SONETO IMPUBLICÁVEL


Aperta o cerco, amigo, aperta o cerco
Da segurança pouco solidária
De que dependo sendo solitária,
Em que me ganho, amigo, em que me perco…

Se entendem que um poema é mero esterco
Que lhes perturba orgulho e pituitária,
É porque vão temendo a Pasionária
Que possa erguer-se em mim, quando me acerco…

Antes calar o verso! Antes morrer!
Grita o poema, mesmo antes de o ser,
Empunhando as palavras com que o escrevo...

Antes deixar, meus versos, de vos ver
Do que viver da esmola de escrever
Soneto que não pague o que vos devo…





Maria João Brito de Sousa – 18.06.2012 -22.29h


Comentários

  1. Muito intenso este soneto!

    Gostei muito =)

    Beijinhos

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    1. Olá, Golimix!
      Nem queiras saber como eu estava ontem à noite, quando escrevi... estava furiosíssima! Acho que rebentava se não o tivesse escrito... mas fiquei com ele guardado durante toda a noite... tive a noção de que estava com uma carga de zanga enorme e eu não sei pôr a bolinha vermelha no canto superior direito Hoje de manhã, mais a frio, é que não o achei mau de todo, nem tão "chocante" como me tinha parecido ontem... lá o publiquei...
      Vou até aí!

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  2. Um poema brilhante :D
    Só podia vir de ti Maria :)

    Ninguém cala a poesia! ;)

    Como tens andado? :)
    Tenho andado um pouco desactualizada :$

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    1. Olá, Paper!

      Lá força deve ele ter! Eu estava furiosa quando o escrevi... e não é meu costume ficar tão zangada... mas, enfim, aconteceu e acabou por dar neste soneto...
      Continuo com esta crise prolongada - já dura desde o Inverno - mas quase juraria que já estive um bocadinho pior. Eu nem quero exultar muito para depois não me sentir frustrada...
      E tu? Tens escrito? Eu é que ando numa eterna desactualização... mas vou já aí!
      Beijinho e obrigada!

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    2. Eu não tenho escrito muito, infelizmente. Estudar para os exames tem-me roubado muito tempo :/

      Claro que estás melhor. Temos de ser positivos :)
      Tu és forte e ainda vais ficar melhor ;)

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    3. :) Nunca fui muito de desistir... mas forte... :) pronto, às vezes, nos sonetos, até deixo transparecer bastante força. A desgraça maior é o físicozito que não ajuda lá muito...
      Quanto à nossa produção... tu, pelo menos, tens os estudos. Eu bem sei que ando mais devagar do que um caracol e a bicheza do meu coração leva-me muito tempo... mas produzi um soneto por dia durante... sei lá... uns dois ou três anos e, agora, é a pobreza que se vê. Lá vem um por semana... ou menos ainda.
      Lá tenho eu de ir secar o cabelo para ir com o Kico à rua. Ele também tomou banho hoje. Teve de ser porque não tem estado grande coisa da barriga e é quase inevitável que se suje um bocadinho quando isso acontece...
      Beijinhos!

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  3. “Bairros negros”

    Há pontes possíveis
    Até no bairro negro
    Nestes tempos sofríveis
    De imenso desassossego

    Há muita falta de pão
    Nos bairros desta cidade
    Ninguém emenda a mão
    É grande a ansiedade

    Nos guetos da sociedade
    Falta a responsabilidade
    Esgotou-se a solidariedade

    Não existe sensibilidade
    Chegada a hora da verdade
    Homem não é prioridade.

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    1. A Vida é prioridade
      E o homem, decerto, é vida
      Embora, em boa verdade,
      Possa a causa estar perdida...

      Ninguém pode ter certezas
      Acerca de uma extinção...
      Eu já não creio em promessas,
      Mas creio na salvação

      E acredito nesta chama
      Que tantas vezes nos move,
      Que tantas vezes movemos...

      Certezas, ninguém proclama,
      Mas a vida é que promove
      Tudo aquilo que fazemos...

      Boa noite, Poeta! Tenho estado no Rádio Horizontes e nem sempre consigo ouvir e escrever em simultâneo...
      Abraço grande!



