APEADEIROS

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APEADEIROS


*


 


 


Por um segundo paro... e foi-se um dia,


Ou mesmo dois ou três passaram já,


Que o tempo voa e nunca abrandará,


Nem mesmo pr`a fazer-me companhia


*


 


Quando, em contra-relógio, adormecia


Na cama, na cadeira, ou no sofá,


Esquecendo-me do nada que não dá


Pra perfazer, dos gastos, a quantia.


*


 


Peço desculpa por estar viva... ainda;


A Poesia é muito mais bem-vinda


Quando é fruto dos vates do passado


*


 


E, sempre que o constato, sinto, assim,


Uma espécie de angústia acesa em mim.


(Cada "melhor de mim", passa-me ao lado...)


*


 


 


Maria João Brito de Sousa - 23.03.2017 - 06.44h


 


 

Comentários

  1. “Admiráveis discursos”

    O amor à humanidade
    Não tem côr e não tem raça
    Não existe superioridade
    Nada justifica a devassa

    Mas há em bicos de pés
    Quem se advogue soberano
    Devia olhar-se de vez
    Antes do cair do pano

    É neste palco acirrado
    Que sobe de tom o ruído
    E se torna insuportável

    Mas existe o outro lado
    Onde o discurso proferido
    É tão correcto e admirável.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Não terá nem cor, nem raça,
      Nem credo e nem mesmo idade,
      Esse que tudo ultrapassa
      Quando existe humanidade.

      Até mesmo na desgraça
      Mantém toda a qualidade;
      Nem a tragédia o deslassa,
      Nem o desgasta a saudade

      Que é natural, pois então,
      E traduz uma paixão
      Que, é sem dúvida, saudável;

      Nunca nada se ama em vão,
      Nem por mera tradução
      De algo que é quantificável.

      Maria João

      Cá vai, Poeta, com o abraço de todos os dias, do fundo da minha desinspiração e da minha muito real hiper-hiper-tensão.

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