APEADEIROS
APEADEIROS
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Por um segundo paro... e foi-se um dia,
Ou mesmo dois ou três passaram já,
Que o tempo voa e nunca abrandará,
Nem mesmo pr`a fazer-me companhia
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Quando, em contra-relógio, adormecia
Na cama, na cadeira, ou no sofá,
Esquecendo-me do nada que não dá
Pra perfazer, dos gastos, a quantia.
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Peço desculpa por estar viva... ainda;
A Poesia é muito mais bem-vinda
Quando é fruto dos vates do passado
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E, sempre que o constato, sinto, assim,
Uma espécie de angústia acesa em mim.
(Cada "melhor de mim", passa-me ao lado...)
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Maria João Brito de Sousa - 23.03.2017 - 06.44h
Maravilhoso, Maria. Abraço enorme
ResponderEliminarMuito grata, António!
EliminarForte abraço, também para si!
Que lindo apeadeiro!!
ResponderEliminarObrigada, Fashion!
EliminarVou já até aí.
“Admiráveis discursos”
ResponderEliminarO amor à humanidade
Não tem côr e não tem raça
Não existe superioridade
Nada justifica a devassa
Mas há em bicos de pés
Quem se advogue soberano
Devia olhar-se de vez
Antes do cair do pano
É neste palco acirrado
Que sobe de tom o ruído
E se torna insuportável
Mas existe o outro lado
Onde o discurso proferido
É tão correcto e admirável.
Prof Eta
Não terá nem cor, nem raça,
EliminarNem credo e nem mesmo idade,
Esse que tudo ultrapassa
Quando existe humanidade.
Até mesmo na desgraça
Mantém toda a qualidade;
Nem a tragédia o deslassa,
Nem o desgasta a saudade
Que é natural, pois então,
E traduz uma paixão
Que, é sem dúvida, saudável;
Nunca nada se ama em vão,
Nem por mera tradução
De algo que é quantificável.
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de todos os dias, do fundo da minha desinspiração e da minha muito real hiper-hiper-tensão.