ESPANTO
(Soneto em decassílabo heróico)
Meu espanto, como bicho degolado,
É este quase-nada, este destroço,
Que embora reduzido a pele e osso
Faz frente a quem o tenha encurralado,
É este não temer ser confrontado
Com força natural, fera ou colosso,
Que nega a frustração do “já não posso!”
E muda, à dura sorte, o resultado.
Meu espanto mora em mim, comigo vive,
Mas pode exacerbar-se onde eu nem estive
Se as asas dum poema o transportarem,
Porque traz quanta força eu jamais tive
Se enfrenta humilhação que o esgote ou prive
Da voz que os sonhos meus lhe não negarem.
Maria João Brito de Sousa – 30.10.2013 – 15,16h
Imagem retirada da página do Partido Comunista Português
Chá psicológico.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Próxima eternidade”
ResponderEliminarÉ fruto da sociedade
O resultado escolar
Não nos deve espantar
Essa falta de equidade
Não havendo serenidade
Tendência é pr’agravar
A ferros iremos marcar
A próxima eternidade
Colégio produz doutores
E a escola o nobre povo
Todos da nação valente
E neste país de favores
Não vislumbro nada novo
Nem vejo nada diferente.
Nesta Eternidade...
EliminarQuanto tempo caberá
No conceito "eternidade"?
Quantos anos durará?
É distância? É velocidade?
Nunca ninguém poderá
Dizê-lo em boa verdade
E, se ainda estou por cá,
Já cheguei àquela idade
Que of` rece a clara noção
Dessa relatividade
Pois nunca faço questão
De afirmar que tem razão
Quem nos rouba a liberdade
Da gratuita Educação...
Maria João
Coitado do meu sonetilho... vai muito pouco melódico... mas voltei a não estar grande coisa das minhas maleitas...
Abraço, Poeta!
CANTE DO AVÔ CANTIGAS
ResponderEliminarFABULÁRIO (à portuguesa)
Respeitável cidadão
Um Senhor de muito tino
Foi mordido por um cão
E mordido por um menino…
Solta-se-lhe, lesta, a mão
P´ra cara do pequenino,
No que respeita ao canino,
Não tem qualquer punição!
Sendo o bicho um canzarrão
Não levanta nem um dedo,
Aquele audaz figurão…
Segundo a sua razão
Desculpa a quem mete medo
P´ro fraco não há perdão.
Eduardo
Obrigada, amigo Eduardo, por mais este engraçado e bem construído sonetilho que vem directamente do seu FABULÁRIO (à portuguesa) para o meu blog!
EliminarO meu abraço para si e Maria dos Anjos!
Abraçaço na ponte.
ResponderEliminarVou tentar lá ir...
EliminarChá acéfalo.
ResponderEliminarAh! Está muito "na moda", a acefalia...
EliminarVou ver isso!
“Fruto proibído”
ResponderEliminarSão os frutos proibídos
Mercê do baixa salário
E seguimos protegidos
Pl’o sistema igualitário
Uns serão mais iguais
Outros menos um pouco
Mas nunca será demais
Se não ganho fico louco
Não vislumbro evolução
Com salários miseráveis
Mas admito estar errado
Pode ser que tenham razão
Alternativas são infindáveis
Não quero ser aumentado.
Prof Eta
Sejamos inflexíveis!
EliminarNós, no campo social,
Vamos sendo conduzidos
Para um retrocesso tal
Que afirmo; - Fomos traídos!
Hora a hora armadilhados
Por int`resses tão mesquinhos,
Com "patranhas" castigados
Por "tipos" tão comezinhos,
Nós só na luta constante
Poderemos fazer frente
A tão dura situação
Pois, capitalismo impante,
Só se combate com gente
Que engendre a revolução!
Maria João
Aqui vai com o abraço do costume, Poeta!
Parte III na ponte.
ResponderEliminarAí vou, Poeta!
Eliminar“Explosão”
ResponderEliminarPróxima com cravos não
Que nós não somos parvos
Faça-se outra revolução
Com tiros em vez de cravos
Este povo tanto aguenta
Às mãos da mediocridade
Vai daí um dia rebenta
Espalhando fel de verdade
Será um veneno poderoso
Que minará forte o regime
E lá longe todos escutarão
Grito do povo antes receoso
Que alguém tanto comprime
Fazendo eclodir a explosão.
Dois simbólicos cravos da Liberdade...
EliminarEu, se dos cravos falar,
Não serei idealista
Nem assim tão linear
Que me torne oportunista...
Falo, simbolicamente,
Dos direitos conquistados
Pela acção de muita gente
E dos presos libertados...
Mas, sem força inspiradora,
Com ajuda da vontade
E umas tantas "marteladas",
Aí vão, poema afora,
Dois cravos da liberdade
Nas rimas mal sincopadas...