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  4. “Encher a pança”

    Se os poderosos são lesados
    Aparecem logo os milhões
    Pr’acalmar os mercados
    Entre outras decisões

    Os mandantes da Europa
    Metem o rabo entre pernas
    Que o G20 é outra tropa
    Obedeces ou não governas

    Mas o que ninguém desconfia
    É que o governo é da finança
    E ao recomendar esta terapia

    Vai encher de novo a pança
    Enquanto escuta na telefonia
    Para o povo não há esperança.

    Prof Eta

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    1. Se este povo se iludisse
      Com tanto desmando em cima
      E o teor da javardice
      Com que este governo o "mima",

      Mais lhe valera ser mudo,
      Surdo, cego e - porque não? -
      Eternamente sisudo,
      Serenamente... poltrão.

      Ah, povo meu, terra minha,
      Como te enganam ainda!
      Se o não souberes entender

      Quanta fome se avizinha,
      Quanta certeza se finda
      Sob a mão deste poder...

      Boa noite, Poeta! Estou mesmo a dormir em pé e já me custou muito acabar este sonetilho manco...
      Abraço grande! Ainda vou tentar ir à ponte




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  5. “Despertar para sonhar”

    Toda e nenhuma esperança
    De não ter esperança nenhuma
    Diz-se que quem espera alcança
    Esperança e mais coisa alguma

    Ter espernça uma vida inteira
    Essa esperança de alcançar
    Não existe maior asneira
    Nem melhor forma de falhar

    Melhor será não esperar
    Deixar a esperança de lado
    Começar muito cedo a talhar

    O modelo de vida desejado
    Não que seja mau sonhar
    Desde que se sonhe acordado.

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    1. Estou que não sei o que diga...
      Estou mesmo sem palavras, Poeta... vou ter de deixar a tentativa para amanhã.

      Abraço grande!

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    2. Sem um sonho o mundo pára
      Não no sentido literal
      Mas no que se não compara
      Ao de qualquer animal

      [nem acredito que disse
      o que acabo de dizer,
      mas penso não ser tolice
      e vai ficar... até ver...]

      Todos nós modificamos
      Este meio em que vivemos
      E, desde o primeiro instante,

      Somos tudo o que sonhamos
      Mas também o que fazemos
      Nesta barca itinerante...


      Acabei por conseguir o tal distanciamento de que precisava, Poeta.
      Sabe, eu não concebo o "sonho" em termos de objectivos pessoais... ou posso fazê-lo, mas não gosto, nem penso que seja muito útil. A maioria das pessoas não funcionará assim, mas eu funciono. Para mim os objectivos pessoais já são curtinhos e o sonho - enquanto "sonho" mesmo - ultrapassa-me muito. Foi por isso que fiquei com esta resposta "entalada"... ontem estava demasiado absorvida pelos meus problemazinhos pessoais. Pode parecer "esquisitice" mas não é... é a minha maneira de estar no mundo que acaba por se reflectir na minha forma de estar na poesia e blogosfera. Mas isto não significa que alguns dos meus poemas não tenham um forte cunho pessoal... apenas me parece que se torna um tanto ou quanto redutivo abordar o sonho exclusivamente nessa perspectiva. É um tema muito importante. Demasiado importante.

      Abraço grande!

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    1. Poeta, estava a responder-lhe ao sonetilho quando, em simultâneo, a net se "apagou" e o Kico teve mais um "acidente" daqueles bem grandes... mas, adiante... vou ouvir!

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    1. Que seja uma boa mudança... mas parece-me difícil melhorá-la...

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  8. “Amor e ódio”

    Que o fogo do ódio
    No coração se extinga
    E permaneça o incêndio
    Aí onde o amor vinga

    Eles que juntos residem
    São os extremos da linha
    Que nos unem e dividem
    Na fronteira que s’adivinha

    Linha ténue e esbatida
    Se num dia estás do lado
    Onde o amor em ti habita

    Por circunstâncias da vida
    No outro vês-te inundado
    Pelo ódio que em ti grita.

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    1. Há pessoas que defendem
      Que quem muito sabe amar
      - essas coisas não me ofendem... -
      Deve saber odiar...

      Não me parece saudável
      Oscilar dessa maneira...
      Talvez nem seja viável
      Ser-se assim a vida inteira...

