CAPITALISMO - Soneto de Onze Sílabas Métricas
Sobram-lhe as migalhas dessoutra fartura
Que o sistema cria, que o cinismo inventa,
Do pouco que fia mas que o não sustenta
Porque se alimenta só de “dita”… e “dura”,
Sobejam-lhe as rendas da falsa candura
Que, qual maré alta, num crescendo aumenta
Pr`adornar uns quantos, porque a “plebe” aguenta
Os desequilíbrios desta arquitectura.
Se contra mim falo porque uma injustiça
Tudo o que não calo foi trazendo à liça
E, pouco fazendo, tão pouco produzo,
Levanto o meu punho como se o fizesse!
Mais saudável fora, mais força eu tivesse,
Mais protestaria contra os tais que acuso!
Maria João Brito de Sousa – 02.08.2012 – 15.58h
IMAGEM - Blind Man`s Meal - Pablo Picasso, 1903
Soneto hendecassilábico
hé hé hé
ResponderEliminarassim é que é...gosto
bela e feliz tarde
Olá, Anjo
EliminarAcredita! Esta coisa da musicalidade e do ritmo dos versos tem cá uma força!
Eu a querer conseguir as tónicas nos sítios correctos e elas a fugirem-me para as sílabas do costume... foi precisa muita teimosia para conseguir apanhar o ritmo do soneto de onze sílabas...
Obrigada e uma feliz noite para ti
Eliminarsó quem sabe consegue...
feliz manhã
Ah, Anjo... eu não digo que não seja feliz, mas foi uma manhã de dor de cabeça que nem te conto... começo a duvidar que estas picadelas todas sejam mesmo de mosquito... estou num estado lastimoso e de tanto spray anti mosquitos, repelente anti mosquitos e aparelhinho eléctrico anti mosquitos, qualquer dia quem morre envenenada sou eu... porque as "babas" continuam cá e cada vez são mais... mas... adiante!
EliminarVi-me mesmo aflita para largar o ritmo da poesia diária; decassílabo heróico e redondilha maior! É quase como se o nosso próprio coração batesse naquele compasso e, de repente, lho tentássemos mudar... só se consegue com uma tremenda concentração e uma enorme dose de força de vontade....
Beijinho e uma tarde luminosa para ti
Eliminaralguma alergia de Verão
calor que faz suar....
e o sentido sempre conseguido
de um momento escrito
só de quem sabe e não fica aflito...
xoxo dos calhaus da Serra e feliz noite
sossegada...
Pode ser, Anjo... mas sempre te digo que é uma alergia muito atípica!
EliminarBeijinho por gostares do meu soneto de onze sílabas métricas (sem o baton... ) e que tenhas uma noite muito feliz
Sabes, eu acho graça a estes iconezinhos... acho que é aquela minha faceta mais infantil que me "tenta" a usá-los... claro que nem pensaria em usá-los em certos textos... mas gosto tanto de os ver nestas nossas pequeninas conversas...
EliminarNoite feliz, Anjo!
Eliminarexpressam...
belo dia pra ti
Um belo e luminoso dia também para ti, Anjo
Eliminar“De mãos dadas”
ResponderEliminarO défice é escorregadio
Tanto quanto a corrupção
Parte dele é um desvio
Que passa de mão em mão
Alimenta quem sabe gerir
A dívida do nosso estado
Mas também sabe dividir
Para prolongar o reinado
Se o dinheiro não tem côr
Dizem que é negra a fome
Por muito que digam que não
Ele há por aí muito doutor
Que é do défice que come
E que alimenta a má gestão.
Prof Eta
Tudo anda de mão em mão...
EliminarDo desvio à falcatrua
Tudo toma a direcção
Oposta a quem vai pr´á rua...
É uma estranha atracção
E este jogo continua
Enquanto o doutor-patrão
Assobia para a lua...
Dinheiro tem sempre a cor
Que poder lhe quiser dar
Alegando as ninharias
Que, sendo alheias à dor,
Nem cuidam de preservar
Direitos e regalias...
