vida inteira...
Mas que bipolaridade
Que nos estão a atribuir
Nesse vaivém de ódio/amor!
E, afinal, nem é verdade...
Muito mais há pr`a sorrir
Do que pr`a causar-nos dor!
Boa noite, Poeta!
O chá existe.
ResponderEliminarExiste pois! E eu vou já bebê-lo!
EliminarTROCADILHOS E TROCADILHAS
ResponderEliminarDa Madeira a Porto Santo
Pensei tanto em ti, fagueira,
Que voltei, por te querer tanto,
Do Porto Santo à Madeira
Não me quiseste, e em quebranto,
Pensei que fizera asneira
E, já farto da Madeira,
Regressei a Porto Santo.
Mas na esperança de alcançar
Aquilo que queria tanto
Acabei eu por voltar
À rota da vez primeira…
Tu rumaste a Porto Santo,
Disseram-me na Madeira.
Eduardo
Ah, que "raivinha"! Escrevi um sonetilho quase instantâneo a responder ao seu e a net roubou-mo!!!
EliminarTROCADILHOS (à letra)
EliminarSe pelas ilhas saltitas
Sem a fagueira encontrar
Podes deixá-las aflitas
Por não ta saberem dar...
Mas, em ilhas tão bonitas,
Seja na terra ou no mar,
Sempre os olhos gratificas
Apenas por procurar...
Quem será essa fagueira
Que assim te desassossega
Do Porto Santo à Madeira?
Seja por terra ou por mar
Nunca a bela se te entrega...
Mais te vale nem procurar!
Ah... este não está tão engraçado como o outro que não fui capaz de reproduzir... nem lá perto!
Que pena a net estar num dos seus "dias não"...
É uma resposta muito à letra, desculpe "tratá-lo por tu"
Obrigada e um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
ResponderEliminarPoeta querida mas que grande fúria!!! Não é muito usual...mas eu gosto que sejas assim e que expludas!!!
Gostava de saber da tua saude....beijocas!
Aqui deu-me para explodir mesmo... foi uma estranhíssima explosão, esta, mas foi-o, sem dúvida.
EliminarEstava tão zangada que, quando acabei de escrever o soneto, deixei-o nos rascunhos e cheguei a pensar em não o publicar... mas é um bom soneto e eu, cá no fundo, acredito que os melhores são os que nos nascem das grandes zangas... ou das grandes alegrias.
Mas eu vou já aí. Bjo!
Ora diz-me lá uma coisa o que é essa de falarem da ponte...do chá....já há muito tempo! Será que arranjaste um poeta debaixo da ponte e tomas chá com ele? Expliiiicaaaaa!
ResponderEliminarÉ tudo isso... virtualmente, claro, Ligeirinha!
EliminarTu já sabes quem é... o Poeta Zarolho e tu já se falaram daquela vez em que eu estava doente - para não variar... não é uma boa referência, esta... - e foi preciso "dar-me uma mãozinha"...
Agora tomamos chá todos os dias numa ponte virtual...
O trabalho é todo dele! Ele é que construiu a ponte e me vem servir o chá todos os dias Também me escreve um sonetilho todas as noites e eu respondo sempre com um sonetilho meu...
Isto, dito assim, até parece um romance qualquer... mas olha que não! O Poeta Zarolho é um amor de pessoa, é muito bem casado e tem três meninos que são outros amores! É uma amizade e, se repares bem, a brincar, a brincar, já devemos ter feito a maior colecção de "sonetilhos em desgarrada" do mundo inteiro!
Ainda vamos os dois para o Guiness!!!
Enorme abraço para ti, minha Ligeirinha!
Cuba está na ponte.
ResponderEliminarLá vou, lá vou...
Eliminar“Tenho logo assisto”
ResponderEliminarSe penso é certo que existo
E ter não confere existência
Tenho não penso, mas assisto
Sou um ter sem consciência
Sem consciência não existo
Não existo, não sou pensante
Mas isso já estava previsto
Não sou mas tenho, adiante
No mundo tenho todo o poder
Disponho de todos os seres
Faço deles a minha diversão
E não adianta o contrário dizer
Que vós seres, sois por não teres
Pensais e existis, mas eu não.
Será que é ao espetador
Eliminar(ai, este acordo o que faz!!!)
