JANELAS
(Soneto em decassílabo heróico)
Ressoam mil palavras que iluminam
Silêncios das janelas apagadas
Que vão mostrando, ainda que caladas,
O tanto que as vidraças nos ensinam
E, sempre que as janelas nos dominam,
Ficam, dentro de nós, perpetuadas,
Palavras – tantas mil! - das que, adiadas,
Não puderam ser ditas, mas fascinam
Como coisas antigas, revividas,
Que, assim que vislumbradas, decididas,
Repetem, sem falhar; - Nós ficaremos!
Janelas, quais palavras repetidas,
Que doem, mas jamais serão traídas,
Abertas sobre quem não mais veremos...
Maria João Brito de Sousa – 15.11.2014 – 23.22h
Ao meu camarada e amigo Zé Casanova. Até sempre, Zé!
“Vem lá merd@”
ResponderEliminarEle é visto, ele é dourado
Via verde p'rá corrupção
Enquanto o povo é esfolado
Sem direito à indignação
Assim se dirige um estado
Que não considero nação
É um sítio mal frequentado
Ou se é povo ou se é ladrão
Mergulhados em austeridade
Muito além do impossível
Que nos provoca obstipação
Desaguará em quantidade
Com o mau cheiro previsível
Quando se der a evacuação.
Desculpe, sei que não devia, neste magnífico soneto de homenagem, mas foi o que se arranjou nas actuais circunstâncias deste sítio.
Não se preocupe, Poeta!
EliminarVou tentar responder amanhã, está bem? Ainda não me sinto nada bem e, a esta hora, já mal escrevo duas linhas...
Abraço grande!
Já não sei se mansamente,
EliminarSe em explosão de tal furor
Que nos tome corpo e mente...
Virá, de que modo for!
"Limpar" isto é muito urgente,
De emergência bem maior
Do que a causa deprimente
Dos que vão tentando impor
Corrupção; coisa emergente
Do que sempre há de pior
De nós e de toda a gente
Que há-de levar a melhor
Sobre o "ricaço indigente"
Que nem sabe o que é valor!
M. João
Cá vai, meio "às três pancadas", mas dizendo o que pensa e levando o abraço de sempre!
Chá gold.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta.
Eliminar“Felicidade”
ResponderEliminarSer feliz em Nova Iorque
Ou ser feliz no Alentejo
Feliz mesmo qu'emborque
Toda a que não desejo
Ser feliz em Veneza
Ou ser feliz na Comporta
Feliz por estar à mesa
E ouvir-te bater à porta
Necessidade assim quis
Esta feliz ambiguidade
Pois não sendo infeliz
Feliz em qualquer cidade
E mais feliz que ser feliz
É conseguir dar felicidade.
Acabo de perder o meu sonetilho... copiei-o, mas a ligação caiu de tal forma que não deu para o colar...
EliminarFelicidades...
F`licidade é, simplesmente,
Com direitos garantidos,
Prosseguir, concretamente,
Nossos sonhos perseguidos
Mesmo que, indirectamente,
Sejam sonhos proibidos,
Prosseguir, ir sempre em frente
Fazendo moucos ouvidos
Ao que alguns dizem da gente
Pois, nos sonhos construídos,
Reside a flâmula ardente
Que dá força aos mil sentidos
Que, afinal, tornam coerente
Obra e passos prometidos,
Sonhos ou, tão simplesmente,
Dias menos conseguidos
De quem saiba estar consciente...
M. João
Penso que o outro era um bocadinho menos mau... pelo menos tinha uma rima menos pobre, mas não posso fazer nada; não o consegui reconstruir...
Segue com o abraço grande de sempre, Poeta!
“Está visto”
ResponderEliminarTerminou a indignação
Nesta nossa sociedade
Ocupada p'la corrupção
Com toda a popularidade
Nasce assim a ocasião
De maior probabilidade
Para constituir o ladrão
Em dono da seriedade
Muito sérios mas a rir
Pois arrecadam milhões
Com toda a idoneidade
O que virá a seguir
Não tenhamos ilusões
É o visto da impunidade.
Prof Eta
Os crimes foram crescendo,
EliminarSubindo de posição,
Com esse poder tremendo
Que lhes deu a corrupção
E este pequeno remendo
De terra - a nossa nação -
Foi-se-lhes sempre of`recendo,
Sem saber dizer-lhes: -Não!
