A GESTAÇÃO DO POEMA
A GESTAÇÃO DO POEMA
`*
Quando a mente fervilha, o verso é brando
E esgueira-se rumando em rota incerta
Tal qual fora deixada a porta aberta
De um vazio que ao tolhê-lo o vai calando.
*
Que lhe não dê ninguém voz de comando,
Pois bem sabe caber-lhe estar alerta
Se irrompe, ideia fora, à descoberta
Daquilo que nem eu sei como ou quando
`*
Mas não sabe que parte e vai ficando
Onde eu sei que o criei porque é criando
Que sinto que arriscar me vale a pena
*
Do tanto que há de dor se, murmurando,
De rompante me nasce e vai vingando
O que, da mente à mão, se faz Poema.
Maria João Brito de Sousa
09.07.2012 – 18.48h
***
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IMAGEM - MATERNIDADE - Tela de Wifredo Lam - 1902/82
ResponderEliminarversar assim
é como ser o 1º melhor 1º ministro
atento e dedicado momento de tempo a um versejar
a um povo contente...
Credo, Anjo!... Estou a brincar mas, assim de repente, pareceu-me que me estavas a comparar ao PPC... este saiu-me sem eu esperar... estou para aqui aflita com o meu Kico que está com uma tremenda dor de barriga que não passa com nada... julgava que não conseguiria escrever nada de nada que jeito tivesse e, de repente, num intervalozinho em que ele descansou um pouco... tive de escrever este soneto...
EliminarMas eu vou aí!
Eliminarviva a inspiração...
boas melhoras pró Kico
e uma grande e feliz manhã
Viva a inspiração!
Eliminar
Eliminarfeliz noite
Feliz noite também para ti, Anjo!
Eliminar“Ai o estado”
ResponderEliminarAi o estado da nação
Em debate na assembleia
Cruzes canhoto que aflição
Diz esta malta plebeia
Por os subsídios perder
Já não vêem mais além
Temos por isso o dever
De debater como convém
E explicar que o prejuízo
Tem a ver com os mercados
Que andam a passar mal
E não com a falta de juízo
Do círculo de deputados
Ou dos governos de Portugal.
Prof Eta
Se são escravos dos mercados
EliminarLogo serão responsáveis,
Fundadamente os culpados
Das situações condenáveis...
Mais coerentes seriam,
Menos culpáveis portanto,
Se, sabendo que mentiam,
Mudassem seu belo canto...
Não cuidemos, portugueses,
De ver isto aligeirado
Por mil sorrisos confiantes!
Passam semanas e meses
Sem que o "pobre do mercado"
Volte a ser o que foi dantes!
Abraço, Poeta!
A ponte e os tempos.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarO chá não se acovardou.
ResponderEliminarValente e coerente Chá!!!
Eliminar“Escuridão”
ResponderEliminarP’ra balanço vai fechar
Também p’ra desinfecção
Façam favor de emigrar
Com as calças na mão
Quem resolver cá ficar
Assume a sua decisão
Mas estamos a aconselhar
Abandonem esta nação
Ficar será empobrecer
É o futuro inevitável
Quer se goste ou não
Só isto há p’ra oferecer
Vai que aqui és descartável
É isto ou a escuridão.
Venha, pois, a escuridão
EliminarQue a tornaremos em luz
Pela nossa própria mão
E, ao país, faremos jus!
Eu jamais embarcaria
Deixando ficar por cá
Quanta indizível magia
Esta terra, a mim, me dá!
Tão portuguesa vou sendo
Que assim, Territorial,
Não me compro nem me vendo...
Se sou menos que o que rendo,
Desculpa-me Portugal,
É sempre a ti que eu me prendo...
Abraço grande, Poeta!
Placido na ponte.
ResponderEliminarObrigada, Poeta! Vou já, já!
EliminarO chá é amigo.
ResponderEliminarAinda bem que o Chá é amigo. Eu, hoje, estou capaz de engolir alguém...
Eliminar“O canudo”
ResponderEliminarEu pretendo ser doutor
Alguém arranje o canudo
Tenho equivalência maior
Fui rei momo no entrudo
Sou de rara inteligência
Não por que a quisesse ter
E da mais fina aparência
Só doutor poderia ser
Com uma rara capacidade
Posso ajudar este país
A transpôr a recessão
Ser doutor é necessidade
E não foi porque eu quis
Foi um apelo da nação.
