CALAR PALAVRAS...
Calar quando as palavras se me adentram
E me correm nas veias galopando,
Calar quando, ind` além do que comando,
Sou razão das razões que elas concentram
Se, nunca me bastando, mais me tentam
E mais me justificam se, cantando,
Nos dedos que são meus, frutificando,
Me crescem, me revelam, me sustentam...
Como calar-me, então, sem ser calada,
Mesmo por força bem intencionada,
Por falta de que sei estar inocente?
Como tornar-me, então, neutra, indif`rente
E reduzir-me, em vida, a quase nada,
Antes de assim sentir-me amordaçada?
Maria João Brito de Sousa - 28.10.2015 - 21.06h
Gravura de Cipriano Dourado
Chá não gira.
ResponderEliminar... nem o meu cursor, Poeta! Já o ecrã, flutua que é uma maravilha, parece um pneu a derrapar em estrada molhada... mas vou ver se chego lá!
Eliminar“Caminharei”
ResponderEliminarNão pode parar, caminhará
Parte cedo, a cada instante
Não porque seja importante
Um dia, alguém o seguirá
Sempre sentiremos cá
Seu espírito entusiasmante
Mesmo estando distante
Corrente não se quebrará
Pode nunca ser escutado
No seu modo de falar
Mas palavra é dom divino
Muito além do nosso fado
O importante é caminhar
Já que partir é o destino.
Ah, pode lá descansar
Eliminarquem tanto tem pr`a fazer
que a certeza de parar
só lhe vem quando morrer?
Pode lá abandonar,
quem se "esfalfa" por viver,
este ensejo de lutar
E esta vontade de "ser"?
Se partirmos da certeza
de que adiando a partida
se produz maior riqueza,
Cada horinha desta vida
ganha, em força e natureza
sem jamais tombar vencida...
Maria João
Mais algumas acrobacias informáticas e ... parece que vou conseguir enviar-lhe mais um sonetilho e mais um abraço grande!
Pouco chá.
ResponderEliminarVou ver se lá chego, Poeta!
Eliminar“Olha o robot”
ResponderEliminarO trabalho absorveu
Todo o meu imenso ser
Logo a mente adoeceu
Trabalho para esquecer
Felizmente a psicologia
Desenvolveu a equação
Mas logo a economia
Disse não ter solução
Pra sanar a dicotomia
Logo a medicina atestou
Dá saúde o trabalhar
Se a cabeça se avaria
Passo a ser um robot
Trabalho sem descansar.
Quem trabalha a poesia,
EliminarNão produz por produzir
E deve dar primazia
Ao projecto "evoluir",
Sei, porém, que a maioria,
Não pensando em progredir,
Não trabalha a melodia
Porque a não consegue "ouvir"...
Quanto ao trabalho, em geral,
Submetido a tais pressões,
Faz, decerto, muito mal,
Mas decretam, os patrões,
Que encontra o Santo Graal
Quem acumula uns tostões...
Maria João
Poeta, sempre consegui responder, mas não estou mesmo nada bem. Ou melhor, eu não estou bem e o computador continua meio desconfigurado, com um ecrã "flutuante" e um cursor que, sem rato, mal se move... tentarei levar-lhe este sonetilho, mas não posso prometer nada... forte abraço!
“Tempo que não resta”
ResponderEliminarO avião pousa no chão
Com almas despedaçadas
Arca de vidas estilhaçadas
Mas já não era avião
As palavras espalhadas
Não espelham a situação
De infinita consternação,
Caixas negras encontradas
Não trazem a explicação
Para estas vidas roubadas
Eram como flores plantadas
Numa imensa plantação
De esperança polvilhadas
E porquê assim ceifadas?
Poeta, hoje faço anos,
Eliminarmas de tão mal que vou estando,
nem sequer penso em tais danos...
Não estou - juro! - aguentando!
Pr`a tentar manter-me viva,
apesar desta infecção
que de tal forma me priva
de força e concentração,
Devo parar, por momentos,
e concentrar-me em viver...
Se fraquejo; adeus lamentos,
Adeus , poeta-mulher,
adeus versos e talentos
que eu nem sei que mais fazer...
