SONETO PARA SAUDAR OS AMIGOS QUE ME ACOMPANHAM
Trago nas mãos o mesmo que tu trazes,
Uns pós de um quase nada que não usas,
Um punho, erguido aos dias mais audazes,
E um punhado – infalível! - de recusas…
Grito nas ruas, escrevo-me em cartazes
E exalto-me na cor de tantas blusas
Que ninguém sonhará a quantos “quases”
Reconduzo estas lutas inconclusas…
Devo, porém, dizer-te que fraquejo,
Que, embora corpo e alma, o meu desejo
Seria ir muito além do que consigo…
Que importa?! Ele surge sempre um novo ensejo;
Se me parece pouco o que em mim vejo,
Sempre há-de ser maior por estares comigo!
Maria João Brito de Sousa – 23.09.2012 – 19.14h
Também partilho dessa matemática:
ResponderEliminar1 + 1 = 3
2 + 2 = 6
3 + 3 = 9
4 + 4 = 12
...
É isso mesmo, Poeta!
EliminarAbraço grande!
ResponderEliminarBonito mesmo
e a cada momento de assim se ser...
uma bela e grande feliz noite
Obrigada, Anjo!
EliminarUma muito feliz noite para ti!
Fantástico Sivuca acedeu ao convite da ponte.
ResponderEliminarVou já, Poeta!
EliminarChá presente.
ResponderEliminarBom dia, Poeta! Bom dia, Chá!
EliminarParece-me que está em curso
ResponderEliminarum golpe de estado institucional
desde que estes anedotas entraram
espezinham Portugal...
Os políticos
puxaram ao prato a melhor sardinha
azar nosso que em tal assado
nem um queimou a pilinha...
Tenho estado a ouvir a TSF
e há um sentimento de que os políticos
são uns grandes lorpas...
uma bela manhã pra ti
Fui buscar este à tua caixinha de comentários pois foi lá que ele nasceu...
EliminarAhahahah... bem rimado, Anjo!
Nem um queimou a pilinha
Nem sequer queimou a mão...
Mas roubámos-lhe a sardinha
Para a comermos com pão!
A nossa amarga vidinha,
Quando tida em atenção,
É ir do lagar pr`á vinha
Nas rimas de uma canção
É suar todos os dias
Sem disso tirar proveito
- que proventos... nem pensar! -
Mudem-se, então, essas vias!
Suemos pelo direito
De gostar de trabalhar!
Aqui vai, Anjo!
Hé hé hé...
Eliminaracho que tou mesmo com febre
"Palúdica"...
e vê bem
até os cigarritos querem proscritos....
feliz tarde MJ
É, Anjo... não me posso entusiasmar muito na defesa do tabaquito... estamos na "via pública"... mas já me parecem imposições a mais... alguns de nós estão dispostos a tudo e mais alguma coisa para "morrerem cheios de saúde"... outros "preferirão um 45 rpm dos Beatles a um lp da Sarita Montiel" - citei o Quino, numa das suas faixas da Mafalda... parece-me sobretudo um tremendo exagero atribuir todas as doenças e mais alguma - e acredita que a maioria dos que não entendem nada de saúde, mas estão convencidos de que são verdadeiras autoridades, pensam assim - aos pobres dos cigarritos.
EliminarNão sou nada contra aqueles que querem fazer das suas vidas um roteiro de corridas ao ar livre, práticas saudáveis e mergulhos no mar... aquilo que sou contra, é o facto de me tentarem impor essas práticas como ideal de vida, desconhecendo que, a mim, não me daria gozo nenhum ver a minha vida transformada nisso... ou resumida a isso. Mas já me alonguei demais... não muitos, nunca demasiados, mas deixem-me em paz com alguns cigarritos porque sempre foi com eles que eu escrevi, pintei, rabisquei, garatujei e criei . Eu e todos aqueles que foram os meus pilares da infância e adolescência...
Agora é que vão ser elas, Anjo... vou "levar" de todos os lados... mas assumo o que disse!
Feliz tarde para ti!