Tudo é feito à "descarada",
Nem precisam de fingir
Que estão certos! Não são NADA,
Mas fazem tudo a sorrir
Como se, em casa roubada,
Pudessem, depois, subir...
Maria João
Está visto que a ligação partilhada já não está a funcionar, Poeta
Abraço grande!!!
Janelas só fechadas para o tempo,
ResponderEliminarGuardando os ciúmes desse vento,
Que açoita o mar nas ondas que contemplo
Ao sentir do criador o intento.
Seu soneto me inspira.
Abraço,
Adílio Belmonte
Belém-PARÁ - BRASIL
Muito grata, amigo Adílio Belmonte!
EliminarFraterno abraço, poeta!!!
Nada de chá.
ResponderEliminar... e nada de ligação, por aqui... voltei à pen, mas devo estar com a carga mesmo a acabar... não sei o que se anda a passar com as ligações, mas penso que estas "guerrilhas" e competições entre as redes, não devem dar grandes frutos...
Eliminar“Sambar e lutar”
ResponderEliminarVida e tu, uma só
Passam a par e passo
Com as outras dar o nó
Ocupar um só espaço
O espaço da amizade
Da partilha e do querer
Alcançar a felicidade
Mesmo que seja a sofrer
Dançar se fôr p'ra dançar
No dias de festividade
Ajudar se fôr p'ra ajudar
Dando asas à bondade
Mas sobretudo lutar
Por dar asas à vontade.
Tempo de chá.
ResponderEliminarDesculpe, Poeta. Eu continuo menos bem e a ligação, essa, está tão má, tão má que não encontro palavras (publicáveis...) que a descrevam...
EliminarVou tentar chegar ao Chá!
Terei de lhe pedir desculpa, Poeta, à semelhança do que acabo de fazer com o seu pai... estou mesmo numa fase de "pousio" e não me ocorre nada que se assemelhe a poesia, ainda que "manquita".
EliminarAbraço grande!
CATS and CATS
ResponderEliminarDistingo a voz dos gatos,
Diferencio os seus miados,
Sei quando estão zangados,
Sei quando espreitam os ratos,
Ouço-os se andam nos telhados,
Escuto-lhes o alaridos,
Sussurros e sustenidos,
Os acordes e os vibratos,
A minha gata se mia,
A gata da minha tia,
A gata da minha prima
Que berra dois tons acima
E o gatinho da avó
A mudar de fá p´ra dó,
Outras vezes para ré
Quando eleva o banzé…
Suas vibrações felinas
São, p´ra mim, tão genuínas
Que até chego a pensar
Se são eles a miar,
Ou eu que estou a falar,
Ou, se afinal, também mio…
Mas quando andam com o cio
Tornam-se outros animais:
Seus dizeres todos iguais,
Não distingo o que diz
Do outro que contradiz…
São menos originais:
Todos querem emitir
O que é bom para se ouvir
E, só para agradar,
É igual o seu miar.
Deixam de ser genuínos
Em bramidos guturais…
São tal qual outros felinos
Em cios eleitorais!
Eduardo
Eheheheheh... acabo de ler o seu Cats and Cats, que está uma delícia, amigo Eduardo!
EliminarEstou a tentar responder-lhe entre tremendas falhas de ligação e nem sequer me passa pela cabeça atrever-me a responder-lhe... até porque ando numa fase de "pousio". Mesmo as quadras - dantes "instantâneas"... - me têm falhado...
Agradeço-lhe muito a partilha e envio-lhe o forte abraço de sempre!
Filosofia no chá.
ResponderEliminarVou ver se lá chego, Poeta!
Eliminar“O berro”
ResponderEliminarÉ grito à democracia
Feita de promiscuidade
Estará próximo o dia
Do final desta idade
Passam a idade de pedra
Passam a idade do ferro
Doutos em sua cátedra
Levam com o nosso berro
Da minha cátedra furada
Final bizarro antevejo
Acaba tudo à pedrada
Mas tal coisa não desejo
Nova idade imaginada
Por maioria eu a elejo.
Prof Eta
Bússola...
EliminarPor maioria? Talvez,
Pode bem ser que assim seja
E que o Povo Português
Abra os olhos, tudo veja,
Lance fora o velho arnês
E, de uma vez, se proteja
Contra o tirano burguês
E contra a corja que o "beija"!