Maria João
Fisicamente infectada - há demasiado tempo que estou a esgotar-me neste braço-de -ferro com a Klebsiela - e com o computador tão louco que parece ter contraído "epilepsia-informática", tenho mesmo de moderar a minha velocidade Poeta...
Abraço grande!
Chá queimado.
ResponderEliminar... já me aconteceu queimar o pucarinho do chá, já poeta...
Eliminar“Cenários”
ResponderEliminarPara melhor se mudará
Quando se bate no fundo
Ou pelo menos esse será
O desejo mais profundo
A saída se encontrará
Pra regressar ao mundo
Química permanecerá
Nesse teu ser fecundo
Uma reacção produzirá
Empurrando o imundo
Para um plano secundário
Magia do ser sobressairá
Digo-to e não te confundo
Pois já vivi um tal cenário.
Cenários não mudarão
EliminarSe nunca os mudarmos nós...
Será sempre a nossa mão
E também a nossa voz
A mudar a situação
- por muito que seja atroz... -
Para uma outra encenação,
Mas nunca o faremos sós...
Haja, então, força e vontade
Pr`a mudar... mudando a sério,
Não por simples veleidade!
A mudança é desidério
Não de gente que se evade,
Nem de algum estranho mistério...
M. João
Aqui vai... e eu já no limite das minhas poucas forças para continuar a fazer braço-de-ferro com este computador instável... abraço grande, Poeta!
Chá é.
ResponderEliminarVou ver, Poeta!
Eliminar“Cansado”
ResponderEliminarNovo dia amanheceu
À sombra da azinheira
Mas o sol não apareceu
Foi imensa a canseira
Pois logo me ocorreu
Procurar uma clareira
Onde pudesse ver o céu
Durante a manhã inteira
Mas o meu ser adormeceu
À sombra, sem sol na eira
Um pedaço assim se passou
Em que o sonho se deu
Acordei cansado sobremaneira
Porque este sonho me cansou.
Quem dera que fosse um sonho
EliminarO que agora me acontece
Ou que sendo assim, medonho,
Não fosse quanto parece...
Quando o termómetro ponho,
Sobe, sobe e tanto aquece
Que fica o corpo tristonho
E a razão nem me esclarece....
Isto é pr`a justificar
Este atraso imperdoável
E este versejo ao mal-estar
Pois mesmo estando "imprestável"
Gosto de me desculpar
E tentar manter-me amável...
Mª João
Desculpe, Poeta! O dia não foi nada fácil para mim e nem sequer me sinto em condições de versejar... lá me saiu este sonetilho,meio marteladito, nem sei como pois estou mesmo febril...
Abraço grande!
A MINHA NOTAÇÂO
ResponderEliminarHá pr´aí umas agências
Que notam, mas notam mal,
O que são as apetências
Do guloso capital.
Desdenham para comprar
O que sabem ter valor
Avaliam ao sabor
De quem manda avaliar.
E tal como os espelhos
Trocam direita e esquerda
Reflectindo ilusões
E a quem se põe de joelhos
Chamam lixo, eles são merda
Como as suas notações.
Eduardo
Por muito que eu procurasse,
EliminarNão poderia encontrar
Coisa que as adjectivasse
Melhor. ... fica-lhe a matar!
Reafirmo; se eu tentasse,
Realmente adjectivar
E se acaso não falhasse,
Tarde ou cedo iria dar
Ao mesmo termo. Que impasse!
Nem sei como confessar
Que se um outro termo usasse
Decerto iria falhar...
Merda são... e, se o calasse,
Muito estaria a calar...
Maria João
Estando de saida para tentar dar os passos correctos no sentido da erradicação, não das ditas agências de notação - a tanto não chego... - mas da bacteriazinha multirresistente, deixo-lhe um sonetilho feito à pressa, Eduardo.
Muito obrigada por este seu sonetilho que tão bem adjectiva as ditas agências. Forte abraço.
Chá a nascer.
ResponderEliminar... já o sol se pôs, mas ainda vou tentar ver esse chá-nascente!