M. João
Aí vai, Poeta, com e o meu abraço!
Tu também na ponte.
ResponderEliminarEu????...http://imgs.sapo.pt/images/blogs/dashboard/criar_post/bt_emoticons.gif.
EliminarCredo! ??????Não sei o que deu a este sapinho...
EliminarChá trabalhando.
ResponderEliminar... isso é coisa que eu cada vez faço mais devagarinho, Poeta... vou ver o trabalho do Chá!
Eliminar“Portugal...”
ResponderEliminar... de punho erguido
Por sair da recessão
Anda tudo deprimido
Sem perceber a razão
Tomando o comprimido
Pr’a evitar a depressão
Deviam ter-nos ouvido
No cante da revolução
Grândola vila morena
Entoada na assembleia
Como forma de protestar
Agora temos muita pena
Continuem a verborreia
Que nós vamo-nos matar.
Prof Eta
O padrinho na ponte.
ResponderEliminarQuanta perfeição e qualidade artística num só soneto!
ResponderEliminarAdílio Belmonte
Belém-PARÁ -BRASIL
Muito obrigada pelas suas palavras, amigo Adílio Belmonte!
EliminarAlgo sempre esperado
ResponderEliminaré abandonar a nação
e o povo desesperado
por falta de direção.
Adílio Belmonte,
Belém-PARÁ-BRASIL
Isso parece o meu Brasil,
ResponderEliminarc'a nação desesperada,
que nem parece varonil,
sendo tão mal governada.
Adílio Belmonte,
Belém-PARÁ-BRASIL
Sendo tão mal governada
EliminarPor tão louco desgoverno
Toda a Terra foi chamada
A ser o seu próprio inferno!
Maria João
Abraço fraterno, poeta Adílio Belmonte!
Chá exemplo.
ResponderEliminarPoeta, vou tentar ir ver o Chá... mas estou sem tempo...
Eliminar“Factores”
ResponderEliminarNa parede da minh’alma
Vou mandar grafitar
Inspirado em doce calma
“Amar, criar, realizar,...”
E se tal não conseguir
Pelo menos vou tentar
Outra dinâmica imprimir
E realizar, amar, criar...
Que a ordem dos factores
Nesta complexa equação
Não sendo de desprezar
Deixá-la-ei aos doutores
E escutando o coração
Vou criar, realizar, amar...
Que belo sonetilho, Poeta!
EliminarCriando se ama e transporta
Tudo o que é realizado,
Tudo o que um`alma comporta
De quanto tenha sonhado
Pois tudo quanto se exorta
No que assim seja criado,
Na criação se reporta
Ao que seja partilhado
E logo a matéria-sonho
Se ergue do chão qual semente
Que floresce em plenitude
Onde um cinzento tristonho
Deixava um rasto impudente
De falsa humana virtude...
Maria João
Bom fim de semana, Poeta e família!!!
Não virei à net até Domingo. Bom fim de semana.
ResponderEliminarBom descanso, Poeta! Obrigada pela gentileza do aviso!
EliminarBom fim de semana para toda a família!
“Não votarás”
ResponderEliminarA aparente democracia
Neste mundo de ilusão
Sucumbiu à economia
É quem toma a decisão
Decide sobre a vida
Com a morte a acenar
Que a opção escolhida
Pode ser mesmo matar
Não interessa o sujeito
Se não fôr mais valia
Tem mais valor o preceito
E o lucro associado
Já está próximo o dia
Em que o voto é eliminado.
Prof Eta
Chá reconhece.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta.
EliminarChá reconhece.
ResponderEliminar“CR7”
ResponderEliminarÉ enorme o abraço
A todos em Portugal
Lá vai mais um golaço
Do capitão nacional
El grande comandante
Em tempos de incerteza
Leva a selecção avante
Faz esquecer a tristeza
Em terras de Vera Cruz
Também ele comandará
Esta grande selecção
Comandante CR7 seduz
Esta é a resposta que dá
Com trabalho e dedicação.
Prof Eta
EliminarForam três grandes "golaços",
Três vitórias numa só!!!
Ficaram-me uns vagos traços
Dos outros, metendo dó...
Não percebo quase nada
Mas penso que Portugal
Já se vai fazendo à estrada
Pr`a ter um grande final...
Hoje faço-lhe a vontade
E até digo que gostei
De ver o nosso "jogão"
Porque foi mesmo verdade
E penso que até verei
Portugal ser campeão!
Maria João
Vai péssimo... mas...
Inquietação na ponte.
ResponderEliminarPRIMEIRO de DEZEMBRO de 2072
ResponderEliminar(e voltou a haver feriado)
Sessenta anos passados
Sobre a malvada falência,
Desta vez sem conjurados,
Restaurou-se a independência.
