ALMAS GÉMEAS - Vídeo de Maria Lourdes N. Mourinho Henriques


 


 

Comentários

  1. Respostas
    1. Abraço, Rogério! Estou mesmo de saída para o hospital!

      (conto ter alta definitiva...)

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  2. Extraordinário vídeo, merece ampla divulgação.

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    1. Obrigada, Poeta! A iniciativa e o trabalho de montagem do vídeo foram da amiga Maria de Lourdes M. Henriques, do Horizontes da Poesia. Também foi uma surpresa para mim!

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  3. “Esse”

    Com certeza voltaremos
    Sem a certeza de nada
    Apenas que deixaremos
    Nossos passos nessa estrada

    Nossos passos nessa estrada
    Com todo o nosso fulgor
    Será leve a caminhada
    Porque nos guia o amor

    Porque nos guia o amor
    Faz-se leve pesada cruz
    Somos gente sonhadora

    Somos loucos sim senhor
    Sonhamos com um tal Jesus
    Esse da Nossa Senhora.

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    1. Que essa vossa caminhada
      Traga o sabor do pão quente
      E, apenas, parte da estrada
      Que percorre toda a gente;

      Se a Vida não está parada,
      Se sempre caminha em frente
      E cresce e é renovada,
      Cada passada é semente

      Que a cada passo é lançada
      Mais certa, ou erradamente,
      Na terra seca, ou molhada,

      Mesmo que o sol esteja ausente
      E ás vezes, por tudo e nada,
      Pareça menos contente...


      Maria João

      Aqui vai, Poeta, o que me ocorreu, assim, de repente...
      Um pouco pior (eu), desde ontem à tarde, tem-me sido mesmo absolutamente necessário passar a maior parte do tempo deitada. Veremos como cumpro, ou não, a minha caminhada de hoje.

      Peço desculpa por não termos tido a oportunidade de ler alguns sonetos, eu e o Joaquim Sustelo, conforrme estava programado, mas as pessoas começaram a sair e já não foi possível terminar a palestra segundo o que quereríamos.

      Um forte abraço!



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  4. “Nevoeiros”

    Além da compreensão
    Há muito a compreender
    Embora digam que não
    Os que não conseguem ver

    Eu consigo dizer que sim
    Mas sem a total visão
    Pois o nevoeiro em mim
    Impõe o filtro da razão

    Há barreira a romper
    A todo e qualquer instante
    Senão o nevoeiro perdura

    Além da razão podes crer
    Compreendes de rompante
    Com o filtro da loucura.

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    1. LOUCURA - Clarificação do conceito de...


      Ah... loucura não filtra nada,
      Bem muito pelo contrário
      Porque, abrindo a porta errada,
      Faz, dum gato, um dromedário

      Dando, à coisa visionada,
      Um bizarro corolário
      Que a pobre gente, enganada,
      Julga ver nesse cenário...

      Gente há que nada sabendo
      - gente, ignorante, imatura... -
      Julga mal, logo dizendo

      Que toda e qualquer procura
      Passa a ser, quando não sendo,
      Fruto de humana loucura...


      Maria João


      Estava a ver que não conseguia... mas consegui responder a mais este seu sonetilho, Poeta.
      Tenho estado a piorar e cada passo dado, cada frase lida e processada me estão a custar muito, por enquanto... e sei lá até quando...
      Quanto ao "alegado filtro da loucura"... Poeta, já lidei com demasiadas pessoas dementes para poder falar disso com ligeireza.
      A demência não filtra coisa nenhuma, é tremenda e provoca um sofrimento atroz. O nosso conceito de loucura é que muito pobre e demasiado complacente; facilmente chamamos loucura àquilo que vai um pouco além dos padrões da mais sofrível das normalidades... fazêmo-lo por pura ignorância do que é, efectivamente, uma demência.

      Um muito forte abraço!

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  5. “Densos nevoeiros”

    Do lado errado da noite
    Já eu fiz uma caminhada
    Não que agora me afoite
    A copiar essa passada

    Esse lado da existência
    Esmaga-nos a compreensão
    Não sei se será demência
    Mas é total a distorção

    Alma grita por socorro
    E o corpo não lhe dá voz
    A loucura vem primeiro

    Ou me matam ou eu morro
    E neste sofrimento atroz
    A saída é por um bueiro.

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    1. Talvez haja um lado errado
      E talvez pelo bueiro
      Se saia desse tal lado,
      Quem sabe, de corpo inteiro..