Eliminara nossa identidade
por mais que devassada por "inteligentes"
nunca será vencida...
os arautos de desgraças fumegantes
serão a mais pobre rica hitleriana gente
do catálogo inteligente...vigente
e sem respeito pelo presente...enfim ..
bela e feliz noite
que os problemas "deles"
matemáticamente
5 minutos de frente a frente....em quantica cifrada..
vivamos o dia a dia com os idiotas...
que eles respeitarão um momento de dignidade
a nossa idade...
Que seja, tal como dizes,
EliminarRespeitada a dignidade
Dos que assumem ser felizes
Apesar da "certa idade"!
Feliz noite, Anjo
O sol já se vai escondendo e o meu ex-destruidor de mochilas - que calúnia! Este nunca o foi... - está a dar sinais de querer fazer um xixi...
Eliminarcerta idade que os bafejou
agora o demolidor
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiipróstata...
temos um Pais de porrinhos em alho de vinha...hé hé hé
xoxo fofo do B6 dos Penedos Altos...
Ahahahah! Adorei os "porrinhos em alho de vinha"!
EliminarHoje estás especialmente inspirado, Anjo!
O resto é que não é assim tão engraçado... mas podes estar a brincar... ?????
Bem... vou levar o sonetilho ao nosso Poeta Zarolho... antes que me esqueça outra vez...
Noite serena
Eliminartou só para te sossegar...
feliz noite a vocês dois de inspiradas
rimas
Ufa!!!
EliminarO raio da febre deixou-me cheia de sono antes da hora... mas vou ter de passear o Kico mais uma vez...
Bom soninho para ti. Sem sonhos tristes!
Fri-i-i-oooooo... brrrrr!
EliminarAinda vou tentar fazer umas coisitas no Face... o momento não está para sonos a uma hora destas...
Soninho sereno para ti!
ResponderEliminare de nada fazer
tanto que aprender
suas Ex.as por referencia
um dia
Assalto o banco de portugal
e fico preso e na miséria por já nada haver de tal...
brinco
tou memo com febre
e a suar que nem um cavalo...palúdico
feliz tarde
Ah, Anjo... estás a falar a sério? Tens de ver isso...
Eliminara minha febrita não é alta. É incómoda, mas fica-se por aí...
Pois... também já me passou pela cabeça a ideia de assaltar um banquito qualquer... mas cheguei à conclusão que não tenho jeito nenhum e eu sou uma mulher de compulsões... compulsões que me nascem sempre de uma predisposição natural para fazer qualquer coisa "bem feita". Estou segura de daria uma péssima assaltante de bancos... nem a amadora chegaria! Acredito que o amador é aquele que faz - seja o que for - com amor e eu sinto-me perfeitamente incapaz de assaltar um banco "com amor e paixão" Mas... que fazer? Também me ocorreu essa "saída"...
Eliminaré a febre
pois que assaltados fomos nós
à conta de quem quis ser ser
1º ministro, e agora
já nem a alma lhe chora....acredita...
uma noite feliz
Acredito sim, Anjo!
EliminarNoite feliz para ti também
Eliminaruma grande e feliz noite
Também para ti, Anjo!
EliminarNão a esqueço, querida Poeta mas raramente lhe lembro que a lembro sempre.
ResponderEliminarÉ bom que não lhe pareça pouco o que em si vê porque o que nós vemos em si e nos seus escritos ajudam-nos a ser sempre um pouco melhores do que estamos a ser.
Abraço enormemente GRD
Agora fiquei sem saber o que lhe responder, Eva...
Eliminarainda há pouco estive a tentar responder-lhe a um comentário mas a ligação falhou sem me deixar completar as palavras... e não está muito segura pois só lhe vejo dois ou três pontinhos onde deveria ver cinco... espero, pelo menos, conseguir deixar este abraço!
Gostei do seu sorriso franco =) como sempre com palavras muito bem escolhidas. A matemática do poeta que também é a minha, devia dar-se na Escola!
ResponderEliminarA foto já tem uns quatro anos, Golimix... o sorriso continua franco, mas... enfim... digamos que está um bocadinho estragado... como diria - disse - o Zé Mário Branco no seu célebre FMI, "faltam-me dentes..."*
EliminarMas o tempo não está para "limpeza de armas" e muitas coisas essenciais vão faltando a muitos portugueses.
