PUNHAIS
Quero contar-vos quanto dói viver
e não desisto mesmo que me calem
que, desta raiva aos monstros do poder,
nascerão versos, quando em raiva estalem!
Quero mostrar-vos que não sei perder
sempre que as perdas de medos me falem
e que, em vez de vergar, hei-de acender
as chamas destes versos que me valem,
Que posso e vou falar, porque assim quero,
dos tantos, destes tantos que procuram,
no lixo, e com crescente desespero,
O pão que vai sobrando aos que o descuram...
e mais não cantarei pois, se me esmero,
aguço os mil punhais que me perfuram!
Maria João Brito de Sousa – 03.03.2015 – 20.07h
há real.
ResponderEliminarChá real.
EliminarEste Chá perdeu o "c", Poeta... e não era um "c" mudo!
EliminarVou vê-lo!
Chá sem razão.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
Eliminar“Podíamos”
ResponderEliminarIdeologias no armário
Nesse armário evoluíram
P’ra linhas do novo ideário
Que às ideias sucumbiram
Na preguiça das ideias
Ficou presa a esperança
A dançar com a mais feia
Fica o povo nesta dança
Dum linguajar eficaz
Construído p’ra fazer crer
Preocupação com a gente
Mas basta ser perspicaz
Para no fundo entender
Como é inconsequente.
EliminarDas ideias disfarçadas
De bonitas, quando feias,
Estão as gentes enfartadas
E confusas... sem ideias...
Por todos são comentadas,
Vão da cidade às aldeias
Mas, quando são praticadas,
Mostram-se, de erros, bem cheias...
Já nem consigo escutar,
Mal consigo discutir
E estou presa por um fio
Ao dever de aqui ficar
Quando, ao pensar desistir,
Descubro, em mim, novo rio...
Maria João
Segue com o abraço grande de sempre, Poeta!
“To be mad Max”
ResponderEliminarHumanidade imperfeita
Associada à incúria
Viu-se quase desfeita
Nessa estrada da fúria
Mad Max apareceu
Coberto de insanidade
Mas não sei que lhe deu
Foi momento de verdade
E num flash percebeu
Apesar da incapacidade
De nada lhes valia fugir
Para os braços de morfeu
Só o pesadelo da realidade
Os impediria de sucumbir.
Prof Eta
Eheheheheh...
Eliminar"Mad", não sou, nunca serei,
Nem nunca alguém me lembrou
Que o nome com que assinei
Fosse um "Max" quem mo legou
Portanto, não me verei
Como "Mad" - que isso não sou... -
Ou como um "Max" que passou
Mas que, agora, recordei...
Uma ideia me ficou;
Do filme, não desgostei,
Mas não sei como acabou!
Será que o "Mad" era um rei,
Ou será que se esforçou
Por viver fora da lei?
Maria João
Sei que vi o Mad Max há muitos anos mas, para além de uma ou outra imagem do Mel Gibson em cima dum veículo estranhíssimo, não me lembro de nada...
Abraço grande, Poeta!
Chá discursivo.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta. A seguir, terei de me ir vestir para sair...
Eliminarpoema-denúncia que que explode em raiva.
ResponderEliminare impotência.
grato. beijo
Foi a explosão possível e a inevitável impotência, sim, Heretico... dias há - como o de hoje... - em que a sensação de impotência é esmagadora.
EliminarTão esmagadora que, a que à nossa própria vidinha respeita, chega a tornar-se visível - e sensível... - entre a de todos os que vão sobrevivendo em tão difíceis condições. Estou amarga, hoje. Peço desculpa.
Vou ao Relógio de Pêndulo. Não posso comentar, mas posso ler.
Bjo!
Confesso, Heretico, que nos dias - felizmente raros! - amargos, me magoa indizivelmente a leitura de textos como O Melro e a Guerra..
EliminarMal de mim quando me deixo magoar pela beleza e pela qualidade pois, nos dias menos amargos, é exactamente o oposto que me incomoda ao virar de cada página...
Estúpida forma de elogiar um texto, eu sei... mas tinha de tentar explicar o que senti.
