VIVER ATÉ AO FIM
(Soneto em decassílabo heróico)
Mal se te apague esse último embondeiro
Em horizonte incerto, agonizando,
Entenderás que a morte foi tomando
Tudo o que a vida te ofereceu primeiro
Sem que te concedesse um só roteiro,
Sinopse ou mera guia de comando
Do tempo incerto que em te foi gastando
Sem dar-te contas de um tal cativeiro.
Só sabes que há-de vir, que a todos calha
A hora de, envergando uma mortalha,
Voltar ao barro cru que tanto amaste
Mas, por cada segundo em que ela falha,
Aproveita! Inda é vida a mão que espalha
Sementes sobre um chão que antes lavraste.
Maria João Brito de Sousa – 09.06.2013- 15.18h
Sá bias palavras...
ResponderEliminarUma muito feliz noite
Serão, Anjo... mas... mal de mim quando sinto tudo isto e nem me lembro de falar de outra coisa... é a minha última publicação.
EliminarUm feliz Dia de Portugal e de Camões!
EliminarFeliz tarde
“The woman in red”
ResponderEliminarO símbolo do protesto
É a mulher de vermelho
O polícia com seu gesto
É do poder o espelho
Sentiu a séria ameaça
Da mocinha aperaltada
E antes qu’ela o desfaça
Vai daí não faz mais nada
Utiliza todo o poder
Como o poder lhe ordena
Em nome da democracia
Que para se proteger
Ao povo inflige a pena
Como a lei sentencia.
Prof Eta
Ainda volto para lhe responder, Poeta! De momento estou mesmo desinspirada de todo! Abraço!
EliminarKing na ponte.
ResponderEliminarVou ver isso, Poeta!
EliminarAVENIDAS NOVAS
ResponderEliminarPor tais ruas, eu, não vou…
Prefiro passar de lado.
Muito justo lá entrou
E foi, sempre, atropelado!
Apesar disso, tentou
Voltar por tal empedrado.
Só agora reparou
Que sempre foi enganado.
Eu vou P´la nova avenida
Que pouco a pouco trilhada
Há-de ser a mais comprida
E onde, em fraternidade,
Seguiremos de mão dada
Até encher a cidade!
Eduardo
Amigo Eduardo, ainda não tinha tido a oportunidade de lhe responder a este seu sonetilho às Avenidas Novas... mas a verdade é que já o li, antes de sair, esta tarde e essa leitura acabou por me suscitar um poema com estrofes de doze versos... é mauzinho, eu sei, mas estou completamente desinspirada e fazer este já foi bastante incomum...ocorreu-me, essencialmente, o primeiro verso do seu sonetilho "Por tais ruas, eu não vou..."
EliminarChamei-lhe
AVENIDAS NOVAS EM... "DUODÉCIMAS"
Sempre foi muito atraente
Fazer como toda a gente,
Escolher grandes avenidas
Onde os passos sejam fáceis
E os passeios, sendo gráceis,
Exibam, bem construídas,
Moradias, portões altos,
E montras bem decoradas
Quais armadilhas montadas
N`antevisão dos assaltos
Quase sempre inevitáveis
Nessas ruas mais… “notáveis”
Mas, verdade seja dita!
Apesar de muito aflita
Do tecido muscular,
Prefiro ir, devagarinho,
Escolhendo, eu própria, o caminho
Que os meus pés irão pisar
Pois só assim satisfaço
Meu propósito de vida
Sem que me sinta vencida
Pelo auge do cansaço
E outras coisitas menores
A que é comum chamar dores…
Caminhando e construindo,
É assim que vou seguindo
Até que, a dado momento,
Surja o final da tal estrada
Que andei, passada a passada,
Sem males de arrependimento
E, por ser muito teimosa,
Deixo a rua mais “vistosa”
Pr`ós que nem saibam viver,
Porque esta é tão mais serena
Que só me resta ter pena
De quem “a outra” escolher…
Se há caminho pré-traçado,
Fica já posto de lado
Pois mulher-em-construção
Cria o seu próprio caminho;
Voe alto ou voe baixinho,
Nunca segue a multidão
E assim que a escolha for feita,
Sem recuar, nunca aceita
Caminhos pré-fabricados!
A avenida, estreita ou larga,
Fica pr`ós burros-de-carga
Com sonhos mal albardados…
Maria João Brito de Sousa
Um grande, grande abraço para si e Maria dos Anjos!
Amiga poetisa,
ResponderEliminarNão concordo com seus presságios, pois, por pior que seja a situação, a vida não nos pertence. A vida é divina! A poesia é divina! E de tudo isso cuida Deus, que ama a tudo. Aliás, poetas não precisam preocupar-se com o fim da vida corpórea, pois já ganharam a eternidade. Vivem ainda Camões, Dante e Shakespeare . Por que Maria João ser pessimista.?
Ainda precisamos muito de sua poesia.
Eu mesmo lhe enviei pobres versos para revisão, inclusive um em sua homenagem. Que Deus te ilumine, te dê saúde, amor e muita inspiração!
ADILIO BELMONTE
Belém-Pará-Brasil
Não sou mesmo nada pessimista, amigo Adílio! Apenas estou farta da falta de privacidade em tudo o que é programa, caixa de correio ou plataforma ligados a este computador e aos meus endereços electrónicos... não esqueçamos nunca que a poesia não pode nem deve ser condicionada desta forma... nem sequer por Deus, meu caro amigo!
EliminarRecebi os seus poemas e farei o possível por lê-los, assim que tenha um pouco mais de tempo livre. Ainda só consegui abrir uma meia dúzia deles... os programas têm estado a instalar-se e desinstalar-se à revelia de mim e a ligação esteve inacessível durante um bom tempo... terá de ter alguma paciência.
Um grande abraço e muito obrigada!
Maria João
Chá plagiou.
ResponderEliminarVou ver esse plágio do Chá, Poeta
EliminarChá não plagiou.
ResponderEliminarAhahahahah! Também me parece que não, Poeta! Vou lá ver...
Eliminar“10 de Junho agrícola”
ResponderEliminarPortugal república de bem
Tem uma missão estóica
Já prepara como convém
Aquele que é o pós-troika
Apostar na agricultura
Deste seu vasto território
É mensagem que perdura
Associado a fim meritório
Teremos a fundo perdido
Subsídio pr’ó fogo preso
Será grande o alarido
Na tomada de decisão
Mas se acaba tudo teso
O pós-troika é a extinção.
Prof Eta
Cheguei há pouco do laboratório, Poeta. Não me sinto muito bem e a "desinspiração" é total... mas tentarei voltar ainda hoje a este seu sonetilho... mas sempre lhe digo que me parece que esse pós-troika é só "para português ver"... e não falo muito mais por agora... venho zangada... pelo menos, menos bem disposta e nada "tolerante"... o que é bom, em relação às troikas, mas não me traz inspiração nenhuma...
EliminarObrigada e até já, Poeta!
Regressa à ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte, Poeta!
EliminarPlágio original no chá.
ResponderEliminarEheheheh... ora aqui está algo que me parece muito original!
EliminarOutono na ponte.
ResponderEliminarPoeta, peço desculpa mas não terei tempo de ir à Ponte... pelo menos para já. Tentarei ler o seu sonetilho ainda hoje e darei um pulinho até ao vídeo assim que regressar de uma tarefa urgente, inadiável...
EliminarAbraço grande!
“Estatística”
ResponderEliminarSe há milhões de pobres
Poderá existir um rico
Se proliferam os torpes
Mais honesto eu fico
É a distribuição normal
Pl’a estatística explicada
Pr’a existir um animal
Tem que existir a manada
Antes pobre e honesto
Assim já sei que não presto
Estatisticamente falando
Pois há muitos que aí estão
Por terem mais dum milhão
Também não estão prestando.