Que se refere o autor?
"Não vê, não sente e não faz..."
Por hoje foi-se-me embora
Esta veia de rimar...
Vou dormir que está na hora
De parar de trabalhar...
Mas, pensando um pouco mais,
Talvez fale dos mercados
E agências de notação...
São sempre artificiais,
De bolsos bem recheados
E, no fundo... nada são...
Boa noite, Poeta!
O chá sonhou.
ResponderEliminarTambém eu!
EliminarALTAS E MAGRICELAS
ResponderEliminarP´ra ser alta e ser esguia
Não comia o que faz falta
Agora, é Misse Enguia,
Por ser esguia e ser alta.
E essa que assim fazia,
Sempre a pensar na ribalta
Chamavam-lhe uns pernalta,
Outros, barriga vazia…
Esqueceu-se que a gordura,
Para além do peso que tem,
P´ra muitos é formosura
E colchão de cama dura
Só às mazelas faz bem
E não tem muita procura.
Eduardo
Boa tarde, amigo Eduardo!
EliminarEheheh... este deve ser um dos casos que toda a gente sabe e que vêm por aí nas revistas que eu nunca leio... mas reconheço que a temática é interessante e que, apesar de muitos de nós fazerem dieta "forçada" pela crise, ainda haverá quem deixe de comer apenas pela aparência... ou por doença, que não é exactamente a mesma coisa, embora a visão que a pessoa tem de si mesma - lá está a aparência... - esteja na base da disfunção, no caso da anorexia nervosa.
Hoje não acordei com as rimas em maré alta... ou, se acordei, a minha bicheza com as suas incontinências próprias da idade já tratou de as levar para bem longe. Caso me volte a sentir inspirada, venho responder-lhe em sonetilho.
Muito obrigada e um grande abraço para vós!
Ora é hoje mesmo que eu lhe respondo a este!
EliminarALTAS/BAIXAS - MAGRAS/GORDAS
Magriça, gorda, elegante...
Tanto faz! O que é preciso,
E muitíssimo importante,
É que tenha algum juízo
E que os juízos que faz,
De si mesma e dos demais,
A tornem muito capaz
De não medir seus iguais...
Que a saúde lhe não falte
Porque, aliada ao talento,
Fará com que o mundo a exalte
Mesmo que ela tenha "pneus"
Pois ninguém lhe rouba alento
Se aceita atributos seus...
Não sei a quem se referia no seu sonetilho, amigo Eduardo, mas penso que esta "receita" se aplica muito bem a todas as mulheres. Eu, pelo menos, tenho-me dado muito bem com ela
Agora vou ao chá do seu Pedro.
Enorme abraço!
“Náufragos”
ResponderEliminarQuietinhos vamos ficar
À espera qu’o barco aguente
Ou a água começa a entrar
E dá-se um grande acidente
Quem assim soube falar
Não foi qualquer vidente
Por isso há que respeitar
Quando fala o presidente
Mas o barco está furado
Mete água por tod’o lado
E parece não ter conserto
Já vejo o barco afundado
Comandante fique sossegado
Em náufrago não me converto.
Prof Eta
Prof Eta, eu naufragarei
EliminarNas areias de um poema
Mas, quanto ao resto, só sei
Que é melhor que valha a pena...
Que valha a pena o que andei
Nesta "agitação serena"
Em que sempre naveguei
Desde quando era pequena
Sempre à espera de que a barca
Alcançasse o mesmo porto
Para todos, sem excepção,
Mas a justiça foi parca;
Só distribuiu conforto
A quem tivesse um milhão...
Depois conversaremos melhor, Poeta... estou a ser novamente confrontada com uma situação sobre a qual me não debruçava profundamente há muitos anos.
Abraço grande!
Há lágrimas na ponte.
ResponderEliminarJá vou, Poeta!
EliminarO chá está a delirar.
ResponderEliminarPobre chá...
Eliminar“Aljubarrota”
ResponderEliminarO Cristiano marcou
Com ele o país vibrou
A nossa selecção arrasou
Ao próximo jogo eu vou
Vai ser o duelo ibérico
E se ele marca outra vez
Aí vou ficar histérico
Não haverá mais porquês
Viva a nossa selecção
Espanhóis vai empurrar
P’ra fora da competição
Podem utilizar toda a frota
Antiga lição vão lembrar
A da padeira de Aljubarrota.