      Mas que bipolaridade
      Que nos estão a atribuir
      Nesse vaivém de ódio/amor!

      E, afinal, nem é verdade...
      Muito mais há pr`a sorrir
      Do que pr`a causar-nos dor!


      Boa noite, Poeta!




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  9. TROCADILHOS E TROCADILHAS

    Da Madeira a Porto Santo
    Pensei tanto em ti, fagueira,
    Que voltei, por te querer tanto,
    Do Porto Santo à Madeira

    Não me quiseste, e em quebranto,
    Pensei que fizera asneira
    E, já farto da Madeira,
    Regressei a Porto Santo.

    Mas na esperança de alcançar
    Aquilo que queria tanto
    Acabei eu por voltar

    À rota da vez primeira…
    Tu rumaste a Porto Santo,
    Disseram-me na Madeira.

    Eduardo

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    1. Ah, que "raivinha"! Escrevi um sonetilho quase instantâneo a responder ao seu e a net roubou-mo!!!

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    2. TROCADILHOS (à letra)

      Se pelas ilhas saltitas
      Sem a fagueira encontrar
      Podes deixá-las aflitas
      Por não ta saberem dar...

      Mas, em ilhas tão bonitas,
      Seja na terra ou no mar,
      Sempre os olhos gratificas
      Apenas por procurar...

      Quem será essa fagueira
      Que assim te desassossega
      Do Porto Santo à Madeira?

      Seja por terra ou por mar
      Nunca a bela se te entrega...
      Mais te vale nem procurar!


      Ah... este não está tão engraçado como o outro que não fui capaz de reproduzir... nem lá perto!
      Que pena a net estar num dos seus "dias não"...
      É uma resposta muito à letra, desculpe "tratá-lo por tu"

      Obrigada e um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!

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  10. Poeta querida mas que grande fúria!!! Não é muito usual...mas eu gosto que sejas assim e que expludas!!!
    Gostava de saber da tua saude....beijocas!

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    1. Aqui deu-me para explodir mesmo... foi uma estranhíssima explosão, esta, mas foi-o, sem dúvida.
      Estava tão zangada que, quando acabei de escrever o soneto, deixei-o nos rascunhos e cheguei a pensar em não o publicar... mas é um bom soneto e eu, cá no fundo, acredito que os melhores são os que nos nascem das grandes zangas... ou das grandes alegrias.
      Mas eu vou já aí. Bjo!

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  11. Ora diz-me lá uma coisa o que é essa de falarem da ponte...do chá....já há muito tempo! Será que arranjaste um poeta debaixo da ponte e tomas chá com ele? Expliiiicaaaaa!

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    1. É tudo isso... virtualmente, claro, Ligeirinha!
      Tu já sabes quem é... o Poeta Zarolho e tu já se falaram daquela vez em que eu estava doente - para não variar... não é uma boa referência, esta... - e foi preciso "dar-me uma mãozinha"...
      Agora tomamos chá todos os dias numa ponte virtual...
      O trabalho é todo dele! Ele é que construiu a ponte e me vem servir o chá todos os dias Também me escreve um sonetilho todas as noites e eu respondo sempre com um sonetilho meu...
      Isto, dito assim, até parece um romance qualquer... mas olha que não! O Poeta Zarolho é um amor de pessoa, é muito bem casado e tem três meninos que são outros amores! É uma amizade e, se repares bem, a brincar, a brincar, já devemos ter feito a maior colecção de "sonetilhos em desgarrada" do mundo inteiro!
      Ainda vamos os dois para o Guiness!!!

      Enorme abraço para ti, minha Ligeirinha!

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  12. “Tenho logo assisto”

    Se penso é certo que existo
    E ter não confere existência
    Tenho não penso, mas assisto
    Sou um ter sem consciência

    Sem consciência não existo
    Não existo, não sou pensante
    Mas isso já estava previsto
    Não sou mas tenho, adiante

    No mundo tenho todo o poder
    Disponho de todos os seres
    Faço deles a minha diversão

    E não adianta o contrário dizer
    Que vós seres, sois por não teres
    Pensais e existis, mas eu não.

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    1. Será que é ao espetador
      (ai, este acordo o que faz!!!)
      Que se refere o autor?
      "Não vê, não sente e não faz..."