Esta Matemática é a do construção do sonho e é linda, Golimix!!!
Abraço grande!
*Pelo menos a falta de um, vê-se muito bem
“Bloqueio”
ResponderEliminarNão está na violência
Uma qualquer solução
Eu falo com a anuência
Do meu destino na mão
Basta gerar o bloqueio
Na rua com um milhão
E donde a medida veio
Logo mais duas virão
Para tapar o devaneio
Da já longa governação
Que este buraco cavou
Desta gente estou cheio
Quarent’anos já lá vão
E nada de bom resultou.
Prof Eta
Concordo que a não-violência
EliminarSeja medida bastante
Para impor, nesta emergência,
Uma força triunfante!
É trabalho pr`a durar,
Esta corrida de fundo...
Não nos podemos cansar
Por erguer, nas mãos, o mundo!
Que ninguém tente enganar-nos
Ou comprar as nossas vozes
Que jamais se hão-de calar!
Havemos de revelar-nos
E de prender os algozes
Que nos tentem enganar!
Pronto, Poeta! Cá vai com o meu abraço!
Loucos na ponte.
ResponderEliminarE eu vou já, já
EliminarPoetisa,
ResponderEliminarÀs vezes fico dias sem escrever, sem deixar a inspiração cair no papel. Nesses dias vejo os seus camonianos e penso comigo: Que tamanha arte e inspiração?
Bom dia, Poeta Adílio Belmonte!
EliminarÉ muitíssimo normal que existam esses "intervalos", meu amigo! Eu também os tenho e, às vezes, bem longos... só os sonetilhos-resposta ao Poeta Zarolho é que eu vou conseguindo produzir diariamente. Mas faço-o num registo diferente das publicações e só assim, impondo a mim mesma um improviso imediato, consigo fazê-los... mas sem grandes - nem pequenas! - preocupações de qualidade. Respondo mesmo a primeira coisa que me vem à cabeça assim que leio o sonetilho que ele me envia.
Muito obrigada pelas palavras amigas de incentivo!
Um abraço grande!
Chá futuro.
ResponderEliminarVou já vê-lo!
EliminarUm bom dia...
ResponderEliminarUm muito feliz dia, Anjo
EliminarDevo estar no meio de uma dessas guerras de redes... a minha ligação está quase, quase desaparecida...
Abraço grande!
será o mau tempo também...uma festinha da minha parte
Eliminarao Kico...
um belo dia pra vocês
Um belo dia também para ti, Anjo!
Eliminar
ResponderEliminaractualmente quando faço umas fotos
ou um filme
noto o desgaste e começo a ver
o dobro do que estou a fazer...hé hé hé
temos que cuidar-nos
e eu que até tenho uma aversão danada aos óculos...
feliz tarde MJ
Xi, diplopia! Fazes bem em intervalar regularmente, Anjo... eu, pessoalmente, não tenho nenhuma aversão especial aos óculos... a minha algibeira é que tem
EliminarÉ cá uma "incompatibilidade" entre os dois, eheheheh
Feliz tarde, mesmo cinzentita! Nós cá a vamos colorindo!
Eliminartambém sofro desse estigmatismo...
Parece-me que é um problema endémico, aqui em Portugal... já da "cegueira completa" em que andámos mergulhados durante décadas, parecemos estar a melhorar...
EliminarTarde cinzentita mas feliz, Anjo!
Eliminare ao que chegámos...
belo resto de tarde
É verdade, Anjo... andava tudo com muita falta de visão...
EliminarPor aqui, o tempo vai-se tornando agreste... zunem umas rajadas que já deram para fazer bater portas e janelas... as nuvens parecem uma abóbada de gesso cinzento a descer sobre os telhados e a chuva já "desanca" nas vidraças... vou congelar, este Inverno... ou ainda não mas confesso que o temo um bocadinho...
nós por aqui
Eliminaré chuvinha que cai
e espero que venha um nevão
embora para já
penso que não...gosto das neves...
Pois eu também gosto, mas só as posso ver de longe... isto está tão fraquito que penso que morria de frio no meio delas...