Eliminar“Existir”
ResponderEliminarCada tempo o tempo apanha
Mas nada de errado em nascer
Do outro lado da montanha
Onde é necessário parecer
Também aí há quem não pareça
Por ter sentimento diverso
E por isso desobedeça
À lei do actual universo
O universo da vaidade
Da luxúria e do possuir
Diga não em consciência
Use o manto da simplicidade
Baste-se com sítio pra dormir
Recuse vertiginosa inexistência.
Assim sou, nunca exigindo
Eliminar- seria exigir demais... -
Que todos se vão sentindo,
Neste ponto, meus iguais...
Na prisão do consumismo
Do escravo que a escravo aspira,
Não me sinto em conformismo
Com tanta ausência de... lira
Em prol do topo-de-gama,
Dos acessórios, do excesso
E dessa vistosa lama
A que alguns chamam progresso...
Quando o progresso me chama,
Vou-lhe abrindo um novo acesso...
Mª João
De novo "de saída", desta vez para o laboratório, deixo-lhe este sonetilho feito á pressa e lembro que "nem oito, nem oitenta"... também não preconizo que as soluções passem por exigir a todos um tecto e uma cama, Poeta.... mas não duvide de que me apercebo muito bem da vertigem consumista para a qual o capitalismo nos empurra desavergonhadamente. Pois se dela vive e se alimenta...
Abraço grande!
Chá travou.
ResponderEliminarAi, as horas... vou ao Chá, a correr, a correr...
Eliminar“Mundo maldito”
ResponderEliminarEm pleno século XXI
Há motivos p’ra matar
Eu não encontro nenhum
Que o possa justificar
Justifica-se isso sim
O semelhante ajudar
Não importa qual o fim
Todos se podem adaptar
Mataremos no entanto
Porque assim está escrito
Porque o mundo é animal
Justifica-se outro tanto
Porque no mundo maldito
Coexistem o bem e o mal.
Prof Eta
Que o mundo seja animal,
EliminarNão posso eu contradizer,
Mas... isso é tão natural,..
Que mais poderia el` ser?
Refiro-me eu, afinal,
Aos homens, mas... há que ver
Que há gente "artificial".
Apesar de o não saber...
Não é, decerto, por sê-lo
Que "vai o gato às filhós",
Mas talvez por nem sabê-lo...
Bichos somos todos nós!
Se pudermos entendê-lo,
Estaremos bem menos sós...
Maria João
Poeta, as melhores e mais humanas pessoas que conheci ao longo da minha vida eram profundamente conhecedoras da sua condição animal e, também, perfeitamente capazes de sacrificar os seus interesses pessoais aos interesses colectivos . Os anos que vivi - muitos, já... - apenas serviram para cimentar mais ainda esta opinião que formei desde muito, muito cedo.
Abraço grande!
CÓDIGO ANTI - da VINCI
ResponderEliminarPese o sorriso seráfico
Que exibes, por divisa,
P´ra seres uma Artemisa,
Tinha que ser mais enfático
Sem cenho de profetisa
E um certo ar majestático
Com um bigode aristocrático,
Terias máscula divisa.
Para te por no museu,
Leonardo, numa fona,
À pressa, te concebeu…
E Sem ar de Pitonisa,
Que graça tem uma mona
Que ainda por cima é lisa?!
Eduardo
Como eu gostaria de me sentir em condições de lhe responder, amigo Eduardo, mesmo nunca tendo lido o tal Código Da Vinci...
EliminarTentarei, embora muito provavelmente tenha de parar, devido ao agravamento do meu estado de saúde, várias vezes ao longo da tentativa, o que me "quebra" completamente o ritmo poético... não sairá nenhuma obra-prima "davinciana"... nem sequer sei se sairá qualquer coisa de legível... e inteligível...
Mona Lisa, pela graça
E por mestria do traço,
Conquistaste tempo e espaço
E afirmaste-te com "raça"...
Hoje, não sei que mais faça,
Ou que diga , pois não faço,
Da dimensão do teu "laço",
Nem dos segredos da "traça",
A mais pequenina ideia...
Sei que não és nada feia,
Mas parece-me exagero
Ver-te assim, como sereia...