      Por hoje foi-se-me embora
      Esta veia de rimar...
      Vou dormir que está na hora
      De parar de trabalhar...

      Mas, pensando um pouco mais,
      Talvez fale dos mercados
      E agências de notação...

      São sempre artificiais,
      De bolsos bem recheados
      E, no fundo... nada são...

      Boa noite, Poeta!



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  13. ALTAS E MAGRICELAS

    P´ra ser alta e ser esguia
    Não comia o que faz falta
    Agora, é Misse Enguia,
    Por ser esguia e ser alta.

    E essa que assim fazia,
    Sempre a pensar na ribalta
    Chamavam-lhe uns pernalta,
    Outros, barriga vazia…

    Esqueceu-se que a gordura,
    Para além do peso que tem,
    P´ra muitos é formosura

    E colchão de cama dura
    Só às mazelas faz bem
    E não tem muita procura.

    Eduardo

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    1. Boa tarde, amigo Eduardo!

      Eheheh... este deve ser um dos casos que toda a gente sabe e que vêm por aí nas revistas que eu nunca leio... mas reconheço que a temática é interessante e que, apesar de muitos de nós fazerem dieta "forçada" pela crise, ainda haverá quem deixe de comer apenas pela aparência... ou por doença, que não é exactamente a mesma coisa, embora a visão que a pessoa tem de si mesma - lá está a aparência... - esteja na base da disfunção, no caso da anorexia nervosa.
      Hoje não acordei com as rimas em maré alta... ou, se acordei, a minha bicheza com as suas incontinências próprias da idade já tratou de as levar para bem longe. Caso me volte a sentir inspirada, venho responder-lhe em sonetilho.

      Muito obrigada e um grande abraço para vós!

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    2. Ora é hoje mesmo que eu lhe respondo a este!

      ALTAS/BAIXAS - MAGRAS/GORDAS

      Magriça, gorda, elegante...
      Tanto faz! O que é preciso,
      E muitíssimo importante,
      É que tenha algum juízo

      E que os juízos que faz,
      De si mesma e dos demais,
      A tornem muito capaz
      De não medir seus iguais...

      Que a saúde lhe não falte
      Porque, aliada ao talento,
      Fará com que o mundo a exalte

      Mesmo que ela tenha "pneus"
      Pois ninguém lhe rouba alento
      Se aceita atributos seus...


      Não sei a quem se referia no seu sonetilho, amigo Eduardo, mas penso que esta "receita" se aplica muito bem a todas as mulheres. Eu, pelo menos, tenho-me dado muito bem com ela
      Agora vou ao chá do seu Pedro.

      Enorme abraço!

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  14. “Náufragos”

    Quietinhos vamos ficar
    À espera qu’o barco aguente
    Ou a água começa a entrar
    E dá-se um grande acidente

    Quem assim soube falar
    Não foi qualquer vidente
    Por isso há que respeitar
    Quando fala o presidente

    Mas o barco está furado
    Mete água por tod’o lado
    E parece não ter conserto

    Já vejo o barco afundado
    Comandante fique sossegado
    Em náufrago não me converto.

    Prof Eta

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    1. Prof Eta, eu naufragarei
      Nas areias de um poema
      Mas, quanto ao resto, só sei
      Que é melhor que valha a pena...

      Que valha a pena o que andei
      Nesta "agitação serena"
      Em que sempre naveguei
      Desde quando era pequena

      Sempre à espera de que a barca
      Alcançasse o mesmo porto
      Para todos, sem excepção,

      Mas a justiça foi parca;
      Só distribuiu conforto
      A quem tivesse um milhão...


      Depois conversaremos melhor, Poeta... estou a ser novamente confrontada com uma situação sobre a qual me não debruçava profundamente há muitos anos.
      Abraço grande!

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  15. “Aljubarrota”

    O Cristiano marcou
    Com ele o país vibrou
    A nossa selecção arrasou
    Ao próximo jogo eu vou

    Vai ser o duelo ibérico
    E se ele marca outra vez
    Aí vou ficar histérico
    Não haverá mais porquês

    Viva a nossa selecção
    Espanhóis vai empurrar
    P’ra fora da competição

    Podem utilizar toda a frota
    Antiga lição vão lembrar
    A da padeira de Aljubarrota.