EliminarEstou, constantemente, a ficar sem ligação... não tenho outro remédio se não desligar e reiniciar...
Eliminarexperimenta o
Spybot Search & Destroy...
que é um antivirus grátis
e do melhor que há...
ainda hoje tinha 238 entradas não autorizadas...
toolbars e mafarronices electrónicas...e nota-se logo
o desempenho do PC...
feliz noite MJ
Não sei como instalar o dito cujo... mas apanhei agora um "pedacinho de rede"... não sei se dá, mas aqui fica
Eliminarhttp://www.rtve.es/noticias/directo2/
Noite de muita esperança que bem precisa está a ser
Eliminareu vi na tv
e penso que o fascismo é cada vez mais presente
no engano que nos assola por parte dos políticos...
cá pra mim
eram umas garrafinhas de gasosa e desperdício...Tópas?
e sobre o Spybot
http://www.baixaki.com.br/busca.asp?q=Spybot&go=
deixo o link...vale a pena, um dos dois...
Tens toda a razão... há muito que o fascismo se vem implantando com pezinhos de lã... obrigada pelo link, Anjo. Vou tentar baixá-lo.
Eliminar
Eliminaro 1.6.2
é eficiente ...Bela noite
Já há bom par de anos que não instalo isto... a ver se consigo...
Eliminarcaramba! Vou ficar sem cigarritos... paciência... gostava de poder mexer-me mais, participar mais... mas parece que escrever é mesmo o que eu devo fazer...
Bela noite para ti, Anjo
Eliminarpenso que bloqueia o PC ao instalar
não te preocupes pois são só uns minutos
depois e a cada vez que sintas o PC lento
duas vezes no Icon ou atalho do Spybot
que demora uns minutos poucos...
se aparecer uma lista enorme de problemas
após o primeiro escaneamento
corrigir os problemas...
Ainda está a baixar, Anjo... espero conseguir... tenho sempre imensa - total! - dificuldade em instalar seja o que for, aqui... é muito difícil porque carrega tudo e acaba por, no fim, não instalar nada... e olha que não é só "nabice" minha... ando a tentar instalar uns plugins que estão desactualizados e nunca consigo...
EliminarNão o consegui instalar, Anjo... e só consigo dizer-te isto porque me vi obrigada a iniciar o computador em modo de segurança... está estranhíssimo - com uma configuração básica que eu nem conhecia - mas foi a única maneira dele me responder... eu explico; começou a apitar - não é brincadeira, era mesmo uma infindável apitatadela! - e foi-se abaixo completamente... reiniciei-o vezes sem conta, mas nunca respondeu e vi-me obrigada a tentar o tal modo de segurança...
EliminarBem, sempre é melhor do que desistir e nem sequer tentar vir até cá
Noite serena para ti, Anjo... desculpa mas não pude mesmo fazer o download do spyware ou anti-spyware... eu não sou grande coisa a lidar com isto e o apito ia-me furando os tímpanos...
hé hé hé...
Eliminaracho que tens por aí tralha
e o sinaleiro do programa que tens
conflita um elemento...configuração
até talvez seja da rede
mas duvido
porque até o que uso Security Essencials
não detectam nada...só ao navegar na rede...
pedires a alguem que o instale
pois dá jeito e limpa umas malandrices e espionices
que fazem os PCs mais lentos e etc...
Tens o AVASTi ?
Agora já nem vejo por cá o anti-vírus e não me consigo lembrar do nome do que tinha... espera aí que eu vou ver se ele está escondido no meio dos outros programas... ah, já me lembrei! Era o AVG! Fico limitada a uma configuração muito básica... nem som tenho!
EliminarRestaurar o Pc num dia ou hora que penses estaria bom
Eliminare a funcionar bem...
eu vou para os lençóis...
feliz noite
Não sei restaurar isto, Anjo... e não me deixa entrar no Facebook, o malvadão!
EliminarSonhos serenos e bonitos para ti
Já consegui arranjar um ponto de restauro, Anjo! Obrigada pela ideia!!!