Abraço grande, Poeta!
Cuba veio à ponte.
ResponderEliminarAhí voy!
EliminarO chá está no mundo.
ResponderEliminarVou já!
Eliminar“Petrificou”
ResponderEliminarPensador tanto pensou
Foi intenso o esforço
Tanto que petrificou
Com uma dor no pescoço
Nunca viria a entender
O pensar da humanidade
Que para alcançar o poder
Se prostituía com vaidade
Em troca de uns tostões
A dignidade hipotecava
E ao sabor dos milhões
Os interesses governava
E sem outras ambições
Petrificou e se fez escrava.
EliminarA maioria - é verdade... -,
Julgando que está liberta,
Prostitui-se - e nem o sabe... -
Por quantia sempre incerta...
O Pensador... faz pensar
Que talvez pensando mais
Alguém lhe ocupe o lugar
Das dormências posturais
Talvez se levante um dia
Pr`a falar do que pensou,
Do que, assim, foi concebendo
Porque acreditou que havia
De entender o que sonhou
Enquanto o estava, ali, vendo...
Cá está o que me ocorreu quando li o seu sonetilho, Poeta!
PS - Qualquer dia ainda me chamam a poeta das "ocorrências"... mas é exactamente isso que eu quero dizer e eu sou uma daquelas pessoas que se prendem muito ao significado das palavras...
Há mais lágrimas na ponte.
ResponderEliminarLá vou!
EliminarO chá está feliz.
ResponderEliminarOra ainda bem Vou lá dar-lhe um abraço!
Eliminar“Fundação”
ResponderEliminarVou criar uma fundação
Que me irá contratar
Para exercer a função
Da fundação administrar
Já preenchi o formulário
Fundação num minuto
Administrador tem salário
Que é mais líquido que bruto
Há lugar para estacionar
O meu carro com motorista
Está inscrito nos estatutos
Que acabei de aprovar
E p’ra qu’a fundação resista
Vou pagar salários brutos.
Prof Eta
Eheheh... Poeta, não lhe vou conseguir responder à letra hoje... achei graça ao sonetilho mas estou sem inspiração e com uma dor de cabeça maior que a do costume... fica para amanhã.
EliminarAbraço grande!
Vou fundar a fundação
EliminarDo soneto mal medido
E tenho toda a razão
Pois este foi atrevido!
Neste meu último verso
Do soneto publicado
Nada emendo, mas confesso
Que o "metro" nasceu errado...
Tenho uma sílaba a mais,
Não a consigo emendar,
Vou deixá-la como está...
Segundo as contas formais,
Errei, devo confessar,
E pior falta não há!
Poeta, não consegui deixar de ir buscar esta falha no último verso deste soneto, CAPITALISMO.
Há realmente uma sílaba métrica a mais, no último verso e eu vou ter de escrever um mail ao seu pai, ainda hoje... em termos melódicos, no entanto, e baseando-me na oralidade, parece-me muito bem conseguido e, como tal, deixo-o ficar, apesar de coxinho, rsrsrs... mas não me foi fácil admiti-lo ou mesmo compreendê-lo...
Tudo isto pode parecer excessivo, mas olhe que não é. Quando se produz poesia clássica é imperioso que se sigam as regras e eu, aqui, quebrei-as. De modo inconsciente, é certo, mas quebrei-as e a solução que me foi proposta "Mais protestaria contra os que acuso!", estando correcta do ponto de vista métrico, obriga-me a uma longa série de sílabas mudas que me parece bastante cacofónica e que quebra a unidade melódica do poema.
Mais logo também acrescentarei uma nota sob o soneto, dizendo mais ou menos estas mesmas palavras.
Abraço grande!
Trilogia das lágrimas na ponte.
ResponderEliminarObrigada, Poeta! Vou ver!
EliminarO chá não tem a certaza.