Depende da perspectiva
E de a quem sirva o poder
Que encastra a matéria viva
De quem não lhe obedecer
Ou de quem, nadando à deriva,
Nele encontre o seu escaler...
Maria João
Cá vai, como o abraço GRANDE de sempre, Poeta! Não me saiu mau de todo, este... sou bem capaz de o levar ao Face...
Nada de chá.
ResponderEliminar... nada de rede/ligação, também, Poeta... ou quase nada e em muito más condições. Vou ver essa ausência do Chá!
Eliminar“Preventivamente”
ResponderEliminarSócrates noite e dia
Dia e noite e ao revés
Tanto Sócrates angustia
Onde estão os outros dez
Que roubaram Portugal
E não foram acusados
Este poder anda mal
Foi entregue aos mercados
Romances de pacotilha
Entretêm os ignrantes
É sua nobre função
Está montada a armadilha
Nada ficará como antes
Vai-se encher a prisão.
Prof Eta
Há peças que nunca "encaixam"...
EliminarNão me sinto sossegada!
Com prisões ou sem prisões,
Sei que há qualquer coisa errada
Nesta "corrida aos milhões"...
A burguesia é tramada!
Obra tais contradições
Que não me sossegam nada,
Julgamentos, nem prisões!
Quando a si próprios se prendem,
Fico em dúvida, não sei,
Nem entendo o que pretendem...
Bem calada ficarei,
Porque nem todos me entendem
Nas questões que assim expressei...
Maria João
Segue com o forte abraço de sempre, Poeta. Digo exactamente o que sinto e penso, sim. E não me sinto nada sossegada.
“Remédio santo”
ResponderEliminarO marquês no labirinto
Da nossa triste agonia
Qu'o povo anda faminto
Anseia p'la democracia
Quarent'anos estropiada
Neste nosso lodassal
Onde já não sobra nada
Nem justiça social
P'ra tudo estar terminado
Só vejo uma solução
Remédio santo administrar
Ou usar o apito dourado
E dar ordem de expulsão
A quem andou a governar.
Efeitos colaterais ou "under attack"
Eliminar(em sonetilho de dupla coda)
Vão dar connosco em malucos!
Com tanto comprovativo,
Vivo num ninho de cucos...
Ou nem sequer sei se vivo!
Por causa destes... eunucos,
Moro num enorme arquivo
De talões muito caducos,
E até de escrever me privo!
Tirana, a burocracia,
Encheu-me de papelada
E, em vez de casa vazia,
Tenho a casa atafulhada
Dos restos duma anarquia
Que quase me põe... "chalada"!
Bem quis fazer-lhes "razia",
Mas não posso fazer nada
Senão... entro em avaria,
Fica-me a casa empenhada,
Cresce-me uma enorme azia
E, depois, fico lixada!
Maria João
Cá vai, com o abraço de sempre, Poeta!
Chá desigual.
ResponderEliminar... o saldo da pen esgotou-se e a porcaria da ligação não se aguenta 10 segundos seguidos... ... vou ver se lá chego...
EliminarChá detido.
ResponderEliminarAi, Poeta... detida tenho estado eu! Já consegui entrar, mas foi o cabo dos trabalhos e não me sinto lá muito segura.
EliminarHoje não estive em casa senão a partir do meio da tarde e, amanhã, é dia de consulta... tenho tudo atrasado...
Chá relativo.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta... mas estou que não posso com o raio das burocraciazinhas que este sistema arranjou para tentar remediar o irremediável... enfim! Tenho a casa transformada num arquivo de museu e já nem me entendo no meio desta papelada toda...
EliminarChá consequente.
ResponderEliminarEntre as dificuldades de aceder a minha conta e a ligação que está maluquinha, como vai sendo habitual, vou ver se consigo chegar ao Chá, Poeta!
Eliminar“Cavalo cansado”
ResponderEliminarNão se janguem comadres
Deste nosso Portugal
Não se saibam verdades
Pois nem tudo anda mal
Mas melhor é que não está
Anda o povo espremidinho
Passeia-se a fome por cá
Sobeja-nos ainda o vinho
Um pedacinho de chão
O saber para o cultivar
E também o velho arado
Semeia-se trigo faz-se pão
Que no vinho há-de boiar
Regressa o cavalo cansado.