EliminarFeliz noite para ti
Um bom dia
EliminarBom dia, Anjo! Ontem ainda consegui restaurar o sistema e, embora não tenha ainda tido tempo para testar o computador, tudo parece estar a funcionar bem. Acabei por nem responder ao Poeta Zarolho porque, entretanto, telefonou-me uma amiga que não via - nem ouvia... - há um bom tempo.
EliminarDia um pouco mais ensolarado, hoje
Feliz dia
“Basta”
ResponderEliminarNunca te dês por vencido
Volta sempre a começar
Se tudo parece perdido
Tens de novo que tentar
Porque numa eternidade
Felicidade não está perdida
Há sempre oportunidade
Porque é aqui a vida
Tens cérebro e coração
Um espírito e uma alma
Não te sintas desprezado
É sempre tua a decisão
Viver a crédito, sem calma
Ou pôr os fantasmas de lado.
Desprezada não me sinto
EliminarMas tive hoje uns acidentes
E se, por vezes os finto,
Estes foram persistentes...
Retomo, mais limitada,
A missão do dia a dia...
Melhor que ficar sem nada
Num pc que se avaria...
Farei o melhor que possa!
Continue a desgarrada
Pois não cedo facilmente,
Nem fico na pior "fossa"
Se for bem "desenrascada"
Num ecrã muito diferente...
Estou com a formatação do modo de segurança do pc, Poeta! Penso que estou bastante mais limitada nos acessos, mas está a dar para lhe responder. Houve para aqui uma avaria qualquer e foi-se tudo abaixo... mas ainda por aqui estou
Abraço grande!
A ponte percute.
ResponderEliminarDescobri que com o modo de segurança activado, no arranque do computador, fiquei sem poder ouvir os vídeos... não consegui ouvir o do seu blog, Poeta.Penso que também não conseguirei com o da Ponte... mas posso tentar
EliminarIsso é uma grande chatice, ficar com um computador mudo, agora que nem o 1º ministro o é.
EliminarPeça ajuda ao Anjo, já que eu nesse capítulo sou pouco mais que analfabeto.
Consegui, Poeta! Consegui restaurar o computador!
EliminarAleluia!
Aleluia mesmo,
Eliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=4jhApZ2yG_E&feature=related
Só agora vou tentar abrir o link, Poeta... mas não sei se consigo... vi-me aflita para comentar o Chá porque a ligação está um desastre... e ontem... bem, eu nunca tinha ouvido o computador a apitar assim! Pensei que fosse explodir...
EliminarAleluia, mesmo, Poeta! Lindíssimo!!!
EliminarTempo para chá.
ResponderEliminar“Imaginação”
ResponderEliminarP’ra esse peditório ó meu
Deste regime que fedia
Demais o pessoal já deu
Faz parte da democracia
Dos poderes consolidados
Que alternam por definição
E os corruptos instalados
Aos quais todos untam a mão
Nunca houve culpa formada
Nem provas do desvario
Que grassa nesta nação
Creio que não se passa nada
Investigaram anos a fio
Deve ser só imaginação.
Prof Eta
EliminarMas qual imaginação?
EliminarSempre foi uma vergonha
Esta absurda distinção
Entre quem manda e... quem sonha!
Sempre houve luvas, favores,
E uns tantos que se venderam
- a quem chamo de traidores! -
Por lugares que outros lhes deram!
Com, ou sem culpa formada
De muitos já nós sabemos
E, de outros, vamos sabendo...
Gestão danosa... ou "danada"
Deste tanto que perdemos
Mesmo nunca o percebendo...
Cá vai com um abraço meio desesperado pela falta de net... é a sexta publicação...
Fala-se baixinho na ponte.
ResponderEliminarVou sussurrando e quase sem rede, Poeta...
EliminarO chá não vai além.
ResponderEliminarHummmm... será que o o Chá está como a minha ligação? Nem sei se lá chego para beber o cházinho, Poeta
Eliminar“Mundo perfeito”
ResponderEliminarComeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Esse nó no estômago atroz
Desta fome como acepipe
Um num bilião sem voz
Impossibilitado de gritar
Sentindo repulsa feroz
Por nada conseguir mudar
Nesse seu beco imundo
Onde jaz vivo num papelão
Seu aconchego, seu leito
Nada sequer pediu ao mundo
Aqui não conta a sua opinião
Neste mundo tão perfeito.