Nos armários trancados
Dos Paços da Impaciência
Nem se esconderam os malvados,
Temerosos da violência.
Foi tudo com bonomia
Como é habitual
No país da nostalgia,
Reino de costumes brandos
E o aquecimento global
Fez arder os memorandos.
Eduardo
Chá solução.
ResponderEliminarConforme dizia o Quino, através da sua Mafaldinha; "Há muitos "problemólogos" e poucos "solucionólogos"... vou ver isso!
EliminarBica na ponte.
ResponderEliminar“Beber o mundo”
ResponderEliminarTransforma-te em emoção
Bebe o mundo devagar
Procura um outro lugar
Depois da transformação
Aplica-te sem presunção
Na arte de apreciar
Sem ter pressa de mudar
Aprende a desconstrucção
Em emoção transformado
Com o mundo desconstruído
Inicia um novo mundo
Onde não seja rejeitado
E onde faça algum sentido
Esse sentir mais profundo.
Chá da razão.
ResponderEliminarEssa, coitada, é que anda com um deficit de todo o tamanho... vou ver, Poeta!
Eliminar“Asseadinhos”
ResponderEliminarO medo contemporâneo
É colorido e pomposo
Pode parecer extemporâneo
Mas chega a ser doloroso
Não usamos adjectivos
Das coisas como elas são
Ficamos pelos substântivos
Para se evitar a agressão
Não há nomes para os bois
É tudo muito correcto
E muito asseadinho
Fica tudo para depois
E evita ser-se directo
Assim não se faz caminho.
Prof Eta
Asseados, mas com voz!
EliminarCaminhos fazem-se andando,
Sem pompa, mas com respeito,
Passo a passo caminhando
Por vocação, por direito!
E, se os bois tiverem nome,
Porque não gritar bem alto
Que alguns de nós passam fome,
Que anda o governo ao assalto?
Há dif`renças, claro está,
Nisto das mentalidades,
Dos neurónios, da cultura...
Mas talvez "a coisa" vá
Se não faltarem vontades
De acabar c`a ditadura!!!
Maria João
Com o abraço do costume, Poeta!
Pôr do sol na ponte.
ResponderEliminar... vou ver o pôr do Sol, Poeta!
Eliminar“Luxos”
ResponderEliminarJá subi a escadaria
Agora vou-me deitar
Foi imensa a gritaria
Tenho que ir trabalhar
Lá dentro já se previa
Continuaram a votar
Pr’a causar a asfixia
Não devemos respirar
Que essa coisa de viver
Já num luxo se tornou
Ou até uma extravagância
Chegado o tempo de morrer
Sorte a de quem respirou
Em tempos de abundância.
Prof Eta
"... e misérias!"
EliminarEssa abundância não falta
Aos da grande oligarquia...
O pior é para a "malta"
Que não lucra c`o que cria,
Que não colhe o que semeia,
Que não usa o que fabrica,
Cuja comida escasseia
Quando sobra à gente rica...
Há porém, carros de luxo,
Moradias com piscina,
Coisinhas "topo de gama"
Dos que vão "enchendo o bucho"
Quando a gente "pequenina"
Já não tecto nem cama...
M. João
Vai horrível (tem dissonâncias métricas...) mas é o que hoje se pode arranjar. Abraço grande!
Vimos chuva na ponte.
ResponderEliminarChá de princípios.
ResponderEliminarOra bem! Isso faz falta!
Eliminar“Acorde profundo”
ResponderEliminarSem harpa nem acorde
Cantei o amor profundo
Lá onde o silêncio morde
Com o nada me confundo
Aquilo que não entendi
A alma descodificou
E com o coração senti
Mas não sei onde vou
Caminho a descobrir
Essa é uma constante
Da intensa caminhada
Aceitar o que há de vir
Embora sem acorde cante
O amor a cada passada.
ACORDE do verbo ACORDAR!!!
Eliminar("acordes" bem "profundos" são aqueles que nos estão a encaminhar para o afundamento da economia através da destruição dos meios de produção, da perda de direitos, de uma política de franca eugenia!!!!)
"Aceitar" nem sempre está
Na linha do mais correcto
E.às vezes, até nos dá
Direito a ficar sem tecto,
Mas é muito "confortável"
Esta coisa de pensar
Que o rebelde é condenável
E há um "céu" pr`ó que aceitar!
Resistir será meu lema
Do lado da barricada
Daquele que soube acordar
Quando o gene do problema,
Encetando a caminhada,
Deu sinais de despontar...
Maria João
O meu abraço, Poeta! Tenho análises, hoje... estar atento era um direito. Agora, passou a ser um dever!
Ponte de S.Francisco.
ResponderEliminarTeoria do chá.
ResponderEliminarTeorias não faltam, Poeta... vamos lá ver a do Chá...