"Estatisticando"...
EliminarNem pobreza miserável,
Nem o luxo da riqueza
São uma forma saudável
De imitar a natureza,
Mas é tudo uma questão
De alterar mentalidades
Nesta humana condição
Cheia de arbitrariedades...
Do que os números disserem,
No que a mim me diz respeito
Quanto à minha própria vida,
Não farei o que quiserem
Pois bem sei que o não aceito!
Vencida... não convencida!
M. João
Aqui vai, atrasado, mas com o abraço grande do costume!
Chá levou chazada.
ResponderEliminarBem... ao Chá ainda vou. Vou "de fugida", mas vou!
Eliminar“Santinhos”
ResponderEliminarS.Hollande nos valha
Diz que a crise acabou
Este santinho não falha
Tanto a gente o desejou
Eis agora o salvador
Quando tudo desvanecia
Afirmou-se esta voz maior
E resolveu tudo num dia
E eis que ouço outra voz
Esta é cá do nossa terra
Um desafio veio lançar
Diz que é pr’a todos nós
O desporto está na berra
Não esqueçam de praticar.
Prof Eta
"Santinhos e... fingidores..."
Eliminar... mas quem pode acreditar
Se com dois dedos de testa
Qualquer um vai constatar
Que mal começou a "festa"?
Permaneçamos unidos,
Mais que nunca organizados,
Coerentes, resolvidos
A não sermos derrotados!
Quem quiser ser aldrabão,
Pode sê-lo em qualquer parte,
Não tem de ir para o Japão
Fazer discursos em vão
E, sem engenho nem arte,
Armar-se em Sebastião...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!
PS - Ainda não consegui ir ler o sonetilho de ontem...
Futuro na ponte.
ResponderEliminarHaver futuro, há... há é que agarrá-lo já, com força... e claro que não estou a falar do meu, eheheheh... mas vou à Ponte!
EliminarChá habituado.
ResponderEliminarPode ser bom... ou mau... é tudo uma questão de perspectiva
EliminarVou vê-lo, Poeta!
“O mais alto cume”
ResponderEliminarDesde o mais alto cume
Verás as nuvens pairar
Mas não sintas azedume
Respira puro esse ar
Que a poluição persiste
Consome-nos devagar
Mas àquele que desiste
Mais depressa irá matar
Com a vida devagarinho
Nesse passo apressado
Não escolhendo caminho
Chegarás a qualquer lado
Mas o destino de dor
Esse já está traçado.
No cume... das burocracias!
EliminarJá vivo em câmara-lenta...
De outra forma já não posso!
Nem tempo se me acrescenta,
Nem rindo, eu saio do "fosso"!
Pairo entre as burocracias
Dos balcões de atendimento
E uso "palavras vazias"
Pr`a pedir diferimento...
Mais lento... não sei que seja!
Depois... há sempre uma falha,
Um errozito qualquer
("Gralhita" que mal se veja
nunca deixou de ser gralha
por estar sempre a acontecer...)
Maria João
Aqui vai, Poeta, profundamente embebido da "desinspirante" burocracia que me tem "envolvido" ultimamente... mas com o abraço do costume!
Carolina na ponte.
ResponderEliminarvou vê-la!
EliminarChá à porta.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
Eliminar“Cobaias”
ResponderEliminarQue o poder sitiado
Do seu palácio não saia
Pois o povo desgovernado
Já só espera qu’ele caia
Mas apenas tem cantado
Ou emitido uma vaia
Povo assim pacificado
Só poderia ser cobaia
Da austeridade asfixiante
Que nos quiseram impor
Pr’a levar ao crescimento
Contra a mentira gigante
Cantemos com todo o fulgor
Um cantar mais violento.
Prof Eta
Cobaias, não!
EliminarCobaias não queremos ser!
Gente lúcida, actuante,
Não se quererá rever
Numa cobaia... gigante...
Mas de tão "desinspirada"
E alheia das "criações"
Mais me vale não dizer nada,
Quedar-me nas transcrições!
Nestes anos - já são longos... -
De perpétua criação
Com tão forte intensidade,
Vivi, sofri alguns "tombos",
Desgastei-me "até mais não"...
Ando em... "inatividade"!
Maria João
Aqui vai, Poeta, muito saído "a martelo"... mas estou mesmo muitíssimo "desinspirada" e muito "absorvida" por um trabalho de pesquisa e transcrição que, juntamente com a ocupação constante com a "bicheza", me preenche o tempo inteirinho. Abraço grande!
Martinho da ponte.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
EliminarChá na fronteira.
ResponderEliminarVou ao Chá mas penso que não terei tempo - agora - para responder ao sonetilho, Poeta...
EliminarE EU QUE PENSAVA!...
ResponderEliminarPensava que era diferente
De qualquer outro animal,
Do melro do meu quintal
Que por lá anda contente,
Do chilreante pardal
Que ouço continuamente,
Do lobo ou do chacal,
Do mosquito impertinente…
Nisto andei eu a cismar,
Pensando que eles não pensam
E acabei a cogitar
Que afinal, no seu bom senso,
Eles pensam, vivem e dispensam
Tudo aquilo em que eu penso.
Eduardo
EliminarEU, NUNCA TAL PENSEI!
Sempre, os que me rodeavam,
Disseram não ser ser assim
Pois sabiam que pensavam
Os melros do meu jardim
E até os gatos que andavam
Por lá, fazendo um chinfrim,
Nunca eu duvidei que amavam
Porque gostavam de mim!
Meu avô, meu pai, essoutra
Mulher cultaa, esclarecida
E acima de todos, douta
Que era a mãe do meu paizinho,
Tudo sabia da vida
Que há em cada animalzinho...
Maria João
Eheheheh... tive a sorte de nascer no seio de duas famílias - paterna e materna - que eram "precursoras" no que respeita aos direitos dos animais... era "gente muito avançada" para a época, penso eu. Teorias sobre a inteligência e sensibilidade dos animais não humanos - sem dúvida realidades em que ninguém reparava... - que só nos dias de hoje começam a expressar-se mais abertamente, eram, para mim, "o pão nosso de cada dia", desde que me lembro de ser eu. Mas os animais nunca foram por nós "humanizados à força"... todos tínhamos uma saudável ideia do que era a "dignidade" de uma espécie... e também sabíamos respeitá-la.
Obrigada por este delicioso sonetilho, amigo Eduardo!
Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Há lobo na ponte.
ResponderEliminarLobos? Sei que lhes dão uma péssima conotação... mas tenho alguma dificuldade em "separar as águas"... além disso já nem me lembro quem, mas alguém cantava; "Mais vale ser um cão raivoso do que um carneiro..."
EliminarMas vou à Ponte!
Cão Raivoso
EliminarSérgio Godinho
Mais vale ser um cão raivoso
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor
o dia inteiro
e a dar-lhe de lã e da carne e da vida
e do traseiro
mais vale ser diferente do carneiro
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
Ahhhh! Obrigada, Poeta! É mesmo do Sérgio Godinho!
Eliminar"Mais vale ser um cão raivoso que uma sardinha/metida, entalada na lata, encolhidinha
Que vai ser comida, digerida e c*******a..."
O que eu cantava isto!
Chá sem rigor.
ResponderEliminarVou ver isso, Poeta!
Eliminar“Tempo novo”
ResponderEliminarDeixem o tempo chover
Deixem o tempo nevar
É tempo de voltar a nascer
Ele há tanto em que pensar
Deixem o planeta viver
Deixem o planeta rodar
Deixem de se intrometer
Ele há tanto a transformar
Deixem o homem crescer
Deixem o homem cantar
E não o deixem morrer
Pois é tempo de caminhar
Com a certeza de poder
Um tempo novo fundar.
Amor na ponte.