Se a doença me cerceia,
Só penso em vencê-la. E espero.
Mª João
Cá vai a minha muito pragmática "visão" da Gioconda, à luz das minhas muito pontuais - espero eu... - limitações, amigo Eduardo.
Forte abraço!
Cara poetisa,
ResponderEliminarAs profundezas e mistérios diversos
faz-nos caminhar por muitos universos,
Pois só com a inspiração nascem os versos.
Adílio Belmonte
Belém-PA , BRASIL
ALMA INSINUANTE
Calar o meu espírito e toda a alma
Quando me mostras ávido silêncio
Numa oração forte que me acalma
E percebo da morte o anúncio.
Nesta minha jornada solitária
Vejo-te afastada e bem distante
E ao meu coração já refratária,
Mesmo quando a alma se faz insinuante.
Ah! Aonde foram as tuas vãs palavras,
Que sempre me calavam o pavor
De ouvir os estribilhos sempre fúnebres?
Hoje a minha angústia já lavras,
Numa demonstração de puro amor
Com os gestos telúricos, mas nobres.
Caro amigo Adílio,
Eliminaro meu problema de saúde tem piorado nestes últimos dias e nem sequer me tem permitido estar ao computador senão de forma muito espaçada e apenas alguns minutos de cada vez.
Sem dúvida nos adentramos por muitos universos - sendo que por "universos" entendo as diversificadíssimas temáticas que ousamos aflorar- e que é a inspiração que nos move, muito embora eu reconheça, desde muito jovem, que sem um sério e afincado trabalho da poesia e de estudo da língua portuguesa, dificilmente os nossos poemas adquirirão alguma qualidade. É exactamente a esse nível que, de momento, me sinto bastante diminuída pela acção desgastante de uma infecção bacteriana que desde o mês passado veio agravar o meu problema de saúde crónico.
Agradeço-lhe muito o poema que aqui me deixou e despeço-me com um fraterno abraço.
Maria João
Chá de dúvidas.
ResponderEliminarAinda vou tentar ir ao Chá, Poeta!
Eliminar“Descartados”
ResponderEliminarTu que estás em debandada
Arrastas um corpo doído
Uma alma esquartejada
Vês teu direito preterido
E a luz quase apagada
Pertences ao povo ferido
À humanidade infectada
Que não vê nem tem ouvido
E essa surdez a arrastará
Até aos confins do inferno
Tu serás um condenado
Já ninguém te quererá
Pois neste mundo moderno
Ser humano será descartado.
Descartado não será,
Eliminardesde que aprenda a pensar
e a cobrar, de quanto dá,
quanto lhe caiba cobrar...
"Descartáveil!", dir-se-á...
Di-lo-ão sem nem sonhar
que é ele quem acabará
por manter-se e por teimar
Em crescer e libertar-se
das amarras primitivas
dessas velhas profecias
Que não vão concretizar-se
pois são palavras cativas
das mais vãs filosofias...
Mª João
Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre!
UMA GALA (no CCB*)
ResponderEliminarO magala é um soldado
De todos é o mais raso
Tem serventia de acaso,
Vira-se p´ra todo o lado…
Não passa de um pau-mandado
O magala, caso a caso,
Por todos é humilhado,
É um soldado a prazo.
Serviçal do capitão,
Ninguém promove o magala…
Ele é carne p´ra canhão.
Morreu numa emboscada
Lá houve, enfim, uma gala
Ao magala dedicada
Eduardo Maximino
*Centro de Comandos de Beirolas
A responder-lhe a este sonetilho já eu não me atrevo, amigo Eduardo... pelo menos neste estado e quando as próprias teclas me parecem exercícios "pesados"... mas agradeço-lhe muito, pois está muito bem aproveitado o "jogo" entre o magala e a gala...
EliminarNem sequer sabia onde era Beirolas, imagine! Tive de ir ao Google para verificar se existia mesmo ou se era uma mera liberdade poética...
Forte abraço!