Prof Eta
Estava eu a ficar farta
EliminarDe ouvir falar no canudo,
Quando recebo uma carta
Que me faz desabar tudo!
Canudo não se descarta
Se houver uns anos de estudo
Porque não estamos em Esparta
E já vai longe, o Entrudo...
Bem bastava a D. Isa
Sempre a chamar-me doutora
- apesar de eu nem ter Visa! -
E, vivendo pr`a escrever,
O que me faltava agora
Era ensinarem-me... a ler!!!
Bem me parecia que me iriam fugir os versos para o meu "tema do dia"...
Um abraço grande, Poeta! Não ligue àquela careta... sai um sorriso... só para os amigos!
A ponte lançou um ultimato.
ResponderEliminar... e eu estou capaz de lançar outro...
EliminarVolver a la ponte.
ResponderEliminarAhí voy, comandante!
Eliminar
ResponderEliminarOlá minha poeta!!! Já nem sequer "és minha" pois outros valores mais altos se levantam....lol!
Olha vai ler.me e comenta, estou sempre a espreitar e tu...nada! Mázona!
Beijinhos grandes e...ciumentos!!!!
Parece que já nem sequer de mim mesma sou, Ligeirinha... eu vou já ler-te!
EliminarAgora apareceu-me no Face uma aplicação que não pára de me enviar notificações... fui ver o que era, carreguei em "não aderir" ou "recusar", mas ela avançou como se eu quisesse aderir...
O que é certo é que a única coisa que me trouxe à net foi a publicação da minha poesia. Os amigos foram sempre muito bem-vindos, mas vieram por acréscimo... janelinhas de chat e outras aplicações, aborrecem-me e roubam-me um tempo que vai sendo pouco, muito pouco. Claro que sempre gostei destas conversas que vamos tendo nas janelas dos comentários... mas... é diferente. Há qualquer coisa para se ler antes da conversa começar
Eu vou aí!
“Pura certeza”
ResponderEliminarO mundo é incerteza
Na sua forma mais pura
O homem com esperteza
Torn’a realidade mais dura
Deves sempre duvidar
Das receitas apresentadas
E nunca deixar de criticar
As verdades consolidadas
Que o mundo é mentira
E o homem tudo faz
P’rá transformar em verdade
Nada dá e tudo tira
Por isso tens que ser capaz
De utilizar a sagacidade.
Fiz uma coisa que não costumo fazer... li o sonetilho e estou com demasiado sono para responder. Quando estou assim, quase a dormir, nem os leio para manter aquele carácter de surpresa que gosto de sentir e que me "dá a partida" para a resposta... ahhhh... acho que, agora, tenho mesmo que tentar...
EliminarSei que o mundo é só mudança
E que é a combinação
Do que virmos, no que alcança
Nossa humana percepção...
De todos os seres viventes,
Não exclusivamente nosso
Se não formos coniventes
Com o "quero, mando e posso!"
Quanto a mim... sou poeirinha
Cruzando essa imensidão
Sobre um remendo de terra...
Sei pouco, mas foi sozinha
Que tomei a minha opção
De aceitar que "humano erra..."
Pronto... amanhã sou capaz de me arrepender de ter respondido meia a dormir... mas os meus arrependimentos são sempre leves e passam em segundos... ou, se me arrepender mesmo, posso sempre fazer outro
Boa noite e um abraço grande!
Acho que não precisa de fazer outro, este assenta muito bem.
EliminarEheheh... obrigada, Poeta!
EliminarEstou contente porque recebi uma série de fotos dos meus amiguinhos peludos... eu depois ponho-as no álbum do sapo!
O chá tem paciência.
ResponderEliminarEu raramente perco a minha... mas confesso que andei dois dias sem saber o que era feito dela
EliminarVou ao Chá!
Hoy en la ponte Compay Segundo.
ResponderEliminarQuiero conocerlo! Gracias, Poeta!
Eliminar“Canção do bandido II”
ResponderEliminarContribuinte amigo
O governo está contigo
Contribuinte irmão
Deixa a contribuição
Contribuinte palhaço
Contribui para o ricaço
Contribuinte solidário
Contribui para o otário
Contribuinte insolvente
Já não contribuis pr’á gente
Fazes favor de emigrar
Só nos andas a sobrecarregar
Amigo e irmão emigrante
Lembra-te da pátria distante.