A fome é a sobremesa
EliminarDe muitos, no meu país,
Nação que teve a grandeza
De ter um povo feliz
Que, de repente, se viu
Roubado nos seus direitos!
Punamos quem permitiu
Tanto logro e seus efeitos!
Nesse enlouquecido operário
- por acaso, brasileiro -
Vejo o nosso proletário
E até o pobre burguês
Que encontra a vida ao contrário
Dos mil projectos que fez...
Abraço grande, Poeta. Espero conseguir...
Ponte em construção.
ResponderEliminarVou já vê-la, Poeta
EliminarANDAM ROBINS PELOS BOSQUES
ResponderEliminarOs Robins sofisticados
Da nossa indignação
Esbulham os esfomeados,
Enchem a pança ao vilão
Pelos bosques, disfarçados,
Espalham a confusão…
Mesmo com os dias contados
Cumprem a infame missão
Às ordens vindas de fora,
Com reverência monástica,
Dão resposta sem demora
Obedecem sempre em nome
Duma tríade com suástica
Que manda matar à fome.
Eduardo
O chá está contra.
ResponderEliminarDecerto não estará mais contra do que esta minha malvada ligação, Poeta! Ontem perdi vários comentários, incluíndo um sonetilho-resposta ao seu pai... acabei por ter de desistir antes das 23h. Já não aguentava reiniciar a ligação, responder e perder tudo logo em seguida... hoje continua mais ou menos na mesma e eu tenho as caixas de correio a abarrotar...
EliminarVou ver se consigo chegar ao Chá...
“Universidade de Verão”
ResponderEliminarNa universidade de Verão
Aprendes a governar
Oportunidades virão
P’rás matérias aplicar
Começas por vereador
Depois vais a presidente
Entretanto já és doutor
No hemiciclo da gente
Ministro era o teu sonho
Concretizado aos quarenta
Mercê da brilhante carreira
Início dum futuro risonho
Consultor até aos sessenta
E uns milhões na algibeira.
Prof Eta
Ora bem! Grande verdade,
EliminarEssa, a do favoritismo!
Porém, na realidade,
Gerem mal o "realismo"
Do muito que sofre um povo
De cigarras e formigas
Que nada encontra de novo
Se não mentiras, intrigas...
Ouvi muito boa gente
Dizer que o mesmo faria
Se estivesse em seu lugar...
Eu não sei se sou diferente
Mas não me permitiria
Receber sem o ganhar...
A muito custo, aqui vai, Poeta.
A ligação serenou mas o Kico está pior do que nunca e com uma imensa dificuldade em respirar. Ontem perdi, num desses faniquitos da net, um sonetilho-resposta ao seu pai.... fiquei francamente furiosa porque não me tinha sido nada fácil conseguir escrevê-lo... com comentário adicional, e tudo!
Vou ver se consigo hoje, muito embora esteja com uma "directa" - praticamente não consegui dormir com o Kico neste estado - , febre e muitas dores de cabeça... para além das habituais.
Outra construção na ponte.
ResponderEliminarAh, Poeta... não me lembro se consegui comentar a Construção que ontem ouvi, cantada pelo Ney Matogrosso... acho que a ligação caiu antes de conseguir publicá-la... mas vou já ver!
EliminarCrise do chá.
ResponderEliminarPobre Chá... vou ver, Poeta!
Eliminar“Escravo da liberdade”
ResponderEliminarOnde começa a liberdade
Se alguma vez começou
Para que saibas a verdade
Antes de começar acabou
Começou a lenta asfixia
Sob uma capa disfarçada
Que a vida livre prometia
Enquanto nos era retirada
Agora perante a evidência
Dum beco já sem saída
As doses de maledicência
Não mudam a causa perdida
Livre um dia da existência
Para ser escravo tod’a vida.
Nunca tive vocação
EliminarPara ser tão escrava assim...
Deixo a minha opinião,
Mesmo próxima do fim...
Um mundo novo é possível
Por muito que custe a crer
Que esta "armadilha invisível"
Não deite o mundo a perder...