ResponderEliminarVou já, Poeta!
EliminarChá moldado.
ResponderEliminarHummmm... fiquei curiosa. Vou já!
Eliminar“Maldito”
ResponderEliminarSem asas consigo voar
Viajo no pensamento
Também posso sonhar
Sem dormir um momento
Sonho um novo viver
Que estou sobrevoando
Vejo o mundo a nascer
Sobreviverá até quando
Ou será um nado morto
Às mãos de gananciosos
Onde sonhar é interdito
E voar é um desporto
Duma elite de ociosos
Donos do mundo maldito.
Prof Eta
BENDITO!
EliminarHoje não estou muito "mansa"
E ando farta das "elites"
Que, no "comando" da dança,
Vão fazendo com que hesites
Mas não vou recomendar-te
Tão grande ausência de sono...
Cuidado ou roubam-te a arte
Pr`á deixar ao abandono!
Sempre há-de haver quem resista,
Quem da vida não desista,
Quem não seja "subornável",
Quem de vermelho se vista,
Quem, erguendo-se, persista,
E torne o mundo... viável!!!
Maria João
Com o meu abraço, Poeta!
Ponte dos lamentos.
ResponderEliminarSó agora venho à Ponte...
EliminarChá da sorte.
ResponderEliminarVou... de fugida. Terei de sair, mais uma vez...
Eliminar“Compatível”
ResponderEliminarNão posso explicar-me
Pois não tenho explicação
E não poderei evitar-me
Enquanto bater o coração
Irei eu reencontrar-me
Numa outra dimensão
Poderei então moldar-me
Talvez sim, ou talvez não
São viagens imperfeitas
Cujo fim desconhecemos
Há quem as pense prefeitas
Não descuro a possibilidade
Mas como nada dominamos
Não aceito a incompatibilidade.
Eu, nestes dias que correm,
EliminarJá nem sei o que lhe diga...
Não há forças que me domem
Mas sempre fui sua amiga!
Não procuro dimensões;
Lido - e estou sempre a aprender! -
Com eternas situações
E novas formas de as ver...
Tampouco me hei-de ralar
Com perfeições que outros vejam
Onde as não puder achar
E, se pelo sonho vou,
Pelos sonhos - quantos sejam! -
Serei tudo o que já sou...
M. João
Isto vai tão, tão, tão "coxinho" - e feito MESMO a martelo... -, que estive quase a apagar tudo... mas... aproveito porque ando a sentir-me completamente "vazia de rimas"...
Abraço!
Eu como leitor leigo não atendo a esses aspectos, gosto principalmente da forma como descreve o caminho que trilhou e que valida. Sinceramente gostei.
EliminarObrigada, Poeta! Mas olhe que é gentileza sua... normalmente os sonetilhos-resposta fluem rápida e facilmente... a este, coitado, dei mil e uma voltas e tive de me concentrar a sério para lhe encontrar as rimas... nada existe de mais "desinspirador" do que uma boa dose de burocracia, garanto-lhe!
EliminarAbraço grande!
AS REFORMAS e os PALHAÇOS
ResponderEliminarCom os médicos a emigrar
Em enormes contingentes,
P´ra socorrer os doentes,
Foi preciso contratar,
Para os casos mais prementes
Palhaços para animar
Os pobres dos pacientes
Que estavam a definhar…
Com esta iniciativa
Se arranjou uma forma
Duplamente criativa:
Certos coleccionadores
Vão juntar outra reforma
Às reformas anteriores.
Eduardo
Grata por mais este sonetilho, amigo Eduardo!
EliminarEU, (AINDA) SEM REFORMA...
Sem reforma e sem prestar
Seja lá para o que for
Estou aqui... só por cá estar,
Já perdi todo o valor
E se acaso "debitar"
Uns versos feitos "de cor",
Faço-o tão só pr` agradar,
Sem sombra do velho ardor...
De "palhaça", nada tenho,
Mas - confesso! - não desdenho
Uma reforma qualquer
Coisa pouca! Uns tostõezitos
Como garante d`aflitos
Que tentem sobreviver...
Maria João
Só me ocorreu "falar" das peripécias deste meu dia, amigo Eduardo. ... e da minha pontual e enorme falta de inspiração. Mas o "tom" é chocarreiro... embora eu esteja mesmo desinspirada e tenha, efectivamente, acabado de escalar algumas "colinas" da burocracia.
Abraço grande para si e Maria dos Anjos!
Amanhã na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte... estou desinspirada de todo...
EliminarChá sabedor.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
EliminarViver, em princípio, é até ao fim!
ResponderEliminarHá quem não pense assim...e é de lamentar e lamento!
Também procurarei
não descer até ao fim
e fugir do chão ou da pira
e subir com ajuda
a um outro lugar
melhor e altaneiro.
E se pedir com Fé
espero que Deus me ouça
e mande alguém ajudar-me
a não descer,
mas sim subir!
Descidas por cá, tenho eu muitas!...
Te perdi?
Sei que não!...
Abraço e beijo ao poema e a quem o escreveu
Mª. Luísa
Não, Maria Luísa! Não me perdeste de forma nenhuma... eu é que ando meia "perdida" no meio de burocracias da vida real e mal vou conseguindo tempo para vir a este espaço... mas também me decidi a não publicar mais nenhum inédito... penso que entrei em processo de "divórcio por mútuo consentimento" com o espaço virtual... mas tentarei responder ao Poeta Zarolho enquanto ele entender deixar os seus sonetilhos e irei ver-te ao Os 7Degraus sempre que me seja possível.
EliminarAbraço e beijo para ti também!
Te divorciaste do mundo virtual? Isso me deixa sem palavras
Eliminare não sei que vou fazer!
Tantas coisas se estão a passar no meu mundo real, das quais não vou falar.
Mas sinto saudades
Antes da partida!
Maria Luísa
Sim, Maria Luísa... pode-se dizer que é um divórcio... uma separação... embora, conforme te disse, continue a responder ao Poeta Zarolho, sempre que possível e possa ir partilhar, no Facebook, um ou outro artigo que me pareça mais interessante, sempre que isso não colida com as mais prementes imposições da vida real.
EliminarTentarei, ainda hoje, fazer-te uma visita!
Abraço grande!
“Devir”
ResponderEliminarÉ por vontade da Troika
Que vivo nesta ansiedade
Estou quase paranóica
Com tamanha atrocidade
Antevejo luta estóica
Com perda d’identidade
Desta nação heróica
Óh triste realidade
Após séculos de conquista
E história de vidas mil
Nas galerias da morte
Já não há quem resista
A este devir tão vil
Entregue à sua sorte.
Prof Eta
Eheheheheh
EliminarEstava a tentar responder-lhe... mas vai ter de ficar para amanhã... "encalhei" na segunda estrofe e não me sai mais nada...
"Desentroikemos!!!"
EliminarAnsiedade? Não a sinto,
Mas sei bem que a maioria
Sente aquilo que eu desminto
Por culpa da ... "troikaria"!
"Desentroikemos", portanto,
Seja de que forma for!
Que nos não tome o quebranto
Que as ditas* querem impor!
Ele há sempre uma saída
Para impasses desta monta
E invasões de tal jaez!
Escolhamos, pois, entre a vida
E a escravidão que ela** aponta;
Sim ou não? Jamais "talvez"...!
M. João
* As ditas troikas - estrangeira e nacional! Ora prendam-me lá, também a mim!!!
** A troika, claro...
A deusa da ponte.
ResponderEliminarBem... à Ponte ainda consigo ir, mesmo sem inspiração...
EliminarChá ignorante.
ResponderEliminarEheheheh... pobre Chá... mas vou vê-lo, embora seja muito provável que não consiga responder-lhe ao sonetilho de ontem...
EliminarSerá que tudo se perdeu? Estou tão mal assim!