Prof Eta
Eu, já sem contribuições,
EliminarFaço o que posso fazer...
Pode nem dar pr`ós melões
Mas sei que é o meu dever...
Mesmo não tendo ilusões,
Tenho, ao menos, o prazer
De deixar às multidões
Poemas que sei escrever
Assim vou contribuindo,
- quer acreditem, quer não... -
Da forma que posso e sei
E espero morrer sentindo
Que nada disto foi vão,
Nem foi em vão que eu passei...
Pronto, Poeta. Foi o que me veio à ideia, como sempre...
NEGÓCIOS DA CORTE
ResponderEliminarSerás meu braço direito
De acordo com o combinado
Se ocultares o que foi feito
Até eu ser aclamado.
Mas escuta, tem cuidado
E não tropeces a eito
Que quem anda acomodado
Pode perder o respeito.
Anda, por aí, disfarçado
De doutor, se tu quiseres…
Vai vendendo no mercado
O que for bom, aos credores…
Se deres provas de o mereceres,
Terás, sempre, os meus favores.
Eduardo
Depois da palavra dada
EliminarTudo o mais será cumprido
Porque a palavra é "sagrada"
E eu não sou nenhum bandido
Mas se a "coisa" é "ventilada"
Podes crer que estás ***ido*
Porque, a traição consumada,
Respondo com desmentido!
Portanto, queiras ou não,
Hás-de fazer como eu disse
Sem armar-te em valentão!
Haja, depois, o que houver,
Não terás grande chatice
Pois sempre eu te hei-de valer!
Boa noite, amigo Eduardo!
Acabei por dizer praticamente o mesmo que diz no seu sonetilho... só não é um plágio porque usei outras palavras. Foi-me vindo assim e eu aproveito sempre o que me surge. Mas também é verdade que não costumo ser tão repetitiva... penso que aderi muito espontaneamente a este seu poema
Um abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Há cavalos na ponte.
ResponderEliminarVou já vê-los, Poeta!
EliminarO chá descansa.
ResponderEliminarE, hoje, garanto que era o que me apetecia fazer...
EliminarEstou fartinha de procurar a minha caderneta escolar - a do liceu - e não sei onde a meti... lenta e "empenada" como estou, ainda chego ao dia de a apresentar sem a ter encontrado...
Mas eu vou já, Poeta!
“Mundo de trapo”
ResponderEliminarO povo merece a paz
Oferecem-lhe a guerra
Então que diferença faz
Nesta luta pela terra
Pela saúde e habitação
Se é filho da pobreza
Tudo quanto não lhe dão
Seria a sua riqueza
Está traçado o destino
Com uma bola de trapos
É ver sorrir o menino
A quem roubaram o pão
E deixaram uns farrapos
... até quando a ilusão ?
Oiço agora o doutor Crato
EliminarA dizer poder poupar
No que dá - ao desbarato! -
A quem não vai trabalhar...
Agora eu queria saber
A que mais de mil sonetos
Poderão equivaler
Segundo os novos decretos...
Sempre os deixei ao dispor
De toda a comunidade
Dos que falam português
Valem seja quanto for
Porque em mui boa verdade,
Tantos, quase ninguém fez...
Poeta... que hei-de fazer? Ia começar a escrever quando ouvi o dr. Nuno Crato a falar dos subsidiários do rendimento social de inserção e a realidade tomou-me conta dos dedos e teclou isto... mas eu sei que o assunto do seu sonetilho também é bem real e mais abrangente... mas acho que o maior problema está a ser encontrar a bendita caderneta que não consigo encontrar no meio destes milhares de livros, papéis, manuscritos e fotografias... para além de não saber lá chegar.
Mas olhe que estou a utilizar o mesmo argumento que utilizei quando tinha cerca de um ano e, pela primeira vez, rabisquei a parede da sala.... sei-o porque isto se tornou histórico para a família;
a minha mãe veio ter comigo e perguntou-me QUEM tinha rabiscado a parede. Segundo ela, respondi com a maior das sinceridades;
- Foi a minha mão! Fugiu-me e desenhou aquilo!
Eu sempre fui muito boa a traçar a figura humana, mesmo muito antes de ter idade para o fazer e, pouco depois, tinha autorização para desenhar nas paredes da sala, sempre para as tentar "decorar", segundo me foi pedido pelo meu avô. O que é certo é que nunca ninguém me ralhou por desenhar nas paredes...