      Talvez coisa reactiva,
      Talvez coisa funcional,
      Coisa degenerativa,
      Dessas a que chamam "mal"...

      Passível de tratamento?
      Com certeza! Sê-lo-á,
      Com ou sem internamento,

      Mais controlada estará...
      Só não sei se esse tormento
      Algum dia acabará...

      Maria João

      Poeta, penso que me descreveu um quadro clínico de um qualquer distúrbio mental que não posso identificar... mais uma vez, respondo um pouco "às cegas". Desta vez também no sentido literal da expressão, pois mal vejo o que escrevo...

      Abraço grande!



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  6. “Névoa”

    A mente está aberta
    E é minha convicção
    Plenamente desperta
    Para males que virão

    Mas uma coisa é certa
    Não interessa a explicação
    Seja psiquiatra ou poeta
    Todos na palma da mão

    Da mentira ou verdade
    Numa mente transversal
    Que dá a continuidade

    Seja p’ró bem ou p’ró mal
    Ao rasto da humanidade
    Coisa suprema e universal.

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    1. Será sempre desejável
      Ter bom-senso, lucidez
      E, à noção do que é provável
      Juntar, sempre, a do "talvez",

      Ir mendindo o mensurável,
      Ir descobrindo os porquês
      E analisando o palpável
      Dia a dia, mês a mês...

      Porque somos ser`s pensantes,
      Faz-nos falta assim pensar...
      Nada volta ao que era dantes,

      Tudo está sempre a mudar
      E as mudanças são constantes;
      Tudo muda sem parar...


      Maria João

      Poeta, a tosse voltou e, ontem à noite, estava de novo febril. Infelizmente nem tudo muda para melhor, assim, tão literalmente quanto o desejaríamos, tanto ao nível do pessoal, quanto do colectivo... estarei por aqui enquanto conseguir, mas bem menos regularmente do que costumava estar, porque cada vez me vai sendo mais difícil ver, manter a concentração e "processar" o que vou lendo. Esperemos que seja uma situação pontual e que dentro das tais seis semanas - agora já são cinco - a situação possa ter melhorado um pouco.
      Um GRANDE e grato abraço!

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  7. “Entupimentos”

    Porquê a felicidade?
    Se a infelicidade podes ter!
    Porquê a tua cidade?
    Se no campo podes viver!

    Para quê tanta capacidade?
    Se vês a incapacidade vencer!
    Para quê tanta verdade?
    Com a mentira a florescer!

    Por onde vais realidade?
    Se te atropela o virtual
    Se te aprisiona o ruído

    Pensando bem, na verdade
    Nunca me poderei dar mal
    Tenho o cérebro entupido.

    Prof Eta

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    1. Poeta, estou mesmo,mesmo de saída para mais do que uma consulta e posterior entrega de "papeladas" burocráticas, mas... vou ver o que me sai, assim, de repente...

      Tem o cérebro entupido?
      Poeta, tem a certeza?
      Digo-lhe já que duvido,
      Vendo a sua ligeireza...

      Nunca o vendo adormecido
      E a rimar com tal destreza,
      Apesar desse ruído
      Tem alguma chama acesa

      É, por vezes, divertido
      E manda embora a tristeza
      Quando não faça sentido

      Vê-la somar-se em grandeza
      A verso que, comedido,
      Mostre tal delicadeza...


      Maria João


      Um abraço forte, Poeta!





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  8. “Presunção da matéria”

    O louco desadaptado
    Adaptou-se à loucura
    Esse foi o resultado
    Desta sanidade impura

    Presença em todo o ser
    Por muito que seja negada
    Somos dela sem querer
    Quem não a vê, não vê nada

    Somos matéria com vida
    Outra existe inanimada
    Outra está p’ra decisão

    Esta existência dividida
    Não foi ainda comprovada
    Podemos ser presunção.

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    1. Bicharocos complicados,
      Somos, com toda a certeza;
      Alguns muito equilibrados,
      Outros não... mas, com franqueza!

      São tais - e tão mal estudados... -
      Os dons desta natureza
      Que me parecem escusados
      Se olhados sem subtileza

      Pois, antes de tudo o mais,
      Convém tudo ir aferindo,
      Não vão passar a "normais"

      Os que, nunca reagindo;
      São "burros" convencionais
      Que , açoitados, vão sorrindo...

      Maria João

      Cá vai mais um bocadinho de "presunção da matéria", embora, conforme lhe disse, eu não costume gostar de tratar com esta ligeireza as situações de psicoses e demências que considero gravíssimas e que em tudo diferem das situações de desadaptação ditas reactivas.