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    1. Não lhe sei sequer explicar,
      Não sei, Poeta, não sei,
      Que não posso nem falar
      Do dito desporto-rei..

      Eu não sei nada de nada
      E julgo ser coisa tola
      Ver uns homens à patada
      Numa pobre duma bola...

      Nem conheço os jogadores!
      Estou sempre a leste do jogo,
      Nunca sei se o campeão

      Está a fingir que tem dores
      Quando cai e ficam todos
      A vê-lo gemer, no chão...


      Foi o que me saiu, Poeta... isto não é coisa que se confesse assim, em público... ainda vão pensar que eu venho direitinha de Marte...

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  16. “Caminho do sucesso”

    Já hoje ficou provado
    Que metade do ano passou
    Pelo ministro de estado
    Que muito bem cantou

    Cantaram à desgarrada
    Para demonstrar o progresso
    Do país que não valia nada
    E vai a caminho do sucesso

    Próximo ano é de viragem
    Em uníssono ambos disseram
    Acabados de chegar de viagem

    Muita esperança nos deram
    Nós cremos na alavancagem
    E em tudo o que prometeram.

    Prof Eta

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    1. Ah! Bem-vinda seja a esperança
      Mas jamais essa, impingida!
      Quando falo de mudança
      Não falo da minha vida...

      Cantem lá o que entenderem
      Que não me encantam a mim!
      (mas encantam quem puderem
      enquanto não chega o fim...)

      Jamais acreditarei
      Nessa alavancagem torta
      Nem me venham com promessas

      Pois a verdade é que sei
      Que outra coisa mais me importa
      E, afinal, não creio nessas...

      Ai, que coxinho! Mas fica, que remédio...
      Boa noite e um abraço grande, Poeta!


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  17. Respostas
    1. Já vi os seus sonetilhos, Poeta! estava no blog da Maria Luísa quando eles apareceram. Mas vou ter de deixar tudo para logo. Agora tenho mesmo que tratar da casa e da bicharada!
      Beijinho e até logo!

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  18. olá

    isto por cá é menotonia
    escaldam calhaus ao sol de cada dia
    os bafejados
    fazem de um
    um ano por dia...esses da atrofia
    e que a cada momento
    regalados frente
    à televisão nos explicam cada segmento
    e eu
    remato nos trevos de um malfadado
    esconjuro
    seja que requintado contar de milhões enfadado...


    bela noite

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    1. Anjo... nem sei que te diga
      Se assim estás tão enfadado...
      Mas, aqui, ninguém te obriga
      A sentir-te esconjurado...

      O meu abraço maior
      Para ti e pr`ó teu cão
      Que até parece um senhor
      Digno da televisão!

      Lembro... ainda há pouco tempo
      Esses calhaus congelavam
      E tu gelavas com eles...

      Pr`a mim o Verão é contento
      E até as pedras cantavam
      Despidas das suas peles...


      Bem, isto fica porque... enfim... não sei o que me deu para imaginar as pedras vestidas... talvez seja porque, no Inverno, quem fica transformada em pedra e coberta de camisolas velhas, sou eu...
      Boa noite, Anjo!


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    2. uma bela noite e manhã feliz...
      e o cão não é meu
      é do meu vizinho....


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    3. Já vi, Anjo... mas é um rapaz todo janota

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  19. Resposta que deixei à Mª Luísa,

    Agora é o momento, não temos piscina nem escuteiros em Julho o que deixa os Sábados um pouco mais livres, ou eventualmente um Domingo à tarde. Combine com a Mª João, fim de semana de 7 e 8.

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    1. Obrigada por me avisar, Poeta. Por mim não há inconveniente, desde que seja "transportada"...
      Um abraço!

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  20. um belo dia MJ
    que nós aqui
    está uma canícula abafada

    que só visto...

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    1. Bem... se está assim tanto calor... já era capaz de não me sentir lá muito bem. Na minha casa faz um ventinho agradável. Tenho as janelas das marquises entreabertas e não tenho calor nenhum... mas eu sei que ninguém se deve guiar por mim nestas coisas de temperaturas. Só no Domingo deixei de andar de casaco vestido...
      Abraço gde, Anjo!