ResponderEliminarÉ um chá sábio
Eliminar“Adversário”
ResponderEliminarPossuo um adversário
Que vive dentro de mim
É um pouco temerário
Sente-se-lhe o frenesim
Quando atinge um record
Não se deixa convencer
Procura outro melhor
Estuda forma de o bater
Muitos anos a pedalar
Outros tantos aos pontapés
Algum ski pr’a desfrutar
A montanha a seus pés
Leva já alguns a nadar
E corre não chega a dez.
Poeta, julgo não ter
EliminarAdversário semelhante...
Eu mesma tento fazer
O melhor, a cada instante...
Mas, depressa fatigada,
Logo tenho de parar
E não faço quase nada
De que me possa orgulhar...
Só um ou outro soneto,
Que me pareçam melhores,
Julgo virem a ser úteis
Mas... records já não prometo
E até falho em pormenores!
Estou num dos meus dias fúteis...
Ai, Poeta, que sonetilho tão disparatado que me saiu este. Eu, sinceramente, nem me considero fútil... mas enfim... também não foi um dia produtivo, de maneira nenhuma. Ainda nem sequer escrevia nota a assumir o erro métrico... nem escrevi ao seu pai...
Abraço grande!
Triunfal na ponte.
ResponderEliminarTriunfal? Vou ver
EliminarO chá de ontem arrefeceu.
ResponderEliminarNão me diga que eu deixei escapar um Chá de ontem? Eu já ando a cometer mais erros do que aqueles que consigo ir admitindo a mim mesma... vou ver!
Eliminar“Prostituição”
ResponderEliminarOs princípios violar
Foi apenas o início
Virgindade foi ao ar
Caímos no precipício
Mas imortal e valentes
Aguentamos os activos
Mesmo assim dormentes
Vamos vivendo passivos
Funda São sempre existiu
E a garganta também
Faz parte da prostituição
A que sempre se assistiu
Desde São Bento a Belém
Na valente e imortal nação.
Prof Eta
Não tenho a certeza, não,
EliminarDe alguma vez nos livrarmos
Dessa tal prostituição
Que anda pr`aí a minar-nos
Pois se, na verdade há quem
Prefira a morte à traição
Sempre há-de surgir alguém
A vender o coração...
Do momento em que vivemos
Até já ouvi dizer
A um palerma qualquer
Que não existe e se a vemos
É só porque a queremos ver...
(...e eu que o tentava entender!)
Poeta, espero que esteja tudo bem convosco! Abraço grande!
O que está na ponte é revolucionário.
ResponderEliminarVou já!
EliminarO chá evita destruição.
ResponderEliminarIsso é bom, Poeta! Muito bom!
Eliminar
ResponderEliminarcom ou sem erro
é digno e de se tirar o chapéu...
feliz e radiosa manhã pra ti
Obrigada, Anjo!
EliminarLuminosa manhã
Eliminarbela tarde pra ti
“Sem medalhas”
ResponderEliminarSem medalhas de esperança
Nosso horizonte enegrece
Lágrimas trazem bonança
Que logo depois desvanece
Irrompendo em tempestade
Que nem o suor pode vencer
Trazendo mais negra a verdade
Pintada de vermelho a verter
Confunde-se no imenso clarão
É sangue do povo a escorrer
A verdade sempre escondida
Indisfarçável nesta situação
Em que o povo pode morrer
P’ra dar ao monstro nova vida.
Sem medalha e trabalhando,
EliminarGanhando pr`a seu sustento
Com seu esforço e seu suor,
Vai-se, ainda, aguentando...
Mas perder todo este alento
De povo trabalhador?!
Sem trabalho, assim penando,
Sem saúde e alimento...
Haverá coisa pior?
Foi o que me veio à ideia, Poeta... tenho tentado estar a par do MSE - Movimento Sem Emprego - embora o meu caso seja excepcional, assinei o Manifesto. Acho que foi por isso que me vieram estas sextilhas...
Abraço grande!
Irmãos atravessam a ponte.
ResponderEliminarQuero vê-los!
EliminarO chá tem sorte.