Não lhe sei sequer explicar,
EliminarNão sei, Poeta, não sei,
Que não posso nem falar
Do dito desporto-rei..
Eu não sei nada de nada
E julgo ser coisa tola
Ver uns homens à patada
Numa pobre duma bola...
Nem conheço os jogadores!
Estou sempre a leste do jogo,
Nunca sei se o campeão
Está a fingir que tem dores
Quando cai e ficam todos
A vê-lo gemer, no chão...
Foi o que me saiu, Poeta... isto não é coisa que se confesse assim, em público... ainda vão pensar que eu venho direitinha de Marte...
“Caminho do sucesso”
ResponderEliminarJá hoje ficou provado
Que metade do ano passou
Pelo ministro de estado
Que muito bem cantou
Cantaram à desgarrada
Para demonstrar o progresso
Do país que não valia nada
E vai a caminho do sucesso
Próximo ano é de viragem
Em uníssono ambos disseram
Acabados de chegar de viagem
Muita esperança nos deram
Nós cremos na alavancagem
E em tudo o que prometeram.
Prof Eta
Ah! Bem-vinda seja a esperança
EliminarMas jamais essa, impingida!
Quando falo de mudança
Não falo da minha vida...
Cantem lá o que entenderem
Que não me encantam a mim!
(mas encantam quem puderem
enquanto não chega o fim...)
Jamais acreditarei
Nessa alavancagem torta
Nem me venham com promessas
Pois a verdade é que sei
Que outra coisa mais me importa
E, afinal, não creio nessas...
Ai, que coxinho! Mas fica, que remédio...
Boa noite e um abraço grande, Poeta!
Mercedes na ponte.
ResponderEliminarJá vi os seus sonetilhos, Poeta! estava no blog da Maria Luísa quando eles apareceram. Mas vou ter de deixar tudo para logo. Agora tenho mesmo que tratar da casa e da bicharada!
EliminarBeijinho e até logo!
olá
ResponderEliminaristo por cá é menotonia
escaldam calhaus ao sol de cada dia
os bafejados
fazem de um
um ano por dia...esses da atrofia
e que a cada momento
regalados frente
à televisão nos explicam cada segmento
e eu
remato nos trevos de um malfadado
esconjuro
seja que requintado contar de milhões enfadado...
bela noite
Anjo... nem sei que te diga
EliminarSe assim estás tão enfadado...
Mas, aqui, ninguém te obriga
A sentir-te esconjurado...
O meu abraço maior
Para ti e pr`ó teu cão
Que até parece um senhor
Digno da televisão!
Lembro... ainda há pouco tempo
Esses calhaus congelavam
E tu gelavas com eles...
Pr`a mim o Verão é contento
E até as pedras cantavam
Despidas das suas peles...
Bem, isto fica porque... enfim... não sei o que me deu para imaginar as pedras vestidas... talvez seja porque, no Inverno, quem fica transformada em pedra e coberta de camisolas velhas, sou eu...
Boa noite, Anjo!
Eliminaruma bela noite e manhã feliz...
e o cão não é meu
é do meu vizinho....
Já vi, Anjo... mas é um rapaz todo janota
Eliminar
Eliminarpois...
O chá não está em crise.
ResponderEliminarQue chá tão "sortudo"...
EliminarResposta que deixei à Mª Luísa,
ResponderEliminarAgora é o momento, não temos piscina nem escuteiros em Julho o que deixa os Sábados um pouco mais livres, ou eventualmente um Domingo à tarde. Combine com a Mª João, fim de semana de 7 e 8.
Obrigada por me avisar, Poeta. Por mim não há inconveniente, desde que seja "transportada"...
EliminarUm abraço!
um belo dia MJ
ResponderEliminarque nós aqui
está uma canícula abafada
que só visto...
Bem... se está assim tanto calor... já era capaz de não me sentir lá muito bem. Na minha casa faz um ventinho agradável. Tenho as janelas das marquises entreabertas e não tenho calor nenhum... mas eu sei que ninguém se deve guiar por mim nestas coisas de temperaturas. Só no Domingo deixei de andar de casaco vestido...