Eliminar“Seara velha”
ResponderEliminarEstar atento era direito
Mas agora é um dever
Pois saíram com defeito
Estes que fomos eleger
As verdades eleitorais
De mentiras foram feitas
Mas isto há anos demais
Mentiras foram eleitas
Este país pobrezinho
Sonhou ser rico um dia
A produção abandonou
Pescas, o pão e vinho
O pouco que produzia
E tudo o vento levou.
Prof Eta
Velejando na ponte.
ResponderEliminarTentativa do chá.
ResponderEliminarPoeta, vou ver a tentativa do Chá!
EliminarChá consciente.
ResponderEliminar“Ser humano não”
ResponderEliminarNosso mundo evoluiu
Mas o ser humano não
E portanto destruiu
Toda essa evolução
Continuou primitivo
E sobretudo egoísta
De instinto destrutivo
E espírito esclavagista
Humanidade deprimente
Que luta por deus dinheiro
E o seu irmão maltrata
Ouvi dizer recentemente
Que esse deus é o primeiro
E que a economia mata.
Não? Porquê?
EliminarNão é num Conto de Fadas
Que o ser humano evolui!
Há, pela frente, mil estradas,
Nunca a obra se conclui...
É processo inacabado
De um projecto em movimento
Que, nunca estando parado,
É, contudo, muito lento!
Quantas, quantas - ninguém sabe! -
Variáveis , circunstâncias
E pequenas mutações
Antes que o processo acabe
C`o sistema das ganâncias
E das grandes dissensões?
Maria João
Com o abraço do costume, Poeta! Para o seu pai, os meus parabéns... e o meu fraterno abraço!
Chá musical.
ResponderEliminarAh, Poeta! Um Chá musical é tentador! Vou ver se lhe dou um golinho antes que as dores de coluna preguem comigo na cama... isto, hoje, está infernal!
Eliminar“O Nelson”
ResponderEliminarO estado pode roubar
Mas o Nelson é que não
Por desempregado estar
Dedique-se à meditação
Pare agora de respirar
E controle a pulsação
Pr’assim poder poupar
No processo de combustão
As células deve dominar
Impor ritmo ao coração
Até conseguir vegetar
E os açucares em circulação
Possa também desprezar
No processo d’alimentação.
Prof Eta
Vocações...
EliminarSe o governo meditar,
Já cumpre alguma função
Pr`além de desbaratar
E vender-nos a nação
E, quem sabe?, se calhar
Tem muita mais vocação
Pr`ó que o faça divagar
Do que pr`á "governação"...
Com tanta gente a passar
Fome de cultura e pão
E sabendo a quem culpar,
Só nos resta protestar
Pr`alcançar a solução
Que à Nação visa salvar...
Maria João
Com o meu abraço, Poeta!
“Exportação”
ResponderEliminarA salvação nacional
Deve estar no horizonte
Não é tarefa que nos afronte
Defender nosso Portugal
Por ventura o social
Qu’ainda vemos defronte
Antes qu’alguém o desmonte
E lhe dê machadada final
Os velhos são descartáveis
Vão amputando a pensão
E os novos exportáveis
Por aqui não ficarão
Não mais seremos saudáveis
Com este estado da nação.
Prof Eta
Exportação forçada
EliminarNão somos "negociáveis"!
Temos os nossos direitos
Duramente conquistados
- esses, sim! - irrevogáveis,
- esses, sim! - justos conceitos
Pelo povo reclamados!!!
O direito à permanência
Neste chão onde nascemos
Não importa como ou quando,
Nunca esta louca emergência
De deixarmos quanto temos
Porque, a nós, nos vão exportando...
M. João
Abraço... muito a correr, saiu em sextilhas mancas...
Sonho na ponte.
ResponderEliminarVou ver esse sonho, Poeta!
EliminarChá evolui.
ResponderEliminarOra ainda bem!!! haja qualquer coisinha capaz de evoluir!
EliminarOs meus scripts, muito pelo contrário, estão cada vez mais doidinhos e reaccionários...
“Sem história”
ResponderEliminarFazendo a tua história
Vais correndo devagar
Fixa-te nessa memória
Para que a possas contar
Dos fracos ela não reza
Será essa a triste sina
A história menospreza
Essa vida tão pequenina
Mesmo sendo triturados
Por outra história maior
Nunca seremos lembrados
Em todo o nosso labor
Somos os esconjurados
Filhos duma história menor.
A História é tão grande quanto os que RESISTEM!
EliminarNão será "história menor"
A que se ergue em Resistência,
A que se escreve em redor
Duma tão grande insurgência!!!
Não será menos heróica,
Menos digna de ser escrita,
Nem menos bravia e estóica,
Menos ousada e... bonita!!!!