Abraço grande!
Fala-se o fado na ponte.
ResponderEliminarAh! O Fado Falado! Vou já, Poeta!
EliminarO chá já tem canudo.
ResponderEliminarDeixe-me adivinhar... teve mais de trinta equivalências!?
EliminarVou já ver!
“O doutor e o amigo”
ResponderEliminarUm sábio comentador
Da política reformado
Que por acaso é doutor
Está muito bem instalado
Todos escutam o que diz
Vende conselhos a peso
No perfil sobressai o nariz
Anda sempre bem vestido
Já propõe remodelações
Para o governo da nação
Eu cá também lhe digo
Os conselhos são canções
Que transportam a emoção
De uma cunha p’ró amigo.
Prof Eta
EliminarEu, de cunhas, só conheço
A que o Kico quer "meter"
Dando-me mil marradinhas
Enquanto, aqui, recomeço
A tarefa de escrever,
Pelo menos, umas linhas...
Coitado! Está "apertado",
Desejoso de ir à rua,
E eu teimando em não largar
Uns versitos sem cuidado,
Desta poesia crua
Que antes de ir quero deixar...
Lá vou eu... mas volto já
Pois nenhum de nós aguenta,
Nesta coisa dos passeios,
Mais passos do que os que dá
Uma tartaruga - e lenta! -
Num dia de devaneios...
Até já, Poeta!
Sonho na ponte.
ResponderEliminarVou ver, antes de levar o Kico ao seu xixi...
EliminarO chá já não é pobre.
ResponderEliminarMas... corrupto também não me parece que seja!
Eliminar
ResponderEliminara mais bonita tarde feliz...
e vocês se quiserem
chá de carqueija serrana
é só dizer que eu envio...da pura...hé hé hé
tive a ler as vossas tiradas
e gostei...
belo dia
Eu já disse - e repito! - que estas nossas tiradas em sonetilho ainda vão parar ao Guiness! Não sei é como issi se faz... concorrer, propor, ou seja lá o que seja... mas ninguém bate este nosso record de sonetilhos!
EliminarTarde MUITO feliz, Anjo!
Eliminarde assim ser
também duvido
e sonetar então....
pra vocês...
Não deve haver, Anjo, quem tenha feito tanto sonetilho quanto nós fizemos ao longo destes... sei lá... para aí ano e meio... ou mais.
EliminarAbraço grande e uma linda noite para ti!
Eliminarà amizade bonita de vocês (sumo de laranja)
Anjo! Sumo de laranja? Claro que sim! Gosto muito!
EliminarUm grande abraço!
“Abolição da pena de fome”
ResponderEliminarForam adoptados por Deus
Ao romper da bela aurora
Antes não passavam de ateus
Experimentam a magia agora
De ser filhos de pai imenso
Irmãos de toda a humanidade
Entre irmãos houve consenso
Nascendo com simplicidade
Um mundo novo e fraterno
Onde a fome foi abolida
Porque se repartiu a pobreza
Com os detentores da riqueza
Que patrocinaram a comida
Criando este paraíso terreno.
É enorme, essa utopia...
EliminarMuito maior do que as minhas
Que, quanto a filosofia,
São mesmo pequenininhas...
Sempre disse ser pardal
De asinha meia quebrada...
Não alcanço um espaço igual
Pois tombaria cansada...
Erro o mínimo possível
Se, dentro dos meus limites,
Voo acima dos telhados,
Mas seria erro punível
Embarcar noutros palpites
Tendo os limites marcados...
Até já, Poeta!
Hoje ouve-se respirar na ponte.
ResponderEliminarVou lá daqui a bocadinho, Poeta. Hoje é dia do Rádio Horizontes da Poesia e eu até tenho medo de vir aqui... às vezes fico sem ligação e vejo-me aflita para a recuperar...
EliminarO chá não está cego.
ResponderEliminarFelizmente, Poeta!
Eliminar“Democracias”
ResponderEliminarUns tirinhos para o ar
Na era pós eleitoral
Que mais há a esperar
A democracia vai mal
Não se sabe aceitar
Resultado da negociação
Nem tão pouco respeitar
A hierarquia da votação
Anda o povo a reboque
De quem é rei e senhor
E só tem voz na eleição
Dando o voto ao escroque
Que se arma em doutor
E se faz dono da nação.