Se o beco não tem saída,
Abramos-lhe, então, agora
Uma entrada, uma janela!
Eu aposto a minha vida
Em como chegou a hora
De entrarmos todos por ela!
Poeta, aqui vai um tanto ou quanto apressado... preciso mesmo de tratar do Kico... abraço grande!
Soweto na ponte.
ResponderEliminarO Kico está com um edema pulmonar. Custou-me muito a chegar lá, mas fui ao Vetpatas com ele. Já não sei o que será melhor... ele tem aguentado tanta coisa, tanta, que todos ficam espantados de o verem, ainda, por cá... esperemos que a aflição da falta de ar melhore um pouco e que ambos consigamos ter uma noite descansada. Estou que não me aguento. Mas vou já à Ponte, Poeta!
EliminarAs melhoras e um bom descanso.
EliminarSó um aparte, gostei desse nome Vetpatas.
Eu também o acho um nome muito, muito bem conseguido!
EliminarO Kico, por enquanto, ainda está "por cá"... espero que passe uma noite um pouco mais sossegada, hoje, com a nova medicação... nem eu nem ele temos dormido nada... pelo menos "nada" em termos de continuidade. As crises de falta de ar são muito ruidosas e ele tem estado sempre com elas...
Obrigada e um abraço grande para si!
O chá unido.
ResponderEliminar... jamais será vencido!
Eliminar“Portugal anunciado”
ResponderEliminarSomos laboratório social
Do desastre anunciado
Nesta atmosfera radical
Dum regresso ao passado
Que dizem ser neoliberal
Mas eu acho que é o fado
Dum país que é Portugal
Ao seu destino amarrado
Oito séculos d’existência
A viver do ouro acumulado
Conclui-se da experiência
Somos um povo destinado
A lutar pela subsistência
Não é brilhante o resultado.
Prof Eta
... do desastre anunciado,
EliminarEstranhamente pressentido
Que, decerto, não é fado
Nem é pr`a ser permitido,
Está tudo a ser convocado
- mesmo estando dividido -
Para ficar bem acordado
Depois do sono dormido...
De que havemos de lutar,
Disso não duvido, não!
Temos mesmo de o fazer!
Haverá que organizar,
Dar corpo à revolução
Sem deitar tudo a perder...
Abraço grande, Poeta!
Cabral voltou à ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarO chá no abismo.
ResponderEliminarTambém nós andamos por lá, Poeta Vou já vê-lo!
Eliminar“Humana jaula”
ResponderEliminarMandam e nós pagamos
Não há outra condição
Ou margem p’ra enganos
Nem espaço à revolução
Os humanos revoltados
Levam bastonadas no pêlo
Os humanos fraccionados
Não respondem ao apelo
Os humanos venderam
A sua consciência social
Ao fascínio de consumir
Na sociedade que criaram
Para o bem e para o mal
Donde não conseguem sair.
Isso não! Ou vai ou racha!
EliminarO momento é de batalha
E quem nela não se encaixa,
É mais um que, a nós, nos falha!
Não de batalha sangrenta,
Mas das de exercer pressão
Sobre esta corja nojenta
Que deu cabo da nação!
Em nós cresce a tal consciência
Da classe trabalhadora
Que alimenta os corrompidos,
Em nós cresce essa impaciência
De quem semeia e labora
Bens bem mais distribuídos!
Abraço grande, Poeta!
O Kico foi ao Vetpatas outra vez e ainda está por cá. Está num estado muito mauzito, mas ainda vive!
INTELIGENTES e IGNORANTES
ResponderEliminarSou pela TSU
Porque sou inteligente
O ignorante, és tu
Que vês de modo diferente
E na rua tanta gente
A rejeitar o menu
Só o Borges omnipotente
Não vê que o rei vai nu…
Na sua Universidade
Tudo será reprovado
Por não ver a verdade
Por sua benevolência
É o Relvas aprovado
E com nota de excelência.
Eduardo
Se é duma ou doutra maneira,
EliminarTanto faz porque, afinal,
No meio de tanta asneira,
Sempre paga Portugal...