EliminarAbraço gde, Anjo!
Eliminar40 e picos Graus
e com sol encoberto...
somos dos extremos...
feliz tarde
Pois... vocês, aí na serra, têm clima continental... mas eu, há pouquinho, fui à rua e também estava bastante mais calor do que em minha casa... é um quarto andar, todo rodeado por marquises... parece uma gaiola :)) Se abrir um pouco as janelas de um e outro extremos da casa, faz um ventinho bem agradável. Agora. No Inverno... brrrr!
EliminarAbraço, Anjo!
Eliminarsomos os bichinhos do betão...hé hé hé
mas consegues melhores vistas
do que num segundo ...que também tenho
umas vizinhas jeitosas...
uma bela noite pra ti
Via o estuário todo, quando vim morar para cá, há uns 39 anos... agora só vejo um pedacinho...
EliminarUma noite sossegada, Anjo!
Eliminarfeliz manhã
Feliz e luminosa manhã para ti, Anjo!
EliminarPS - Nem Dumdum, nem Tabard, nem saco de plástico com água... este ano nada parece demover os mosquitos de me devorarem viva... as reacções cutâneas são tremendas... talvez por causa do anti-coagulante que tenho de tomar. Tenho o corpo coberto de "babas" que parecem ovos de codorniz e de pequenas equimoses negras... por acaso não conheces algum repelente de mosquitos mais eficaz que o Tabard?
EliminarMosquiteiro para dormir...
e para não andarmos sempre besuntados de repelente
penso eu
um Ultra sónico será o melhor
pois emite infra sons não captáveis ao nosso ouvido
que os afastam dentro de um certo raio do local...
mas cá para mim
"o velho mosquiteiro
bem recordado dos anos da tropa em Moçambique
sempre foi o mais efectivo..."
nem os repelentes em creme faziam o que fosse...
uma feliz tarde
e vamos Portugal....gollooooooooooooooooooo
Pois... o pior é que eu durmo com o meu gato, o Sigmund, e acho que ele me fazia o mosquiteiro em pedacinhos quando se levantasse para ir à casa de banho dele e sentisse que estava coberto por uma redezinha qualquer...
EliminarObrigada, Anjo, mas acho que estou mesmo condenada a ser devorada por mosquitos... e eu que tenho "mosquitofobia"! Acho que é o único animal de que eu tenho medo...
Vamos lá! Goooooloooooooooooo!
Eliminartalvez pedir o aparelho ultra sónico
para experimentar...pode resultar...
e Goloooooooooooooooooooooo
Xiiiii ... e quanto custará uma maquineta dessas? Deve ser um balúrdio...
EliminarMas obrigada pela ideia, Anjo!
Gooooolo!
Eliminarbem gostaria de o ter cantado
mas parece que andamos sempre zangados
com a bola...enfim
um belo e radioso dia
Eu vi, Anjo. Cheguei um pouco atrasada, mas vi. Isso, aliado ao facto de estar a ver mal ao longe, fez com que eu - vá lá saber-se porquê... -, pensando que Portugal estaria de vermelho, "torcesse" por Espanha durante alguns minutos... só um grande plano do Ronaldo vestidinho de branco me fez ver o erro... pronto, errei mas emendei o erro!
EliminarMas deu para perceber que Portugal dominou o jogo, pelo menos na primeira e segunda partes. No prolongamento, o desespero final da Espanha fez-nos correr muito e pregou alguns sustos. Nos penaltis, foi o que foi...
Um feliz dia para ti, Anjo!
“Reconstrução”
ResponderEliminarRemar até me doer a mão
P’ró barco não afundar
Será a única solução
P’ra náufrago não virar
Mas todos devem remar
Numa mesma direcção
Os que estão a governar
E também os da oposição
Os folclores partidários
Deram cabo da embarcação
E os seus correligionários
Esburacaram esta nação
Contratemos mercenários
Partidários da reconstrução.
Fazer com que os governantes
EliminarVão remando em sincronia
Com mendigos , com estudantes,
Com quem cria a mais-valia????
Só se for por uns instantes,
Pr`á bela fotografia,
Tal e qual como era dantes,
Tal como antes se fazia...
Mas o buraco está feito
E o tecido, bem puído,
Bem longe de estar perfeito...