ResponderEliminarE meu mundu se destruiu
por culpa de mim!
Tudo é metafórico
não há realidades concretas!
Mª. Luísa
Eu acredito que há realidades, amiga! Muitas e muito concretas... só não entendo por que razão dizes que o teu mundo se destruiu... por tua culpa? Mas respeito o teu silêncio sobre o assunto, como é evidente.
EliminarAbraço grande!
"Essa destruição do meu mundo" é metafórica!
EliminarMas não estou a entender-te...
Tu deixas de escrever teus poemas e de nos acompanhares, antes de mim?
Tu deixas o mundo virtual que dizias acompanhar enquanto deus te desse vida?
Estou a perceber mal! Que se passa? Eu não entendo o que pretendes fazer e dizer...
Me explica, por favor e torno a perguntar "que se passa?"
Maria Luísa
Tentarei vir responder-vos, sempre que me seja possível, mas não publicarei mais nenhum inédito. Também não tenciono expor mais a minha vida privada. Peço-te desculpa, mas também isso mudou pois deixei de sentir, online ou offline, a privacidade absolutamente necessária à criação poética... e é uma realidade, não uma mera "impressão" minha. Apenas posso adiantar que havia muito tempo que eu pressentia que as minhas caixas de correio electrónico tinham perdido a privacidade mínima que deveria ser garantida a qualquer utilizador... agora tenho certezas e testemunhas... mas mesmo que as não tivesse, a minha capacidade de criar poesia "esfuma-se" perante o computador, acredita-me. O "processo criativo" é uma coisa muito íntima e delicada... se atentarem contra ele, mesmo que seja por mera ignorância ou até com "boas intenções", ele pura e simplesmente deixa de fluir. Há, como sabes, coisas que transcendem a nossa própria vontade.
EliminarA tudo o que acabei de te descrever, vieram acrescentar-se variadíssimos problemas da vida real dos quais, repito, não voltarei a falar. Ainda te não "visitei" por isso mesmo... mal tenho tido tempo para vir ao computador.
Abraço grande, Maria Luísa!
De acordo contigo!
EliminarMas sabes que lamento muito!
Era uma situação que nunca esperei, mas se essa é a tua vontade, aceito!
Estarei sempre a teu lado, poetisa amiga!
Mª. Luísa
Amiga, já estás razoavelmente "por dentro" da situação... as nossas forças têm um limite e eu sempre excedi os meus próprios limites... até me aperceber de que corria o risco de não sobreviver à minha própria teimosia... quem puder - e quiser... - acreditar que a boa poesia se faz, publica e mantém "com uma perna às costas", não faz a menor ideia do que seja este "mundo online"... sei bem que tu sabes quanto se pode trabalhar por aqui... e quão difícil isso se pode tornar sob determinadas circunstâncias. De momento, é-me totalmente impossível conjugar as publicações com determinadas pressões da vida real.
EliminarUm enorme abraço, Maria Luísa!
Tu tens razão!
EliminarE eu noto o que dizes a cada passo que dou
e é verdade!
Eu sempre vi isso e continuo a ver! E reparo no que escrevo e que à maioria não interessa,
mas se o povo é mesmo assim, tem a sorte que merece!
No google englobo o mundo, o Planeta Terra!
Me fazes falta! Mas não venhas por mim, nunca!
Abraço,
Maria luísa
Irei, sim! Hoje não o farei porque estou, desde ontem, a tentar acompanhar a Grande Greve Geral, mas, amanhã, far-te-ei uma visita!
EliminarAbraço grande, Maria Luísa!
“Ser”
ResponderEliminarNada ou estado d’alma
Que proposta aliciante
Meditar com tod’a calma
Num processo incessante
Em busca da motivação
Para a nossa existência
No mundo em convulsão
Lutando em permanência
Pr’a evitar a exclusão
Alcançar a sobrevivência
E às críticas ir beber
O tónico da evolução
Diz quem sabe é a ciência
Pr’a evoluir do nada ao ser.
SER
EliminarEsta coisa fascinante
Que, ao sermos, nos acontece,
É bem mais aliciante
Que o "destino" que nos tece...
Para mim só faz sentido
- no que a mim me diz respeito -
Se SER nos for concedido
Sem sombra de preconceito...
Que não falte a fantasia
Se a soubermos enquadrar
Conhecendo-lhe os limites
Ou esse SER... "avaria"
E começa a debitar
Os mais loucos dos "palpites"...
M. João
Aqui vai, Poeta! Abraço grande e um muito feliz fim de semana!
Rosa floriu na ponte.
ResponderEliminarVou ver essa rosa, Poeta... mas estou exausta. Provavelmente não poderei responder-lhe hoje...
EliminarChá torto.
ResponderEliminar... pobre Chá... vou vê-lo!
Eliminar“King size”
ResponderEliminarOf your comfort zone
Should never get away
You might hit on a stone
Not come back same way
In a five star hotel
Have a comfortable stay
But the comfort you smell
There you should pay
If you believe not
Go and see it well
All the comfort ahead
I know you´ll rest a lot
And everybody you tell
I love the king size bed.
Prof Eta
My bed is large enough for me and Sigmund, Poeta...
EliminarMuito sinceramente, não estou a gostar nada do rumo que as coisas estão a tomar por aqui... mesmo nada!
Não terá a ver consigo, mas eu garanto-lhe que nada tenho de masoquista... quando se torna muitíssimo evidente que me andam a utilizar as caixas de correio para utilizações que me não agradem, eu deixo de as utilizar de vez, Poeta!
Tentei manter, pelo menos, as respostas aos seus sonetilhos mas já não prometo nada, se o meu espaço criativo continuar a ser violado por loucos e maníacos...
Vejo-me forçada a dizer-lhe isto pois não sei até quando terei paciência para aturar certas coisas. As minhas decisões são sempre tão firmes quanto a minha poesia... e eu sei bem quanto ela vale. A qualquer momento poderei encerrar, de vez, o meu computador.
Abraço grande!
Com muita pena minha, se vier a tomar essa decisão ficarei sem a interluctora de vários anos, mas cá me arranjarei.
EliminarPoeta, isto está tão complicado... e não posso - porque não tenho a menor privacidade... - explicar-me melhor... mas tentarei continuar a vir responder-lhe. Prometo!
EliminarAbraço grande! Enorme!
A COTAÇÃO DO PAPEL
ResponderEliminarPerante o juiz, pasmado,
Um autarca de Portimão
Engoliu a acusação
Que lhe haviam imputado…
E, assim, o acusado
De alta corrupção,
Com o ventre muito inchado,
Resolve aquela questão.
Os corruptos, de ora avante,
Que infestam esta nação
Farão acção semelhante…
Tendo em conta este aranzel
Vai subir a cotação
Das indústrias de papel.
Eduardo
Excelente sonetilho, amigo Eduardo!
EliminarNão lhe responderei pois as coisas estão tão estranhas com a minha caixa de correio que nem sequer estou segura de voltar a este espaço... apenas lhe asseguro que me esforçarei por isso enquanto as coisas se mantiverem assim... se continuarem a incomodar-me com algumas discrepâncias que decerto desconhecerá, mas me têm dificultado a vida, não hesitarei em parar.
Abraço para si e Maria dos Anjos!
Cuba linda na ponte.
ResponderEliminarVou tentar ir à Ponte, Poeta...
EliminarServiço de chá.
ResponderEliminarAinda lá vou, Poeta!
Eliminar“Convictamente”
ResponderEliminarA vida numa correria
Não permite assentar
Mas a gente não partia
Sem pensar em retornar
Reencontro brevemente
É com toda a emoção
Este desejo insistente
Não engana o coração
Pois que mesmo ausente
Sentimos esta ligação
Por ser algo diferente
Que nasceu sem explicação
Esta verdade premente
É a minha convicção.