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    2. 40 e picos Graus
      e com sol encoberto...

      somos dos extremos...

      feliz tarde

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    3. Pois... vocês, aí na serra, têm clima continental... mas eu, há pouquinho, fui à rua e também estava bastante mais calor do que em minha casa... é um quarto andar, todo rodeado por marquises... parece uma gaiola :)) Se abrir um pouco as janelas de um e outro extremos da casa, faz um ventinho bem agradável. Agora. No Inverno... brrrr!

      Abraço, Anjo!

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    4. somos os bichinhos do betão...hé hé hé

      mas consegues melhores vistas
      do que num segundo ...que também tenho
      umas vizinhas jeitosas...

      uma bela noite pra ti

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    5. Via o estuário todo, quando vim morar para cá, há uns 39 anos... agora só vejo um pedacinho...

      Uma noite sossegada, Anjo!

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    6. Feliz e luminosa manhã para ti, Anjo!

      PS - Nem Dumdum, nem Tabard, nem saco de plástico com água... este ano nada parece demover os mosquitos de me devorarem viva... as reacções cutâneas são tremendas... talvez por causa do anti-coagulante que tenho de tomar. Tenho o corpo coberto de "babas" que parecem ovos de codorniz e de pequenas equimoses negras... por acaso não conheces algum repelente de mosquitos mais eficaz que o Tabard?

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    7. Mosquiteiro para dormir...
      e para não andarmos sempre besuntados de repelente
      penso eu

      um Ultra sónico será o melhor
      pois emite infra sons não captáveis ao nosso ouvido
      que os afastam dentro de um certo raio do local...

      mas cá para mim

      "o velho mosquiteiro
      bem recordado dos anos da tropa em Moçambique
      sempre foi o mais efectivo..."

      nem os repelentes em creme faziam o que fosse...

      uma feliz tarde
      e vamos Portugal....gollooooooooooooooooooo

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    8. Pois... o pior é que eu durmo com o meu gato, o Sigmund, e acho que ele me fazia o mosquiteiro em pedacinhos quando se levantasse para ir à casa de banho dele e sentisse que estava coberto por uma redezinha qualquer...
      Obrigada, Anjo, mas acho que estou mesmo condenada a ser devorada por mosquitos... e eu que tenho "mosquitofobia"! Acho que é o único animal de que eu tenho medo...

      Vamos lá! Goooooloooooooooooo!

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    9. talvez pedir o aparelho ultra sónico
      para experimentar...pode resultar...


      e Goloooooooooooooooooooooo

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    10. Xiiiii ... e quanto custará uma maquineta dessas? Deve ser um balúrdio...

      Mas obrigada pela ideia, Anjo!

      Gooooolo!

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    11. bem gostaria de o ter cantado
      mas parece que andamos sempre zangados
      com a bola...enfim

      um belo e radioso dia

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    12. Eu vi, Anjo. Cheguei um pouco atrasada, mas vi. Isso, aliado ao facto de estar a ver mal ao longe, fez com que eu - vá lá saber-se porquê... -, pensando que Portugal estaria de vermelho, "torcesse" por Espanha durante alguns minutos... só um grande plano do Ronaldo vestidinho de branco me fez ver o erro... pronto, errei mas emendei o erro!
      Mas deu para perceber que Portugal dominou o jogo, pelo menos na primeira e segunda partes. No prolongamento, o desespero final da Espanha fez-nos correr muito e pregou alguns sustos. Nos penaltis, foi o que foi...

      Um feliz dia para ti, Anjo!

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  21. “Reconstrução”

    Remar até me doer a mão
    P’ró barco não afundar
    Será a única solução
    P’ra náufrago não virar

    Mas todos devem remar
    Numa mesma direcção
    Os que estão a governar
    E também os da oposição

    Os folclores partidários
    Deram cabo da embarcação
    E os seus correligionários

    Esburacaram esta nação
    Contratemos mercenários
    Partidários da reconstrução.

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    1. Fazer com que os governantes
      Vão remando em sincronia
      Com mendigos , com estudantes,
      Com quem cria a mais-valia????

      Só se for por uns instantes,
      Pr`á bela fotografia,
      Tal e qual como era dantes,
      Tal como antes se fazia...

