ESTRELATO(S)
Eu ando a mendigar, literalmente,
O pão de cada dia, a cada hora,
Apenas por estar gasta e estar doente,
Mesmo sendo poeta e produtora...
Se algum dia fui estrela, fui cadente,
Das muitas que dão luz indo-se embora
Pr`a logo se apagarem, num repente,
Negando a própria força propulsora,
E como confessar-vos que o estrelato
Se me afigura pouco apelativo,
Que bem mais ambiciono o são recato
Da pequenina casa em que (me) vivo
Tendo por companheiro um velho gato
Que é - como eu sou... - sensato e combativo?
Maria João Brito de Sousa - 21.01.2016 - 11.47h
“Insana mente”
ResponderEliminarA insanidade é total
Neste tempo indolente
Ser louco é fundamental
Para a sanidade da mente
A velocidade abissal
Da mudança vigente
Não faz inverter o sinal
A loucura é permanente.
Zé da Ponte
Poeta, estou de saída
Eliminarmas subscrevo o que aqui diz
pois bem noto que, à partida,
está "na moda" ser feliz...
"Adquira este detergente,
este carro, o creme "tal",
estas meias, este pente...
e a f`licidade é total!"
Mª João
Forte abraço!
“Rasgar horizontes”
ResponderEliminarA membrana da loucura
É como a da castidade
Preserva enquanto não fura
Um estado de sanidade
Mas uma vez perfurada
Penetras num mundo diferente
Onde existe a capacidade
Duma gestação permanente
Esta é a fonte da vida
Só por alguns explorada
Uma porta indefinida
A sete chaves fechada
Se controlas essa ferida
Loucura foi desvendada.
Poeta, vou-lhe falar
Eliminardo que tenho constatado;
Julguei que era um pouco "ao lado"
do que é prudente encontrar,
mas... depois de analisar
muito bem analisado
tudo o que tenho encontrado,
percebi que tinha errado,
logo deixei de o pensar...
Maria João
Foi o que me saiu, Poeta... e tem alguma razão de ser.. ao fim de uns tempos a navegar pela net, cheguei à conclusão de que tinha uma saúde mental de ferro e um equilíbrio emocional invejável, acredite! Abraço grande!
Presidenciais – 2016
ResponderEliminarE depois das eleições,
Com um presidente em Belém,
Como vão ser os serões
Que, agora, a gente tem?
Já estávamos habituados
A ouvir senhores tão cultos
Cortejarem-se de insultos
E motejos requintados…
Escutem lá excelências,
Já que tudo se reparte,
Dividam as presidências,
Cada um com a sua parte…
Ou prossigam a campanha
À noite, pela tê vê,
Doutro modo até se estranha…
E querem saber porquê?
Com a fartura de concursos
Do Malato e outros chatos,
Fazem-nos falta os discursos
E a garra dos candidatos.
Eduardo
Muito obrigada, amigo Eduardo!
EliminarHoje, apesar das infecções, escrevi um soneto e glosei outro de Florbela Espanca... adoraria conseguir responder-lhe "à letra", mas sinto que já abusei muito da minha capacidade de concentração, atendendo às circunstâncias e às duas infecções que estão ainda no seu auge...
A minha vida - agora e cada vez mais... - corre em câmara lenta, contrastando com o que a realidade nos solicita constantemente...
Um grande e grato abraço!