ResponderEliminarUm senhor Chá sortudo
EliminarBom dia, Poeta! Hoje só por cá posso estar um bocadinho... tenho papeladas para entregar...
“Whitehouse phone call”
ResponderEliminarTelefonema de Obama
Já sabemos pr’onde foi
Estaria deitado na cama
Porsupuesto, si Rajoy
Alô Hollande ça va bien
Disse Obama em francês
Estava a mulher em soutien
E não era a primeira vez
Arrivaderci Mário Monti
Envia uma pizza napolitana
Que eu pago cá no destino
É p’ra comer cá no monte
Com a vossa primeira dama
Sim a Merkel, meu menino.
Prof Eta
Ah, Poeta... essa sra. Merkel tem o condão de me deixar desinspirada...
EliminarEntretanto, no "condado",
Entra a Troika na conversa;
- "Temos tudo controlado
e a população dispersa..."
Mas sobe um rumor da rua
Que julgava controlada
E o povo não compactua
Com tamanha palhaçada
Fica a Troika no convento
Do Carmo, a tremer de medo
E o povo, de punho erguido,
Faz reviver esse tempo
Como se fosse um segredo
Num repente revivido...
Boa noite, Poeta! Abraço grande!
Street singers na ponte.
ResponderEliminarVou já ver esses Street Singers, Poeta!
Eliminar
ResponderEliminaruma bela e feliz noite..
Olá minha amiga, essa inspiração não tem férias?Gosto muito de ler as suas palavras e os seus esclarecimentos falando de coisas que eu ainda não entendo mas que gostava imenso de entender.
ResponderEliminarUm grande abraço
Está a ser difícil ir tomar o nosso café mas não estou esquecida , até porque tenho de lhe ir oferecer o meu livro. Até breve
Idalina! Como vai? Não me leve a mal esta ausência... olhe que é geral... o meu ritmo abrandou muitíssimo e já não consigo fazer visitas a ninguém... ou quase ninguém, porque o Poeta Zarolho faz parte de uma longa "maratona" de sonetilhos...
EliminarSabe que eu estou sempre por aqui e faço tenção de por cá continuar enquanto me conseguir aguentar aqui sentada, nesta incómoda posição...
Fico à espera de que as coisas se lhe proporcionem!
Enorme abraço, minha amiga!
O chá tocou a mudança.
ResponderEliminarHá mudanças e... mudanças Vou ver!
Eliminar
ResponderEliminardesejos de uma feliz e bela manhã
As minhas manhãs são sempre iguais... eu gosto muito delas, nos dias em que estou menos dorida. Nos dias em que estou mais "empenada", são uma agonia...
EliminarSão sempre para os passeios e primeira refeição do Kico, limpeza dos wc`s dos gatos - também muuuuuito velhinhos -, e limpeza da gaiola das pombas. A uma delas, a Pitinha, tenho de dar de comer no bico porque, além de não voar, tem o pescoço torto e não consegue alimentar-se sozinha. Ah, e há que apanhar do chão tudo o que o Garfield lá deixou durante a noite... está senil, coitado, e raramente usa a caixinha dele... depois é a "dança do balde e da esfregona", eheheheh...
Feliz tarde e até já!
Eliminargrande fungágá tu tens por aí...
joca dos calhaus
Podes crer! E já tive muitos mais... estes são os últimos sobreviventes. Depois destes amigos, se eu ainda por cá ficar, já não posso ter mais. Não tenho disponibilidade física nem financeira... mas, com estes, tenho de me aguentar até ao fim. Isto parece mais um asilo da bicharada, eheheh...
EliminarE dão-se todos lindamente uns com os outros. É uma paz, esta casa...
Eliminaré mesmo dedicação e coragem...
Mas vale a pena, Anjo! São uns grandes, grandes amigos!
EliminarNoite feliz!