Só o povo, o povo todo,
Reparará tal tecido
Com coragem, com denodo...
Nem sei como consegui acabar este sonetilho manco, Poeta... depois dos Dez Sonetos a Évora do Joaquim Sustelo, no Rádio Horizontes da Poesia, pensei que nem o meu nome conseguiria escrever... que maravilha! O Joaquim tem um poder narrativo extraordinário! Nunca vi nada semelhante em toda a minha vida...
“Boca doce”
ResponderEliminarMais austeridade, não
Mais austeridade, sim
Carece uma definição
Este alternado frenesim
Os que estão n’oposição
Não alcançam o pudim
Os que estão na governação
Não querem que tenha fim
Vamos vendo a alternância
E os gulosos que alternam
Vivem como se nada fosse
Com tiques de abundância
Muito bem se governam
E comem o boca doce.
Prof Eta
Consigo lembrar-me bem
EliminarDo anúncio ao Boca Doce...
Agora ninguém a tem!
(quem dera que assim não fosse...)
Ele há um braço de ferro
A travar-se n`Assembleia...
Dizem que foi nosso, o erro,
Mas a crise é europeia...
Pudins mal distribuídos
E a desculpa esfarrapada
De que o culpado é o povo...
Eu fico entre os desmentidos,
Mas não quero estar calada
Ou assustada de novo...
Que dia tão "não" para as minhas pobres rimas, Poeta... acho que estou a perder a pouca capacidade que tinha de ouvir e escrever em simultâneo...
A ponte não esquece.
ResponderEliminarEstou no Rádio Horizontes... venho aqui, e à ponte, aos pulinhos, Poeta...
EliminarO chá reformulou a crise.
ResponderEliminarTem de ser um chá muito, muito sábio...
EliminarA ponte marcou um golo.
ResponderEliminarQuer ver que a ponte ainda ganha o europeu?
EliminarÀ gargalhada me estou rindo, mas tinha a sua piada.
EliminarE é que tinha mesmo, Poeta!
EliminarTambém lhe digo que a ponte já conseguiu fazer com que eu veja o jogo de hoje... e olhe que não é coisa fácil. Eu estou tão lenta em tudo o que faço que tinha prometido a mim mesma conservar a pouca energia que me resta para gastar naquilo que eu vou sabendo fazer... soneto... e pouco mais, acho eu. E, claro, para tratar da minha pobre bicheza que cada vez vai estando mais velhota e a necessitar de mais tempo e mais energia para limpar os acidentes decorrentes da senilidade... da deles! eu acho que ainda não cheguei a essa fase...
“Espanhóis e caracóis”
ResponderEliminarÉ vencer os espanhóis
Com muita força e garra
E comer uns caracóis
Muita uva e pouca parra
Nesta selecção de eleição
Vão abaixo umas imperiais
Noventa minutos serão
Se não forem, venham mais
P’ra beber no prolongamento
Não sei se estou grosso ou fino
Já nem sinto as minhas dores
Depois de tanto condimento
Nem consigo cantar o hino
Parabéns, hic, aos vencedores.
EliminarVamos lá! Somos heróis
Daqueles que sabem voar
Se, vencendo os espanhóis,
Mostrarmos saber jogar!
Na imperial não alinho!
Caracóis... não sou capaz...
Fico antes por um cházinho
Que é bebida que me apraz!
Se há, ou não, prolongamento,
Não me deito a adivinhar,
Mas que os golos não nos faltem!
Primeiro e segundo tempo...
Hei-de ficar a olhar
Até que os olhos me saltem!
Espero que os olhos fiquem no seu lugar... ainda me fazem falta, apesar de já não verem grande coisa... mas rimou, não rimou?
Acho que desde 2004 que eu não via um único jogo de futebol... perdão! Vi o final daquele que Portugal ganhou... à Dinamarca, penso eu. Que memória a minha! Nunca me lembro de nada do que toda a gente se lembra e fixo coisas que ninguém imagina ou "se lembra de lembrar"...
Agora é que estou toda baralhada, Poeta... já não sei o que levei, nem o que deixei de levar para os seus blogs... acho que ontem não levei nenhum...
EliminarPenso que está tudo em dia. Está disponível para irmos visitar a Mª Luísa no fim de semana de 7 e 8?