      Mas o buraco está feito
      E o tecido, bem puído,
      Bem longe de estar perfeito...

      Só o povo, o povo todo,
      Reparará tal tecido
      Com coragem, com denodo...


      Nem sei como consegui acabar este sonetilho manco, Poeta... depois dos Dez Sonetos a Évora do Joaquim Sustelo, no Rádio Horizontes da Poesia, pensei que nem o meu nome conseguiria escrever... que maravilha! O Joaquim tem um poder narrativo extraordinário! Nunca vi nada semelhante em toda a minha vida...

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  22. “Boca doce”

    Mais austeridade, não
    Mais austeridade, sim
    Carece uma definição
    Este alternado frenesim

    Os que estão n’oposição
    Não alcançam o pudim
    Os que estão na governação
    Não querem que tenha fim

    Vamos vendo a alternância
    E os gulosos que alternam
    Vivem como se nada fosse

    Com tiques de abundância
    Muito bem se governam
    E comem o boca doce.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Consigo lembrar-me bem
      Do anúncio ao Boca Doce...
      Agora ninguém a tem!
      (quem dera que assim não fosse...)

      Ele há um braço de ferro
      A travar-se n`Assembleia...
      Dizem que foi nosso, o erro,
      Mas a crise é europeia...

      Pudins mal distribuídos
      E a desculpa esfarrapada
      De que o culpado é o povo...

      Eu fico entre os desmentidos,
      Mas não quero estar calada
      Ou assustada de novo...

      Que dia tão "não" para as minhas pobres rimas, Poeta... acho que estou a perder a pouca capacidade que tinha de ouvir e escrever em simultâneo...




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  23. Respostas
    1. Estou no Rádio Horizontes... venho aqui, e à ponte, aos pulinhos, Poeta...

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  24. Respostas
    1. Quer ver que a ponte ainda ganha o europeu?

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    2. À gargalhada me estou rindo, mas tinha a sua piada.

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    3. E é que tinha mesmo, Poeta!
      Também lhe digo que a ponte já conseguiu fazer com que eu veja o jogo de hoje... e olhe que não é coisa fácil. Eu estou tão lenta em tudo o que faço que tinha prometido a mim mesma conservar a pouca energia que me resta para gastar naquilo que eu vou sabendo fazer... soneto... e pouco mais, acho eu. E, claro, para tratar da minha pobre bicheza que cada vez vai estando mais velhota e a necessitar de mais tempo e mais energia para limpar os acidentes decorrentes da senilidade... da deles! eu acho que ainda não cheguei a essa fase...

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  25. “Espanhóis e caracóis”

    É vencer os espanhóis
    Com muita força e garra
    E comer uns caracóis
    Muita uva e pouca parra

    Nesta selecção de eleição
    Vão abaixo umas imperiais
    Noventa minutos serão
    Se não forem, venham mais

    P’ra beber no prolongamento
    Não sei se estou grosso ou fino
    Já nem sinto as minhas dores

    Depois de tanto condimento
    Nem consigo cantar o hino
    Parabéns, hic, aos vencedores.

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    Respostas


    1. Vamos lá! Somos heróis
      Daqueles que sabem voar
      Se, vencendo os espanhóis,
      Mostrarmos saber jogar!

      Na imperial não alinho!
      Caracóis... não sou capaz...
      Fico antes por um cházinho
      Que é bebida que me apraz!

      Se há, ou não, prolongamento,
      Não me deito a adivinhar,
      Mas que os golos não nos faltem!

      Primeiro e segundo tempo...
      Hei-de ficar a olhar
      Até que os olhos me saltem!


      Espero que os olhos fiquem no seu lugar... ainda me fazem falta, apesar de já não verem grande coisa... mas rimou, não rimou?
      Acho que desde 2004 que eu não via um único jogo de futebol... perdão! Vi o final daquele que Portugal ganhou... à Dinamarca, penso eu. Que memória a minha! Nunca me lembro de nada do que toda a gente se lembra e fixo coisas que ninguém imagina ou "se lembra de lembrar"...



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    2. Agora é que estou toda baralhada, Poeta... já não sei o que levei, nem o que deixei de levar para os seus blogs... acho que ontem não levei nenhum...

