GLOSANDO VASCO DE CASTRO LIMA
COLHEITA
Surge o coro dos pássaros cantores
na catedral pagã da mataria.
O milho ruivo e os pomos tentadores
cobrem a terra pródiga e sadia.
É o tempo da colheita. Os segadores
remoçam, cantam, choram de alegria.
Como prêmio ao suor dos lavradores,
não vai faltar o pão de cada dia.
Garças esbeltas, de alva formosura,
passeiam pelo campo aquela alvura
que põe, no verde, branquidões bizarras.
E o coqueiro se curva, satisfeito,
porque ainda vibra, dentro do seu peito,
o zunido estridente das cigarras...
Vasco de Castro Lima
In osecularsoneto.blogspot.pt
COLHEITAS,,,
"Surge o coro dos pássaros cantores"
E eu páro de cantar, que é já cumprida
A função de aliar-me aos produtores
Das mais belas colheitas desta vida.
"O tempo é de colheita. Os segadores"
Empunham, com mão forte e decidida,
As foices e, esquecendo algumas dores,
Empenham corpo e alma na corrida.
"Garças esbeltas de alva formosura"
Vão-nos sobrevoando a grande altura,
Um mesmo sol dourado os abençoa
"E o coqueiro se curva, satisfeito,"
Completando um cenário tão perfeito
Que nos lembra uma tela de Malhoa...
Maria João Brito de Sousa - 30.03.2017 - 12.39h
Que belas colheitas!!
ResponderEliminarObrigada, Fashion.
EliminarPor cá, as infecções urinárias continuam a ser uma constante da vida, tal como o sonho o era, para Gedeão... vou já até aí.
“Conto d’encantar”
ResponderEliminarNas estrelas há loucura
No vento há ansiedade
No oceano magia pura
Na terra há sobriedade
Ao longe o dragão alado
Cospe um fogo sem fim
Em seu canto aninhado
Não o façam tão ruim
Na sua torre a donzela
Desespera p’la salvação,
Não a façam tão bela
Senhora de sua feição!
Eis que surge à janela
Seu amado, o dragão.
Prof Eta
CONTO INTERPRETADO
EliminarDe nós, só de nós, humanos
- doutros animais, também... -
Nascem esses (des)enganos
D`ânsia e paixão, ou desdém,
Estão connosco há tantos anos
Como aqueles que a gente tem,
Que em tudo nos projectamos,
Conforme mais nos convém...
Se a donzela envelheceu
Ao longo da narrativa,
Ou se o dragão, que era o seu,
Sempre a quis manter cativa,
É porque alguém - que não eu! -
Quer que a Fantasia viva...
Maria João
Bom dia, Poeta!
Cá vai, com o abraço de sempre, a minha interpretação do seu CONTO D´ENCANTAR.
Continuo menos bem, mas prossigo a nova antibioterapia e, muito embora com algum receio de que os valores do INR "disparem", espero sair viva das garras do "dragão" mais ameaçador, neste momento; a minha milionésima(?) infecção urinária por bactéria oportunista.