CONVERSANDO COM O POETA ADÍLIO BELMONTE

PINGOS DE CHUVA
Há no inverno e também neste verão,
Fazendo reflorir todas as flores
E muito amor ao nosso coração,
Livrando-nos a todos de suas dores.
Os pingos batem forte no telhado
Tal qual som musical em harmonia
Que sai do piano ao toque do teclado,
Como todos nós numa sinfonia.
Cantemos todos nós em dós e rés
Juntamente com todos trovadores,
Pois o grande concerto já se instalou.
Tal musicalidade é das marés
Sobre bravos e fortes pescadores
Dos mares que o poeta já nos falou.
Adílio Belmonte
Belém – PA - Brasil
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DE OLHOS NO HORIZONTE E MÃO NO LEME
Que a musicalidade das marés
Te traga inspiração e força e esp`rança!
Que nessa Barca e sobre o seu convés,
Em vez de tempestade, haja bonança!
Que o céu, que agora está negro-de-pez,
Se encha das cores do arco-da-aliança
Preenchendo esse negro que ora vês
P´ra tornar mais harmónica a mudança!
Haja o que houver, que a Barca permaneça,
Que nas ondas do Mar nunca pereça
Essa que tudo enfrenta e nada teme
E nem a Tempestade nos impeça,
De rumar devagar, ou mais depressa,
De olhos no Horizonte e mão no Leme!
Maria João Brito de Sousa - 27.11.2017 - 10.12
Oeiras, Portugal
E que o sorriso perdure
ResponderEliminarpara mais um dia que nos cure
as maleitas...
Bom e feliz dia
Beijinhos
Um feliz dia também para ti, Anjo!
EliminarBeijinhos
Embora frio de bater o dente
Eliminartemos Solinho
Beijinhos e bom e feliz dia
Muito, muito frio, Anjo... mas ontem choveu a bom chover...
EliminarFeliz dia!
“Panteão com animação”
ResponderEliminarEstava ali no Panteão
No descanso duma vida
Pensando com meu botão
Mas que morte aborrecida
Alguém deu a solução
E de forma decidida
Alugaram o nosso salão
P’rá noite mais divertida
Minh’alma rejuvenesceu
Com tamanha animação
Logo disse à outra malta
Desde de c’a gente morreu
Não mais fôramos à televisão
Assim voltámos à ribalta.
Prof Eta
Ilustres, mas "aguados"
Eliminar... mas os pobres sepultados
Não puderam comer nada,
Ficaram decerto aguados
Ao ver a mesa enfeitada
Que os vivos, bem regalados,
Encheram de feijoada
Gourmet, pois são requintados
Seus gostos... ah, vida airada!
Estivesse eu no Panteão,
Teria ressuscitado
Só pr`a provar o feijão
E, depois de saciado,
Voltava pr`á escuridão
Do meu túmulo fechado...
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai e peço desculpa, mas foi o que me ocorreu, assim, de repente... os pobres dos sepultados devem ter ficado aguados, coitados...
Abraço grande!