Eliminareu imagino que sim...
a mais bela noite e feliz pra ti
“Tocar a mudança”
ResponderEliminarVem visitar nossa casa
Essa pois, o mundo inteiro
Onde a alegria extravasa
E ouves soar o pandeiro
Já se toca a mudança
Um pouco por tod’o lado
Mundo pula e avança
Acompanha o bailado
Este ritmo, a melodia
Convite a entrar na dança
Vem sentir esta alquimia
Que não é uma esperança
É este vento que assobia
Da certeza e perseverança
http://playingforchange.org/
http://en.wikipedia.org/wiki/Playing_for_Change
Perseverança... é comigo!
EliminarEstou sempre na corda bamba,
Equilibrando-me, em perigo...
Mas não desisto, caramba!
Se poeto, é por mudança,
Mas sinto na pele o risco
De o Poder entrar na dança
E tudo ir parar ao fisco...
Não sei tocar... seja então,
Cada poema que faço,
Meu passo, minha canção,
Pois a Vida sem paixão,
Sem o toque de um abraço,
Não é vida... é privação!
Este sonetilho foi-me nascendo com muitos sorrisos pelo meio... até me ri quando cheguei ao "fisco"... mas diz bem aquilo que sinto, diz!
Abraço grande, Poeta!
Tudo muda na ponte.
ResponderEliminarAinda vou até à Ponte... espero não cair dela abaixo porque estou literalmente a dormir em pé
EliminarA DESCANSAR DO DESCANSO
ResponderEliminarNa cama que tu fizeres
Nela te hás-de deitar
É um dos nossos dizeres
Ou anexins populares
E uns cansados descansados
P´ra descansar dos lazeres
Vão cansar os afazeres
Na manta rota deitados
À custa da barba longa
Passam o ano lá por fora
E depois fazem candonga…
Parem com isso ou eu grito
Está a chegar a hora
De vos fazer o manguito.
Eduardo
Meu amigo Eduardo, acredite que estou mesmo tão cansada que mal me aguento aqui... respondo-lhe amanhã porque, hoje, mal sei o que estou a dizer.
EliminarObrigada e um abraço grande!
Na Manta Rota deitados...
EliminarEu, que tenho as mantas rotas
E as roupas quase em bocados,
Qu`inda não "bati as botas"
Graças aos vossos cuidados,
Que ando a fazer rimas-soltas
Em versos improvisados
Sobre alegrias, revoltas,
Bem desejaria vê-los
Muito mais longe daqui,
Com esquimós a recebê-los...
Mas `tou a disparatar!
Por acaso, nem os vi
Mas decerto ouvi falar...
Cá vai, amigo Eduardo, juntando um abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Emenda,
ResponderEliminarCansados, p´ra descansar,
No tempo de seus lazeres,
Vão cansar os afazeres
Na manta rota deitados
A ponte está Eufémia.
ResponderEliminar(Isto sobrepõe-se a tudo.)
AH! Levou a Catarina Eufémia à Ponte! Tem razão! Vou ver antes de ir tomar o Chá!
EliminarO chá espera.
ResponderEliminarVou ao Chá! Ontem já nem via o computador...
EliminarOlá querida poeta1 "Perdi-te" há vários dias! Mas ainda bem que te vejo aqui , muito feliz com os chás e os os amigos!
EliminarEstive no Marco, como viste pelas fotos com os meus netos, Vim arrazada, de lingua de fora.....Nem sentia as pernas de dores. Fui ao médico ortopedista, e depois de varios exames chegou á conclusão que tenho os meniscos calcificados e ...não há nada a fazer1 É poupá-los o mais que posso! Em repouso fico melhor , mas não tenho feitio nenhum para "repousar", como sabes. Tem sido um enorme sacrificio. De resto tudo na mesma, mas muito para o neura....Beijinhos!!!!
Caramba, Ligeirinha! Essa coisa dos meniscos calcificados parece-me mesmo atroz, que chatice! Sei que não tens feitio para estar parada... desculpa-me, parece que ainda estou a tornar a situação mais negra, mas... caramba! É por sentir que isso, para ti, não é nada fácil... não será bom para ninguém, claro, mas é sempre pior para as pessoas muito activas.