Só depende dos cronistas
Terem sido, ou não, "compráveis",
Quando o seu tempo chegar...
Se fizerem "grossas vistas",
Terão sido "abomináveis"
Que melhor fora calar!!!
Maria João
Com o meu abraço GRANDE, Poeta!
Navegando na ponte.
ResponderEliminarChá final.
ResponderEliminarSe a imprevisibilidade dos scripts mo permitir, vou ver esse Chá, Poeta!
Eliminar“Nevoeiro”
ResponderEliminarQue tipo de sociedade
Temos nós em Portugal
Por cotas é especialidade
E roubá-la não faz mal
Está na massa do sangue
Deste povo bem latino
Por isso que não se zangue
Ao não passar de pequenino
De pequenino e mesquinho
Nos objectivos grandiosos
Que estão todos no passado
Nevoeiro faz o povo ceguinho
Por actos e feitos valorosos
Viva D.Sebastião regressado.
Prof Eta
ORA FAZ LÁ CONTAS
ResponderEliminarOs que não votam, anota
E chama-lhe abstenção
E a seguir, toma nota
De quem engana a votação
Dizendo, nem sim nem não…
E, assim, verás que quem vota
Disso fazendo menção
É uma pequena quota.
Divide, esses, então
Por todo o concorrente
À nossa governação…
Quem governa esta nação
Representa pouca gente…
Uma pequena porção.
Eduardo
Olhar na ponte.
ResponderEliminarAtrasada e menos bem, tentarei lá ir agora...
EliminarChá válido.
ResponderEliminarVou verificar a validade desse Chá, Poeta
EliminarChá estratega.
ResponderEliminarVejamos, então, a estratégia do Chá!
Eliminar“Derradeira jornada”
ResponderEliminarQue possa haver luar
Para essa caminhada
Vá sobretudo iluminar
Toda a imensa estrada
E a quem acompanhar
Essa derradeira jornada
Em que nos vamos tornar
Quando já não formos nada
O deve e haver da vida
Parece não ter terminado
Mas essa é a única verdade
Indizível e não decidida
Será o livro desfolhado
Nessa próxima eternidade.
Haja, embora ligeirinho,
EliminarLuar que nos ilumine
Tão castigado caminho
Até que a noite se anime!
Haja luar que nos guie,
Que apontando Norte/Sul,
Traga um vento que assobie
Mal desponte o dia azul...
Que nos dê cumplicidade,
Que nos seja transparência
Que nos faça prosseguir
Nesta curta eternidade
Da muito humana insolvência
Deste difícil porvir...
M. João
Aqui vai com o meu abraço, Poeta! Tive mesmo de o fazer durante uma música do RHP...
Mississippi under the bridge.
ResponderEliminarVou tentar vê-lo, Poeta! Os scripts não estão a ajudar nada o meu mal estar e a minha dor de coluna...
EliminarChá ignora.
ResponderEliminarVejamos então o que ignora o Chá!
Eliminar“O mundo acima”
ResponderEliminarSer humano com direito
Foi uma coisa do passado
Agora o humano perfeito
E um humano triturado
Esta nova imposição
Da austeridade emana
Sobe a conta um milhão
Baixa a condição humana
Baixa tanto que parece
Vivermos no submundo
Criado pelos mercados
O mundo acima enaltece
Com o seu sentir profundo
Novos seres desumanizados.
Prof Eta
Mundo em luta!
EliminarEu, excremento de mercado?
Nós, poetas, tão castrados?
Ponha-se a banca de lado,
Que dela estamos cansados!!!
Tranque-se, ela, a cadeado
Porque nós, de revoltados,
Faremos "caldo entornado"
Dos "chiliques" dos mercados!!!
Quando as ruas das cidades,
Das vilórias, das aldeias,
Se juntam neste protesto,
Nada lhes cala as vontades,
Ninguém lhes muda as ideias
Conducentes ao seu gesto!!!
Maria João
Abraço grande, Poeta!
Opus na ponte.
ResponderEliminarVou lá, Poeta!
EliminarChá no mar.
ResponderEliminarEstou numa ligação - a que tenho... - mais do que instável, com scripts a encravarem e separadores tremelicantes... para além do antipático síndrome do ombro doloroso que se lembrou de vir juntar- se a todos os outros menos simpáticos sintomas... mas vou tentar chegar ao Chá, Poeta!
Eliminar“Madiba”
ResponderEliminarCombatente da liberdade
Fez a longa caminhada
Do cárcere na mocidade
Até ao final da estrada
Soube unir uma nação
Sob as côres do firmamento
Onde a côr era desunião
Pintou um arco-íris de alento
Por ninguém seja ignorado
Na sua grandeza moral
E que fique uma certeza
Mesmo estando aprisionado
O perdão foi o seu sinal
Sua alma nunca esteve presa.