Estou numa imensa canseira
E isto está-me a sair mal
Mas tento, numa carreira,
Escrever-lhe um texto banal
Quanto ao senhor que expressou,
Há pouco, essa afirmação,
Já nem sequer me espantou...
Tenho ouvido enormidades
Que não diria o meu cão
Que nem diz barbaridades...
Desta vez penso conseguir enviar-lhe a minha resposta rimada, amigo Eduardo.
Na confusão, perdi o rasto ao seu outro sonetilho... a que respondi. Eu explico; respondi-lhe num daqueles dias em que a ligação estava péssima e tudo se me "evaporou" antes de eu ter tido tempo para copiar fosse o que fosse.
Muito obrigada por mais este poema que tanto enriquece este blog.
Um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
Quando me lembro da ponte.
ResponderEliminarVou já, já... para me não esquecer
EliminarO chá governa.
ResponderEliminarSempre quero ver isso
Eliminar“Sem guito”
ResponderEliminarAcreditar não acredito
Quem poderá acreditar
Se anda tudo sem guito
Já só podemos cantar
Eu podia ser deputado
Não tinha que me ralar
Mas quero ser honrado
Só gostava de trabalhar
Não m’importa o local
Só me apetece chorar
Mas p’ra não desidratar
Vou ter que m’aguentar
Sou nascido no Juncal
Mas um cidadão global.
Prof Eta
Não consigo responder-lhe... mal consigo alinhavar meia dúzia de palavras com significado, Poeta. Espero estar melhor amanhã.
EliminarAbraço grande.
A ponte está sem guito.
ResponderEliminarE eu com um tremendo pico de hipertensão... vou tentar ir lá, mas estou quase, quase sem rede e, há pouco, no Rádio Horizontes, não tinha som...
EliminarINDIGNA-TE
ResponderEliminarSe a ira fosse um pecado
A opor à mansidão
Urgiria pôr de lado
Uma tal oposição,
Pois até Cristo, irado,
Expulsou o vendilhão
Que exercia o mercado
À laia de usurpação.
Se estás indignado
Grita alto a indignação…
Não podes ficar calado
Humilha o sempre exaltado
E esfola o vilão,
Ou serás tu o esfolado.
Eduardo
Muito obrigada por mais este excelente sonetilho, amigo Eduardo. Hoje não estou mesmo em condições de responder. Estou com a tensão arterial muitíssimo alta e não me sinto nada bem. Está-me a ser muito difícil escrever, mesmo estas banalíssimas linhas.
EliminarUm abraço grande e desculpe-me.
O chá entrou em austeridade.
ResponderEliminarE eu continuo a sentir-me muito mal, Poeta. Vou até lá mas não prometo escrever nada que jeito tenha.
EliminarA tensão sobe muito sempre que me esforço e o Kico, neste estado, exige-me um esforço constante.
“O banquete”
ResponderEliminarChegou a austeridade
Aí pelas três da tarde
Por favor tende piedade
Que morro de ansiedade
Nesta porra de sociedade
Que não nos diz a verdade
Mas apregoa a equidade
P’ra nos matar com vontade
E eu que morro sem saudade
Dos que sugam vitalidade
Ao imporem a mortandade
Fazem parte da irmandade
Que não alcança a saciedade
No banquete sem moralidade.
Muito bom, Poeta!
EliminarNada ouvi, nada escutei,
Mas depressa percebi
Que estes impostos, pr`á grei,
São de qui-qui-ri-qui-qui...
Vão-se os pobres dos salários
E não há quem anteveja
Que eles possam ser necessários
Seja pr`àquilo que seja
Que nos mate esta fominha,
Qu`enriqueça este país,
Qu`eduque as nossas crianças
Ou que apague essa tal linha
Que torna o povo, infeliz
A bem das régias Finanaças!
Está horrível, eu sei, mas foi porque teve de nascer "a martelo" e eu continuo a não estar nada bem.
Abraço grande, Poeta!
Ai, como eu estou! Saiu Finanaças em vez de Finanças!!!
EliminarSaiu à ponte.
ResponderEliminarVou lá, Poeta
EliminarO chá chumbou.
ResponderEliminarMas não terá sido inútil, Poeta! Vou já!
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