EliminarEstou, Poeta... eu nunca saio daqui...
EliminarPode enviar-me o telemóvel da Mª Luísa pelo mail por favor, eu acho que já o tive mas não sei dele.
EliminarPoeta... estamos muito mal. O número da Maria Luísa é um dos muitíssimos que eu perdi naquele telemóvel que ficou com as teclas completamente bloqueadas. Não há qualquer hipótese de o retirar de lá porque as teclas não funcionam...
EliminarPassada a euforia voltou a malandrice à ponte.
ResponderEliminarMalandrice?
Eliminar“Exemplo global”
ResponderEliminarPassada que está a euforia
Deste brilhante europeu
Vamos poder pôr em dia
Outros assuntos, digo eu
Canalizamos a energia
Para este pequeno país
Trabalhamos noite e dia
Com toda a garra e cariz
Dia e noite sem descanso
Afastamos a bancarrota
Levaremos enorme avanço
Seremos o exemplo europeu
Acho que com a derrota
Lá perdi o trambelho meu.
"Primeiro não percebi
EliminarQual a cor de Portugal...
Só mais tarde consegui
Ver que estava a "apostar" mal..."
FALTA DE PRÁTICA...
Este meu subconsciente
Pregou-me a bela partida
De nos julgar de vermelho
Mas, às tantas, de repente,
Fiquei mesmo estarrecida,
Desliguei o aparelho...
Estou a dizer a verdade...
Foi isto que aconteceu
Por mais mal vista que eu fique
Quero falar à vontade
Que o problema é todo meu
E quem quiser que critique...
Liguei-o logo a seguir;
Reconhecido esse engano
E reposta a ligação
Vi quanto estava por vir
- até vi o tal Cristiano! -
Sem morrer do coração
O chá ainda é.
ResponderEliminarAinda, Poeta, ainda...
EliminarAbraço grande!
“Jumento”
ResponderEliminarMedidas de austeridade
Fizeram cair a receita
Isto é uma calamidade
Nova austeridade espreita
Para a receita estrangular
A gente não se endireita
E o país vai definhar
Não há cura p’rá maleita
Não sabem como a tratar
Os doutores lá de S.Bento
Só nos sabem carregar
Como se faz ao jumento
Não estamos a aguentar
Morreremos do tratamento.
Prof Eta
Se, afinal, `inda há "jumentos"
EliminarQue votam no capital
E que, apesar dos lamentos,
Julgam não ter feito mal,
São naturais os tormentos
Porque a estupidez geral
Nos conduz aos contratempos
Desse carrego anormal...
Claro que tem de haver cura
Mas, em verdade lhe digo,
Que é geral, esta loucura...
Cada dia mais pesados,
Mais vemos crescer o perigo,
Mais ficamos acordados...
Finalmente respondo ao seu "Jumento", Poeta.
Abraço grande!
Está uma voz do outro mundi na ponte.
ResponderEliminarVou ouvi-la, Poeta!
Eliminar“Droga de substituição”
ResponderEliminarCom futebol intoxicado
Agora que já terminou
Fiquei altamente ressacado
Nem vejo por onde vou
Sou eu e toda a nação
Com este destino a sofrer
A droga de substituição
Preciso p’rá veia meter
Outro torneio podem arranjar
Um reality show de eleição
Ou telenovelas eu curto
Sem jana estou-me a passar
Façam algo por esta nação
Construam salas de chuto.
É boa, a comparação
EliminarEntre droga e futebol
Tendo em consideração
Que ambos o podem pôr mole,
Desinteressado, instável,
Nervoso, a chorar por mais...
(tudo isto é muito aplicável,
foi tirado dos jornais...)
Entendo pouco do tema
E, pr`a dizer a verdade,
Não me agrada falar dele
Pois, no fundo, tenho pena
De quem entra em ansiedade
Assim que lhe veste a pele...
Já não respondo ao outro sonetilho, Poeta. Fica para amanhã. Ainda nem o li, embora saiba que está por aqui... abraço!
O chá foi à lua.
ResponderEliminarSempre soube que o chá era muito cosmopolita, mas nunca o imaginei na lua! Tenho de ver isso!
EliminarBom dia, Poeta!