A TODAS AS MUSAS - E MUSOS... - DE BENGALA...

bengalas03.jpg


 





Sou rebelde e, confesso, caprichosa;


Vista, em gala, um soneto delicado,


Ou o casaco usado de uma prosa,


Vesti-los-ei com gosto e com cuidado,





Como se fossem pétalas de rosa,


Ou penas de um pardal que, apaixonado,


Do mais alto dos galhos da mimosa


Cantasse à companheira um velho fado.





Tenho uma pauta própria, mas comum


Ao mais douto e ao velho “Trinta e Um”


E tanto sirvo o rei, quanto o magala.





Caso não conheçais poeta algum,


Não podeis afirmar; - Não há nenhum


Que se atreva a ser “muso”... e “de bengala”.











Maria João Brito de Sousa – 12.01.2018 – 14.49h


 

Comentários

  1. Gostei da alusão ao 31
    que como nós
    não há nenhum... hé hé hé

    Boa e feliz noite
    que aqui os Calhaus até batem o dente
    de frio.

    Beijinhos e há que se cuidar

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    Respostas
    1. Olá, Anjo.

      Também eu tremelico de frio, porque a saída de ontem não se mostrou lá muito favorável à minha gripe. Mas tinha de ser e bem precisava porque o INR está perigosamente baixo e terá de ser re-avaliado na próxima semana.

      Ainda bem que gostaste

      Beijinhos

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    2. Pois
      mas deixo uma receita
      suminho de Laranjinha ao deitar
      ( laranjas )
      com um ilvico
      fazem maravilhas ao acordar... Nota-se a diferença.

      Beijinhos e uma feliz noite de aqui

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    3. Obrigada, Anjo, mas eu faço tratamento de anti-coagulação e não posso tomar nada que possa interferir com essa medicação. Mas claro que já tenho os sintomas minimamente controlados pelos poucos antipiréticos que posso tomar, por acetilcisteína -para tornar a tosse mais produtiva - e um anti-alérgico ; a ebastina.

      O problema maior vai sendo mesmo o da outra infecção. Uma infecção renal bacteriana que há muito se tornou crónica e precisa de cuidada antibioterapia.

      Que tenhas uma noite muito serena e descansada. Beijinho.

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    4. Para ti também, Anjo.
      Eu, a esta hora, já estou que mal vejo as teclas e as letras...

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  2. “Há coisas”

    Há coisas a acontecer
    E outras não acontecem
    Há pessoas a adormecer
    E outras não adormecem

    Há corpos a aquecer
    Enquanto outros arrefecem
    E gente a enriquecer
    Enquanto outros empobrecem

    Há coisas e corpos no chão
    Coisas que não se conhecem
    E até gente sem coração

    Há coisas que não merecem
    Quem as possa ter na mão
    E coisas que não se esquecem.

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    Respostas
    1. Ele há coisas descabidas
      E outras que fazem sentido;
      Nem todas serão escolhidas,
      Chegando em tempo indevido.

      Coisas vagas, pressentidas...
      Mesmo o homem prevenido,
      Ao senti-las como f`ridas,
      Vai sentir-se desvalido...

      Há gente sem coração
      E há corações que entorpecem
      Com tanta contradição...

      Se há uns que bem o merecem,
      Outros há que, sem razão,
      Fibrilham e desfalecem.

      Mª João

      Bom dia, Poeta! Cá vão um sonetilho-resposta meio "amartelado" e o abraço de sempre.

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  3. “Na palma da mão”

    Viver não é a opção
    Nem morrer alternativa
    Perigosa esta situação
    Que nos deixa à deriva

    Em busca duma solução
    Essa que da paz nos priva
    Depara-se-nos a ilusão
    De que a vida nos cativa

    E o fogo sempre à espreita
    Nas vielas deste dilema
    Aquece-nos o coração

    Por esta passagem estreita
    Cabe a vida e um poema
    E o mundo na palma da mão.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Viver, mais do que estar vivo,
      Pode, às vezes, ser opção;
      Suponhamos que um cativo,
      Prefira estar na prisão

      A fugir, se o correctivo
      For uma aniquilação...
      Fez algo de subjectivo,
      Mas à morte disse: - Não.

      Eu nunca o secundaria,
      Eu tentaria escapar-me,
      Mesmo "entrando numa fria"

      E não é para gabar-me,
      Mas a morte escolheria
      Se ocorresse alguém castrar-me...*

      Mª João

      Aqui vai, muito, muito palerma, escrito sobre o joelho e muito martelado, o meu sonetilho-resposta, Poeta. Abraço grande.


      * Castrar- no sentido de manipular, prender, silenciar pela força...




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  4. brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

    Aconchegada noite desejo eu

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