EliminarEu ainda nem estou muito segura do que será que me "empena" tanto as pernas, sobretudo a esquerda... a consulta de Junho, no hospital, foi adiada para Julho e, em Julho, veio uma carta do hospital a adiá-la, novamente, para 21 de Agosto... é que não é só a dor, é a falta de "obediência" da perna... o meu andar deixou de ser fluido, normal... tenho de "puxar" pela perna e concentrar-me nela para poder manter a marcha... de caracol.
Mas foi muito bom teres estado no Marco com os pequeninos!
Vou ao teu blog! Também ando por aqui de forma muito mais limitada... a posição tornou-se-me demasiado desconfortável e as hérnias da cervical andam bem "assanhadas"...
Eliminarquerida amiga! Sempre tão atenta! Adoro-te! Beijos grandes!!!!
Muitos, muitos, para ti também, Ligeirinha!
Eliminar“Geronimo”
ResponderEliminarChegou a hora de apagar
Cachimbo da paz com terra
Está na hora de desenterrar
O velho machado de guerra
Desta forma homenagear
O genocídio de um povo
Que aconteceu além mar
Não aconteça aqui de novo
É que envolto em poeira
Dele te tornaste devoto
Genocídio em democracia
Brilhante ideia pioneira
Em que por troca dum voto
Talvez vivas mais um dia.
Muito povo, muita gente,
EliminarJá começou a sofrer
E a penar inutilmente
Sempre em nome do poder...
Em nome dele se respira,
Se pára de respirar
E se oferece, àquele que aspira
Maneira de o destroçar...
Em nome duma eugenia
Louca, empedernida, errada,
Se dizimou muita vida
Que absurda filosofia,
Não valendo mesmo nada,
Nos foi sendo transmitida...
Um abraço, Poeta!
Outra língua o mesmo encanto na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte!
EliminarO chá viu a luz.
ResponderEliminarE eu vou ver a luz do Chá!
EliminarProsa em verso e verso em prosa. Tudo mostra o talento dessa grande poetisa, cujo estro ainda ganhará grandes tributos da humanidade.
ResponderEliminarSó os grandes poetas reconhecem seus clássicos erros de métrica.
Adilio Belmonte
Belém-Pará - BRASIL
Muito obrigada pelas suas palavras, caríssimo Adílio Belmonte.
EliminarNeste momento tudo o que eu possa dizer virá misturado com a apreensão que estou a sentir pois o meu querido e velho gato adoeceu e ainda estou a tentar perceber se a dor é abdominal ou articular. Todos os animais são tratados por igual, nesta minha casa, mas devo confessar que este meu amigo de 18 anos é o meu favorito; o mais presente e o mais devotado de todos os gatos com que tive o privilégio de coabitar. Sei que, sendo muito idoso, me terei de preparar para o pior mas, neste preciso momento, sinto-me desarmada. Não estou preparada para ficar sem ele e muito menos para o ver sofrer... peço desculpa pelo desabafo. O seu amável comentário chegou num momento de grande fragilidade emocional...
Muito obrigada e um enorme abraço.
Maria João
“Estupidez”
ResponderEliminarHouve um primeiro passo
Que foi extinguir a cultura
Alguém disse, erro crasso
Assim a estupidez perdura
Viva a estupidez humana
Alguém disse ser infinita
Pois quem a arte profana
Julga a cultura maldita
Infinito o universo seria
Sobre isso não há certeza
Como já alguém dizia
Ficou apenas provado
Da estupidez a grandeza
Enquanto o resto é estudado.
Prof Eta
Estou sem ânimo para lhe responder, Poeta... muita coisa menos boa aconteceu hoje. Espero consegui-lo amanhã.
EliminarAbraço grande!
Esta extinção da cultura
EliminarMostra desprezo ao Saber,
Mas convém porque procura
Gente que mal saiba... VER
E só não falo em leitura
Porque pode acontecer
Esconder-se na noite escura,
Outra forma de o fazer...
Se de ler "politiquices"
Anda o povo "deformado"
Por intrigas e crendices!