Convictamente respondo
EliminarQue é capaz de ter razão...
Garanto que me não escondo,
Nem receio ouvir um "não"!
De momento mal consigo
Gerir, no meu dia-a-dia,
Coisas que guardo comigo,
Que há muito tempo eu previa,
Que penso quase insolúveis
Mas que terei de enfrentar
Mesmo em tempos tão volúveis
Mas prefiro estar calada,
No assunto não tocar,
Nem dizer nada de nada...
M. João
Não está fácil "poetar", Poeta! A minha cabeça anda muito afastada das rimas...
Abraço grande!
Canto da ponte.
ResponderEliminarVou ao Canto da Ponte, Poeta!
Eliminar“Insanidade civilizacional”
ResponderEliminarEsgotara-se a poesia
Houve grande aflição
Mas logo a seguir surgia
Uma maior complicação
Usurparam-nos a cultura
Os espíritos definharam
Voltava a noite escura
Onde almas vaguearam
Para sempre em suspenso
Vazia espécie humana
Sem valores foi sinistro
Eu existo logo penso
Nesta existência insana
Ou eu penso logo existo?
"Civilização, Insana, ou Não..."
EliminarExiste - e nunca pensou... -
O pequeno grão de areia;
Conta o conto - e nem falou... -
Desse sonho que o norteia...
Não se esgota a poesia,
Mas o poeta, esse, é mortal
E há-de esgotar-se um dia
O seu tempo de animal
Porém, não se rende a vida,
Nem passa sem deixar marca
Por muitos distribuída
E, assim, estando insana, ou não,
Se nos redesenha a barca
Desta civilização...
Maria João
Aí vai com o meu abraço, Poeta!
Antigamente na ponte.
ResponderEliminarVou até lá, Poeta!
EliminarChé vitorioso.
ResponderEliminarVou ver o Chá vitorioso assim que os scripts "encravados" mo permitirem, Poeta!
Eliminar“Aconselhar ministros”
ResponderEliminarFoi lá em Alcobaça
Que o governo reuniu
Afinal o que se passa
Acho que ninguém ouviu
Discutiram o passado
Dois anos pr´á assinalar
Para nós um mau bocado
Pr´ó governo é festejar
Pois já está delineado
Um modo de regressar
Com pujança ao mercado
Vão o prazo alongar
Se lhes fôr aconselhado
Por quem está a aconselhar.
Prof Eta
"Resposta..."
EliminarConselho atrás de conselho
Pr`a, no fim, sair asneira...
Este governo é um espelho
Da nossa imensa canseira!
Vai ao mercado, o Coelho,
Mas o Zé não vai à feira
E, se acaso o Zé for velho,
Não vê eira, nem vê beira...
Também eu não tenho visto
Nem tido tempo pr`a ler
Coisa de jeito, sobre isto,
Porque ando aqui num "virote"
Que não dá tempo, sequer,
Pr`a cuidar bem da "mascote"*...
M. João
*O meu velho Kico...
Abraço, Poeta!
Phil na ponte.
ResponderEliminarVou - só agora... - à Ponte, Poeta!
Eliminar“Liberdade moribunda”
ResponderEliminarDo silêncio estridente
Nasceu um grito mudo
Da mudança permanente
Nasceu a estagnação de tudo
Já não roda este mundo
Não sorriem as crianças
Sente-se o golpe profundo
Asfixiando as esperanças
Nos princípios busquemos
Essa esperança moribunda
Reedifiquemos a humanidade
Com essas forças suturemos
Chaga aberta e profunda
Que destrói a liberdade.
Céu na ponte.
ResponderEliminarO chá ferve.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
EliminarA ponte não resiste ao fado.
ResponderEliminarO estado do chá.
ResponderEliminarEstou a ver que ainda não é hoje que lhe consigo responder ao sonetilho... isto está complicado... mas vou ao Chá!
Eliminar“Democracia final”
ResponderEliminarNo início da democracia
Ainda o povo ordenava
Político não se atrevia
E assim não roubava
Chegou a globalização
E a vergonha faltou
Chegou muito milhão
E toda a gente roubou
Foi o princípio do fim
Deste sistema imperfeito
Que a muitos seduziu
Mas sem glória enfim
Tudo deixou desfeito
E esta miséria produziu.
Prof Eta
Ai, Poeta... que "desinspirada" que eu estou...
EliminarDemasiado se apostou
Nessa globalização...
Afinal, quem "se lixou"?
Como sempre, o mexilhão!
Mas o "mexilhão", "escaldado",
Há-de sair da apatia
Pondo o sistema de lado,
Reunindo a maioria!
A pirâmide, invertida,
Traz-nos bem maior justiça
Do que esta, aqui prometida,
E eu, de tão "desinspirada",
Já nem sei como ir à liça
Nesta noite conturbada...
Bom... estou a arranjar coragem para publicar este "traste" deste sonetilho-resposta... está horrível! Pareço ter perdido todo o meu "sentido da musicalidade"... mas... lá vai, com um abraço grande!
Ponte desafinou.
ResponderEliminarPobre Ponte!... mas eu também ando "desafinadita", ando... sempre quero ver!
EliminarChá a pular.
ResponderEliminarEheheheh... cuidado! Entorna-se!
Eliminar“exIsto”
ResponderEliminarConsumo logo existo
Que grande satisfação
Até de pensar desisto
Estou ligado à televisão
Por cordão umbilical
Mãe desta religião
É profeta universal
Fornece a poluição
Que nos formata a mente
E nos mostra a solução
Sou ex-isto por opção
Eu amava esta gente
Eu usava o coração
Eu pensava, agora não.
"Pois É..."
EliminarPenso, sinto e mal consumo
Ou assisto à televisão
E desta forma me assumo
Desde a "mente" ao "coração"...
Alguns, criticam-me o "fumo"
E eu nem respondo que não
Pois, reconheço, o meu rumo
Não passa por submissão...
Também tenho qualidades!
Levo a peito e até defendo
As causas das liberdades
Mas meço bem as vontades
E, se com elas aprendo,
Nunca me prendo a saudades...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o abraço do costume!
O Kico, ontem, deixou de conseguir andar. Foi uma noite "em branco", com muitos incidentes pelo meio porque ele não aceita nada bem a imobilidade. Hoje voltou a recuperar a capacidade de se locomover... mas foi por pouco tempo. Neste momento, dorme, exausto por ter estado a tentar desesperadamente levantar-se... sem o conseguir. Não sei como isto irá acabar... o meu prognóstico, numa situação destas, para um cãozito tão idoso, não é lá muito animador...
Benção na ponte.
ResponderEliminarVou vê-la, Poeta!
EliminarChá perigoso.
ResponderEliminarPerigoso? Bom, quero ver isso, mesmo com o perigo pelo meio...
Eliminar“Nós”
ResponderEliminarA França em recessão
O Brasil em convulsão
A Europa na indecisão
O mundo em rotação
Aposta na rendição
Aposta na perdição
Ou aposta na inovação
E numa nova geração
Muitos dias passarão
Sem haver conclusão
Os jovens envelhecerão
O sol enfraquecerá
Muita estrela nascerá
E nós não estaremos cá.
Prof Eta
Em flagrante na ponte.
ResponderEliminarMª. João
ResponderEliminarEra eu que dizia, vou embora
e tu garantias ficar até morrer para gerações
futuras!
Mas pertence ao tempo passado!
Hoje, eu estou cansada como tu.
Para escrever e receber, eu tenho de dar muito do meu esforço e não posso!
Porque escrevo com a alma
e não é qualquer coisa que me serve!
E não é fácil! E até Facebook, vejo os melhores a desaparecer.
Uma senhora hoje me disse que eu entristecia muito no escrever.Não mando versos para o Face, não interessa nada!