Prof Eta
Chá falso.
ResponderEliminar... não vi, Poeta ... vou tentar lá chegar agora...
Eliminar“Dependentes”
ResponderEliminarRestaurar a independência
Neste nosso Portugal
Só pode ser por demência
Ou aumento da carga fiscal
Pois se a dívida aumenta
A cada novo orçamento
Com um povo que aguenta
Sem que exista momento
Nem espaço para lamentar
Só no dia em que paguemos
Esta dívida acumulada
Poderemos então festejar
Pois até lá não teremos
Independência p'ra nada.
Prof Eta
De independência se trata
EliminarPois já basta de ir andando
Ao mando de quem nos mata
E de quem nos vai "lixando"!
Do que a corja nos relata,
Nada vejo e vou estranhando
Pois, nem vendo, não retrata
Quanto alguns vão protestando...
Vamos todos "de arreata",
Uns cantando, outros chorando,
Dependendo da "cantata"
Que os "do alto" vão lançando
Sob a bênção - grande "lata"!!! -
Dos poucos que vão ganhando!
Maria João
Atrasado e meio coxo, mas com muito boa vontade, segue com o abraço de sempre!
“Sub-homens”
ResponderEliminarHomem é sub produto
Duma vida acelerada
No futuro seu substituto
Não será homem nem nada
Mas apenas um tributo
Perdido numa enseada
Pois não soube ser astuto
Ao ver-se na encruzilhada
Seguindo a pior opção
Esgotou sua capacidade
Viu seu ego assaltado
Envolto num turbilhão
Vida adquiriu velocidade
E o ser foi ultrapassado.
Gente explorada...
EliminarQuanta vez mal entendido,
Quanta e quanta vez explorado,
O pobre homem referido
Foi, somente, abandonado,
Seu valor, foi preterido,
De alguma forma, roubado,
E até lhe chamam "bandido"
Del`fazendo um desgraçado...
Quanta vez terá sonhado,
Sendo-lhe o sonho "engolido",
Sendo-lhe o valor negado?
Ele ou ela... o desmentido
Aqui fica assinalado...
E, assim, faz bem mais sentido!
M. João
Cá vai, meio às três pancadas porque a pen deve estar mesmo a acabar... abraço grande!
Chá sem fronteiras.
ResponderEliminar... estou eu, cheia de fronteiras, Poeta! A "fronteira da ligação" tem-me feito "das boas", hoje... só agora consigo ir ao Chá...
EliminarChá com limite.
ResponderEliminarEstou na pen, Poeta! A desgraçada da ligação deve estar a ser vítima da crise...
EliminarGotas de chá.
ResponderEliminarEstou, de novo, na pen... espero que ela ainda tenha "carga" para me deixar ir ver essas gotas de chá...
EliminarOrigem do chá.
ResponderEliminarAhhhh, Poeta... isto, na minha família, já vem de há pelo menos três gerações
EliminarA minha avó materna, sempre agarrada à sua canecazinha de chá, já contava que a sua mãe fazia o mesmo! A minha mãe, idem aspas, e eu... é como lhe digo; passo o dia de canecazinha de chá na mão...
Curiosamente, todas nós preferimos uma bela duma caneca de cerâmica a uma tradicionalíssima chávena de porcelana
Rebeldias
“Ventania”
ResponderEliminarPalavras leva-as o vento
E o vento também as traz
Sob o céu muito cinzento
Pode ser crítica mordaz
Pode ser brisa d'esperança
Pode bem ser um furacão
Ou são ventos de mudança
Esses que não mudam não
Mil maneiras de ventar
Mil e uma de bacalhau
Quando é p'ra cozinhar
Mas o vento a assobiar
Não tem um discurso mau
Na prática é p'ra enganar.
Palavras ao vento!
Eliminar... algumas fazem barulho,
Outras, de melodiosas,
São, quais pétalas de rosas,
Filhas do mais puro orgulho...
De lixo, monturo, entulho,
Se cobrem quando, vaidosas,
Julgarem que ser formosas
Lhes enche o fértil "bandulho"...
Dou, a algumas, atenção,
E, a outras, nem oiço, não...
Cuido mais das que são minhas
E caminham, direitinhas,
Do fundo do coração
Aos dedos da minha mão...
Maria João
Cá vai, com os votos de uma boa noite e de um excelente feriado! Abraço!!!