      Um abraço grande, Poeta!

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  9. O meu amigo Vitorino é o dono da última retrosaria de Grândola Vila-morena.

    Conheci-o em pequenino, com 12 ou 13 anos quando lá era moço de recados.

    A ÚLTIMA RETROSARIA

    Passei por Vila Morena
    E numa praça pequena,
    Naquela retrosaria,
    Tanta coisa que lá havia!
    Ele eram agulhas e linhas,
    Nastros para as bainhas,
    Eram dedais, eram fitas,
    Eram flanelas e chitas,
    Alfinetes e botões,
    Eram sedas e algodões,
    Gregas e atoalhados,
    Eram rendas e bordados,
    Eram galões e canelas,
    Eram cordões e fivelas,
    Eram novelos, meadas,
    Eram lençóis, almofadas…
    De tudo ali havia
    Naquela retrosaria!
    E havia, atrás do balcão,
    O empregado e patrão
    Para atender as freguesas,
    Distribuir gentilezas
    E para contar histórias,
    Fruto das suas memórias.
    Ele era amola-tesouras,
    Ele ensinava as Senhoras
    A talhar suas farpelas
    Ele cosia entretelas…
    Um poço de sabedoria
    Naquela retrosaria
    Onde está desde menino.
    Ele é o sábio Vitorino

    Eduardo

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    1. Muito gostei deste seu poema ao seu amigo Vitorino e à última retrosaria da Vila Morena, amigo Eduardo!

      Envio um grato abraço para si e sua esposa, desejando-vos um excelente fim-de-semana.

      Maria João

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  10. “Anti Shakespeare”

    Neste mundo virtual
    Nosso corpo nossa mente
    Sendo partes do real
    Têm utilidade aparente

    Para o bem e para o mal
    Tudo agora é diferente
    O que era sentimental
    É tido como indiferente

    Ser ou não ser não é questão
    Shakespeare estava errado
    Por tudo o que possuímos

    Somos possuídos em vão
    Nosso ser foi transformado
    Como máquinas não sentimos.

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    1. Utilidade real,
      Terão nosso corpo e mente,
      Pois mesmo no virtual
      Sempre foi mais que aparente

      Essa que, a bem ou a mal,
      Modela a vida da gente;
      Cada um, sendo animal,
      Cada qual sendo dif`rente,

      Mas... como máquinas? Não!
      Por mais que elas se aproximem
      Vão-se aproximando em vão,

      Pois coitadas, não se exprimem
      Senão sob a nossa mão,
      Nos dedos que as teclas primem...

      Maria João


      Cá vai com o abraço de sempre, Poeta!

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  11. “Canto zero”

    As garrafas e garrafões esvaziados
    Que aqui na antiga Tasca da Xana
    Por desgostos que vimos afogados
    Dia após dia, semana após semana
    Em ambiente de festa mergulhados
    Assim limpamos nossa alma humana
    Pobre o corpo que tanto embriagaram
    Mas ao qual suas manchas limparam

    Houve por vezes disputas furiosas
    Em questões que foram abraçando
    Por recalcarem as razões acintosas
    Que tais diferendos foram criando
    E assim estas memórias gloriosas
    Na Tasca da Xana se foram gizando
    Dum memorial imenso farão parte
    Edificado ao povo em toda a sua arte.

    Zé da Ponte

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    1. ... e também às palavras valerosas
      Que nossos versos foram dilatando,
      Exaltarei na Terra, ou mesmo em Marte,
      Se acontecer por lá ter de encontrar-te!

      Maria João

      Poeta... não resisti , foi mesmo isto o que me ocorreu de imediato.
      Segue com o abraço grande de sempre!

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  12. “Extinções”

    Eterno nunca será
    Pois até a eternidade
    Um dia se extinguirá
    Por perder a mocidade

    Alguém não acreditará
    Por ser mentira ou verdade
    Mas outrem sempre haverá
    P’ra desmentir a saudade

    E assim se forma o vazio
    No vazio do pensamento
    De quem pensa ter vivido

    Na eternidade onde faz frio
    Vivendo cada momento
    Mesmo que tenha morrido.

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    1. Não me extinga já, Poeta,
      Porque estou muito enervada;
      Não consigo estar quieta,
      Já não sei pensar em nada

      Senão na coisa concreta
      Que, não estando anunciada,
      Continua a ser secreta
      E eu queria ver publicada...