Respondo a algumas coisas que leio e quando a tal senhora enaltece a vida, eu pensei
"a vida é boa e má para todos" donde vem tamanha alegria?
E aí ela achou que me conhecia e se enganou.
Eu estou farta dela e da maioria!
Os amigos como o Jabei só escreve se eu escrever primeiro e aí, não para mais!...
Mas vai aprender a ser sincero e vai ser o 1º.
a escrever, ou então eu não escrevo mais.
Uma senhora brasileira leva meus versos para seu blogs (minha autorização) e recebe em "2" dias, 115 comments, mas as referências não são aos versos, mas sim à pessoa dela que tem muito jeito para escolher versos, mas dos versos ninguém fala...
Eu escrevo no meu blogs os mesmos versos (e são meus) e recebo em "8" dias, 40 comments - quando recebo...
E com não estou bem de saúde, tudo me confunde e aos poucos vou escrevendo menos
e penso que depois nada!
Tanto no google, como no Face...
E acabo por dizer que tenho saudades de ti e de teu talento!
Beijos e saudades,
Maria Luísa
Maria Luísa... comove-me o facto de sentires saudades minhas, amiga... nem sei como responder-te! De algum talento que pudesse ter, até eu própria vou tendo saudades... mas "esgotei-me" demasiado em publicações sucessivas e tu bem sabes que também eu tenho problemas de saúde... tudo parece ter acontecido na conjugação de uma série de factores que acabaram por determinar o meu relativo afastamento dos blogs e a ausência de novas publicações.
EliminarQuanto aos comentários, sempre te digo que desde cedo me apercebi da ausência de significado da maioria e do desfasamento entre a adjectivação utilizada e a qualidade (mensagem, linguagem, beleza) do poema. É natural que assim seja. A maioria dos portugueses não foi habituada a amar - ou sequer a entender... - a poesia. Passaremos, inevitavelmente, mas teremos cumprido briosamente a nossa função de poetas. Como diria a Natália acerca do meu avô, cumprimo-la sem nos deixarmos "atar ao compromisso de sermos esplêndidas".
Um grande, grande abraço para ti!
PS - Vou enviar-te por email uma belíssima colectânea poética. Sei que gostarás!
Eu ainda escrevo
EliminarÉste poema é pequeno, mas me parece bom e escrever com sentimento e beleza, não é fácil!
O povo não aprendeu a amar - tu o dizes -
e eu acredito. Cumprimos a nossa missão e ainda não a dei por terminada...mas de ti eu não esperava...sinceramente e é uma contradição de todos os sonhos que sonhaste,
mas aceito...a vida é isto mesmo!
E o Pedro? Desapareceu? Gostava de o encontrar sem armas nem canhões, mas com um diálogo digno dele!
Aguardemos o tempo a passar e paciência para a falta de amor!...
Beijo,
Mª. Luísa
O Pedro continua a comentar-me em sonetilhos, Maria Luísa... todos os dias o faz. Eu é que não lhe consegui responder ontem, nem hoje. Ando completamente exausta.
EliminarEstive agora a ler o teu poema "Beijos" e deixei-te por lá o meu abraço. É um excelente poema!
Tens toda a razão; escrever com sentimento e beleza, não é fácil... e eu não posso escrever de outra forma. Por isso deixei de escrever temporariamente, ou não... Não posso escrever "a sério" se não sentir o poema como uma compulsão... e a verdade é que o cansaço - o excesso de cansaço... - fez com que escrever, com a tal qualidade, com a urgência com que o fiz nos últimos cinco ou seis anos, se tornasse impossível. Não voltarei a escrever enquanto a poesia se me não impuser, como dantes.
Um grande abraço, minha amiga!
“Demitidos”
ResponderEliminarO Gaspar se demitiu
E o Portas assistiu
No dia seguinte saiu
O governo não caiu
Aguenta de pedra e cal
A comandar Portugal
Alta missão estatal
Por mandato eleitoral
Demitido pelo povo
No Marquês de Pombal
Gritou em manifestação
Mas nada trouxe de novo
Ao nosso país real
Pois era tudo ficção.
Prof Eta
EliminarVamos lá tornar reais
Tantas "doutas" demissões...
Afinal queremos é mais!
Já pr`ó largo de Camões!!!
Não gosto de "embandeirar"
Pois bem sei que a luta é dura
Mas iremos desfilar
Pr`acelerarmos a "cura"!
Hoje, amanhã... sempre em frente!
Sempre, enquanto necessário
À completa demissão
Do simulacro de gente
Que suga o nosso salário
E que come o nosso pão!!!
Maria João
Aqui vai, com o meu abraço grande, Poeta! Só lhe digo que, se tivesse forma de me deslocar, não deixaria de estar, daqui a pouco, no Largo de Camões!
Passageiro na ponte.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
EliminarChá sem Alice.
ResponderEliminarVou ver esse Chá, Poeta!
Eliminar“Tudo será”
ResponderEliminarUm dia tudo será
Se essa luta persistir
Ou então tudo morrerá
Se pensares em desistir
A chama se extinguirá
Verás o teu edifício ruir
E alguém se ocupará
De ao nada te reduzir
Mas ao inferno não desças
Não sigas esse caminho
Que é de auto destruição
Faz um trilho às avessas
E pela estrada do carinho
Caminha com determinação.
Tudo é...
EliminarArte não espera conselhos
Nem mesmo os pode aceitar...
São mistérios muito velhos
Que poucos sabem explicar,
Mas, sendo forte, é sensível
E não pode andar de "trela"
Ou deixa de ser possível
Que essa Arte seja bela...
Pode um "bem intencionado"
Tentar mudar-lhe essa sorte
E apontar novos caminhos
Que ela, não tendo pecado,
Mais depressa enfrenta a morte
Mesmo coberta de espinhos...
M. João
Poeta, penso que me desapareceram alguns links da caixa do correio... encontrei este, por acaso... mas sei que há mais sonetilhos seus.
Não estou a conseguir tempo útil para lhe responder... este saiu muito a propósito porque eu estava a reflectir um pouco sobre uma crítica muito positiva de um jornalista inglês a um poema do meu avô... só que ele, às tantas, diz um imenso disparate. Disparate, mesmo, e revelador de quão mal sabia o que era a Poesia... diz que António de Sousa "deveria levar-se a si mesmo mais a sério"... e isto, perante a realidade que é a obra que deixou e cuja riqueza, à distância, podemos bem avaliar, é mesmo NONSENSE! Um dos grandes ingredientes da obra dele é essa capacidade de ironizar sobre si próprio! É aquele amargo sarcasmo de que, por inteiro, está embebida a sua poética!
Quanto à expressão artística, não pode ser "encaminhada", Poeta! Se o for, perderá o frémito criativo... tal como eu, de momento, o perdi. Poderia fazer poesia "a martelo", simples "recadinhos" sem qualidade nenhuma, uns "rebuçadinhos" de sabor tutti-fruti... mas não quero! A poesia, ou surge enquanto compulsão, frémito, grito, estertor... ou nem sequer vale a pena ser criada.
Abraço grande!
Guitarrada na ponte.
ResponderEliminarVou tentar ir à Ponte Poeta... hoje as coisas não estão fáceis...
EliminarCANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarFÁBULA DA VELHA RAPOSA E DO COELHO
Quando a raposa velha
Ao coelho se alia
É certo que chega um dia
Em que ele torce a orelha
O que a raposa queria
Ao procurar tal parelha
Era atear a centelha
P´ra ganhar a mais valia.
Ele a tosar no couval
Havia de ir engordando
Tornar-se um belo animal
Ela que ervas não come
Ia o petisco guardando
P´ra um dia matar a fome.
Eduardo
Finalmente encontro este seu sonetilho, amigo Eduardo!