“Pàf again”
ResponderEliminarO terror volta à europa
Culpada foi esta nação
Trio armou-se em tropa
Desapareceu muito milhão
Pânico é o sentimento vigente
Após golpe mal intencionado
Certo emigrará muita gente
Antes de tudo ser incendiado
Virá mais cedo que tarde
Uma lição assim aprendida
Sem recurso a sermão
E enquanto a nação arde
Uma multidão arrependida
Cedo clamará pela coligação.
Prof Eta
Perdoe-me o aparente "cliché", mas... a LUTA CONTINUA!
EliminarEu bem sei que esta direita,
Mesmo torta e derrotada,
Nunca esta derrota aceita;
Fá-las-á "pela calada"
E há gente de mente estreita
Que vai julgar-se enganada
E pensar que já "está feita"
Se a "obra" for demorada...
Bem recordo a dolorosa
Primeiríssima versão
Dessa voz "silenciosa"
Que, alegando ter razão,
Se alimentou, venenosa,
Da contra-revolução...
Maria João
Cá vai, com outro abraço!
“Oh yeah come on”
ResponderEliminarSou alentejano cidadão
Em pleno no universo
Escrevo em língua de cão
Por vezes também em verso
Desta forma de expressão
Planto entendimento diverso
Oh yeah come on, ão, ão, ão
Or don’t come on, ao inverso
Se escrevendo alentejano
Me fizera assim entender
O inglês houvera preterido
Mas o ingleses do camano
Nunca quiseram aprender
O meu linguajar preferido.
Eu subscrevo o seu protesto!
EliminarNosso, muito nosso idioma
Materno, cantante, honesto,
A esse... ninguém mais doma!
Escreva-se em bom Português!
Porque havemos de teimar
Em escrever num "estrangeirês"
Que mal sabemos falar?
Que nunca nos falte espaço
Para o bom regionalismo
Com pronúncia original!
Fortifique-se esse laço
A que o dito estrangeirismo
Vai fazendo tanto mal...
Mª João
Aqui vai, martelado, colado e rebitado quanto baste, atendendo ao meu muito mau estado físico, mas com o abraço de sempre, Poeta!
“Retóricas”
ResponderEliminarSão mestres na retórica
Comunicam as soluções
Esta sua prática teórica
Produz lindas comunicações
Surgiu uma etapa histórica
Vem cheia de convicções
Veremos se não é folclórica
Se não defraudas populações
Finge sempre acreditar
Em todo o ilusionismo
Tens direito de admissão
Bilhete tiveste que pagar
Chega agora o malabarismo
Para completar essa ilusão.
Prof Eta
Bonitas, não me parecem,
EliminarNem úteis serão, sequer,
Do que em retórica tecem,
O vazio que acabo a ver
Mas se em confronto acontecem,
Nele acabarão por ser,
Nos argumentos que of´recem,
Coisas que hão-de acontecer...
Ao tal passo, agora dado,
Nel`se envolveu quem lutando
O viu, por fim consumado,
E eu, também participando,
Nunca o hei-de pôr de lado
(historicamente falando...)
Maria João
Cá vai, Poeta, com muita fita-cola para compensar a total falta de inspiração, mas com o abraço de sempre!
“Pinturas”
ResponderEliminarO mundo assim pintado
Tão negro, eu nunca o vi
Aguardo outro resultado
Pois novo mundo sorri
Será um mundo plantado
Em tons de rosa sem espinho
Mas eu não estou descansado
Porque é estreito o caminho
Apenas em vereda florida
Essa esperança germinará
Produto de nova semente
Muita alma colorida
Nesse mundo habitará
Que assim sorrirá prá gente.
Negro, negrinho de todo,
EliminarJá o vi, em tempos idos;
Toda a "paz" era de lodo,
Por toda a parte, bandidos
Que, deste ou de um outro modo,
Vestindo "brandos vestidos",
Espiavam quem, com denodo,
Defendesse os perseguidos...
Não esqueci, nem esquecerei
Essa negra "guerra fria"
Que, em tempos, presenciei,
Nem a demente razia
Do: - "Fala!" - "Não falarei!"
Em que a gente então vivia...
Mª João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre e, como quase sempre, numa perspectiva abrangente e tão objectiva quanto possivel.
Chá de soluções.
ResponderEliminarVou ver esse Chá, Poeta.!
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