Prof Eta
EliminarQuem hoje é senhor e rei
Pode, amanhã, já não ser
Pois não hão-de impor a lei
Que a todos nos vai perder!
As hierarquias, amigo,
Só devem ser respeitadas
Se nos não põem em perigo
Mentindo, impondo "fachadas"!
Tarde ou cedo, hão-de cair
Que quem nos rouba direitos
E nos diz que estamos bem,
Só merece o que há-de vir;
Lixemos esses eleitos
Que nos tratam com desdém!
Poeta, estou a dormir em pé... amanhã, se tiver um bocadinho, lembre-me para lhe dar um recado da nossa amiga Maria Luísa, está bem? Embora eu, amanhã, nem saiba como fazer para ter coragem de vir à net... tenho de me preparar para a tal acção de forma(ta)ção Estou furiosa por causa disso! Furiosíssima!!! Tenho de ir arranjar fotocópias dos documentos todos e arranjar alguém que me leve lá. Detesto incomodar as pessoas por coisas que não fazem sentido! E não há quem me convença de que faz sentido ir ensinar - o quê??? - a uma pessoa com a minha idade e uma doença crónica que, ainda por cima, produziu em quase cinco anos uma obra tão vasta de soneto em decassílabo heróico... para não falar nas outras formas de poesia... claro que é serviço de utilidade pública! Os meus blogs são públicos! Estão e estarão sempre abertos a todos os que falam a língua portuguesa! Estou capaz de sei lá o quê, Poeta!
Até amanhã e um abraço grande!
Lixemos pois. Vá, leve o seu "Pequenas Utopias" e declame uns sonetos aos seus colegas e formdores, não esqueça de levar também o link da editora pois pode ser que queiram depois comprar a obra. E olhe que não estou a brincar encare esta sua deslocação como uma acção de marketing pessoal, distribua sorrisos e simpatia e sobretudo aconselhe vivamente a compra da sua obra na net.
EliminarÉ que, ainda por cima, já não tenho um único livro! Tinha aquele que viu prometido a um amigo e já lho entreguei... mas posso levar aquelas folhas biográficas que o Poeta fez o favor de preparar para o lançamento... e, quando for às fotocópias dos documentos todos que me pediram, peço para me digitalizarem o link da editora! Eu não tenho jeito nenhum para vendas e publicidade, mas... se calhar, zangada como estou, até passo a ter...
EliminarAgora tenho mesmo de me ir deitar, ou ainda caio... estou a fazer um tremendo esforço para manter os olhos semi-abertos... beijinhos!
Avé Charles que tão bem canta na ponte.
ResponderEliminarAznavour? Ainda vou espreitar antes de me deitar!
EliminarO chá não tem limites.
ResponderEliminarAh, grande Chá!
Eliminar“Vida sem esperança”
ResponderEliminarEstou preparado p’rá crise
Não vou precisar de favores
Nem de quem por mim ajuíze
Sei que a crise é de valores
Vale mais um activo tóxico
Que envenene a humanidade
Do que um princípio ecológico
Ou que a própria fraternidade
Valem mais uma horas d’ócio
Para a vida não há esperança
Que a esperança foi abatida
Se vale mais um bom negócio
Ou mesmo uma boa herança
Do que vale a própria vida.
Excelente! Sobretudo a parte final está muitíssimo boa!
EliminarNão lhe vou conseguir responder hoje, mas sempre lhe digo que o último terceto está metricamente correctíssimo. Eu é que não estou lá muito bem e, neste momento, nem para protestar em verso sirvo... e ainda preciso de ir encontrar o link da WAF. Escrevo-o mesmo à mão.
Abraço grande!
Para a vida há sempre esperança!
EliminarEsperança só não haveria
Se essa tremenda matança
Fosse a saída ou a via...
Vai continuar, teimosa,
Seja de que forma for,
Pouca ou muita, mas viçosa
E alastrando qual rumor...
Esta faceta animal
Que há em nós, nos multiplica
E nos torna resistentes
Será essa que, afinal,
Nos anima e vivifica
Se dela estamos conscientes...