EliminarEstá uma delícia!!! Nem me atrevo a tentar responder-lhe... atendendo à falta de inspiração que por aqui tem reinado nestes últimos tempos, mais me vale nem insistir...
Muito obrigada e um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
"SAI, COELHO DO COUVAL!"
EliminarCoelhos, quando em couvais,
Podem dar mau resultado
E deixar tudo arrasado
Pois comem couves demais...
Contudo, amo os animais
E, se deixo este recado,
É dirigido ao "danado",
Que tanto grita por mais...
Outros, por aí rondando,
Miram o belo couval
Que tanto vão cobiçando
Pois nunca se sabe quando
Pode um sentir-se tão mal
Que abandone o seu "comando"...
Maria João Brito de Sousa
Bom... falta-me a inspiração, mas ainda consegui reunir a teimosia suficiente para tentar responder à sua FÁBULA DA VELHA RAPOSA E DO COELHO.
Aqui vai, com outro abraço!
Chá sem problemas.
ResponderEliminarVou ver esse Chá!
EliminarCaruso na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte, mas estou sem... olhe, Poeta, sem qualquer "coisa" que faz com que responda instantaneamente aos sonetilhos... tenho a cabeça demasiado cheia da urgência de outros estímulos... e de cansaço, também...
EliminarNão veja a coisa assim, veja como se de uma telenovela mexicana se tratasse, eu comecei por ver todos o episódios, depois um episódio por semana, finalmente um episódio por mês e depois dos acontecimentos recentes deixei pura e simplesmente de vê-la. NO MORE POLITICAL POLUTION.
EliminarAhahahah! Ora bem!
EliminarMas as coisas, no meu caso, são plurifacetadas... se fosse só a "novela mexicana"... mas não é o suficiente para me deprimir, esteja descansado! Apenas suficiente para me afastar da produção poética.
De resto, tenho sempre demasiadas coisas para fazer, não tenho tempo para estar deprimida... respondo-lhe ao sonetilho assim que sentir aquele "click" que deve surgir sempre antes de se fazer um poema. Se não houver uma quase necessidade de produzir, deve-se deixar passar o tempo até que essa necessidade ressurja naturalmente. Esta é uma das poucas regras que se devem aplicar a todas as formas de expressão artística. Todas!
Abraço grande, Poeta!
Não Maria Luísa, não me parece que vá ficar depois de ti, pelo menos no sentido literal do termo. Também eu tenho graves problemas de saúde, não te esqueças... mas não posso saber qual de nós partirá primeiro...
ResponderEliminarVou ler a tua resposta no http://os7degraus.blogspot.com/
Abraço grande!
No meu caso, Maria Luísa, não é bem a mesma coisa... tenho encontrado, por aí, blogs com excelente poesia e muito poucos comentários que não consigo revisitar por falta de tempo.
ResponderEliminarNão posso associar a ausência de comentários à falta de qualidade... nem o contrário... e tu sabes como eu consigo ser profundamente racional nestas coisas... a partir do instante em que fiz esta constatação, os comentários passaram a ser encarados como uma expressão da afectividade de alguns amigos, virtuais ou não, e nunca enquanto pautas ou filtros de qualidade dos textos poéticos. Talvez por isso mesmo sempre acreditei que seria uma "poeta do futuro" e não uma poeta "com futuro" (pessoal...)
Claro que para isso também contribuem muitíssimo as minha grandes dificuldades de locomoção, a penúria em que vivo e os animais que nunca abandonarei... mas prefiro que tenha sido assim... tenho a certeza de que se fosse mais "activa" e andasse a saltitar de evento em evento, acabaria por se ter rompido, muito mais cedo, este estranho "fio invisível" que me une à poesia... sobretudo ao decassílabo heróico e ao soneto em verso eneassilábico que só vim a conhecer neste espaço virtual, há relativamente pouco tempo, através do poeta Joaquim Sustelo... mas olha que, no que diz respeito a esta variante do soneto, foi "amor à primeira vista"... tem um ritmo aguerrido, combativo e muito apelativo, o verso eneassilábico! Já as outras formas, por muito que tenha de admitir que têm a sua beleza - repara que me refiro apenas às diversas formas do soneto! -, não me fascinam mesmo nada...
Já vai longa a minha "conversa" mas não quero acabar sem te dar uma palavra de incentivo; por favor, vai publicando sempre que sintas a necessidade de criar um poema e a tua saúde o permita! Aqueles que gostam mesmo da tua poesia acabarão por voltar para te ler! Não tenho dúvidas quanto a isso! Muito embora possam nem sequer te comentar, serás lida. É essa a única e verdadeira missão do poeta.
Eu tenho por aqui mais de mil sonetos que nem sequer sei se conseguirei, ou não, rever. Para já, não voltarei a publicar. Deixei de ter condições para isso.
Abraço grande!
Maria João
Não sabia da existência de um Portal Mágico dos Poetas, Maria Luísa... a não ser que estejas a usar o termo de forma metafórica, tal como Natália utilizou a expressão; "as algemas que atam os triunfantes ao compromisso de serem esplêndidos." Suponho que seja isso mesmo.
ResponderEliminarEu sou poeta, já o era quando criança, não tenho dúvidas quanto a isso, mas também te garanto que nunca pensei ou tentei qualquer espécie de grande privilégio em troca de o ser... o privilégio de me poder ir mantendo viva e manter vivos os meus animais, bastaria. O resto ficaria por conta dos meus poemas. E é assim mesmo que tem sido sempre... são quase sempre as obras, não os poetas, quem sobrevive no tempo.
Penso que fui bem clara quanto às razões que me levaram a abandonar as publicações; a poesia tem de fluir, no meu entender. Tu sabe-lo perfeitamente. Acontece que ela precisa de um mínimo de tempo, disponibilidade e privacidade para fluir. Quando um desses "pilares" da criatividade é profundamente abalado - e, no meu caso, os três foram abalados - a poesia passa a ter de ser construída verso a verso, de forma artificial e perde o seu frémito criativo... o poema passará a não ser mais do que um bonito "bordado de palavras". Isso, não faço! Poderia - e fá-lo-ia! - gastar o tempo que me resta a tentar publicar boa poesia. Não posso, nem vou, gastar o tempo e as energias que me vão faltando a fazer poesia "artificial".
Quanto aos poucos seguidores que vou tendo, também já não os consigo seguir a eles. Estamos em igualdade de circunstâncias, amiga... e nada mais posso fazer senão aquilo que faço; ir respondendo aos sonetilhos que o Poeta Zarolho me vai deixando nas caixas de comentários. Garanto-te que até nesses tenho de esforçar-me porque as rimas já não fluem naturalmente, tudo se tornou muito mais difícil. Também tentarei ir seguindo o teu http://os7degraus.blogspot.com/ e fá-lo-ei enquanto me puder manter online.
Abraço grande, amiga!
Mª. João
EliminarFaz-me um favor, elimina tudo quanto eu escrevi!
Obrigada, Mª. Luísa
Chá está de maré.
ResponderEliminarVou ver o Chá, Poeta!
EliminarNÂO ME DEMITO
ResponderEliminarÉ certo, não me demito
Como é que eu podia!
Era uma fantasia
Já que afinal sou um mito.
E um mito, já se sabia,
Só isto eu admito,
Dando o dito por não dito
Ultrapassa a utopia.
Uma sombra é visível
Mesmo sem ter substância…
Isso é indesmentível,
Eu, sendo um ser palpável
E visível à distância
Governo o ingovernável.
Eduardo
Nem acredito... fiz um sonetilho bastante razoável e acabp de o perder!!!
Eliminar"ENRIQUECIMENTO VOCABULAR"
EliminarO nosso vocabulário
Foi decerto enriquecido
Pelo tal demissionário
Tão depressa arrependido!