Mestria do chá.
ResponderEliminarVou ver a mestria do Chá, Poeta!
Eliminar“E o povo...”
ResponderEliminarNovo dono disto tudo
É o povo do meu país
Se não há nada de novo
Fala bem quem assim diz
Seus dignos representantes
Habitam num hemiciclo
Fica tudo como dantes
Se não chega o fim do ciclo
E o povo segue votando
E o povo segue gozando
E o povo segue mirando
E o povo segue comentando
E o povo nada mudando
É um povo muito brando.
Prof Eta
Palavras do "bom" Salgado,
EliminarArremedando a doçura
Antes de ver-se tramado,
A ver sorte lhe dura...
Pouco sei do revelado
Porque, hoje, andava à procura
Do que há no supermercado,
Pr`a que houvesse mais fartura,
Não ouvi falar Salgado,
Esqueci-me da serradura,
Ficou-me o caldo entornado
E, com tão grande aventura,
Toquei no fogão ligado,
Fiz enorme queimadura*...
Maria João
* mentira! Não me queimei nada, foi só para rimar
Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!
Chá ficcional.
ResponderEliminarVou ver se lá chego, Poeta!
Eliminar“Contabilidade do reino”
ResponderEliminarEstá preso o motorista
Que diz não se vai calar
Apareceu o contabilista
E está disposto a falar
Vamos saber a verdade
Àcerca da governação
Conhecer a contabilidade
Pertença do bom ladrão
Sem lugar a ingenuidade
Sem espaço p'ra um sermão
Aos peixes deste aquário
Onde reina a inequidade
Onde por menos de tostão
Se faz rei um salafrário.
Prof Eta
Chá mental.
ResponderEliminaré o que me vai restando, Poeta... vou lá vê-lo, se a ligação mo permitir...
Eliminar“Arena fantástica”
ResponderEliminarAs irmãs fazem bolos
Vendidos em restaurantes
O irmão faz de nós tolos
Fica tudo como dantes
Está o circo montado
P'ra gaúdio da sociedade
Anda o povo enganado
Com os arautos da verdade
Bilhete caro vai pagar
Pr'ocupar os corredores
Ver na arena os leões
O circo vai começar
Entram os gladiadores
Encerram-se já os portões.
Prof Eta
Encerrem portas, portões,
EliminarTudo aquilo que quiserem,
Mas deixem lá os leões
Que estão em paz... se comerem
E entre tantas libações,
Dêem paz aos que entenderem
Derrubar os dos milhões
E os demais que os precederem!
Deixem bolos e balões
Pr`a todos quantos quiserem
Grandes condecorações
E, entretanto, se puderem,
Pensem nas revoluções
E nos frutos que elas derem...
Maria João
Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!
Chá bolsista.
ResponderEliminarBolsista de... bolsa? Aquela coisa atroz onde se "jogam"os resultados das relações de causa efeito entre os "chiliques" e as megalomanias dos grandes mercados???
EliminarBem... vou lá vê-lo!
“Escuridão”
ResponderEliminarTenho pena desse irmão
Que crianças assassina
É desprovido de coração
Tem a mente pequenina
Apresentou justificação
Nada o pode justificar
Não pode obter perdão
Não se pode vangloriar
Em face desta escalada
Às profundezas do inferno
Não sobra nenhuma opção
Humanidade está condenada
À dureza dum inverno
Em que as trevas voltarão.
Tom-sobre-tom...
EliminarNão creio em trevas eternas,
Mas sei que há falhas tremendas
Abertas, como as cavernas,
Tão negras quanto as contendas...
Sei que as soluções fraternas
Nunca virão como as prendas
E que, nas eras modernas,
É melhor que o compreendas
Mas que entendas, finalmente,
Que pregar tanta desgraça
É pior, pr` a muita gente,
Do que acreditar que a "raça"
Vai "passar" tão simplesmente
Quanto a nuvem que além passa...
Maria João
Cá vai, muito mauzito e apressado, mas sabendo o que diz, o meu "Tom-sobre-tom" que leva o abraço grande de sempre e os meus votos de feliz Natal.
Chá desencontrado.
ResponderEliminarVou tentar encontrá-lo, Poeta!