Madiba não morrerá!
EliminarO seu sonho permanece
E nunca se apagará
Pois quem luta nunca o esquece!
E fico por aqui, Poeta! Nada do que eu dissesse poderia fazer justiça ao Madiba e eu estou muito "vazia", hoje, desculpe-me. Estou particularmente cansada... desta vez, ao contrário do habitual, por dentro e por fora.
Abraço grande!
Madiba na ponte.
ResponderEliminarVou lá agora, Poeta.
EliminarChá triste.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta.
EliminarChá diverge.
ResponderEliminarAcontece, Poeta... vou ver essa divergência.
EliminarChá da vida.
ResponderEliminarVou vê-lo... se os "chiliques" dos scripts mo permitirem, claro...
Eliminar“Pirataria”
ResponderEliminarFaz barquinhos de papel
Este país à deriva
Porquê tanto escarcel
Vem política restritiva
Tão restritiva asfixia
Até a construcção naval
Que não voltará um dia
A fazer-se em Portugal
Mete água a embarcação
Tem o casco perfurado
Foi alvo de pirataria
Atacaram a tripulação
Sacaram-lhe o ordenado
Foi um saque à luz do dia.
Prof Eta
"Capitalismo"
EliminarTudo foi pirateado;
O trabalho, a habitação
E este povo assim explorado
A quem roubam tecto e pão
Está o povo organizado
Pr`a pôr fim à exploração,
Ou está bem amordaçado,
Sem poder dizer que não?
Acontece à luz do dia,
Acontece a toda a hora,
Acontece a toda a gente...
Que absurda pirataria
A que tanto ofende e explora
E desta maneira mente!!!
Maria João
O meu abraço, Poeta!
Luar na ponte.
ResponderEliminarVou até à Ponte, Poeta!
EliminarChá destino.
ResponderEliminarEstes malvados scripts, sempre encravados, não estão a ajudar mesmo nada a minha já tão reduzida mobilidade e a minha desconfortável prestação online... mas vou tentar ir ao Chá.
Eliminar“Sublinhar”
ResponderEliminarOs livros sublinhar
E sobretudo a vida
Com amor para dar
Duma forma decidida
Ao sublinhar assumo
Dia a dia sem descanso
O construir do resumo
Que em jeito de balanço
Será um dia recordado
Por alguém ao passar
Na biblioteca perdida
De resumos do passado
Onde quem soube amar
Deixou a marca devida.
Os sublinhados
EliminarPessoais, os sublinhados,
Como impressões digitais,
Lembram-nos tempos passados,
Desses que não voltam mais
Nos traços então deixados,
Por quem parte, aos seus iguais,
Estarão, embora velados,
Ecos, dúvidas gerais,
Dissensões, mas sobretudo
Esse “não sei definir”
Que se torna irrepetível
Ao descobrirmos um estudo
De onde nos cabe partir
Para um ponto indefinível…
Maria João
Segue com o meu abraço do costume, Poeta!
Agape na ponte.
ResponderEliminarChá simples.
ResponderEliminarSimplesmente infernal será lidar com estes scripts que não respondem e se encravam Mas vou ver o Chá!
Eliminar“É agora”
ResponderEliminarÉ agora Portugal
Que nós vamos renascer
Isto vai ser bestial
Basta esperar pr’a ver
Ideias são às centenas
Para salvar a nação
Das maiores às pequenas
Todas elas contribuirão
Pr’a nos tirar do buraco
Que aqui se foi cavando
Sei que não foi por mal
Mandem depois ao Cavaco
Esse vosso memorando
Com os votos de Natal.
Prof Eta
Dizem eles...
EliminarNão é agora, não é!
Mentira e pura "fachada"!
Virão "tratos de polé"
Pr`á luta ficar calada!
Então não estamos a ver
O estado que "isto chegou"?
Ou julgarão convencer
O que nunca se calou?
São tudo extrapolações,
Contracurvas e manobras
Das teias do capital
Que tem sempre explicações,
Traiçoeiro como as cobras,
Pr`a desgovernar tão mal!
Maria João
Abraço grande, Poeta!
Era uma vez na ponte.
ResponderEliminarCoitado do meu Poetaporkedeusker (má hora, aquela em que, apressadamente, resolvi encher-lhe o título de kapas... ), está todo "anémico" quando o abro... depois, lá retoma, muito a custo, o seu azul escuro, mas... fica que tempos com um azulzinho tão desmaiado que mal dá para ler... vou tentar ir à Ponte, enquanto luto contra o meu cansaço e a teimosia dos scripts...