Poeta, respeito e respeitarei sempre o animalzinho que existe em mim e em cada um de nós. Muitos não o saberão, mas a vida , podendo parecer curta e efémera, é no entanto uma força poderosíssima! Aposto tudo nela, com todo o amor de que ela é capaz e que lhe é inerente. Disse e repito que aprendi muitíssimo com os animais não humanos que me têm acompanhado ao longo da vida. Sei quão dignamente eles conhecem o momento de partir, mesmo que não percam tempo a tecer grandes teorias sobre a morte, e sei a imensa felicidade que eles transportam consigo em troca de, tão só, o alimento estritamente essencial à sua sobrevivência... e um pouco de amor. Porque o sabem sentir... e sentem. Todos, todos nós, merecemos a sobrevivência enquanto espécies e é nisso que acreditarei até prova em contrário ou até que chegue a minha altura de partir também.
Abraço grande!
Sorte de principiante que eu não percebo nada dessas coisas.
EliminarPrincipiante??? Qual principiante, Poeta? Já anda aqui a "batalhar" no sonetilho há mais de um ano e muito embora nunca me tenha dito que percebia de métrica, ela vai-lhe começando a surgir quase inconscientemente... mas vai mesmo! É o ritmo e, acreditem ou não os que nos lêem, é como a valsa que acabo de ouvir... música, ritmo, harmonia! E é mérito seu, Poeta!
EliminarNana canta e encanta na ponte.
ResponderEliminarPensei nem vir à net, Poeta. Só por volta das 21h encontrei a caderneta da conta. A correcta porque a que tinha encontrado à tarde, era de outra conta muito antiga que está encerrada há muitos anos. Encontrei-a e fui tentar fazer as fotocópias, mas a loja tinha fechado quando lá cheguei. Pousei a caderneta e esqueci-me onde. Tenho estado, até agora, a procurá-la, ao ponto de sentir as lágrimas a quererem saltar-me dos olhos.
EliminarNão estou habituada a estar tão zangada quando o assunto é pessoal... mas estou. E não gosto nada de estar assim.
Vou ouvir a Nana, mas já não devo conseguir responder ao sonetilho... até já, Poeta!
“Teoria dos impérios”
ResponderEliminarAgora é preciso abrandar
Afirmou o sábio alemão
Tudo se está a transformar
Não sabem p’ra onde vão
Neste enorme desmoronar
Ainda alguns se salvarão
Serão esses a continuar
O que restar da missão
Esses novos missionários
São aqueles que erguerão
Com muito sangue e suor
Novo impérios milionários
Que a seu tempo implodirão
Com estrondo muito maior.
Prof Eta
Talvez sim... ou talvez não
EliminarSeja como diz, Prof Eta...
Talvez haja evolução,
Talvez nos surja outra meta
Que não leve à implosão
E que não seja uma treta...
Tudo está na nossa mão,
Mas nem sempre em linha recta ...
Já o capital mostrou
Tudo o que tinha a mostrar...
A muitos, nunca enganou
Mas há gente que não vê
Até onde ele quer chegar,
Por mais voltinhas que dê....
Até já, Poeta!
A NOSSA MÚSICA
ResponderEliminarTantos, tantos festivais
P´ra tantos desempregados
São todos tão desejados
São todos caros demais
Que os paguem os seus pais
Que já estão reformados
E já estão antiquados
P´ra andarem em bacanais…
Em tempos mais recuados
Amealharam a mais
Às enxadas agarrados,
Arejem seus capitais
Com quem já fez os mestrados
Ou os estudos gerais.
Eduardo
Quanto humilde português
EliminarNão investiu em seus filhos
- idealismo burguês? -
Pr`a livrá-lo de sarilhos?
Pr`a lhes dar vida melhor,
Era o canudo uma via...
Ser pai dum senhor doutor
Era o sonho, a mais-valia...
Mas, agora, quantos desses
Que anos e anos estudaram
Para ter o tal canudo,
Enfrentando estes revezes
Sabem que o que conquistaram
Foi a memória dum estudo...
Boa tarde, amigo Eduardo!
Aqui vai o imperfeitíssimo sonetilho que me ocorreu depois de ler o seu que, como sempre, é perfeito.
Estou tão lenta que, se fosse mais "normal", choraria.... mas como tenho de aprender a viver com esta lentidão toda, até me dá vontade de rir... lembro-me de um tempo - ainda muito recente - em que produzia um soneto por dia, olho para a data do último que publiquei e começo a sentir-me preocupadita... já lá vão doze dias... mas também sei que a maioria dos poetas passa por fases de grande produtividade, intercaladas com outras de total ausência da dita... paciência! Só espero que não se eternize, tal como esta crise física parece estar a fazê-lo...