Eliminar“Aclamação”
ResponderEliminarNa baía dos porcos acabou
Toda a anterior porcaria
Obama a Castro falou
Tudo terminou nesse dia
O povo então aclamou
Mas enganado não sabia
Guantanamo lá continuou
Tortura assim prosseguia
São os povos enganados
Por mil e um malabarismos
Em que a verdade é roubada
Nos festejos engalanados
Iludem-nos com eufemismos
Vemos a porcaria aclamada.
Prof Eta
Ovação aos patriotas cubanos
EliminarTalvez seja... ou talvez não!
Teve "a luta" o seu papel
E, a par da contradição,
Falou... o prémio Nobel
Presidindo à locução,
Com palavras a granel,
Dizendo ter solução
Pr´a tanto mal, tanto fel...
Aos que foram libertados,
Deixo o calor deste abraço...
Venham já mais resultados!
Se digo que o faço... faço;
Sejam sempre ovacionados
Os que lutam sem cansaço!
Maria João
Vai muito desafinadito, mas é a ovação possível, neste momento. Forte abraço, Poeta.
MINISTRA DA ESCURIDÃO
ResponderEliminarUma ministra com cristas
Julgando-se em assunção
Quis assumir funções mistas
E em todas foi decepção.
Se farejasse outras pistas
Podia, até, ter razão
E ser, com largas vistas,
Ministra da escuridão…
Agricultura, não temos
Pescas e outras, também não
Ordenamento, ainda menos
Perdoe-me estes dislates
Ministra Dona Assunção
Mas nós nem temos tomates!...
Eduardo
Foi fraca, mas "deu nas vistas"
EliminarEssa tal dissertação
Que ministra Assunção Cristas
Foi fazer à T`levisão
E estas senhoras ministras
Dão-nos cabo da razão
Tentando ser socorristas
Dos despojos da nação...
D`Agricultura, o que vemos
É sempre a grande aflição
Que todos nós já sabemos
E, ouvindo tais disparates,
Já mal fujo à tentação
De atirar-lhe os tais... tomates!
Maria João
Cá vai, amigo Eduardo, muito "manquejante", mas jorrando com prontidão, o sonetilho que me foi sugerido pela leitura do seu
Os meus votos de um muito Feliz Natal e o fraterno abraço de sempre!
“Vós sabeis”
ResponderEliminarÉ Natal e vós sabeis
O menino há-de nascer
E para guiar os reis
A estrela há-de aparecer
Trinta e três anos volvidos
Um outro rei surgirá
A ninguém dará ouvidos
E o menino matará
Toda a voz dissonante
Tende a ser distorcida
Desde tempo ancestral
De todas a mais importante
Foi prova de amor e vida
E vós sabeis é Natal.
Bem sei!
EliminarBem sei, mas... quem mataria
Uma espécie toda inteira?
Quem, tão louco, o tentaria
E, afinal... de que maneira?
Quem fará tanta razia,
Tão grande e tão tola asneira?
Ganha, a Vida, a "lotaria",
Sofre, a morte, uma rasteira...
Viva a vida sobre a Terra!
Possa a vida eternizar-se
Contra a fome e contra a guerra!
Possa a "maldição" lixar-se
No terror em que nos ferra
E, o vivente, organizar-se!
Maria João
Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!
Não nasceu exactamente à martelada, mas foi um bocadinho à paulada... e acabo de descobrir uma ou outra dissonância no soneto que publiquei hoje no Fb, mas acho melhor esperar um pouco antes de ir fazer a revisão. As pressas dão sempre mau resultado.
Que o vosso Natal seja muito, muito bom!
“Reencontro”
ResponderEliminarAo ano que vem
Ele trará esperança
Nascido em Belém
Sob estrela que dança
Pregado na cruz
Mas não derrotado
Seu nome é Jesus
Hoje reencontrado
Enumera a doença
Do poder instalado
Que se julga imortal
Mas cairá em descrença
Se não vir renovado
O seu voto ancestral.
Não consigo responder,
EliminarA conexão já falhou,
Não sei o que hei-de fazer
Nem se o que escrevi ficou...
Sei que consegui escrever,
Mas que a tarefa custou!
Se o verso desaparecer,
Não fui eu quem não tentou...
Desse inteligente amor
Muito eu teria a dizer,
Mas falha o computador
E o verso parece flor
Que nunca chega a crescer
E acaba sem ter valor...
M. João
Feliz Natal, Poeta!!!