Há Cultura, isso é verdade,
Mas não pode ser só Fado,
Só paixões e só saudade...
Olhe, Poeta, foi o que me saiu, assim, de repente... isto, hoje, não está bom para nada...
O luar estendeu-se à ponte.
ResponderEliminarVou ver o luar... com dor de dentes e tudo!
EliminarO chá reconciliou-se.
ResponderEliminarO Chá estava zangado? Vou ver, Poeta!
Eliminar“Bomba genética”
ResponderEliminarHá a bomba de neutrões
P’ra deixar tudo de pé
Só te estraga as feições
Não sabias mas assim é
Tudo permanece intacto
A alma é a excepção
É com o diabo o pacto
Na vitória da destruição
Que sem bombas avança
Mas a humanidade tritura
Com este ritmo frenético
É um plano de vingança
Faz parte da arquitectura
Do nosso código genético.
Ah, mas eu sabia, sim,
EliminarDas "bombinhas" de neutrões
Que à Vida podem dar fim
Sem estragar as construções...
Não faz parte de nós todos
Essa sede de Poder!
Há quem tente, de outros modos,
Criar, crescer, aprender...
Geneticamente somos
Animais e sonhadores
De futuros bem melhores
Ou laranja de mil gomos
Onde alguns gomos, piores,
Se apelidam de "senhores"...
Enfim... metafórico demais... mas é assim que vejo o ser humano, agora, neste momento histórico... e desde sempre, também é verdade...
Por aqui, mesmo sem bombas, as coisas não estão nada brilhantes... mas a minha visão do ser humano não parece ter sido muito "tocada" pela série de pequeninos desastres...
Quanto à vingança... aqui está outro conceito que considero tão primário que ainda me custa a "digerir"... mas existe, sim. Sem dúvida. Nos momentos M e transposto para as multidões, é quase impossível detê-lo...
Um abraço, Poeta!
O luar continua a brilhar na ponte.
ResponderEliminarSó agora vou à Ponte, Poeta... ontem estava exausta de todo, nem consegui levar-lhe aquele sonetilho que me saiu a correr...
Eliminar“Secreto de menos”
ResponderEliminarHouve um encontro secreto
Por isso vem nos jornais
Foi tudo muito discreto
Mas devia ter sido mais
Entre portas e travessas
Agenda ficou conhecida
E até algumas peripécias
O local e a ementa servida
Mais secreto é impossível
Como aqui ficou provado
E assim se constrói o futuro
Duma nação imprevisível
Que chegará a algum lado
Mesmo que não tenha seguro.
Prof Eta
Algum "ar condicionado"
EliminarDeu com a língua nos dentes
E logo foi comprovado
Que há segredos... transparentes...
Com tão grande transparência
E eu sem saber do que fala...
Não li o jornal... paciência!
Nos versos ninguém me cala!
Se for secreto, é preciso
Que alguém desvende os meandros
Duma coisa tão escondida
Pr`a que não dê prejuízo
Inventam-se alguns quejandos,
Fica a coisa resolvida!
Coxinho, coxinho... que nem eu, Poeta
Abraço grande!
FÁBULAS do ESCOPRO e da MARLÉNE
ResponderEliminarA FÁBULA do ROEDOR EMPROADO
Um coelho, muito emproado,
Enquanto tudo roía,
Consolava-se e dizia:
- Que sítio tão sossegado!
A gente do povoado,
Reparava mas queria
Acertar a pontaria
Sem deixar tudo estragado.
Agora o bicho, coitado
Já pouco abre a boca,
Deixa estragar o relvado,
Não se vê em nenhum lado,
Raramente sai da toca,
É um coelho assustado!
Eduardo
Garanto que assustadiça
EliminarTambém eu iria estar
Se tivesse de agradar
À tal senhora roliça
Que nos traz o euro à liça,
Que jura não perdoar
Quando a "pagança" faltar
E à qual respondo; - Chiça,
Que mania das grandezas!
Já chega a ser doentio!