EliminarChá sublime.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“It’s Time”
ResponderEliminarEu, a pessoa do ano
Saio à noite em surdina
Gesto simples e humano
Despojado da batina
Transbordando em amor
Procuro o irmão sem nada
Tento aliviar-lhe a dôr
Indicar-lhe nova estrada
Uma estrada milenar
Para que se saia disto
Deste estado de pobreza
Que nos está a matar
Procuro ser igual a Cristo
Sem estar pleno de certeza.
Pantera na ponte.
ResponderEliminarNÃO VIRAM O BRILHO DA ESTRELA
ResponderEliminarTodos dizem que é urgente
Seguir o brilho da Estrela
Mas sua obscura mente
Nem alcança a luz da vela
E a sua voz descrente
Não tem som da vuvuzela
Que saudava, imponente
A passagem de Mandela…
Desconhecem o perdão,
Não há sonho que os coíba
De trocar o sim p´lo não,
Não conhecem a razão
Por que era grande Madiba,
O seu lema é a ambição.
Eduardo
Grata, amigo Eduardo, por mais este excelente sonetilho!
EliminarNão, não podem entender quão grande foi Madiba! Não podem mesmo!
Fraterno abraço!
Maria João
Chá gira.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Corrente de ar”
ResponderEliminarO povo no parlamento
Não lembra a satanás
Fiquem-se pelo lamento
Mas lá do lado de trás
A casa da democracia
É local muito honrado
Já basta tanta porcaria
Que fazem do vosso lado
Se a porta não abrimos
Não é pr’a impedir d’entrar
Apenas não vos ouvimos
Pois estávamos a trabalhar
E porque assim impedimos
As malditas correntes de ar.
Prof Eta
Mas que falta vão fazendo
EliminarAs belas correntes d`ar!
Sem elas, vão-se perdendo
As razões pr`a legislar...
Venham mais correntes dessas,
Das que sopram deste povo
Que lhes vai pedindo meças
Do que fizeram de novo!
Se estiverem abrigados,
Ninguém se há-de constipar
Renovam-se os pensamentos,
Mas, não estando "vacinados",
Podem, alguns del`s, ficar
Um bocado bem mais atentos...
Maria João
Abraço grande, Poeta!
Chá das treze.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Rascunhos”
ResponderEliminarA limpo não passamos
Nossa alma rascunhada
Mas com o tempo lidamos
E o tempo não quer nada
O carrilhão da memória
Ressoa a vida passada
O rascunho não é história
Da vida sempre apressada
O tempo sem nada querer
Ficará dono da vida
E dos rascunhos também
Acabamos por nos perder
Numa imensa avenida
Onde se passeia ninguém.
Na avenida se passeia
EliminarGente de boa memória
Que, em noites de lua cheia,
Escreve, ainda, a sua história
Que, embora sendo rascunho,
Não deixa de ter sentido,
Não é mero "gatafunho"
Sem a função de ser lido
Na falta de perspectiva
Pode sempre procurá-la
Pois é sempre o que se faz...
Quando a sorte lhe for esquiva,
Tenha a garra de enfrentá-la
Pois vai ver que é bem capaz!
Maria João
Abraço grande, Poeta!
Eles apertam a mão
ResponderEliminarA quem, logo, irão ferir
Sua verdade é mentir
E mentir, sua oração
Pensam só na humilhação
De quem os possa servir,
Para eles o porvir
Tem raiz da usurpação…
A sua imensidão
É a que avistam da janela
Em noite de escuridão
Seus olhares torpes e vagos
Jamais seguirão a Estrela…
Não têm sina de Magos
Eduardo
Nenhuma "sina de Magos", amigo Eduardo, nenhuma!
EliminarObrigada e um forte abraço para toda a família!
Maria João
Que dia na ponte.
ResponderEliminarVou à Ponte!
EliminarChá de escrita.
ResponderEliminarVou lá, Poeta!
Eliminar“Equidades”
ResponderEliminarFuturo mais que imperfeito
Desta nossa sociedade
Constrói presente perfeito
Sobre pilhas de equidade
Onde uns são mais iguais
Usufruindo os benefícios
Enquanto sobre os demais
Impendem os sacrifícios
Estas são as contingências
Da sociedade irracional
Que soubemos construir
Sem medir consequências
Deste erro monumental
Que nos está a destruir.
Prof Eta
Não há futuro perfeito
EliminarQue possa ser construído
Enquanto tanto direito
Estiver a ser ofendido!
Tanto atraso, tanta dor,
Emanam de todos nós
C`o "governo" a sobrepor,
Sempre, a sua à nossa voz...
Sejamos reconstrutores
Deste pequeno jardim
E do mundo todo inteiro
Nós, os simples portadores
Da confiança sem fim
Num amor mais verdadeiro!
Maria João
Abraço gde, Poeta!
Yelema na ponte.
ResponderEliminarChá vê.
ResponderEliminarVejamos o que vê o Chá!