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    3. Penso que está tudo em dia. Está disponível para irmos visitar a Mª Luísa no fim de semana de 7 e 8?

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    4. Pode enviar-me o telemóvel da Mª Luísa pelo mail por favor, eu acho que já o tive mas não sei dele.

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    5. Poeta... estamos muito mal. O número da Maria Luísa é um dos muitíssimos que eu perdi naquele telemóvel que ficou com as teclas completamente bloqueadas. Não há qualquer hipótese de o retirar de lá porque as teclas não funcionam...

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  26. Passada a euforia voltou a malandrice à ponte.

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  27. “Exemplo global”

    Passada que está a euforia
    Deste brilhante europeu
    Vamos poder pôr em dia
    Outros assuntos, digo eu

    Canalizamos a energia
    Para este pequeno país
    Trabalhamos noite e dia
    Com toda a garra e cariz

    Dia e noite sem descanso
    Afastamos a bancarrota
    Levaremos enorme avanço

    Seremos o exemplo europeu
    Acho que com a derrota
    Lá perdi o trambelho meu.

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    1. "Primeiro não percebi
      Qual a cor de Portugal...
      Só mais tarde consegui
      Ver que estava a "apostar" mal..."

      FALTA DE PRÁTICA...

      Este meu subconsciente
      Pregou-me a bela partida
      De nos julgar de vermelho
      Mas, às tantas, de repente,
      Fiquei mesmo estarrecida,
      Desliguei o aparelho...

      Estou a dizer a verdade...
      Foi isto que aconteceu
      Por mais mal vista que eu fique
      Quero falar à vontade
      Que o problema é todo meu
      E quem quiser que critique...

      Liguei-o logo a seguir;
      Reconhecido esse engano
      E reposta a ligação
      Vi quanto estava por vir
      - até vi o tal Cristiano! -
      Sem morrer do coração

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  28. “Jumento”

    Medidas de austeridade
    Fizeram cair a receita
    Isto é uma calamidade
    Nova austeridade espreita

    Para a receita estrangular
    A gente não se endireita
    E o país vai definhar
    Não há cura p’rá maleita

    Não sabem como a tratar
    Os doutores lá de S.Bento
    Só nos sabem carregar

    Como se faz ao jumento
    Não estamos a aguentar
    Morreremos do tratamento.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se, afinal, `inda há "jumentos"
      Que votam no capital
      E que, apesar dos lamentos,
      Julgam não ter feito mal,

      São naturais os tormentos
      Porque a estupidez geral
      Nos conduz aos contratempos
      Desse carrego anormal...

      Claro que tem de haver cura
      Mas, em verdade lhe digo,
      Que é geral, esta loucura...

      Cada dia mais pesados,
      Mais vemos crescer o perigo,
      Mais ficamos acordados...


      Finalmente respondo ao seu "Jumento", Poeta.
      Abraço grande!

      Eliminar
  29. “Droga de substituição”

    Com futebol intoxicado
    Agora que já terminou
    Fiquei altamente ressacado
    Nem vejo por onde vou

    Sou eu e toda a nação
    Com este destino a sofrer
    A droga de substituição
    Preciso p’rá veia meter

    Outro torneio podem arranjar
    Um reality show de eleição
    Ou telenovelas eu curto

    Sem jana estou-me a passar
    Façam algo por esta nação
    Construam salas de chuto.

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    Respostas
    1. É boa, a comparação
      Entre droga e futebol
      Tendo em consideração
      Que ambos o podem pôr mole,

      Desinteressado, instável,
      Nervoso, a chorar por mais...
      (tudo isto é muito aplicável,
      foi tirado dos jornais...)

      Entendo pouco do tema
      E, pr`a dizer a verdade,
      Não me agrada falar dele

      Pois, no fundo, tenho pena
      De quem entra em ansiedade
      Assim que lhe veste a pele...

      Já não respondo ao outro sonetilho, Poeta. Fica para amanhã. Ainda nem o li, embora saiba que está por aqui... abraço!

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  30. Respostas
    1. Sempre soube que o chá era muito cosmopolita, mas nunca o imaginei na lua! Tenho de ver isso!
      Bom dia, Poeta!

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