“Ex-flor”
ResponderEliminarEsta era uma flor
Só a podes imaginar
Essa que sentes é dor
Tu a poderás superar
Sobretudo no amor
Que possas ter para dar
Alguém lhe dará o valor
Para em dobro retornar
Da ex-flor com fulgor
Outra irá desabrochar
Envolta em emoção
Como seria de supor
Após o acto de plantar
Semente no coração.
Estava a "escapar-me", esta Ex-Flor...
EliminarFlor que murcha, já murchou,
Não pode voltar atrás,
Sabe que o tempo passou,
Mas fez quanto foi capaz...
Do que fez, muito ficou
Dando lastro ao que se faz;
Do que sabia, legou,
Muito cheio, um bom cabaz
De razões do coração
E razões dessa vontade
Que nos nasce da razão...
Mesmo que fique a saudade,
A flor já não volta, não,
Se da vida a flor se evade...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço grande de todos os dias!
Chá conservado.
ResponderEliminarNão estou muito bem, hoje, Poeta, mas vou ver o Chá!
Eliminar“Nó cego”
ResponderEliminarUm engenheiro poeta
Não é poeta engenheiro
Pois o segundo afecta
O que nasceu primeiro
O ovo ou a galinha
Uma discussão secular
Um ponto ou uma linha
Discussão subliminar
Uma chama que se apaga
Um traço no horizonte
Uma festa a terminar
Uma mão que afaga
Um nó cego que afronte
Uma montanha a chorar.
Prof Eta
Porque não? Engenharia
EliminarNão põe de lado o poema,
Quando existe essa harmonia,
Sempe que há vontade, tema
E lhe ocorra a melodia
Que engendre, sem mais problema,
Tudo o que é da poesia
E passe pelo fonema...
Poesia tanto é arte
Quanto é ciência rigorosa
Do que flui por toda a parte
E nos chega, feito em glosa,
Com tendência pr`a levar-te
Muito além da simples prosa...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
Desejos de chá.
ResponderEliminarVou ver dos desejos do Chá, Poeta!
Eliminar“Animais”
ResponderEliminarBasta-me aquilo que basta
Tudo mais não faz sentido
Pois do muito que se gasta
Pouco vale o que é sofrido
Qu’a vida mesmo madrasta
Não te transforma em detido
Nem tão pouco te devasta
Quanto muito és reprimido
P’ra terminar tenho dito
Abaixo a repressão
Nesta vida e nas demais
Bastonadas não admito
Venha de lá compreensão
Por nós lindos animais.
Bem... que somos animais,
EliminarSempre o soube e nem duvido,
Pois não somos vegetais,
Nem cristais de rocha ou vidro
E que somos racionais,
Também não é desmentido,
Mas... temos de pensar mais
Pr`a que isso faça sentido...
Subjugados por paixões
Por crenças, por tiranias,
Seremos só projecções
Dessas tais filosofias,
Ou bando de "paspalhões"
Entre o riso e as agonias...
Maria João
Ai, Poeta... esta resposta está um desastre em termos poéticos e linguísticos, mas... olhe tenho mesmo de sair para mais uma consulta. Fica assim mesmo...
Abraço grande!
“Nós e eles”
ResponderEliminarNem todos estamos cá
Uns não chegam a nascer
E outros sempre haverá
Que acabarão por morrer
Uma minoria existirá
Que se dispõe a viver
E que sempre sorrirá
Mesmo tendo que sofrer
Quantos sorrisos sorrires
Sorri com essa alegria
Sempre plena de emoção
Tempo para descobrires
Que só essa contagia
Pois brota do coração.
Uns não chegam a nascer,
EliminarOutros vivem curtas vidas
Que, nem podendo escolher,
Pressupunham mais compridas,
Mas sei se estão cumpridas
As mil causas pr`a dizer
Que as durações são escolhidas
Conforme "o que deva ser"
E, num sorriso, escondidas,
Estão-se, às vezes, a esconder
As formas mais divididas
De ir tentando responder
Às sentenças proferidas
Que jamais se hão-de entender...
Maria joão
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
PS - Enviei-lhe dois mails que vieram devolvidos sem terem sido lidos... algum problema com o seu correio?
Sonho de chá.
ResponderEliminarVou ver o sonho do Chá, Poeta!
EliminarChá autorizado.
ResponderEliminarLá vou, Poeta!
EliminarChá no mundo.
ResponderEliminarVou vê-lo, Poeta!
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