Eliminar“Aparenta”
ResponderEliminarSe vives da aparência
Acabarás por não ser
Nem terás consciência
Apenas queres parecer
Assim vives ocupado
Na tua não existência
E acabarás destronado
Pelo que julgas vivência
Mas que é apenas vazio
Preenchido com a presença
Dessa existência aparente
Essa realidade é desvio
Que cedo leva à descrença
E torna o ser inconsciente.
Ponte em Paris.
ResponderEliminarChá património.
ResponderEliminarDe fugida, vou vê-lo. Dia de laboratório...
Eliminar“Incontornável”
ResponderEliminarHumanidade insolvente
À beira do inconformismo
Observa descontente
O incontornável abismo
Dará um passo em frente
Ou numa de realismo
Assumir-se-á demente
Pr’a evitar o cataclismo
E assim louca sem estar
Com o abismo transformado
Numa insanidade global
Para o abismo há de saltar
Não pode ser contornado
É o seu destino afinal.
Prof Eta
A Alternativa!
EliminarNa tarefa gigantesca
Que hoje se lhes apresenta,
Quem os concentra na "pesca",
Mesmo quando a "pesca" os tenta?
Vá-se à "pesca" de valores,
D`equilíbrio emocional,
Da justiça, sem pendores,
Do amor por seu igual...
Decerto, algum retrocesso...
Nunca aquele que os monopólios
Vão servindo "de bandeja"!
Haja Luta! Este processo
Seja activo e nunca espólios,
Como o Capital deseja!
Maria João
Ai, poeta! Em termos poéticos, isto vai sendo um subproduto da poesia... mas diz exactamente o que penso! O que acontece é que a Poesia deve nascer de outras fontes que não as impostas no momento, na sequência de outras palavras ou temas dados. Acredite que era assim comigo e com todos os grandes da Poesia com quem lidei... aquela que se presta MESMO a isto, é a que se traduz em quadras. Não há dúvida de que as quadras são a forma ideal de "desgarrar"!
Abraço grande!
“Desigualdade”
ResponderEliminarIgualdade é utopia
Pois tudo é desigual
É um gasto de energia
Discussão sobre o igual
Mesmo a meio cortada
Essa simetria perfeita
De igualdade imaginada
Resulta logo desfeita
Na desigualdade real
A vida adquire beleza
E também a harmonia
Esta verdade fundamental
É uma lei da natureza
Logo não se contraria.
Razão científica
EliminarMas ninguém pede igualdade
Da clonada ou gemelar!
Dessa, qualquer um se evade,
Quase sempre a protestar...
Venha, então, a dos direitos,
Mas dentro das circunstâncias,
Tendo em conta alguns "defeitos"
E outras pequenas... "distâncias"!
Aplicar o Darwinismo
A qualquer governação,
Dá naquilo que bem vemos
E já não há conformismo
Que nos cale esta razão
Quando ela é tudo o que temos!
Maria João
Abraço grande, Poeta!
Pai e filho na ponte.
ResponderEliminarA NÃO EPOPEIA
ResponderEliminarTanto mar nós fomos ver,
Decerto foi p´ra mostrar
O modo de estagnar,
A arte de empobrecer.
Um Povo deve pugnar
P´lo lugar onde nascer
E não pensar em explorar
Quem livre deve crescer
A cruz pintada nas velas
Das garbosas caravelas
Não augurou coisa boa
Não ensinámos ninguém,
Voltámos pobres, também
Às colinas de Lisboa
Vive este povo a olhar
Das colinas, para além
Mas agora já ninguém
Quer voltar a navegar
Nossa riqueza invulgar
Tratamo-la com desdém…
Esta nação está refém
E já nem quer ver o mar
Já nem quer os estaleiros
Para as frotas construir
Já nem quer ter marinheiros
Embarcou noutra maré
E basta-lhe o ir e vir
Da onda da Nazaré.
Eduardo
Chá não diz.
ResponderEliminar“Acordarão”
ResponderEliminarPobreza envergonhada
E silenciosa também
Avança pela calada
É tratada com desdém
Cada pobre vale nada
Uma conta que convém
Para que seja aumentada
A riqueza mais além
Já foram contabilizados
Estatisticamente falando
Bem acima dum milhão
Pobres e silenciados
Consciência vão tomando
E um dia acordarão.
Prof Eta
Sem fôlego e com muita febre - a malvada gripe "agarrou-me"... - não lhe consigo responder... mas sempre lhe digo que ninguém vai entendendo muito bem como é que alguns dos mais excluídos podem estar bem mais acordados do que os que se agarram com unhas e dentes aos seus problemas pessoais porque ainda acreditam que escaparão se mantiverem as posturas de "bem comportadinhos"...
EliminarAbraço grande e febrl, Poeta!
Ponte em coro.
ResponderEliminar