Só nos faltava esse erário
Que não faz qualquer sentido!
Mas… foi “acto” voluntário,
Ou manobra de “partido”?
Pela mentira sem nome
Deste “golpe de cintura”
Se “enrola” um povo com fome
E eu só peço alguém que dome
Tanto gesto de loucura
Em que a pátria se nos some!
Maria João Brito de Sousa
Grata, amigo Eduardo! Segue resposta junto com um abraço para si e Maria dos Anjos!
Mª. João
ResponderEliminarFaz-me um favor, elimina tudo quanto eu escrevi!
Obrigada, Mª. Luísa
Tenho recebido tanta publicidade que este teu link já me tinha saído do campo visual... mas tinha ideia de, passando pelos sonetilhos do nosso amigo comum, ter visto este teu pedido. Este post final está por aqui há muito tempo e está cheio de comentários... não foi muito fácil, mas penso ter apagado tudo o que me pediste.
EliminarAbraço grande, amiga!
“Aeroporto”
ResponderEliminarUm governo de salvação
Já não conseguirá salvar
Esta tristíssima nação
Que se está a afundar
Ingovernável por definição
Sempre soube achincalhar
Desde longínqua fundação
Quem a esteve a governar
Resignados os portugueses
Só terão uma única saída
Alguns já fizeram uso dela
Por cá ficarão os malteses
Os outros fazem-se à vida
Usando o aeroporto da Portela.
Prof Eta
Apegos...
EliminarSou das que nunca partiram,
Das que jamais partiriam,
Das que não se renderiam
E jamais desistiriam
Mas, dentre os que desistiram,
Quantos há que ficariam
Se as razões que os perseguiram
Não fossem as que não queriam?
E, quantos dos que partindo
Se foram contra vontade
Deste berço calmo e lindo?
Desses, a quantos vem vindo
Esse amargo da saudade,
Como um fado, retinindo?
Maria João Brito de Sousa
Poeta, tinha um sonetilho-resposta que até considerava "bonitinho", mas o computador, agora, apaga-se completamente e de nada serve fazer "copy" do texto... este é francamente medíocre. Foi feito à pressa e sem a menor inspiração... só espero que, pelo menos, fique...
Abraço grande!
Márcia na ponte.
ResponderEliminarCANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarOS BONECOS ANIMADOS
Os bonecos animados
Dos meus tempos de criança
Marcaram nossa lembrança
Por serem indesejados
E tantos anos passados
Gorou se nossa esperança
Em face da semelhança
Com os de agora instalados
Que só vêem seus umbigos,
São corruptos, desonestos
E traem até os amigos…
Mais do que os dos tempos idos
Seus desígnios são funestos
E só servem seus partidos.
Eduardo
Chá big.
ResponderEliminarVamos passar uns dias fora, cá dentro ( Porto Côvo ), vamos estar desligados, só ligados ao mar e ao surf, quando regressarmos daremos notícias. Beijos.
Boas férias, Poeta, Maria e poetinhas!!!
EliminarFazem muito bem em desligar-se durante uns tempos!
Tenho recebido tanta publicidade que este teu link já me tinha saído do campo visual... mas tinha ideia de, passando pelos sonetilhos do nosso amigo comum, ter visto este teu pedido. Este post final está por aqui há muito tempo e está cheio de comentários... não foi muito fácil, mas penso ter apagado tudo o que me pediste.
ResponderEliminarAbraço grande, amiga!
M. João
EliminarMe desculpa, mas me esqueci que era público!
Os meus blogs no sapo são mais discretos.
Terei mais cuidado no futuro! Um beijo e agradeço,
Mª. Luísa
M. João
ResponderEliminarMe desculpa, mas me esqueci que era público!
Os meus blogs no sapo são mais discretos.
Terei mais cuidado no futuro! Um beijo e agradeço,
Mª. Luísa
Um beijo também para ti. Não tens de que pedir desculpa!
EliminarSei que este excessivo calor tem sido muito mau para a saúde da maioria. No meu caso, não será assim... os meus maiores problemas surgem em consequência do frio, não do calor... espero que te estejas a sentir melhor e vou, agora mesmo, ver se há novidades no http://os7degraus.blogspot.com/
Um beijo também para ti. Não tens de que pedir desculpa!
ResponderEliminarSei que este excessivo calor tem sido muito mau para a saúde da maioria. No meu caso, não será assim... os meus maiores problemas surgem em consequência do frio, não do calor... espero que te estejas a sentir melhor e vou, agora mesmo, ver se há novidades no http://os7degraus.blogspot.com/
Chá de salvação.
ResponderEliminarChá de "salvação"? Acho que andamos todos a levar um banho dele... mas vou ver. O Chá é muito frequentemente imprevisível...
Eliminar“Valores perdidos”
ResponderEliminarA verdade é radical
E incomoda muita gente
Nesta época especial
De mentira deprimente
Tudo é ruído infernal
Repetido insistentemente
Até a verdade essencial
É ocultada precocemente
Pelo que nos impingem
E nos coloca no sarilho
Em que estamos metidos
Vamos voltar à origem
Para redescobrir o trilho
Desses valores perdidos.
... e pratos de lentilhas...
EliminarSe uma verdade incomoda,
Dá-se, em troca, um rebuçado
Pr`a garantir esta "moda"
De andar contente e... calado
E, por entre a confusão,
Há-de sobrar sempre alguém
Que confirme, por excepção,
A regra de tanto "amén"
Por ora, estou bem segura
De, mesmo "desinspirada",
Acreditar numa "cura"
Da resistência futura
À tal "maleita" malvada
Que se diz breve... mas dura!
M. João
Continuo completamente "desinspirada", Poeta, e tento reservar a pouca criatividade que me vai restando para a revisão e reformulação da maioria dos meus sonetos mais antigos, com vista a enviá-los para publicação numa colectânea online (Fénix). É um trabalho bastante complexo e nem sempre consigo a disponibilidade e concentração necessárias para me dedicar a ele... mas lá vai avançando, a passo de caracol...
Abraço grande!
CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarO HOMEM DO APITO
Até o irrevogável
Poderá ser revogado
Desde que bem compensado
Quem revoga o revogável
E quanto mais malvado
For o pseudo notável
Ele será considerado
Parceiro indispensável
Calmo, o homem do apito,
Que já vê mal à distância
Teima em não ouvir o grito
Desta imensa bancada…
E ou ensaia uma alternância
Ou enfrenta a turba irada.
Eduardo
"EQUIPA" ENGANADA
EliminarIsso é mesmo irrevogável
E é certeza "mais que certa"!
Fica agora a porta aberta
Para um novo "inevitável"
Pois perante essa turba instável
Surge a grande descoberta
De querer-se, a turba, liberta
Duma "jogada" execrável!
E se a turba se organiza,
Se ela luta acreditando,
Mesmo estando a "malta" lisa,
Essa "jogada" desliza,
Mas nunca se sabe quando
Entra a "bola na baliza"!
Maria João
Pedindo desculpa pela visível "desinspiração", aqui vai, amigo Eduardo, com o meu grato abraço que lhe peço para tornar extensível à Maria dos Anjos!
Brilhozinho na ponte.
ResponderEliminarVou ver esse "brilhozinho", Poeta!
EliminarO chá insiste.
ResponderEliminarVou ver essa insistência do Chá.
Eliminar“Matutar”
ResponderEliminarEm que estou a pensar
Se é que penso deveras
Eu só estou a matutar
Neste circo de feras
Em que se está a tornar
A vida do povo oprimido
E que para tal olvidar
Devo tomar o comprimido
Já não é comparticipado
E o futuro também não
Mas regressar ao passado
Tem viagens por tostão
Se és pouco viajado
Aproveita a ocasião.
Prof Eta