      Bem lamento este "umbiguismo",
      Mas, verdade, verdadinha,
      Fico à beira de um abismo

      E presa por uma linha;
      Meu corpo a vibrar num sismo
      E a minh`alma "apertadinha"...

      Maria João

      Peço desculpa, Poeta, mas... neste momento não consigo pensar em mais nada senão no Prémio a que concorri e que vai ser anunciado hoje. Tudo o que me ocorreu dizer foi isto, embora não pretenda a relativa eternidade para mim e sim para a poesia... ou, mais especificamente, para a forma poética por que me apaixonei aos 55 anos, o soneto. Acredito que vale a pena lutar por ele, embora a minha própria sobrevivência seja toda ela uma luta e, por vezes, uma luta "in extremis"...

      Abraço grande!

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  13. “Evasões”

    Em fuga sempre me vi
    Só não consegui fugir
    Mas disposto a resistir
    Dentro de mim permaneci

    São fronteiras limitadas
    As do corpo em redor
    Seria dum mundo maior
    Se as vira extravasadas

    Remetido a espaço conciso
    Sem possibilidade d’evasão
    Sou um corpo que se arrasta

    Mas pensar não é preciso
    Remeto-me à contemplação
    Se a evasão de mim se afasta.

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    1. Poeta, peço desculpa, mas... não tinha ainda visto este seu sonetilho...

      (In)vasões...

      Não me evado; permaneço
      Bem firmada nas raízes
      Do poema em que me esqueço
      Das razões que tu desdizes

      E, se de nada te impeço
      Nem te aponto as directrizes
      Em função de um recomeço
      Na matriz de outros matizes,

      Porque houvera de evadir-me
      Desta terra que escavei?
      Melhor fora, de vez, ir-me,

      Sem cuidar que aqui deixei,
      Nem tempo pr`a despedir-me,
      Tudo o que, na vida, amei...


      Maria João

      Cá vai o meu (in)vasões, Poeta, que me ocorreu, como habitualmente, quase automaticamente... de novo peço desculpa, mas parece que a lentidão alastra e se me vai estendendo ao "funcionamento"...

      Abraço grande!

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  14. “Valorização”

    Prefiro não existir
    E ser aquilo que sou
    A verem-me sucumbir
    Às ordens do que pensou

    Pensem tudo, não p’ra mim
    Pensem tudo, sem cessar
    Se em tudo pensarem enfim
    Poderão parar de pensar

    Esgotados os pensamentos
    Chega a hora de meditar
    Em nova lei universal

    Regressar aos sentimentos
    O ser humano valorizar
    Como valor fundamental.

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    Respostas
    1. Há valor`s fundamentais
      Que haverá que preservar
      Nas "viragens" cruciais
      Por que estamos a passar

      E que parecem ser mais
      Do que dá pr`aguentar
      Por homens e animais
      Que habitem neste lugar...

      Tudo é feito de mudança,
      Mas jamais foi tão veloz
      Essa que tanto nos cansa

      Parecendo até ser f`roz
      Quando a todos nos balança
      De uma forma quase atroz...


      Maria João

      Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!

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  15. Para a minha amiga Vitória que acaba de ser bisavó (duas vezes avó)



    REALEZA


    Matilde, havia uma,
    De Bolonha, era Condessa,
    Mas Matilde Portuguesa
    Não me lembro de nenhuma.


    Hoje, a amiga Vitória,
    Que tem nome de Rainha
    Apresentou-me a netinha
    Que chegou p´ra sua glória.


    Felicitamos a avozinha
    E os pais, também, com certeza
    E igualmente a Marianinha,


    Pelo tesouro chegado
    Que vai ser uma Princesa
    E há-de ter o seu Reinado

    Agora lembrei-me eu,
    Juro à fé de quem sou
    Que só por razão silábica
    Não mencionei o avô.
    São coisas da gramática…
    Desculpe Rei Amadeu

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Seja, então, muito bem-vinda
      A vida que despontou
      Nessa Matilde tão linda
      E tão qu`rida desse avô...

      Já a nova me soara
      Noutro espaço e noutro dia
      E à família eu já saudara
      Com genuína alegria

      Hoje quero renovar
      Meus votos de longa vida
      À que acaba de chegar
      E, de todos, é tão qu`rida!


      Maria João

      Aqui fica, com o meu forte abraço de parabéns e renovando os meus votos de saúde, felicidade e longa vida, amigo Eduardo!

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