Já nos basta de certezas,
D`austeridades, pobrezas...
Anda tudo em rodopio
Pr`agradar a tais altezas!
Boa noite, amigo Eduardo!
Acho que não consigo "fabular" como o meu amigo... nem pouco mais ou menos! Foi isto, o que me saiu assim que li o seu sonetilho que muito lhe agradeço.
Um grande abraço para si e Maria dos Anjos!
A lua continua na ponte.
ResponderEliminarE é uma bela lua, Poeta!
EliminarO chá vive.
ResponderEliminarVou já!
Eliminar“Portões do inferno”
ResponderEliminarAcredito que entramos
Aos portões do inferno
Nesta vida que levamos
Antes mesmo do inverno
Não, não vejo alternativa
Nem uma vida mais pura
Só esta actual missiva
Qu’oferece vida mais dura
Pr’a viver tens de pagar
Uma taxa p’ra respirar
Ou então sufocarás
É pois hora de entrar
E nossas almas entregar
Aos cuidados de satanás.
Só agora abro este sonetilho... ontem não o vi... sabia que havia outro, pelos comments na cx de correio, mas não o abri... mas não vai ser fácil... ou levo isto para a metáfora ou será o mesmo que sonetilhar sobre o Pai Natal ou o Coelhinho da Páscoa... parto, então, do principio que este inferno é o momento histórico que vivemos e que Satanás é o grande poder capitalista...
EliminarNão será fácil, pois não...
Eu, no entanto, acredito
Que acharemos solução
Para o nosso mundo aflito...
A ganância nunca abdica
Dos mil bens que conquistou
E o planeta inteiro fica
Nas mãos de quem o matou...
Mas... alguns nunca se rendem,
E a vitória, cedo ou tarde,
Há-de ser dos humilhados
E nunca daqueles que vendem
Um coração - que nem arde... -
Pr`a glória duns abastados!
Aqui está, Poeta! É o que penso e sinto. Lamento não poder ser mais específica... não saberia sê-lo, estaria a conjecturar... mas, nisto, acredito!
Há hard luar na ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarJá percebi que tenho sonetilhos para responder...
Agora vou só até à Ponte porque ainda tenho de ir tratar dos animais antes de voltar até ao computador... mas volto!
AGORA SÓ DE CANOA
ResponderEliminarTanto mar nós fomos ver
Decerto foi p´ra mostrar
O modo de estagnar,
A arte de empobrecer…
Um povo deve pugnar
P´lo lugar onde nascer
Sem pensar em explorar
Quem livre deve crescer
Nós fomos de caravela
De cruz pintada na vela
Mas voltámos a Lisboa
Não ensinámos ninguém
Pouco aprendemos também
E chegámos de Canoa.
Eduardo
Que delícia de sonetilho, amigo Eduardo!
EliminarNão sei se lhe vou conseguir responder... a ligação está tão má que não consigo "soltar" a inspiração... estou sempre a ver se ela cai e nem sequer está a ser muito fácil abrir as janelinhas e escrever... mas vou tentar...
Decerto fomos em glória
E com "boas" intenções
Mas a verdade é que a História
Nos mostra as contradições...
A história das descobertas
Tem as suas ambições
De ocupação, escravatura...
Houve trocas, houve ofertas,
Houve algumas ligações
Cujo fruto ìnda nos dura
Mas, apesar disso tudo,
Nas relações de poder
Mil coisas foram forçadas,
Por isso já não me iludo...
Ao impor-lhes um saber
Fizemos coisas erradas...
Levámos tecnologias
E outras formas de pensar
- tão longe de ser melhores... -,
Mas também epidemias
Que não soubemos curar
Ìnda que tendo "doutores"...
Fomos impor a cultura,
Mas não gostando de impérios,
Detestando ocupações,
Vi imposta a escravatura,
Pelo pão, pelos minérios,
A muitos, muitos milhões...
Estará ainda mais "empenado" do que eu, mas foi o que me saiu, amigo Eduardo.
Abraço para si e Maria dos Anjos!