A SOBREVIVÊNCIA DO SONETO NO ACTUAL PÓS MODERNISMO

Palestra..jpg


 

Comentários

  1. Sexta-feira 13?
    Promete!
    e eu prometo
    que não falto

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu posso prometer-to, Rogério, mas se estiver tão afónica quanto hoje fiquei, falo, falo e ninguém ouve nada, rsrsrsrs... mas, sim, é mesmo numa sexta-feira 13!

      O azar é mesmo estar agora neste triste estado de que terei de recuperar rapidamente, ou ver-me-ei obrigada a "palestrar" sem voz, para além de sem (alguns) dentes...

      Eliminar
  2. TANTO CRAVO

    Tanto cravo descorado,
    Tanto cravo que murchou,
    Tanto cravo que enfeitou
    A lapela do malvado.

    Tanto malvado que usou
    Tanto cravo encarnado,
    Tanto cravo desolado
    Com a farpela que adornou.

    Tanto néscio disfarçado
    Na lapela colocou
    Tanto cravo envergonhado,

    Tanto cravo amargurado,
    Tanto cravo que corou
    De ver-se, assim, ultrajado.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou com febre, falta de ar e embora tenha tomado a aminofilina - SOS - não consigo encontrar a bomba de salbutamol... não coseguiria escrever poema nenhum nestas condições, mas cá voltarei amanhã, amigo Eduardo!

      Eliminar
    2. Estou sem voz e estou febril,
      Nem sei como hei-de fazer
      Mas, sendo cravo de Abril,
      Sei que, um dia, irei vencer

      Pois nem tudo foi tão vil
      Que o fizesse esmorecer
      Quando levado ao redil
      Dos que fazem por nem ver

      Que, na luta desigual,
      Que este cravo há-de enfrentar,
      Tudo pode ser vital

      Para a luta equilibrar
      E que a vitória final
      Sempre se há-de conquistar

      Maria João

      Aqui vai, amigo Eduardo, com muita dificuldade porque a gripe continua a evoluir e, neste momento, não garanto que não tenha passado a infecção bacteriana. Forte abraço!



      Eliminar
  3. “Desiguais”

    Em busca da simetria
    Na assimetria vigente
    Posso encontrá-la um dia
    Mas isso é-me indiferente

    Importante é o caminho
    Nesta busca incessante
    O resultado eu adivinho
    Como pouco interessante

    Caminharei sem cessar
    Em busca desse ideal
    A simetria da razão

    Estou certo de encontrar
    Uma outra desigual
    Assimetria da emoção.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Com simetria, ou sem ela,
      Terei de seguir em frente
      E, se esta mão ma cinzela,
      Assim, tão naturalmente,

      Porque a considero bela,
      Ficarei muito contente
      Por ter conseguido aquela
      Que se nega a tanta gente...

      Racional por natureza,
      Descubro, por toda a parte,
      As mil formas de beleza

      Que há que transformar em arte
      E, não procuro a grandeza
      Nem aqui, nem mesmo em Marte...

      Maria João

      Poeta, desculpe esta maluqueira deste sonetilho, mas foi o que me foi saindo no meio deste contexto de febre e dispneia, com uma amiga preocupada a querer falar comigo ao telefone... quando estou afonica e sem fôlego. Mas que saiu, saiu e vou aproveitá-lo porque não sei se logo vou estar capaz de escrever seja o que for. Abraço grande!

      Eliminar
  4. Respostas
    1. Estou mesmo de saída par uma consulta SOS, mas aindavou tentar ir ao chá, Poeta!

      Eliminar
  5. “Ranieri”

    Era um não campeão
    Com trajecto invejável
    Após muito trambolhão
    Permanecia intocável

    Este eterno falhado
    A caminho do sucesso
    Destino tinha traçado
    Não existindo retrocesso

    A uma equipa desconhecida
    Com um historial discreto
    Num inferno indescritível

    Deu-lhe o sopro de vida
    E dum irrealizável projecto
    Nasceu a raposa invencível.

    ResponderEliminar
  6. “Paraísos”

    Vasculhar o paraíso
    Esse da alta finança
    Já não habita juízo
    Nos doutores da balança

    Finança é fogo que arde
    Que queima e pode matar
    Não se agigante o covarde
    E o poderoso deixe-se estar

    Esta maré vai serenar
    A troco duma mudança
    Todos sabem qual será

    Desde logo nada mudar
    A troco da enorme esperança
    Que o paraíso recompensará.

    Prof Eta

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas