CONVERSANDO COM O POETA ADÍLIO BELMONTE

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PINGOS DE CHUVA




Há no inverno e também neste verão,
Fazendo reflorir todas as flores
E muito amor ao nosso coração,
Livrando-nos a todos de suas dores.

Os pingos batem forte no telhado
Tal qual som musical em harmonia
Que sai do piano ao toque do teclado,
Como todos nós numa sinfonia.

Cantemos todos nós em dós e rés
Juntamente com todos trovadores,
Pois o grande concerto já se instalou.


Tal musicalidade é das marés
Sobre bravos e fortes pescadores
Dos mares que o poeta já nos falou.


Adílio Belmonte





Belém – PA - Brasil


 


***********





DE OLHOS NO HORIZONTE E MÃO NO LEME





Que a musicalidade das marés
Te traga inspiração e força e esp`rança!
Que nessa Barca e sobre o seu convés,
Em vez de tempestade, haja bonança!

Que o céu, que agora está negro-de-pez,
Se encha das cores do arco-da-aliança
Preenchendo esse negro que ora vês
P´ra tornar mais harmónica a mudança!

Haja o que houver, que a Barca permaneça,
Que nas ondas do Mar nunca pereça
Essa que tudo enfrenta e nada teme

E nem a Tempestade nos impeça,
De rumar devagar, ou mais depressa,
De olhos no Horizonte e mão no Leme!


Maria João Brito de Sousa - 27.11.2017 - 10.12





Oeiras, Portugal


 


 

Comentários

  1. E que o sorriso perdure
    para mais um dia que nos cure
    as maleitas...

    Bom e feliz dia
    Beijinhos

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    Respostas
    1. Um feliz dia também para ti, Anjo!

      Beijinhos

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    2. Embora frio de bater o dente
      temos Solinho

      Beijinhos e bom e feliz dia

      Eliminar
    3. Muito, muito frio, Anjo... mas ontem choveu a bom chover...

      Feliz dia!

      Eliminar
  2. “Panteão com animação”

    Estava ali no Panteão
    No descanso duma vida
    Pensando com meu botão
    Mas que morte aborrecida

    Alguém deu a solução
    E de forma decidida
    Alugaram o nosso salão
    P’rá noite mais divertida

    Minh’alma rejuvenesceu
    Com tamanha animação
    Logo disse à outra malta

    Desde de c’a gente morreu
    Não mais fôramos à televisão
    Assim voltámos à ribalta.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Ilustres, mas "aguados"

      ... mas os pobres sepultados
      Não puderam comer nada,
      Ficaram decerto aguados
      Ao ver a mesa enfeitada

      Que os vivos, bem regalados,
      Encheram de feijoada
      Gourmet, pois são requintados
      Seus gostos... ah, vida airada!

      Estivesse eu no Panteão,
      Teria ressuscitado
      Só pr`a provar o feijão

      E, depois de saciado,
      Voltava pr`á escuridão
      Do meu túmulo fechado...

      Maria João


      Bom dia, Poeta! Cá vai e peço desculpa, mas foi o que me ocorreu, assim, de repente... os pobres dos sepultados devem ter ficado aguados, coitados...

      Abraço grande!



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