Muito obrigada por mais este sonetilho e um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
É noite de valsa na ponte.
ResponderEliminarOntem não consegui ficar até às "desoras" do costume, Poeta. Estava muito cansada da ida a Alcoitão. Mas vou lá agora!
EliminarO chá está no inferno.
ResponderEliminarPobre Chá... ou pode ser uma metáfora sobre o calor de que toda a gente, menos eu, se vai queixando...
EliminarAmigo Fernando
ResponderEliminarQuando eu vim para Grândola, em 1955, o jardim 1º de Maio, então 28 de Maio, estava cheio de maravilhosas esculturas de buxo, feitas pelo Artur Jardineiro, pai do meu aluno, tabém Artur. O pai anda, agora, a embelezar os jardins do EDEN. O filhoainda por aí encontra, de vez em quando, o velho professor. Hoje, ao deliciar-me, com aquelas obras de arte da jardinagem japonesa que me enviou, ergui os olhos aos Céus e vi por lá, no tal jardim, o Artur jardineiro, na sua tarefa eterna. Enviei para lá uma brave oração e dediquei-lhe, em singela mas sentida homenagem, este
REJUVENESCER
Também eu quisera ser
Um jardineiro assim,
Fazer rejuvenescer
O que Deus criou p´ra mim
E ao arbusto a crescer,
Transformá-lo em frenesim
E do galho a fenecer,
Fazer, de novo, um festim…
E ver outra vez a Terra
Forrada das verdes selvas
Destruídas pela guerra
Não ver mais jardins queimados
E acreditar que as relvas
Pintaram de verde os prados.
Eduardo
Lindíssimo, o sonetilho que dedica ao Artur Jardineiro, meu amigo Eduardo!
EliminarNão me sinto com grande capacidade de escrever, hoje, um sonetilho resposta, mas trago-lhe até aqui um dos meus sonetos de 2008, se não me engano, que de alguma forma evoquei ao ler o seu
A ILHA
Serei sempre uma ilha de paixões
Rodeada de mundo a toda a volta...
Deserta por decreto da revolta
Que me encheu de lagoas e vulcões...
Em mim os animais são aos milhões!
Procriam sobre mim à rédea solta
Pois, sobre a estranha lava que me solda,
Lavrei um verde manto de ilusões...
E neste Paraíso em que me dou,
Germinam embondeiros, brancos lírios,
Sou Arca de Noé de âncora presa!
Talvez alguém duvide do que sou,
Talvez seja mais um dos meus delírios,
Talvez seja uma forma de defesa...
Maria João Brito de Sousa – Maio 2008
Um grande abraço para si e Maria dos Anjos!
“Imagine-se”
ResponderEliminarOs limites que conheço
São os da imaginação
Mesmo assim reconheço
Que não me limitarão
Pois além desta fronteira
Imagino outras possíveis
Não constituirão barreira
Serão todas transponíveis
O homem é limitado
Apenas porque ele quer
Impõe a si próprio o fado
Quando o jazz é tão rico
Mas venha lá quem vier
P’la imaginação não me fico.
O Jazz é rico e a pintura
EliminarNão lhe fica nada atrás,
Como não fica a escultura
Envergonhada pl`o Jazz...
Somos mesmo ilimitados
Na nossa imaginação
Mas, por vezes, descuidados
Podemos pensar que não...
Sei bem que este sonetilho
Vai muito "mal acabado"
Pois passei a tarde inteira
A desfazer um sarilho
E a pôr sonetos "de lado"
Em meio a grande canseira...
Poeta, calculei que ontem tivesse sido um dia mais activo do que o costume!
Enviei-lhe um ou dois mails a falar da minha ida a Alcoitão, mas já recebi o Quique, o Vicente e o Tomás de volta
O Quique está numa idade em que se nota muito a passagem nem que seja de um mês! Ainda me lembro dele no primeiro dia em que o vi e acho uma enorme, enorme diferença!
Abraço grande para todos vós!
Silêncio na ponte.
ResponderEliminarVou tentar ouvir o silêncio, Poeta
EliminarO chá está num oásis.
ResponderEliminarOra bem
EliminarVou já!